the search for snake
17 Acordar
Helena abriu os olhos. Seu corpo estava um pouco dormente e dolorido, e sua visão estava embaçada.
–S-Senhor Drake... – Ela chamou, sem resposta.
Após algum tempo, sua visão melhorou, e ela podia ao menos se levantar. Estava largada em um canto de uma sala, não tão bem iluminada, cheia de sangue pelo chão, onde ela tentava não pisar. Ela ouviu um barulho e logo se abaixou escondendo-se em baixo de uma mesa. Uma criatura grotesca e enorme entrou na sala. Helena, de tanto medo de ser descoberta, até mesmo prendeu a respiração. A coisa tinha passos pesados, e chegou perto da mesa onde Helena se escondia. Uma garota gritou de dor, lá de fora da sala, e a coisa saiu correndo.
Helena, devagar saiu de baixo da mesa, pegou uma barra de ferro que estava perto e começou a seguir os gritos, um pouco abaixada e mantendo certa distancia. Podia ouvir os gritos cada vez mais altos.
–Aquele maldito doutor!! – Gritava uma voz de menina, que Helena reconheceu rápido.
–A garota da lanchonete? – Sussurrou para si mesma.
–Ignorem as ordens anteriores!! Matem todos os pirralhos!! Todos!! Até mesmo aquela bruxa maldita!! – A voz deu uma pausa. – Na verdade... comece pela bruxa. Vai rápido!!
A coisa saiu cambaleando e correndo, esbarrando nas paredes. Helena queria espiar e saber se a garota realmente era a mesma que estava na lanchonete, mas uma duvida se implantou em sua cabeça: “Será que a tal bruxa que tem de ser morta seria a Medusa?” e então seguiu a coisa, fazendo esforço para não ser vista pela garota através da porta.
–Quem está ai? – Disse Melody e Helena tremeu. – Quem está ai? Responda.
–S-Sou eu, senhora. – Disse Helena, disfarçando a voz ao reparar na bandagem da garota.
–Quem é você? – Melody por um momento para pensar. – Você é a garota que...
Antes de ela terminar, Helena a acerta com a barra de ferro na cabeça
–D-Desculpa foi o momento. Eu fiquei agitada e nervosa, eu... – E Helena reparou que ela havia desmaiado.
Suspirou e seguiu o som dos passos pesados da coisa. Helena, correndo, logo a avistou parada frente a uma porta. Parecia não conseguir abri-la, suas mãos eram grandes demais. Ficou ali tentando por mais uns dois minutos até perder a paciência e arrombar a porta. Entrando na sala correndo.
Rapidamente Helena a seguiu e viu a criatura novamente parada, mas dessa vez parecia amedrontada. Helena se inclinou um pouco para ter a mesma visão da criatura, e compreendeu completamente o medo dela. Medusa estava amarrada com os braços pra cima, cheia de ferimentos, mas a atmosfera ao seu redor era a mesma de sempre, mostrando sua força e crueldade. A coisa levantou uma enorme clava de ferro e se preparou para acertá-la, mas Helena fincou a barra de ferro nas juntas do joelho dele, que caiu de apoiado no outro joelho soltando um urro. Helena rapidamente se pôs a frente de Medusa e, com muito receio, começou a soltá-la.
–O... que... está fazendo? – Medusa tinha a voz fraca e baixa.
–Te tirando daqui.
–Por... que? — Helena suspirou e a olhou nos olhos.
–Nem eu sei. – Terminou de desamarrá-la. – Mas acho que nem você merece isso. Você pode receber um julgamento direto e justo do Shinigami-sama depois.
Medusa se deixou cair sobre os ombros de Helena, que começou a caminhar. A coisa ignorou a dor da barra de ferro e se levantou com brutalidade, girando a clava sobre as cabeças delas que caíram ao chão antes de serem acertadas. Helena tratou de levantá-las rapidamente e continuar fugindo, a coisa era lenta e desajeitada. Helena viu sorte nisso, a coisa moveu novamente a clava, mas dessa vez foi Medusa quem levantou Helena para que esquivassem.
–Pode se mover? – Perguntou Helena.
–Um pouco, pelo menos.
–Melhor do que nada, acho.
Medusa se abaixou bruscamente para desviar de um ataque por cima, e saiu correndo com a velocidade que tinha. Helena a acompanhava.
–Não me lembro onde é a saída... – Disse Helena, sendo puxada por Medusa.
–Eu ainda lembro. — E medusa saiu correndo na frente. Helena se perguntava se tomou a iniciativa certa ao salvá-la. — Não se preocupe, não vou te matar enquanto precisar de ajuda.
–Isso deve ser bom. – O corpo de Helena tremia.
Deixando a coisa desajeitada as seguirem, elas se dirigiam a saída. Num momento de pressa, Medusa e Helena caíram ao chão, e Medusa havia desmaiado.
–Ah não, agora não! – Helena tentava puxar ela enquanto a coisa se aproximava.
A coisa se aproximava. Helena atirou uma pedra nela e correu para longe de Medusa.
–Vem me pegar, vem!
A coisa desferiu um golpe, mas Helena foi puxada para a direita e envolvida em um abraço.
–Finalmente te achei... — Disse Drake sorrindo, enquanto a abraçava.
–S-Senhor Drake? – Ela sentiu lagrimas brotarem nos olhos.
–Vamos acabar com isso, ok? – Ele sorria gentilmente, e ela se tornou foice antes de deixar as lagrimas caírem.
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