teen sex
2 Gotta keep my hype strong.
Notas iniciais
Esperamos que gostem desse capítulo, boa leitura.
Edward. Que diabos aconteceu com o bom e velho Edmundo?
— Prazer, Edward. Sou Sam.
— Primeiro a satisfação... — disse, sorrindo maroto.
— Se orienta, cara. — resmunguei.
- Tudo bem, Sam. Acho que já deu minha hora. Quando posso vê-la novamente? — perguntou, levantando-se.
- Que tal no inferno? — sugeri, sincera.
- Ah, ainda demoro pra chegar lá. — sorriu — Aqui está o número do demônio. — disse, enquanto anotava seu número num guardanapo.
Enfiei o número no bolso enquanto constatava a troca de papéis.
- 'See you later' — disse, despejando sotaque britânico.
Cuidado que a carne é fraca, Edmundo...
Fiquei observando-o sair depois de cumprimentar cada um na Duffs. Estranho nunca ter notado Edgar lá, com seu violão de criança.
Estava terminando minha cerveja quando Ana entrou desesperada na Duffs, o lápis escorrendo e a cara inchada.
- SA... SAM... SAM?? — Me procurava, enquanto eu estava bem ali, na frente dela.
- Ana... ANA... CARALHO ANA, AQUI!
Ela se sacudia em meus braços, chorando alto e desesperando o pub inteiro.
Ainda dava tempo de fingir que não a conheça e sair discretamente.
- Que caralhos aconteceu contigo, garota? — berrei na cara dela.
Ela não parecia disposta a abrir mão da crise histérica pra me contar algo, então o plano era arrastá-la Duffs afora.
- Ei, Arnold, depois acerto a conta, ok? — sussurrei pro balcão enquanto carregava uma Ana surtada e possivelmente bêbada pelo bar.
Meus 58 quilos não ajudavam em nada no processo, e ainda tinha a chuva alagando meus tênis enquanto consolava Ana por Deus sabe que diabos.
Parei na porta da casa dela, joguei a garota no hall de entrada e fui atrás de alguém que soubesse fazer chá, ou de uma tarja preta, quem sabe.
Acabei me virando com água com algo que parecia muito açúcar e uma Coca silenciosamente furtada pra mim.
- Agora desembucha. — guinchei, me jogando no sofá e ligando a TV.
Ela hesitou, mas finalmente — e para o bem dela — começou a falar.
- Sam, eu estava falando com Jack essa noite e... — Jack é seu namorado fofo e tarado, que conquistava tudo e todos com seu sorriso. — Sam... Jack está com leucemia.
- O que? — Sim, eu tinha entendido, mas era difícil acreditar.
Jack sempre foi tão saudável e alegre, ele é aquele tipo de pessoa que você nunca veria abalada por algo, é impossível.
- Isso mesmo. — ela respondeu entre soluços. — Depois que eu falei com você ele veio aqui em casa e me contou. Eu fiquei muito nervosa e ele foi pra casa dele...
- Tá, calma, Ana. Não precisa chorar. — Eu estava dando o máximo de mim pra consolá-la, mas se tem algo que não sei fazer é isso. — Sabe, vai ficar tudo bem. Ele é forte e vai se cuidar...
- Leucemia é coisa séria, entende, Sam? A vida dele nunca mais vai ser a mesma! Isso é, se ele tiver vida depois disso e...
- Eu sei disso — interrompi, antes que ela começasse a falar da morte do cara -, mas não precisa agir como se estivesse no funeral dele.
Eu realmente não sei consolar.
- Olha Ana... — tentei novamente — eu não sei o que falar, mas você tem que ser forte, por ele. — Peguei nas suas mãos geladas, na última tentativa malsucedida de consolo.
- Eu sei. — Ana me encarou com seus enormes olhos castanhos e, agora, molhados. Sempre gostei de seus olhos, eram calmos. Seu rosto inteiro passava calma, desde as sardinhas embaixo dos olhos até as pontas de seu cabelo loiro. — Desculpe bancar a louca lá na Duffs.
- Tudo bem. — Dei as costas pra ela e fui em direção a porta. — Ei, amanhã minha irmã vai dar uma festa de aniversário. Aparece lá.
- Tudo bem, à noite?
- Sim, e leve o Jack. — Me arrependi de ter mencionado Jack, Ana poderia surtar de novo ou sei lá o que.
- Vou levar sim. — sussurrou.
Dei um abraço nela e saí para a madrugada fria de Londres.
Notas finais
@lumosheeran -helou
@expectosheerio -laus
@edsfuck -kal
Muitos reviews, por favor.
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