Livros e fanfics

Recomendado por ZodiacAne

ZodiacAne
O que dizer sobre "Clichê. Mas nunca igual."? Primeiro, a autora é maravilhosa. Sua escrita simples e objetiva faz com que mergulhemos na história. (Além dela ser muito simpática.) Quando comecei a ler, pensei que seria mais uma história de anime shoujo (para meninas jovens) com uma menina tsundere que consegue fazer um menino lindo se apaixonar por ela. Só que esse conceito de clichê vai se perdendo com o avançar da história. A Mel é uma menina que já foi muito sorridente, só que ela mudou por causa de umas coisas e se tornou assim. Além de estar passando por reviravoltas em sua vida. Matt é o típico garoto "não tô nem aí para a escola, mas eu sou inteligente mesmo assim". E ele carrega um sentimento forte pela Mel dentro dele (e um passado também). E os outros personagens? Eles são cativantes! Mostra que todos tem problemas e que maioria deles são mascarados por um sorriso ou por uma atitude. Pode até começar clichê, mas nunca será igual a nada que você já leu.
(1) ACERCA DE / (2) HÁ CERCA DE / (3) A CERCA DE

(1) É uma locução prepositiva e significando “a respeito de” -> Ex.: A discussão acerca das cotas...
(2) É uma expressão que indica tempo decorrido, equivalente a “faz aproximadamente” -> Ex.: Há cerca de uma semana, os advogados discutiram a divisão de bens.
(3) Equivalente a "perto de"; "próximo a" -> Ex.: Estávamos a cerca de 2 km da cidade.

PARA "MIM" FAZER

O pronome "mim" funciona sempre como objeto de uma ação, ou seja, é sempre aquele que recebe uma ação, por assim dizer. Dessa forma, a colocação adequada do pronome na frase acima seria "para eu fazer", tendo em conta que "eu vou fazer" alguma coisa, ou seja, vou realizar uma ação. Reparem a diferença entre:
1. Isso é muito difícil para mim.
2. Era para mim ir lá.
Na primeira frase, o "mim" funciona como objeto, ou seja, ele está sofrendo uma ação, não está fazendo nada, a colocação do pronome está correta; já na segunda frase, a colocação adequada do pronome seria "era para eu ir lá", porque, nesse caso "eu" é sujeito, ou seja, eu deveria estar praticando a ação de "ir" lá.
Ficou claro?

Recomendado por Gigi V

Gigi V
Menta nos presenteia em Amor Fati com um relato (muito bem narrado em primeira pessoa, diga-se de passagem) da elite carioca. Sob a ótica da protagonista, temos um relato verossímil e intencionalmente cru das entranhas de uma sociedade que, construída sobre as bases da aparência, esconde as mais variadas podridões sob seus belos e caros tapetes sociais. A autora aborda com verdade e maestria temáticas tão complexas (e sempre atuais) como hipocrisia, racismo, drogas, luxúria... Enfim, distintivos do ser que tanto o corrompem quanto lhe conferem humanidade. Vemos aqui que o ser humano pode ser cruel, indiferente, cobiçoso ou amável, sem que tais atributos sejam determinados por sua condição social. A elite pode, sim, ser podre. Essa é a primeira lição que Cecília, a protagonista, tem a nos ensinar. Mas, em contrapartida, logo nos damos conta de que podem, sim, haver pérolas em meio à sujeira sob o tapete. Menta nos oferece um relato leve e puro da amizade, fazendo-nos crer que nem tudo pode ser corrompido: a amizade de Cecília e Daniel está aí para confirmar que, quando temos amigos verdadeiros, as fases difíceis da vida são mais facilmente superadas; a amizade, afinal, deixa tudo mais leve e suportável. E, por fim, eu não poderia deixar de citar nosso estranho professor... Ele surgiu de repente como uma promessa de que a vida de Cecília vai mudar. Nabokov já nos alertou que relações assim podem ser totalmente destrutivas, logo, resta-nos aguardar que esse estranho não mude a vida da nossa (já tão querida) protagonista para pior. Recomendo enfaticamente a leitura de Amor Fati, um belo e perturbador retrato da realidade da vida que, como não poderia ser diferente, faz jus ao talento e convicção autoral da grande autora que é nossa Menta.