Livros e fanfics
Recomendado por Ariane Munhoz
Ariane Munhoz
Quando comecei a ler essa fic, imaginei que seria só mais um thriller batido, mas fui surpreendida por um enredo muito bem construído em cima de um personagem super empático que cativa o público junto com sua Punição.
Além disso, uma trama se desenvolve por trás dos assassinatos, sem contar a genialidade da autora usando casos reais e comentando sobre eles elucidando as dúvidas do leitor com curiosidades interessantes.
Quem quiser uma trama que prende o leitor em poucas palavras, terá em Assassino Confesso tudo o que precisa demonstrando um lado do ser humano que todos nós possuímos ocultos dentro de nós.
(1) HOUVE / (2) OUVE
(1) Do verbo “haver”, significa “existiu”. Lembrando que é invariável (SEMPRE no singular). -> Ex: houve um acidente ontem às vinte e duas horas.
(2) Do verbo “ouvir”, significa perceber pelo sentido da audição. -> Ex: ele sempre ouve as conversas alheias.
(1) QUANTO x (2) QUANDO
(1) Significa "que número de", "que quantia". -> Ex: Quanto sobrou?
(2) Sempre lembra o tempo de uma ação. -> Ex: Quando você irá me dizer quanto sobrou?
Obs.: enquando non ecziste, é enquanto.
Recomendado por Gigi V
Gigi V
Menta nos presenteia em Amor Fati com um relato (muito bem narrado em primeira pessoa, diga-se de passagem) da elite carioca. Sob a ótica da protagonista, temos um relato verossímil e intencionalmente cru das entranhas de uma sociedade que, construída sobre as bases da aparência, esconde as mais variadas podridões sob seus belos e caros tapetes sociais. A autora aborda com verdade e maestria temáticas tão complexas (e sempre atuais) como hipocrisia, racismo, drogas, luxúria... Enfim, distintivos do ser que tanto o corrompem quanto lhe conferem humanidade. Vemos aqui que o ser humano pode ser cruel, indiferente, cobiçoso ou amável, sem que tais atributos sejam determinados por sua condição social. A elite pode, sim, ser podre. Essa é a primeira lição que Cecília, a protagonista, tem a nos ensinar. Mas, em contrapartida, logo nos damos conta de que podem, sim, haver pérolas em meio à sujeira sob o tapete. Menta nos oferece um relato leve e puro da amizade, fazendo-nos crer que nem tudo pode ser corrompido: a amizade de Cecília e Daniel está aí para confirmar que, quando temos amigos verdadeiros, as fases difíceis da vida são mais facilmente superadas; a amizade, afinal, deixa tudo mais leve e suportável. E, por fim, eu não poderia deixar de citar nosso estranho professor... Ele surgiu de repente como uma promessa de que a vida de Cecília vai mudar. Nabokov já nos alertou que relações assim podem ser totalmente destrutivas, logo, resta-nos aguardar que esse estranho não mude a vida da nossa (já tão querida) protagonista para pior. Recomendo enfaticamente a leitura de Amor Fati, um belo e perturbador retrato da realidade da vida que, como não poderia ser diferente, faz jus ao talento e convicção autoral da grande autora que é nossa Menta.