poemas
1 Rosinha do Meu Descaso
Notas iniciais
Fiz esse poema em mais de um dos meus surtos de imaginação...
Rosinha do meu descaso
Toni em mais um de seus atrasos Decide sair de seu trabalho Sem fazer muito descaso Foi tentar a vida no mato Sua cidade era uma favela Não queria mais aquela Queria algo novo Algo prazeroso Andando por um bosque Cortando o rio ao xote Permanecendo no seu canto glorioso Andava num ritmo, talvez charmoso Saltitava cantarolando E o bosque soava a seu aboio Sempre rimando Os pássaros ouviram seu brando E entre as arvores surgiram em bando Logo eles foram se aproximando E sobre seus braços alguns pousaram E entre galhos, os outros sossegaram No matagal oriundo Encontrara algo que não havia no seu mundo Uma bela menina a trajes rústicos Surgira ao seu lado Com olhar simples, porem mal educado Dando lhe um grande susto. Ela usava um pano na cabeça Produzindo a ela certa destreza Com ela trabalhou por anos E aos poucos foi a amando Bela menina se chamava Rosinha Era aquele tipo de garotinha Que se expressava com os olhos Toda queridinha Seu pai, Seu Boa Esperança tinha uma roça No qual Toni trabalhou sem demora Atraído pela moça Rosas a trazia E franzia a testa demonstrando alegria. Por cinco belos aos Com ela viveu no campo Cuidado dos animais alegre, sempre cantando Mas no amor vivera uma desilusão Chorara as escondidas Quando o pai a havia prometida Sua mão em casamento Fez de tudo pra deter Mas nada pode fazer Viu rosinha sua lindinha Com outro permanecer Seus olhos tornaram-se vagos Mas a vontade de vencer Corroeu-lhe os lábios E sua alma perecer Não era mais um menino Havia crescido num belo desatino Onde sua vontade agora era estremecer Pelo menos era isso que desejava parecer Queria sucesso, fama e dinheiro Não iria importar Ele iria percorrer o mundo inteiro Queria cantar e atuar Apenas por pura ganância E também para reter a confiança De Seu Boa Esperança Estava determinado em seu anseio Nada podia atrapalhar esse desejo De pequeno caso para famoso Toni conseguiu sua fama com muito esforço E suor na testa Entre astros e estrelas Tornara-se mais alguém da incerteza E com sua beleza Mostrou-se esperteza Em sua arte Os dias de gloria Passavam e a moda, antes sóbria Tornara-se simplesmente mórbida Vitima do consumismo e da vaidade Toni foi apenas mais uma fraude Onde deixara seu espírito ir embora Suas fãs o amavam Mas não era um amor recíproco Era apenas um romance típico. Entre drogas E bebidas alcoólicas Sua cobiça virara diabólica E seu mundo agora girava Em palavra sem sentidos Em palavras balbuciadas Olhava para si, e não mais se encontrava Tudo era tudo, e também mais nada Numa lembrança desesperada Toni agora recordava De um passado pacato Onde ele podia dizer que era amado Onde podia dizer que era feliz Onde podia orgulhar de ter cicatriz Onde o céu ainda era anis Lembrava da pá, da foice e do arado De todos os seus cavalos E dos garrotes bem cuidados Dos peixes que nadavam E dos pássaros que cantavam Da floresta e do seu semblante E do rio e de sua amante Que a sua margem, seu reflexo ele mirava Toda a bela moça e encantada. Ele foi atrás de seu amor, Não lembrava mais do caminho, Mas o vento o guiou. Toni enfim chegou a sua origem Passou por onde passou E compulsivo ele achou A terra de Seu Boa Esperança Por ele, ele procurou e agora ia falar com confiança– Bom dia seu bom moço, onde se encontra sua filha de tamanha beleza– Longe de pobres e imundos concerteza Com supetão respondeu o homem sem delicadeza– Agora tenho dinheiro, não sou mais pobre, sou rico O homem avarento olhou arregalado e logo hesitou Pediu-lhe 1000 conto E o bom homem com esperança entregou Comprou a informação que guiaria até sua rosinha Sua menina já devia estar crescidinha Chegando ao local que para sabê-lo foi pago Foi num olhar magnético E quase frenético Que os dois se encontraram E sem perguntar os dois saltitaram *É preferível que vocês leiam como se estivessem cantando*– Ó minha flor, quanta tristeza eu sofri, sem você nada eu vali e por você males eu venci.– Ó meu bom moço, quanto tempo fiquei sem ti, as flores murcharam sem você regar e meu coração secou sem você cativar– Ó minha princesa, tatá destreza coube a ti, vejo você sem filhos e com fé agora vamos partir– Ó meu bom homem, em tanto sucesso eu te vi, filmes, novelas e programas, mas sem espírito tu estavas e eu senti– Ó minha linda, o nada nunca me trazia a ti, tanta saudade, tanta inimizade, tanta hostilidade vivi em sua ausência, agora me traga novos tempos e novos momentos, me deixa sentir a tua presença– Ó meu dono, sou selada, assinada e entregue a ti
Foi num sorriso que os dois se encontraram Depois de muitos anos O que parecia não existir Foi revivido Seu coração não mais foi partido Seu amor apagaram todas as cicatrizes E nem o tempo nem a distancia podiam separar E isso prova que pelo amor, todas as barreiras são fáceis de quebrar. E agora o típico, E os dois viveram felizes para sempre
Notas finais
espero que tenham gostado, esse final eu imaginei que nem a musica do cordel encantado *o*
Fale com o autor