Notas iniciais
desculpa pras manas que tavam esperando o Craig de Dream Daddy. Essa porra foi a coisa mais doida que eu já fiz, socorro.
NÃO TENHO JUSTIFICATIVA PRA NADA
espero que seja divertido, inclusive
Meu tema do MiniLipa 20 foi Academia!!!

✿ Espero que gostem!! ✿

Os seres humanos, falhos como são, cometem erros. Alguns banais, outros mortais. Um erro pode levar à morte de muitos, ou à decadência do próprio ser humano. Eu, como todos os outros, também cometi diversos erros ao decorrer da minha curta vida na Terra.

Um deles foi entrar na academia.

Puta que pariu, que ideia idiota. Por algum momento, em algum ponto no espaço-tempo, acreditei verdadeiramente que teria a capacidade mental e física de me manter fazendo exercícios físicos regulares. Pior ainda: pagando para fazê-los.

Claro, alguns erros têm suas motivações! Alguns até se justificam pelas boas intenções que os geraram! Uma pena que meu erro idiota tem uma razão quase tão idiota. Honestamente, Deus deve estar rindo.

Eu entrei na academia para impressionar um cara. Quer dizer, todo mundo já fez isso, né? Fazer alguma loucura para fazer alguém te notar? E, bem, poderia ter sido só essa bobagenzinha. Infelizmente, esqueci de levar em consideração alguns fatores muito importantes — eis, então, minha decadência.

Você não simplesmente entra numa academia para tentar flertar com o atleta de karatê da sala do lado. Não quando ele está obstinado, treinando para alcançar a faixa preta. Não quando você é um rato de sofá sedentário. Não quando você sabe que não tem a menor chance.

Na boa? Eu preferia estar re-maratonando Harry Potter.

Enquanto suo parecendo um porco na esteira (que nem rápida está), me distraio olhando pela porta de vidro que nos separa. As esteiras ficam pertinho da sala de karatê, e foi assim que me motivei por semanas e semanas seguidas — para, mesmo assim, Caíque nem saber que eu existo.

Uma hora, canso. Paro a esteira, me seguro nela e bebo o máximo de água que consigo por segundo. Meu corpo pesa demais, e é difícil manter o ritmo. Depois de tanto tempo correndo no mesmo lugar, percebo como minha maratona atrás do faixa marrom da sala ao lado era exatamente igual a correr na esteira.

Então, entro no espiral da auto-depreciação. Nem perco peso, nem me faço notar. Cansado e chateado, vou atrás de um bebedouro para encher minha garrafinha. Nem sei o que fazer depois. Me humilhar com abdominais? Levantar um quilo em cada mão enquanto desligo meu cérebro totalmente? Todas as opções parecem suficientemente terríveis.

Tudo bem, sei que é exagero. Ninguém morre porque o crush não deu atenção, acho. Respiro fundo, assistindo minha garrafinha encher de água gelada. Ninguém precisa tanto assim da atenção de um cara! Não importa que ele não me note, eu não ligo! Quem precisa do Caíque? Eu não!!

Digo, até perceber que o Sr. Faixa Marrom estava bem atrás de mim, ofegante e suado, na fila para beber água. Com certeza era ele, porque, suado ou não, o cheiro do perfume dele ainda estava lá. E a risada gostosa dele quando algum amigo do Karatê passava e o cumprimentava. “Bom treino!”, eles diziam, e eu me tremia todinho.

Nervoso, fechei minha garrafinha de qualquer jeito, e praticamente fugi do bebedouro. Agora que eu estava nojento, com a camisa grudando na barriga e a testa toda suada que ele aparecia??? Not today, Satan!

— Bruno?

Ai, Deus.

— Bruno, oi!

Puta que pariu.

Era ele. Era a voz dele.

Engoli a seco, e apertei as pálpebras enquanto respirava fundo. Ele tinha me percebido. E como ele sabia meu nome?? Desejei a morte, enquanto minha alma gritava e agonizava. Lentamente, virei para olhar para ele.

Caíque era 100% meu tipo. Alto, mas não muito. Rosto quadrado. Olhos amendoados. Pele bonita e limpa, negra. E, claro, o mais importante: não sabia da minha existência. Sequer olhava pra mim, provavelmente.

Naquele, momento, ele olhava. Foi o cúmulo. Nesse momento, revistei na minha mente todas as rotas de fuga possíveis — entretanto, lembrei de um detalhe. Ele morava na mesma direção que eu. Uma vez que ele tivesse me notado, não tinha mais volta.

— ...Como… Como você…? — Tento me comunicar, como se fosse um ser de outro planeta que é nível intermediário em português. Tipo um alien com duolingo, sei lá. E Caíque ri, o que me faz temer (embora também me deixe salivando).

— A gente mora perto! Quer dizer, um amigo meu falou que você mora lá na rua, sei lá. Eu te vi algumas vezes na padaria e aqui também! Desculpa se isso for esquisito... — Algo estranho acontece. Caíque ri de nervoso. De nervoso, eu repito! — Foi mal! É só que… …Uh… Bem legal sua camisa de Harry Potter! Você é Corvinal?

Puta merda, ele tá flertando comigo”, meu cérebro grita. Fico parado por longos e intermináveis segundos, olhando para o rosto sem jeito dele. O sorriso manso, de ladinho… Surpreendentemente inquieto. Era como um moleque constrangido.

Ok, certo…

Talvez eu tenha exagerado. Academia é bom? Não. Eu vou continuar pagando as mensalidades? Não. Preferia estar maratonando Harry Potter? Com certeza. Mas, preciso admitir, não foi um erro tão grotesco assim.

— Deixa eu adivinhar… Grifinória?

Ele sorri, e não posso deixar de pensar que até algumas ideias idiotas valem à pena.

(Às vezes.)

(Mais ou menos.)

(FODA-SE, EU PEGUEI O NÚMERO DELE!!!!)

Notas finais
eu tô bem Bruno, sim
bem foda-se
quem gostou comenta, quem não gostou paciência
*sai ao som de sweet dreams*

ME AJUDA, EU TENHO PROVA AMANHÃ SETE HORAS
Espero que tenha gostado (????)
✿ Queen Vee~ ✿
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!