o condão de nove pontos de Merlin!
1 Prólogo
Notas iniciais
O vento fazia a crina do cavalo entrar na minha boca e atrapalhar minha visão, mas eu tinha de fugir ou seria torturada pelo que fiz... Pobre Merlin, achando que vou me entregar para os lideresdos bruxos mocinhos:
- HÁ HÁ HÁ! – minha voz fria ecoou na noite, ressoando pela encosta cuja qual eu subia cavalgando. Coitados. Ninguém nunca, NUNCA prenderá Morgana... Jamais!
Foi meu primeiro e ultimo erro. Um clarão vermelho me fez bater na parede rochosa, desgarrado, me achou. Por que raios eu fui rir? Mas eu ainda tinha uma carta na manga, afinal eu era uma dama. O responsável pelo feitiço estuporante apareceu, um jovem branco de olhos e cabelos morenos, um galã. Levantei-me para cumprimentar Merlin:
- Há quanto tempo meu caro? – quase sussurrei eu via seus companheiros e não queria que me escutassem – Ou já esqueceu que fui sua companheira de cavalgadas...?
- Minha cara Morgana... – ele me interrompeu, bufei. Grande cavalheirismo – Eu queria lhe avisar para não tentar nada, talvez você não consiga ver mais estou acompanhado e...
- Fui estuporada, velho amigo, e não... – fiz um gesto em direção aos acompanhantes do meu velho amigo e agora inimigo, Merlin -... Cegada! Achei que soubesse a diferença!
- Eu lhe aconselharia a não ser indulgente... _ ele me levantou pelo braço com um puxão – Agora venha... O líder quer vê-la!
- HÁ HÁ HÁ HÁ! – fui obrigada rir – seu líder quer me ver... — ele afrouxou o aperto no braço, era disso que eu precisava, sorri maliciosa – mas eu não quero vê-lo – tarde demais ele percebeu seu erro, puxando minha varinha matei sem nenhum remorso, as companhias dele.
- Avada Kedavra!
- NÃO!- olhei-o, com repulsa
- O que foi meu caro – baixei a varinha para ele – estima tanto assim seus cavalheiros... Duvido! Você não estima a ninguém além de si próprio! Só me lembre... Quem me abandonou naquela vez? Ou naquela época não costumava estimar suas companhias? O rochedo, os guardas os caçadores de bruxos me prenderam e você fugiu! Você é tão desprezível quanto os tro...
- Expeliarmus! – senti avarinha fugir das mãos, ótimo pega de surpresa de novo. Agora eu estava enrascada, não devia ter falado, mas... Quem liga? Ele me traiu e eu ia revidar. Mas antes eu tinha que fugir. Tentei correr até meu cavalo ou um cavalo qualquer, mas com um puxão e um baque lá estávamos nós de novo.
Na encostas da montanha, encurralados. Com uma mão apontando a varinha para o meu rosto e o braço da outra no meu pescoço, meu ex-companheiro de aventuras me encarava. Eu tinha de tentar fugir, só precisa de um cavalo e uma varinha.
- Irá me matar, meu caro? – sorri, ele não me encarava mais – Vamos! Você se lembra das nossas aventuras, cavalgar, acampar, os duelos...
- ACABARAM! – ele gritou, quase chorando. ’’ Faça-me o favor e haja como um homem!’’ eu queria gritar. – se passaram á anos! Estou do lado certo agora...
- Mas você não vai me matar, vai? – eu sabia que era essa a função dele, me atacar e acabar comigo, os seus companheiros eram as testemunhas – vamos Merlin, se me libertar não apareço mais e você ainda ganha pontos com seu líder. Sei que você busca poder e eu quero ser livre...
- Você tem razão! – eu sorri — não consigo te matar... Mas não vou te deixar fugir! – ele apontou avarinha para mim. Ótimo se não era morte, o que seria?
BANGUE! O estampido revelou cordas que me prenderam, incapaz de me sustentar de pé escorreguei pela pedra, sentando-me no chão. Merlin começou um complicado feitiço, assim que a ampulheta foi desenhada e ele começou o circulo que ligava os quatros da ampulheta me desesperei:
- MERLIN VOCE NÃO PODE... ISSO NÃO... – Ele terminou o desenho que exibia um brilho branco. Era um retângulo com as diagonais traçadas e um círculo ligando suas pontas. Ele começou a desenhar uma espiral saindo do primeiro ponto de onde o feitiço foi feito, murmurando ate que a espiral terminou no ponto em que as diagonais do triangulo se encostavam -... Não... – ele tinha feito um portal do tempo, e ia me prender entre dois tempos. O desespero me atingiu. O pior, eu criara aquele feitiço – MERLIN! Não... Por favor... Isso não... Você sabe que é uma chance ínfima de alguém conseguir me tirar viva daí... Você quer MESMO me matar?Eu, Morgana sua companheira por anos... Em troca de uma nova ordem e de um líder?
- Foi se a época que você tinha idéias puras Morgana... – ele me liberou do feitiço que me prendia, mas ainda me segurava. Então um um beijo apaixonado no meio daquela confusão revelava que ele não conseguiria me matar, mas ... – adeus...
Cai num vácuo escuro frio não chegando a lugar nenhum, mas com um destino em mente, ele iria me pagar.
Este era o feitiço de nove pontos de Merlin, e esta foi a ultima vez que ele foi usado, até que...
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