Notas iniciais
ai ai ai esses filhos... :)

23:30

Eu já deveria ter voltado pra casa, eu deveria estar dormindo a essa hora, mas não dá. Ming e eu estamos tocando a mesma música desde as 16:00 horas em busca da perfeição, do ponto em que nos tornamos tão unos que o som de um violino e de um violoncelo não poderá ser distinguido na nota.

— Você já não deveria estar em casa?- pergunta Ming.

— Se estivesse preocupado com isso já teria me mandado embora cinco horas atrás.

—Não pude fazer isso, não com você tocando, sabe o efeito que tem sobre mim.

Paro de tocar e ele também, nossos corações pulsando tão alto que parecia um show de Death Metal . Ming estava ofegando e me olhava com desejo, meu estado não era muito diferente do dele.

—Eu te quero. –disse ele.

—Já disse que não pode.

Ming se levanta e chuta o criado mudo que ficava ao lado da cama dele.

—Porque não?!- ele caminhava de um lado para o outro na minha frente, botando as mãos na cabeça, bagunçando o cabelo e andava de um lado para o outro. -Somos namorados não somos? Mesmo que ainda não sejamos em publico, lembrando que você não quis levar isso a boca do povo, ao menos somos em privado. –ele se ajoelhou aos meus pés e passava as mãos em minhas coxas. – Por favor...

Ponho minha mão direita na nuca dele e o puxo para mim, estava comendo a boca dele lentamente e ele desfrutava disso. Com a outra mão toquei sua cintura, ele se levantou e eu também, nossos corpos tão pesados pelo desejo que tombamos na cama. Ming Tirou a camisa, aproveitei e tirei a minha também, ele ligou o rádio.

—Onde estávamos? — diz ele sorrindo e se jogou em mim.

“I knew you were

You were gonna come to me

And here you are

But you better choose carefully

'Cause I, I'm capable of anything

Of anything and everything”

Beijos tão árduos que nossos lábios estavam sangrando, tocávamos em lugares proibidos e esquecidos, chegamos ao “ponto” um do outro.

Mais forte! — falamos ao mesmo tempo.

CABLAM!

— Posso me juntar a vocês?

[....]

“I saw him dancing there by the record machine

I knew he must have been about seventeen

The beat was going strong

Playing my favorite song

And I could tell it wouldn't be long

'Till he was with me, yeah, me

And I could tell it wouldn't be long

'Till he was with me, yeah, me”

Calças jeans negras bem apertadas e cheias de rasgos, salto quinze de couro marrom com zíper na lateral, corpete azul escuro com fitas roxas tão apertadas que meus seios parecias outro par de olhos, delineador, batom vermelho sangue, minha orelha cheia de furos e um pircing na língua. Joguei o cabelo pra trás e encarei Rafael, meu irmão, ele estava pálido como um vampiro, escorria um pouco de sangue dos lábios dele, sem camisa e numa posição muito safada, para não dizer outra coisa.

—Elena!-foi a única coisa que ele conseguiu dizer.

— Não sabe bater na porta educadamente?-disse Ming meu cunhado.

Fiz “Quack, Quack” com as mãos, aumentei o volume da música que tocava nos meus fones.

—Rafael vamos. — Ordenei. — Ow! He said, "can I take you home.

Rafael se despediu do cara e me seguiu. Ele falava, falava, falava e eu nem escutava, até que ele teve uma crise de TPM e arrancou os fones de mim.

— Me escuta! Esse não é o caminho de casa.- disse ele mais calmo.

— A mãe pediu pra mim vim te buscar.

— Mas não estamos indo pra casa.

— Eu tenho uma coisa pra resolver.

Parei em frente a academia rival do meu pai.

— Porque a gente tá aqui?- perguntou meu irmão com a voz tremendo.

— Vai pro outro lado da rua, põe o capuz e fica olhando pra cá com cara de mau. — saquei meu canivete do bolso e com ele escrevi meu nome no carro, um Elise 2008 na cor vermelho intenso, 10.000Km de cambio manual– Adoro esse carro- disse pra mim mesma, furei os quatro pneus, tirei uma lata de tinta spray da bolsa, amarelo, e fiz um enorme coração do capo do carro, colei algumas figurinhas na janela e me juntei ao meu irmão do outro lado da rua. “So come and take your time and dance with me”, wow sim! Joan Jett me dizia isso, eu sabia que ela estava certa e eu tinha o meu “x” por cento de razão.

— Porque você fez isso?- perguntou Rafael, ele estava suando e tremendo, mas não estava frio e nem tão calor, apenas agradável.

— Porque eu quis, porque Feng é um canalha, porque eu odeio todos dessa academia, gosto de aprontar, bem você tem infinitas opções escolha a que mais te agradar.

Feng é um ex- recente meu, um chinês alto, musculoso, bonito, com cabelo no estilo dos grupos pops de garotos, cheio de pircings na boca e mais tatuagens do que posso contar.

Ele fez um minuto de silêncio e deu de ombros voltando a fazer cara de mau olhando para a academia.

— Nenhuma me agrada. Seus olhos estão mais negros esta noite.- disse ele.

— É porque estou feliz.

Trinta minutos depois o show começou.

— Meu carro! Quem?!- Feng estava com aos mãos na cabeça, olhava incrédulo o estrago de seu “filho”. Ele olhava ao redor procurando o culpado e ele achou venho correndo até mim, segurou meu rosto com um misto de amor e ódio, o garoto ainda gosta de mim, mas ele me obrigou a isso. – Você... Elena, me diz que não foi você que fez aquilo com o meu carro...Me diz que outra pessoa destruiu o Elena mirim.

É isso mesmo o nome daquele carro é Elena, ele comprou pra me impressionar dizendo que quando viu na loja pensou logo em mim, que o carro era a minha cara. Eu...Concordo.

— Fui eu. –disse sorrindo inocentemente.

— Feng, cara, eu pago pelo (concerto, tem que ver que tipo de concerto é se musical ou arrumar) do seu carro e em troca você esquece a minha irmã e a academia do meu pai.

— Você não vai gastar suas economias pra arrumar o carro desse otário.

— Tem outro jeito de pagar. – disse Feng sorrindo maliciosamente para mim.

— Pode esquecer. – disse com convicção.

— Calma, eu só quero reatar com você.

— Porque quer voltar com ela? Viviam “saindo na mão”, pareciam dois lutadores ao invés de um casal de namorados. – interrompeu meu irmão.

— Mas éramos dois lutadores... e ainda somos. – disse, o meu irmão já estava começando a me irritar.

— Dentro da academia sim, mas até fora vocês brigavam..- Rafael.

— Se não sentir vergonha do que fez ao meu carro, posso dar uma carona pra vocês.

— Recusamos. – dizendo isso peguei meu irmão e fui embora.

Minha mãe não ligou muito pro atraso, mas meu pai criou um caso e nos botou de castigo, sem academia e sem violino.

................................Droga de vida!................................

Gritaram os dois

Notas finais
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