Notas iniciais
olá, amiguinhos leitores, estou de volta ao Nyah com mais um capítulo, longo feito o caramba e que foi extremamente prazeroso e doloroso (sim, ao mesmo tempo) de escrever. Esse capítulo me deu mais trabalho que o usual, então espero que vocês gostem, porque suei muito nele, afinal eu não entregaria qualquer coisa para meus lindos leitores, não é mesmo? Bem, um beijo do magro e boa leitura, se gostarem, falem nos comentários e favoritem, recomendem. Adoro isso tudo e faz um ótimo bem para divulgação.

Acordei com a cabeça de Lucy recostada em meu peito ao meu lado esquerdo e um pouco de sangue sobre a maca hospitalar na qual estávamos. A ferida havia se aberto um pouco... Aproveitei que ela ainda estava adormecida e usei minha habilidade para estancar o sangramento e pôr os pontos de volta no lugar, o que foi um pouco doloroso, também fiz a mancha no colchão da maca sumir como se nunca tivesse estado lá e ela acordou assim que terminei, para a minha sorte. Não queria preocupá-la ainda mais, afinal, já estava sendo incômodo o bastante por tomar seu tempo cuidando de mim, não queria redobrar esse trabalho e desperdiçar ainda mais seu tempo.

— Ei... Bom dia – disse para ela assim que abriu os olhos. Ela demorou um pouco para entender o que estava acontecendo mas logo em seguida esse espantou e tirou a cabeça de meu colo bruscamente.

— O que? Por que eu tava no seu colo? – ela passou a mão no rosto como quem tenta espantar o sono – ai, desculpa, eu devo ter desmaiado de sono. Como está a ferida? – ela se aproximou lentamente e levantou a minha camiseta, revelando a sutura que ela havia feito com perfeição e que eu havia restaurado também com perfeição. – parece estar tudo bem aqui, mas cara, isso vai deixar mais uma bela cicatriz pra essa sua coleção, em? foram 25 pontos pra fechar essa coisa. – estranhei ela não ter perguntado sobre as cicatrizes que meu pai deixou em mim quando era menor.., Eu podia ter me livrado delas há muito tempo, mas queria manter uma lembrança de como ele era cruel comigo para nunca me iludir com seus eventuais bons tratamentos.

— Então você viu minha coleção, em? Não posso negar que essa vai ser uma boa adição a ela. E graças a você, posso viver para conseguir mais umas aquisições para o museu da minha vida aqui. – levantei a camiseta nas costas e ela riu um baixo e com uma certa leveza.

— Você é ótimo. Agora é o seguinte, não podemos passar muito mais que um dia aqui, então assim que você conseguir andar, vamos sair, okay?

— Certo... Mas por que?

— Bem, os Ratos-Correio vêm trazer suprimentos para o hospital geralmente de quinze em quinze dias e amanhã completam quinze dias que eles não trazem suprimentos. E por mais que você esteja comigo, eles conseguem ser bem paranoicos às vezes nos dias de ronda, não gostam nem que os aliados estejam por perto a menos que sejam membros, já que toda a medicação que eles trazem para cá é de roubo.

— Lucy, você disse que trabalha com os Ratos-Correio, mas... Você não é membro da organização?

— Não.

— E por que não? Você parece admirá-los bastante.

— Bem, eu os admiro sim, e muito. Admiro seu ideal, mas não todas as pessoas que estão lá. Digamos que há pessoas por quem não poria a mão no fogo lá, e não tenho ninguém em quem confio o bastante para olhar por mim dentro da organização... Então só fico ajudando eles pelos bastidores. Mas eu adoraria ter aquela tatuagem.

— Tatuagem?

— É... Eu não deveria ter falado disso, na verdade. Finja que eu nunca disse nada sobre isso, okay?

— Claro, claro. Sem problemas – eu dizia isso, mas havia atiçado a minha curiosidade. – bem, é melhor eu passar o dia de hoje descansando para ter condições de sair à noite, certo?

— Bem, seria o melhor. Mas eu estava pensando em nos divertimos enquanto isso. – talvez eu tivesse entendido isso MUITO errado. Mas eu esperava que não.

— Se divertir... De que maneira? – perguntei intrigado, era impossível ela ter se interessado por mim assim tão rápido.

— Acho que tem um kit de pôquer na sala do antigo diretor do hospital, podemos jogar enquanto a noite não cai. – droga, eu tinha interpretado mal. – e da última vez que olhei, tinha meia garrafa de vodka escocesa lá também, talvez uma rodada de apostas com shots? – mas isso não seria nada ruim também.

— Por mim, tudo ótimo.

— Espere aqui, então, vou lá buscar agora.

— Eu não vou a lugar nenhum. – disse em tom de brincadeira e a assisti sair da sala.

Eu só havia percebido o estado quase limpo – diferente do lado de fora do hospital – dessa sala agora. Esperei alguns minutos até ouvir passos e pouco depois, Lucy estava de volta à sala com uma maleta de aço, um garrafa meio vazia de um líquido transparente sem um rótulo e dois copos apoiados no braço que ela pressionava na barriga abaixo do peito.

— E então, vamos começar? – ela perguntou pondo a vodka no balcão metálico, junto com os remédios e tirou os bisturis e outros instrumentos médicos da mesa de alumínio e os colocou lá também trazendo agora a vodka de volta e a pondo em cima dessa mesa, que ela arrastou para pôr entre a maca e a cadeira em que ela estava sentada. – Texas Hold’em?

— Sempre! – respondi com entusiasmo que eu nem me lembrava mais de ter, enquanto ela abria a maleta. – na casa do Mike eu era imbatível... – lembrar daquilo me fez desmanchar o sorriso que começara a se formar em meu rosto e senti uma lágrima começar a escorrer do canto do meu olho. Eu a limpei com as costas da mão e fiz o melhor que pude para fingir um bom sorriso e manter o ânimo. – quem vai ser o dealer?

— Na primeira rodada, você. Depois revezamos. – ela parecia ter notado minha melancolia, mas preferido ignorar, o que me aliviou. – vamos? – ela deu o monte das cartas para mim com um sorriso simpático no rosto e eu peguei retribuindo o sorriso, ou pelo menos tentando. Por algumas horas fomos jogando e ela venceu a maioria, e chegamos até um certo ponto em que já estava de madrugada e a vodka tinha acabado. Dei as cartas e fiz meu papel como Small Blind pondo uma ficha de cinquenta no pot e ela o completou, adicionando o dobro. Peguei minhas cartas. Era uma boa mão, um rei e um ás, ambos de espadas.

— Aposto duzentos nessa mão. – disse eu, com um pouco de dificuldade por conta da bebida e joguei as fichas no chão onde estávamos sentados agora.

— Eu pago! Pode ir tirando as três primeiras. – fiz assim como ela pediu e puxei três cartas do topo do monte, um rei de copas, um ás de copas e um rei de paus. Fazia tempo que eu não tinha tanta sorte numa mão no pôquer, Full House nas primeiras cartas.

— Quer saber? – disse eu, tentando fingir não ter nada de muito bom na mão – cansei de jogar pôquer, All-In, quem perder, perdeu.

— Eu topo! – Ela tinha mordido a isca, para minha felicidade. O jogo estava ganho – All-In. Pode puxar o restante das cartas, gatinho. – ela falou com um pouco mais de ar de bêbada do que ela queria deixar transparecer. – mas antes, vamos fazer um trato?

— E que trato seria esse?

— Como a bebida já acabou e não temos mais o que apostar, quem perder essa partida vai pagar uma prenda.

— Uma prenda, não é? Bem por que não, eu faço qualquer coisa – disse confiante em minha vitória.

— Quem perder vai ter que... – ela parou para pensar por uns instantes – já sei! Quem perder vai ter que correr ao redor do hospital inteiro. – estranhei o cunho da prenda ser tão inocente.

— Ué, que prenda mais...

— PELADO! – ela interrompeu minha fala e olhei para ela um pouco incrédulo sobre o que eu estava ouvindo ela dizer. Mas finalmente me decidi.

— Claro, por que não? Vamos lá. – puxei a quarta carta, um seis de paus, nada de interessante para mim. Ela fez um olhar um pouco preocupado. – se você desistir agora, não precisa pagar a prenda.

— Até parece que eu vou desistir. Se liga, garoto. – eu gostava do estilo dela, então puxei a última carta, um dez de copas. – vamos virar as cartas, gatinho? Primeiro as damas. – ela então apontou para mim com o queixo fino que eu só tinha notado agora que tinha uma rasa covinha, quase imperceptível.

— Por que não, monsieur? – virei minhas cartas e ela fez uma cara de surpresa – Full House, boa sorte contra isso, gatinha. – entoei essa última palavra de forma brincalhona.

— Claro, mademoiselle. — ela então virou as cartas, um valete e uma rainha de copas. – Quem precisa de sorte quando tem habilidade? Royal Straight Flush, gatinho. – fiquei tão pasmo que não tive condições de sequer esboçar uma resposta qualquer. – vamos lá, pode ir tirando essa roupinha, garotão.

— Ah... – suspirei – fazer o que, não é? – comecei a tirar a camisa num movimento meio desastrado por conta da bebida, mas antes que eu pudesse removê-la completamente, fui interrompido por Lucy.

— Pare agora! Tá tudo errado! – olhei com cara de desentendido para ela, como eu de fato estava.

— O que tá errado? Não era para eu tirar a roupa? Estou tirando.

— Sim, era para você tirar a roupa. Mas cadê a sensualidade? Seus movimentos estão todos errados, rápidos, quero que você faça eu me deliciar. Que graça teria um strip-tease se você só tirasse a roupa?! – aquilo foi tão constrangedor que gargalhei, mas, bêbado, ignorei o tal constrangimento e comecei a tirar a camiseta lentamente e a joguei em Lucy depois de rodá-la acima de minha cabeça, o que me deixou um pouco tonto. – é disso que eu estou falando. Vamos lá, gatinho, já estou até ficando com calor. – gargalhei e comecei a tirar o cinto que usei para enlaçar o pescoço dela e depois o joguei de lado, fazendo então uma menção de rebolado enquanto baixava meu jeans devagar. – isso mesmo, que bonito, em? Se você continuar nesse ritmo, pode até se dar bem comigo hoje, haha!

— Vamos para fora? – disse eu, agora trajando apenas a minha roupa de baixo.

— Opa! Nada disso. Você não está esquecendo alguma coisa? – ela disse mordendo o lábio inferior com cara de brincalhona e olhando diretamente para minhas partes

— Você tá brincando, não é? Você só pode estar brincando.

— Tenho cara de quem está brincando? – ela disse isso tentando fazer um olhar ameaçador que só indicou ainda mais o quanto ela estava bêbada.

— Na verdade, tem sim. – e foi a vez dela de gargalhar. Ela precisou de alguns momentos para recuperar o fôlego antes de voltar a falar.

— Pode ir tirando essa cuequinha, garotão. – bufei em desaprovação da conduta dela, mas apostas eram apostas, e eu havia perdido feio.

— Tá certo. – tirei a roupa de baixo a muito contragosto revelando meu membro. Lucy arregalou os olhos.

— OLHA O TAMANHO DISSO! Meus deuses, é o maior que eu já vi na vida. – fiquei um pouco lisonjeado, mas mais constrangido que isso.

— Só vamos logo para o lado de fora. – senti um rubor percorrer meu peito até o rosto.

— Claro, vamos!

Chegando do lado de fora, me preparei um pouco e comecei a correr ao redor do hospital apenas de tênis e observando as construções adjacentes e outras alas que estavam tão decrépitos quanto o prédio principal. Estava muito bêbado para sentir qualquer tipo de dor ou cansaço, mas quando estava me aproximando novamente da entrada principal, minha visão começou a escurecer e meu corpo a ficar mole. De repente minhas pernas falharam de vez e caí na grama que circundava todo o perímetro do hospital. Antes de perder a consciência ainda consegui ouvir a doce voz de Lucy dizendo: “puta que pariu! A ferida!” e então tudo ficou preto.

* * *

Abri os olhos e estava novamente na sala médica de antes, mas ela estava mais clara que o normal. Olhei para o lado e vi a figura de um homem, era George.

— E ai, Kyle? Você parece estar passando por uns maus bocados, em?

— George...? É você mesmo? – eu estava muito confuso agora.

— E quem mais seria, cara? Parece até que tá usando drogas.

— É bem capaz desse Zé droguinha estar, por influência sua, George. – eu conhecia aquela voz, era Melissa. Sentei-me na maca hospitalar com dificuldade enquanto assistia ela aparecer em meu campo de visão, esbanjando beleza e com Mike ao seu lado.

— E ai, cara? Sentiu minha falta? – uma lágrima percorreu meu rosto quando ouvi a voz de Mike, de quem eu mais havia sentido falta de todos os três.

— Vocês estão vivos? – não sabia se aquilo era uma pergunta ou afirmação e fechei os olhos para limpar as lágrimas que estavam escorrendo pelo meu rosto. E quando os abri, a luz havia diminuído e os corpos mutilados da minha então família jaziam à minha frente, ainda vivos, mas próximos do inevitável fim.

— Por que, Kyle? – Mike tossiu sangue enquanto tentava falar – depois de tudo que fizemos por você, nos retribui assim? – ele começou a tossir violentamente até que sua cabeça pendeu para um lado e ele ficou imóvel. Eu estava completamente paralisado e sem reação.

— Você era como um filho – George falava pausadamente e com muita dificuldade por conta de seus pulmões estraçalhados, perdendo o ar a cada palavra e tentando levantar sua mão para mim – como um filho para... mim... – e então ele foi o próximo a cair de lado no chão, imóvel, fazendo um baque surdo.

Estava estático e demorei de notar que Mel não estava entre eles, e então senti mão suaves tocando o meu rosto começarem a deslizar, deixando uma mancha de sangue na forma de dedos longos em minha bochecha e seu corpo caiu no chão logo em seguida, espalhando os pedaços de cérebro do seu crânio aberto por todos os lados. Passaram-se alguns segundos antes de eu começar a minha tentativa de grito, a qual foi completamente inútil. Parecia que eu estava mudo e meus ouvidos começaram a zunir, fechei meus olhos, pondo as mãos sobre a cabeça e me encolhendo, tentei novamente gritar. Inútil. E então abri os olhos novamente, por mais que não conseguisse e eles não estavam mais lá, não havia mais sangue no chão. Era apenas a mesma sala de hospital sem sequer ter resquícios dos jogos da noite anterior. Meu rosto estava coberto por lágrimas e ainda estava sentado, aquilo não tinha sido um sonho. Não sabia o que aquilo tinha sido.

— O que está acontecendo comigo? – sussurrei para mim mesmo. E então comecei a ouvir vozes em tom de discussão.

— O que você queria que eu fizesse, Gregory?! Deixasse ele sangrando na sarjeta sem ninguém para ajudá-lo?! Eu por acaso tenho cara de quem larga de mão a pessoa que acabou de me salvar de problemas sérios?! – era a doce voz da Lucy.

— Não importa se ele te salvou, Lucy! Você não pode trazer pessoas para cá nos dias de entrega, você conhece nossa política. E se ele fosse algum cara das Operações tentando se infiltrar?! Você bem sabe o quanto eles gostam disso, você sabe mais ainda o quanto nós já sofremos com isso. – esse tinha uma voz mais austera e imponente.

— Cara, eu não quero nem ouvir o que você tem pra dizer. – e então ouvi passos a se aproximar e, em seguida o som da porta primeiro se abrindo e depois se fechando novamente, e de lá saiu Lucy, ainda com semblante de stress que mudou para preocupação assim que ela me viu sentado na maca. – Kyle, o que aconteceu? Você está pálido!

— Não foi nada... O que estava acontecendo lá fora?

— Ah, você ouviu aquilo... Não foi nada, só vem comigo, temos que sair daqui do hospital. Eu te levo pra minha casa, posso te dar cuidados por lá. – eu me vesti e a segui calado porque já tinha ouvido a conversa anterior e sabia do que se tratava. Quando chegamos ao corredor do lado de fora da sala, um homem de aparência jovem, coisa de vinte e cinco anos, cabelos longos e negros e uma cicatriz no rosto que provavelmente contava alguma história bloqueava a passagem. – deixe a gente passar, Gregory. Eu não ligo pra paranoia de vocês.

— Lucy, você sabe que eu não posso fazer isso...

— Mesmo depois de tudo que eu já fiz por você? – essa frase ecoou em minha mente me lembrando da alucinação de minutos atrás e me dando uma puta dor de cabeça. Felizmente, parecia tê-lo afetado também, e não só a mim.

— Está certo, mas vou ter que interrogá-lo primeiro, você sabe como funciona.

— Kyle, está tudo bem para você? – ela perguntou com voz de preocupação.

— Claro, não tenho nada a esconder.

— Me siga então, garoto. Vamos até a sala da direção do hospital. – obedeci calado e fui com ele até lá. Na sala havia apenas uma mesa e uma cadeira de cada lado dela. Ele se sentou em uma delas e apontou para a outra. – sente-se. – ele falou com um tom de voz calmo, mas rígido.

— Quais são as perguntas que você tem para mim? – perguntei enquanto me sentava.

— Primeiramente, como você conheceu a Lucy? – era uma pergunta estranha para um interrogatório, mas respondi sem muita hesitação

— Tinham três caras a ameaçando num beco e eu estava passando por lá por acaso e resolvi ajudar.

— E como você veio parar aqui? – a natureza pessoal das perguntas começava a me irritar um pouco.

— Fui esfaqueado por um dos três que briguei e ela me trouxe até o hospital.

— Qual a cor dos olhos dela? – que tipo de pergunta era essa?

— Verdes... Por que diabos você está me perguntando...

— Cale a boca! Só responda o que eu te perguntar! – a perda da calma no seu tom de voz me deixou irritado e senti vontade de explodir seus miolos e pintar as paredes com seu sangue para baixar a bola daquele cara, ele tinha um ar de superioridade que me dava nos nervos.

— Não me mande calar a boca! – levantei-me da cadeira enquanto dizia isso, a raiva me consumindo – eu nunca te dei ousadia para falar... – senti o gosto de sangue na boca e ardor na minha bochecha quando ele me deu um tapa no rosto com bastante força. Era isso, tinha sido a gota d’água, e estava me preparando para lhe dar um golpe de misericórdia quando ouvi a porta se abrindo.

— Já terminou sua merda de interrogatório, Gregory?! – Lucy interrompeu nossa “amigável” conversinha

— Já sim, Lucy. – seu tom de voz calmo, que eu agora tinha notado também ter uma pitada de dissimulação, havia voltado como se nada tivesse acontecido. – pode levá-lo daqui. – engoli a raiva momentânea para começar a cultivá-la em meu âmago e segui Lucy para fora da sala, mas antes que pudesse sair, ele me agarrou pelo braço e sussurrou em meu ouvido – se algo acontecer a ela, vou te caçar onde quer que você for. – agora sim eu tinha entendido a natureza das perguntas idiotas daquele cara.

— Te desafio a tentar fazer algo comigo. – me desvencilhei dele e lancei meu melhor olhar ameaçador que não pareceu surtir muito efeito. – e se encostar de novo em mim, você vai se arrepender – deixei ele ainda mais ameaçador e derrubei um vaso que vi em cima da mesa com minha habilidade, sem demonstrar que a estava usando. Ele se virou na direção do vaso e eu sai da sala enquanto ele estava distraído.

Segui Lucy para fora do hospital e mais uma vez até as entranhas da cidade baixa, seguindo em direção à sua casa a passos lentos enquanto o sol batia diretamente em nossas testas.

Notas finais
Espero que tenham gostado, meus amores. Até o próximo capítulo e, mais uma vez, se curtiram, deixem seu comentário e favoritem, ajuda demais. Beijos do magro :* AO INFINITO E ALÉM
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.