iTake back
1 Uma noite com os Puckett's
Notas iniciais
Carly decidiu passar uma noite na minha casa. Não era muito seguro ficar em seu apartamento com o Spencer, já que os bombeiros não iriam aparecer.
Assistíamos a um filme de terror e falávamos sobre os acontecimentos daquele dia.
– O que aconteceu naquele encontro com o seu nerd?
– O Trey? — perguntou Carly. — Ele não era nerd ou era... Mas não era do jeito que pensava.
Fiz uma expressão de como se não estivesse entendendo. Deviei o olhar para as pipocas doce.
– O que aconteceu na loja? — Perguntou Carly para mim. Ela se referia á Pear Store. — Por que você e o Freddie foram demitidos?
Parei por um segundo de comer as pipocas doces e encarei Carly.
– Como você sabe que fomos demitidos?
– Bem... — Ela se encostou no sofá. — Eu fui no apartamento dos Bensons, por que a Senhora Benson havia pego todos os extintores de incêndio do prédio, e o Freddie atendeu a porta... Ele estava muito deprimido e afirmou ter sido demitido.
Sorri pela ocasião, até perceber que a Carly estava falando sério.
– Ele que se demitiu! — falei. — Eu até ganhei uma promoção...
– Mas por que não aceitou? Por que foi demitida?
Suspirei fundo. Eu iria mesmo contar o verdadeiro motivo para a Carly, mas fui interrompida por Pam.
A minha mãe entrou na sala e mudou de canal, quando estávamos assistindo ao filme.
– Mãe! — gritei.
Ela revirou para mim e reparei que estava chorando, talvez estivesse muito mal mesmo. Não que eu ligasse para ela.
– O que houve? — perguntei. — Acabou o bacon?
– Não! — falou ela, enxugando o rosto. — Aquele cara... o doutor Calvin. Ele terminou.
Levantei do sofá e fingi ir dar um abraço na Pam, mas apenas peguei o controle e mudei de canal. Depois voltei para o sofá.
– Sinto muito, Sra. Puckett. — disse Carly, se lamentando. — Eu sei o que a senhora deve estar passando.
– Quem é você!? — perguntou Pam.
– Carly! — disse ela, sorridente. — Do iCarly, e amiga da Sam. A senhora até foi ao meu apartamento e quebrou parte da minha sala.
Pam ficou na frente da televisão, paralisada. Como se passasse um "flashback" em sua cabeça.
– Sim. — afirmou Pam. — Eu lembro de você!
Ela voltou a chorar e chegou até a deitar por cima de mim e da Carly, ainda comeu da nossa pipoca doce.
– Eu não sei bem o que fazer agora! — disse Pam, choramingando.
Troquei olhares com Carly.
– Eu sei bem! — falei. — Que tal sair de cima de mim e ir lavar aquela louça de dois meses atrás?
Minutos depois, Carly se levanta e desliga a televisão. Talvez ela fosse dar sermão de como sermos uma família normal e feliz.
– Certo! — disse Carly, segurando o controle remoto e olhando para nós. — Pam devia parar de chorar por essa besteira, devia levantar do sofá e tomar bons modos. Outros caras gostam disso. E ainda devia tratar melhor de si mesma... Por favor não me expulse da sua casa. O meu irmão pode está fazendo uma fogueira com a nossa geladeira.
Pam saiu de cima de mim e enxugou novamente as lágrimas do rosto.
– Você tem razão. — disse ela, tentando por um sorriso. — Eu não devia dar ouvidos a uma pessoa que também está encalhada.
Carly revirou os olhos e voltou ao assunto.
– Eu estou falando sério, Pam. — disse Carly. — Eu só quero o bem de vocês duas.
Minha mãe pareceu ignorar o 'sermão' e voltou para seu quarto, deprimida. Enquanto, Carly e eu continuávamos o filme.
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