iTake back

12 O passado na Pera


Notas iniciais
Estou escrevendo o próximo capítulo Seddie, irei postar ainda essa semana.

Ainda no corredor, Freddie chamou a nossa atenção. Não queríamos ser vistos e aquilo parecia muito confuso.

– Ei, Gibby! — chamou Freddie, vindo na nossa direção. Ele olha de jeito estranho. — Achei que vocês dois estivessem no apartamento da Carly.

Gibby e eu trocamos olhares. Previ que o Gibby iria dizer alguma besteira, como "viagens no tempo", então tampo a sua boca.

– Sim... — falei. Minha mão ainda estava na boca do Gibby. — Estamos apenas... andando pelo corredor. O Gibby perdeu um... dente.

– Então esse é o motivo de você tampar a boca do Gibby? — Perguntou Freddie, olhando diretamente para mim.

– Exatamente! — falei, sorrindo. Gibby tenta falar algo, mas sua voz soa abafado: "Eu não perdi o meu..." — Vamos procurar mais um pouco...

– Ok! — disse Freddie. — Eu vou subindo..

Ele entra no elevador, enquanto Gibby e eu temos uma conversa séria sobre o ocorrido.

– Mas eu não perdi nenhum dente! — diz Gibby, assim que as portas do elevador se fecham.

– Então você quer perder um!? — falei, ameaçando-o. Depois fico pensando e andando em círculos até chegar numa conclusão. — Eu não sei, ao certo, como viemos parar nesse 'passado' estranho. Mas essa é a oportunidade que tenho para evitar aquele casamento da minha mãe!

Alegremente, aperto em um dos botões na parede.

– Mas eu queria comer o bolo!

Suspiro e faço uma expressão de tristeza:

– Eu também!

Finalmente as portas se abrem e em poucos minutos estamos de volta no apartamento da Carly. Antes tivemos que prometer não contar o que houve no elevador.

**

Chegamos no momento em que Freddie oferecia peras para Carly e Spencer.

– Onde vocês estavam? — perguntou Carly, preocupada. — Mandei várias mensagens no Pearphone.

– Desculpa, Carly — falei, voltando a por a mão na boca do Gibby novamente. — O Gibby perdeu o seu dente mais precioso.

Ele tentou falar mais uma vez. Ninguém deve ter decifrado o que ele dizia.

– O que foi que você fez, Sam!? — perguntou Carly, assustada.

– Eu não fiz nada! Eu juro!

Freddie volta a distribuir as suas peras, enquanto Spencer terminava aquela escultura de isopor.

Logo em seguida fez a mesma proposta para visitarmos a loja em que ele começara a trabalhar. E eu já estava cansada de por a mão na boca do Gibby.

– Terminei! — gritou Spencer. Ele finalmente terminou a sua escultura e comemorou sacudindo a Carly. — Então!?

Aplaudimos sem nenhum motivo, já que em alguns segundos estaria em chamas.

Mas dessa vez não sei o que aconteceu de errada. Nada pegou fogo. O extintor parecia não fazer sentido perto do Spencer.

*

Naquela mesma tarde ficamos de ir até a loja tecnológica da Pera. Antes passamos no Vitamina da Hora, onde mandei Gibby ficar calado — Ou não abrir a boca — até aquela farsa do dente acabar ou até todos esquecerem a mentira. Em troca ofereci oito balões. Mas ele não cumpriu a sua parte, pondo a língua para fora, a cada minuto que a Carly falava alguma coisa.

– Ah! — resmungou Gibby, indignado. Ele se referia a um balão vermelho. — Esse era o último balão!

Estávamos na porta da loja, quando a Carly pede para que Gibby vá procurar uma capa nova para o seu Pearphone. Deixando nós duas a sós.

– Esse lugar me traz más lembranças... — falei. Bebo mais um pouco da minha vitamina, enquanto olho em volta e percebo o Freddie tentando vender alguma coisa da loja. — Essa não!

– O que houve? — Perguntou Carly, talvez destraida com a loja. Tento desviar o olhar, mas ela percebe que estou observando-o. — O que tem o Freddie?

Não respondi as perguntas. Eu também prometi não intrometer mais na vida do Freddie (se tratando de empregos). Mas estava muito difícil não fazer nada — Ele era péssimo vendedor.

Fui em sua direção tentar fazer com que o consumidor comprasse. Tomei coragem, quando não avitei a Natalie, chefe do Freddie. Mas tudo foi em vão. Freddie aparentou chateação, o consumidor comprou alguma coisa e a Natalie — Não sei de onde ela surgiu- pareceu interessada no meu trabalho.

– Posso falar com você, Sam!? — perguntou Natalie, de braços cruzados.

Parecia um flash back numa versão piorada. Tudo estava se repetindo e eu não podia deixar isso acontecer.

– Sim, você pode!

– Me acompanhe!

– Não... — Cruzo os braços. — Pode falar aqui mesmo.

Talvez tenha ficado constrangida ou surpresa.

– Bem... — Continuou ela. — Aceita trabalhar na loja?

– Sim! — digo, um pouco animada.

Freddie faz uma expressão de desentendido.

– O quê? — perguta ele. — Você não pode...

Natalie solta um olhar sombrio, fazendo o mesmo se calar e logo em seguida sorri para mim.

– Pode começar hoje mesmo! — Avisa ela, dando as costas.

– Não... — Cruzo os braços mais uma vez. — Eu me demito!

De imediato, Natalie se desfaz do sorriso. E o silêncio quase me mata.

– Mas Sam... — Insiste Freddie, quebrando o silêncio. Eu achei que ele estivesse gostando da ideia. — É uma...

– Eu sei! — falei. — Eu me demito e não fico mais um segundo nessa loja!

Caminho lentamente para fora da loja. Algumas pessoas que acompanhavam a minha loucura pareciam não entender nada. Principalmente a Carly, que tentou me segurar.