iTake back

8 As ordens


Notas iniciais
Esse capítulo ficou um pouco maior que os outros, mas não quero enrolar muito a história. Espero que gostem...

Na mesma noite em que "mandei" o Brad ir para sua casa, procuro por uma tesoura no meu quarto.

Era uma tarefa muito arriscada — não queria fazer muito barulho -, e com todo esse silêncio escuto batidas na janela.

– Sam! — Sussurra Brad, pedindo para abri a janela.

De imediato, corro para abrir. Mas pela entrada ser muito pequena não foi possível fazer com que ele entrasse. Ainda tentei puxá-lo.

– Não vai dar! — disse ele.

Continuo a puxa-lo. Até que finalmente consigo trazê-lo para dentro do quarto. Porém, Brad caiu no chão e quebrou parte da minha janela. Ele não se machucou ou fez muito barrulho.

– Para que quer minha ajuda?

Volto a minha procura por tesouras e faço mistério não dizendo o meu plano para ele.

Encontro uma tesoura dentro de uma caixa de objetos. Sento em minha cama e retiro o vestido da Carly, daquela sacola estranha. Logo em seguida, início o meu trabalho recortando toda a roupa, mesmo sem saber se irá dar no cachorro.

Finalizo o trabalho e troco olhares com o Brad — Ainda sem entender o meu plano.

– Posso ir agora? — perguntou Brad.

– Espera...

Levanto da cama, segurando o vestido e lhe peço para usar. Mas ele recusou a minha ideia.

– Eu preciso que alguém vista! — falei, num tom baixo. — O idiota do Gibby tinha que se machucar logo hoje!?

– Por que você mesma não usa!?

Eu fiz minha expressão de tédio e obriguei-lhe obriguei mais uma vez a por aquela porcaria.

– Não, Sam! — berrou Brad, num tom alto. Aida tento tampar a boca dele, mas ele insiste em gritar.

Ouço a porta do meu quarto abrir e uma luz muito forte no meu rosto. Era o Jamie, segurando uma lanterna.

Na confusão, Jamie puxou Brad para fora da minha própria casa e por cima mandou que eu fosse dormir. Sua expressão era muito séria e isso me assustava.

***

Dia seguinte, acordo para ir assistir aula. Pam e a Melanie não voltaram de viagem (com parte da minha família), e o Jamie ainda estava na minha casa.

– Sam! — disse ele, quando sai do meu quarto. — Sei que deve estar pensando em...

– Fala logo, Jamie! — disse, arrumando minha mochila. — Não posso atrasar!

Coloco alguns livros, comida espalhada pelo chão e bebidas mexicanas na minha mochila, enquanto Jamie prepara um discurso.

– Quero que saiba que você terá que obedecer as minhas ordens até a sua mãe voltar!

– Ok!

Aceitei sem nenhum problema, já que a minha mãe e irmã podem estar voltando nesse exato momento, quando fui para a escola.

Mas não voltaram. Fiquei pensando onde mais a Pam poderia ir e deixar a casa sozinha por tanto tempo, digo a manhã toda. E ainda mais nas mãos de um desconhecido com quem irá se casar. Cheguei a essa conclusão quando voltei da escola.

Lá pela tarde, no momento em que estava me preparando para ir ao apartamento da Carly, para mais uma edição do iCarly. Jamie fez o prometido.

– Você não vai a lugar algum!

Cruzo os braços. Jamie se aproxima de mim com uma espécie de lista de compras e me entrega.

– Terá que fazer as tarefas de casa!

– Eu não faço nem da escola! — falei, jogando a lista no chão.

Dou as costas ao Jamie e tento abrir a porta. Mas parecia ter uma cola para prender aquela porta.

– Trancou a porta!?

– Sim! — disse ele, mostrando as chaves. — Se quiser sair... terá que fazer tudo nessa lista!

Já perdi toda a minha paciência com esse cara. Vejo a primeira tarefa da lista e percebo a tortura em que estou vivendo.

– Você é um pai que eu nunca quis ter!

Ele não se importou com a rebeldia. Sentou na poltrona e ordenou que eu arrumasse a minha casa.

Em algumas horas completo quase todas as tarefas da casa — Quase -, restava apenas dar banho no cachorro. Eu já não aguentava mais, depois de recolher toda a comida do chão, lavar os pratos com baldes e arrumar os quartos.

Optei fugir pela janela da cozinha, mas o Jamie me pegou no flagra.

– A mamãe está esperando o seu banho! — falou ele, me dando uma esponja.

– Eu não tenho tempo para isso! — disse, estralando as costas. — Eu tenho que fazer o iCarly!

– Depois que der banho na minha mãe!

– "Tá"! — Tomo a esponja das mãos do Jamie.

Sigo para o banheiro, o cachorro já estava a minha espera, dentro do box e numa banheira. Os latidos pareciam ordens. Eu pedia para que Pam voltasse. Até que tive uma ideia.

Peguei o Pearphone do bolso e ligo para o Gibby, foi a primeira pessoa que veio na minha lista telefônica. Antes tranco a porta.

Gibby: "Fala, Sam!?"

Eu: "Preciso da sua ajuda!"

Gibby: "Pode falar"

Eu: "Quero que ligue para a polícia"

Gibby:" Por que você mesma não liga?"

Eu (Suspiro antes de falar): "Eu não posso... Passei vários trotes do meu Pearphone esse mês, eles grapearam o meu número e talvez nem venham!"

Gibby: "Se o problema for a sua mãe, alienígena, querer atacar a terra. É melhor ligar para o FBI.

Eu: "Apenas ligue para a polícia e mande eles virem para a minha casa!"

Desligo o celular e início o banho no cachorro. Fico a espera do Gibby ter ligado para a delegacia.

Uma hora depois, ouço as sirenes e um barulho na minha sala, suponho que tenham arrombado a porta.

Corro para ver o que havia acontecido e estava certa.

– Qual o problema aqui!? — perguntou o tenente, armado.

Entro em cena, aparentando ser uma pessoa boa, gentil e indefesa.

– Esse cara me manteve presa na minha própria casa por dois anos! — menti aos policiais que invadiam a minha casa. — E pior... Eu tive que fazer trabalho escravo!

– Mas disseram que era um ataque alienígena.

Dou um tapa na minha cabeça (por serem tão tontos em acreditar naquela burrice do Gibby).

– Não tem alienígena nenhum! — falei. — Esse cara que o sequestrador!

Os policiais desviaram olhares para o Jamie, assustado com toda a situação.

– Ela está mentindo!

Eu balancei a cabeça negando e ajoelhei aos pés deles. Percebi que aquele "teatro" não ajudava, nem ao menos enganava, então comecei a chorar.

– Esse sujeito! — aponto para o Jamie. — Ele me obrigou a dar banho no cachorro!

Não deu jeito. Os policiais tiveram que levar o Jamie, mesmo sem provas concretas.

Minha casa voltou a ficar vazia quando os policiais decidiram levar o "sequestrador" para a delegacia. Apenas um dos tenentes permaneceu, tentando me acalmar.

– Você está livre...

Seco o rosto, ainda fazendo um sorriso falso para ele.

– Muito obrigada! — falei, empurrando aquele cara para fora da minha casa, antes que a Pam volte.

– Se precisar... — disse o tenente, na saída. — É só chamar.

– Ok!

Estava quase fechando a porta, mas o tenente voltou para dentro.

– Espera aí! — disse ele. — Você já não foi presa!? Sam Puckett?

– Você deve estar confundindo as coisas! — falei, empurrando o mesmo para fora. — Ela é minha irmã gêmea.

Fecho a porta — não permitindo que o tenente fale alguma coisa. Corro para janela da sala e vejo o Jamie entrando no carro. Olho para o meu relógio e percebo um tempo extra para descansar (antes de ir ver a Carly). Caminho lentamente até o sofá, agindo como se nada tivesse acontecido, e ligo a televisão.