iSeddie...
6 Em busca de segurança
Notas iniciais
Narrando:Sam
Depois de ter saído da casa de Freddie, fui caminhando até em casa, eu sorria enquanto pensava no beijo mas parecia automático, não era uma coisa que eu queria... Eu estava confusa, ainda mais depois do desenho que Freddie achou no meio do meu caderno, era do garoto da outra sala, eu realmente achava ele muito bonito, nada demais, teve uma época que eu meio que gostei dele e o resolvi desenhar. Eu sempre gostei de desenhar, principalmente coisas violentas, eu ficava vendo filmes de terror e tentava os reproduzir em um pequeno caderninho que eu tinha achado na rua na frente do prédio de Carly e Freddie, ele estava todo sujo e tinha alguns poemas com as letras borradas que pareciam ter sido molhadas, as folhas já eram amarelas pelo tempo, o achei meio interessante e levei pra casa, desde então eu passava horas desenhando nele. Mas quanto ao menino, seu nome era Zack, passei alguns intervalos com ele, vivia me comprando peças de diversos tipos de carne, até que um dia paramos na frente do açougue e eu pedi para que ele fizesse uma pose maneira, ele fez e eu o desenhei como se fosse o último desenho da minha vida, o desenhei da maneira mais perfeita que meus dedos aguentavam, eu resolvi guardar o desenho, não pelo o que estava desenhado, mas pelo jeito que tinha ficado, pelos traços, pelos detalhes, pela concentração, e pela consideração do tempo que ele teve que ficar parado. Eu realmente achava Zack um cara muito legal, ele era muito inteligente mas não chegava a ser nerd igual o Freddie e nem tão irritante e eu podia contar coisas a ele que Carly e Freddie não entenderiam, além de não ficar babando pela morena, o que me dava muito enjôo em Freddie... Eu não sei porque eu insistia em ficar pensando nesse nerd panaca, no final das contas parecia que eu e Freddie estávamos muito calmos um com o outro o que me estranhou muito, mas o que mais me impressionou ,foi a maneira dele me explicar, eu consegui entender tudo além da matéria ter ficado muito mais interessante saindo da boca dele, Freddie me dava um de seus famosos sorrisos cada vez que eu acertava alguma pergunta ou que eu entendia a matéria... Eu juro que eu tentei pensar em diversas coisas, no Zack, nos estudos mas nada me saia o meu beijo com o Freddie, eu ficava comparando o nosso primeiro beijo, nós nem sabíamos direito o que era aquilo, com o beijo que eu tinha roubado na escola dele, eu ainda não sabia o porque de eu ter feito aquilo, e o beijo, que lembrando, foi Freddie que me roubou, meus sentimentos se explodiram como bombinhas em cada um desses beijos... Desde que eu e Freddie começamos a amadurecer, por mas que pareça que só ele cresceu, eu o comecei ver com outro tipo de visão, ele ainda me parecia um saco de pancadas, mas não só um saco de pancadas que eu podia descontar minhas raivas, ele me pareceu útil até nas alegrias, e se for pensar ele esteve nos momentos mais importantes da minha vida! Eu andava enquanto pensava em milhares de coisas, nem prestava atenção por onde eu ia, eu só andava sem rumo e com um enorme sorriso que tinha surgido no meu rosto, agarrada a um caderno com uma mochila nas costas, até que eu olhei para os lados e não conhecia onde eu estava, eu não sei o que me tirou a concentração dos meus pensamentos, eu só comecei a olhar para todos os lados afim de ter pelo menos uma noção de onde meus pés tinham me levado, mas nada, só vi uns 4 ou 5 homens andando, na hora, eu não tinha reparado que eles vinham na minha direção, só me dei conta quanto um dele me rodeou e os outros ficaram na minha frente
Sam: Vai fala logo o que vocês querem!- Cruzei os braços, eu não tinha um pingo de medo, eu era Sam Puckett!
– Calma princesinha!- Um deles me disse, eu realmente odiei aquilo
–O que tem dentro disso daqui?- Um cara com os braços cheios de tatuagens puxou minha mochila, mas eu a tomei de suas enormes mãos e coloquei meu caderno dentro dela
Sam: Nada que seja da sua conta!-Eles começaram a rir, e eu fiquei lá vendo aquela cena patética- Acham mesmo que eu tenho medo dessas risadinhas?!! Parem de assistir historinhas de bruxas e crescem!- Eu tentei sair daquela rodinha mas um logo se colocou a minha frente me fazendo esbarrar nele e fechando a única saída
–Você não vai conseguir escapar dessa, loirinha!- Sorriram irônicos para mim, ao mesmo tempo eu chutei a perna de um, mas outro logo veio e me segurou pelos braços- Tá achando que você é quem?- Me deram um tapa no rosto,que doeu mais a minha dignidade do que a dor do tapa em si!- A gente manda aqui! Você é apenas uma pobre coitada- Chutaram minha perna me fazendo cair, eu não podia responder pois um deles tampava a minha boca- Sai das fraldas pra depois se meter com a gente!- Me deram mais um tapa enquanto um puxava meu cabelo para trás- Será sorte se você sair viva dessa...- Eu senti uma mão fechada atingir meu rosto, então meus olhos começaram a se fechar e eu não sentia mais nada, minha visão eram meros esboços, e só sentia alguns chutes, mas a dor era tanta que eu não aguentava falar, alguns me seguravam enquanto outros batiam, eu estava um pouco inconsciente mas eu ainda conseguia ver alguns movimentos que eles faziam... Minha respiração já não era a mesma até ouvir algumas sirenes, um carro parou logo ao lado do meu corpo caído e eu vi alguns homens armados saírem do carro e encurralando os caras, eu achei que eles iriam me ajudar, mas eles só colocaram os caras algemados dentro da viatura e me deixaram ali, jogada com o sangue escorrendo e toda suja, criei forças para me levantar, eu caminhei cambaleando escorada nas paredes, com as lágrimas escorrendo sobre meu rosto sujo, enxuguei minhas lágrimas e me vi parada frente a um prédio muito familiar, subi alguns degraus escorada no corrimão ouvindo aquele idiota do porteiro gritando. Quando me dei conta estava naquela mesma situação, parada em frente à porta de Carly mas quando fui girar a maçaneta, uma força maior me puxou até o apartamento de Freddie, minhas mão ainda fracas bateram na porta, eu estava escorada na parede ao lado dela, senti a maçaneta girar e um moreno muito bonito por sinal sair e me olhar espantado, eu sorri
Sam: Eu sabia que sua mãe tinha plantão hoje...- Disse com a voz falha e fraca, mas sorrindo irônica, enquanto ele me olhava assustado
Freddie: O que aconteceu com você?!!!- Ele parecia em desespero me olhando de cima a baixo
Sam: Só algumas dores nas costas, alguns roxos na barriga, nas coxas, nos braços e no que se chama de cara, alguns cortes pelo corpo inteiro, e algumas gotas de sangue jorrando do nariz e da minha testa... Ah! E algumas dores pelo corpo também, e tá ardendo também... Fora isso nada aconteceu comigo!- Eu sorri com algumas lágrimas escorrendo, enquanto ele ainda me olhava assustado
Freddie: Sam...- Ele ficou boquiaberto- Entra logo! Eu vou te ajudar a cuidar disso!!!-Ele escancarou a porta e se escorando nela para que eu entrasse
Sam: Eu não tenho forças para andar... Então sai dai para eu me escorar na porta!!- Disse mancando
Freddie: Deixa eu te ajudar...- Ele tomou a atitude mais inesperada naquele momento, ele me tomou pelos braços, colocando um deles nas minhas costas e outro nas minhas pernas, desde quando ele tinha se tornado tão forte eu não sabia... Ele fechou a porta com os pés e me levou em seus até que fortes braços rumo a seu quarto, eu não falei nada naquele momento, eu não me sentia na obrigação e nem no melhor jeito para puxar uma conversa. Ele me colocou em sua cama, e foi fechar a porta
Sam: Eu acho melhor eu ir tomar um banho antes... A calçada estava muito suja, e eu não quero sujar a perfeitinha da sua cama...- Eu dizia calma, eu sentia muitas dores
Freddie: Não se preocupa com isso, Sam... Agora você vai me contar o que aconteceu com você!- Ele cruzou os braços ainda em pé a minha frente, aquela autoridade me fez rir
Sam: Sem condições... Eu to com fome!- Talvez aquele tivesse sido o motivo para tamanha fraqueza- Quem diria, Sam Puckett mais fraca que o Freddiota Benson...- Falei irônica
Freddie: Queda-de-braço, Puckett?- Ele me olhava ainda com os braços cruzados rindo
Sam: Depois dessa vou até tomar banho...- Me sentei lentamente enquanto Freddie em seu desespero tentava me ajudar, mas mais me atrapalhava- Freddie, não precisa me levar até o banheiro! Vai preparar uns dois lanches de presunto pra mim enquanto eu tomo banho!!!- Eu estava escorada na parede, com a barriga roncando e apontando para a porta para que Freddie saísse
A água escorria sobre aqueles cortes e sobre aqueles ralados, enquanto aquilo ardia até a alma, eu nunca tinha visto o chão ficar tão vermelho... Quando abri o shampoo o cheiro do cabelinho perfeito de Freddie me chamou a atenção, até o condicionador me lembrou ele. Eu sai do banheiro, e encontrei um pequeno cesto em baixo de uma pia cheia de coisas de meninos crescidos, como creme de barbear, o que me fez pensar onde tinha pelos naquele rostinho de bumbum de bebê, na verdade me fez gargalhar...
Freddie: Do que você tá rindo, Sam? Tá tudo bem?- Levei um susto tão grande
Sam: Idiota que susto!!! Eu só estou procurando alguma toalha limpa!
Freddie: Tem um cesto embaixo da pia, deve ter alguma toalha nele!
Sam: Tá! Preparou meu lanche, Freddward?
Freddie: Sim, Samantha!- Deu pra perceber pela sua voz que ele sorria
Eu procurei alguma toalha que não tivesse escrita: dedetizada! Quando sai do banheiro me dei conta enquanto Freddie estava sentado na cama, que ele estava com a mesma calça que ele estava mais cedo só que agora com uma camiseta branca justa.
Freddie:Vai ficar de toalha na minha frente mesmo?
Sam: Desculpa, mas não sei se percebeu minhas roupas estão imundas e rasgadas!- Ele passou por mim e foi até sua cômoda, de onde tirou uma regata preta e uma calça moletom branca, ele esticou as roupas mas eu não sabia se eu aceitava ou se preferia ficar com as roupas sujas mesmo
Freddie: Qual foi, são as únicas que minha mãe não colocou remédio para alergia!- Escapou um sorriso e peguei aquelas peças
Sam: Chispa!- Ele concordou e saiu do quarto
Enquanto eu me vestia reparei nos roxos e marcas que se espalhavam sobre meu corpo, o que me deixou muito mal. Eu terminei de me vestir e me joguei naquela cama, encarei no teto e aquelas cenas me voltaram a cabeça... Eu ouvi a porta se abrir mas nem dei atenção
Freddie: Elas ficaram um pouco grande- Ele falou com um sorriso fraco se deitando ao meu lado
Sam: É...
Freddie: Você tá bem?
Sam: Eu não sei... As vezes me sinto tão forte e de repente, Bum! me sinto tão fraca...
Freddie: Sei que não quer tocar nesse assunto, mas me conta o que aconteceu, Sam...
Sam: Ok, Benson... Depois que sai daqui, eu fui ofuscada pelos meus pensamentos, e quando vi não sabia mais onde eu estava indo... Dai apareceram alguns brutamontes, e me cercaram, no começo eu não tive medo, até enfrentei eles quando me pediram a minha bolsa, mas depois um me segurou e os outros me batiam...- Eu encarava o teto com ódio transbordando nos meus olhos
Freddie: Que babacas!- Ele gritou e socou a cama, ainda deitado, me fazendo sorrir
Sam: Relaxa, eu vou dar o troco nesses idiotas!
Freddie: É, se eu soubesse quem eram eu também daria não só trocos mais uma bela de uma surra!- Ele não me olhava ele encarava o teto com um ódio tão grande
Sam: Freddie, você é nerd!- Ele sorriu- Cadê meu sanduíche?!
Freddie: Eu deixei na cozinha, me espera aqui!- Ele saiu com o sorriso mais bonito que eu já tinha visto na vida
Me deparei com a mesma sensação de horas atrás, meus olhos iam pesando mas a dor já tinha diminuído e agora parecia que eu estava tão segura...
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