iHate You?

16 I've Already Made My Choice


Notas iniciais
gente, mil desculpas pela demora. é q eu fiquei de castigo esses dias, e só hoje pude entrar aqui

Sam’s POV


– Tem certeza que isso é o certo a fazer? – Carly me pergunta.

– Tenho. Eu preciso me afastar um pouco de tudo isso.- Respondo.

– Mas e o Freddie? Sua mãe? Eles vão ficar preocupados com sua ausência. – Carly disse, preocupada.

– Não vão. Minha mãe que pouco se importa, vai achar que vou passar a semana toda aqui. E o Freddie... Que se dane. – Digo, fechando a mala.

– E você tem certeza que quer fazer isso? – Carly pergunta com os braços cruzados.

– Eu vou ficar bem, Shay. – Digo a abraçando. – É só por uns dias.

– Você disse quatro! E eu quero que me ligue todos os dias, ouviu? – Carly diz botando uma mecha de seu cabelo atrás da orelha.

– Tá bom, mãe! – Digo rindo e ela sorri. – Obrigada por me ajudar esse tempo todo, Carls.

– Vou sentir falta da minha loira preguiçosa! – Ela diz com os olhos marejados.

– Também vou sentir falta da minha doce morena! – Digo a abraçando mais uma vez. – agora tenho que ir, amiga.

– Tudo bem. – Carly disse, triste.

– Ah, e se alguém perguntar, diga que estou doente. Isso vai ajudar a distrai-los um pouco. E quanto ao Freddie, em hipótese alguma diga aonde estou.

– Sam, está pronta? – Spencer pergunta batendo na porta do quanto de Carly.

– Estou. –respondo. – Lembra de tudo que te falei, tá? — Digo abraçando Carly uma última vez.

– Uhum. Mas ainda acho que devia falar com ele. – Carly disse dando ênfase no “ele”. Era óbvio de que ela estava falando do Freddie, mas não queria falar com ele. Não agora.

– Vamos dar tempo ao tempo. Eu quero me afastar no momento.

– Escuta, se queremos chegar lá por volta das 7;00h. é melhor irmos logo. – Spencer me apressou.

– Agora é oficial, Carlotta.

– Tchau, Sam. – Carly sorriu triste.


Spencer e eu entramos no carro dele. Spencer sabe o caminho para a fazenda dos meu avós, pois liguei para eles, e meu avô deu todas as coordenadas para chegarmos lá. Lá é o único em que posso realmente descansar de tudo e de todos.

Adoro aquele lugar. Não somente pela paisagem, animais ou aquela comida –que é maravilhosa.- Eu amo aquele lugar, porque parece que uma parte do meu pai nunca realmente se fora. Não sei se é por causa dos meus avós, ou sei lá. Só sei que me sinto melhor quando estou lá.

4:30 da manhã e eu ainda não consegui dormir. Meu cérebro não para, tudo o que consigo pensar agora é se fiz a coisa certa ou não em fugir. Talvez Spencer estivesse certo, talvez eu devesse ter ouvido meu coração e ter falado com ele. Droga, está tudo tão bagunçado em minha mente agora...

– Spencer?

– Sim? — ele responde sem tirar os olhos da estrada.

– Acha que fiz a coisa certa em fugir? — Pergunto.

– Você sabe minha opinião. — Ele respondeu relembrando-me dos seus conselhos naquele dia no cais. — Mas, acho que se tivesse no seu lugar também sumiria por um tempo...Para por as ideias no lugar.

– Obrigada por me entender. — Digo, sorrindo.

– É pra isso que estou aqui, pequena. — Spencer disse e eu finalmente durmo, esperando recomeçar mais uma vez.


–-

Sam, acorda! Chegamos! – Spencer grita animadamente, me acordando.

Acordo e lá vejo, ao longe, a fazenda de meus avós. Não posso evitar de sorrir. É bom estar em casa.

– Bom dia, Spencer. – digo, de bom-humor.

– Bom dia. — Spencer responde.

Devemos estar a mais ou menos uns 20Km da fazenda. Mal posso esperar para ver vovô e vovó, estou com saudades deles. Lembro de que quando criança, eles viviam me mimando, com doces e balas. Lembro também do vovô me levando para andar de cavalo, vovó cozinhando, eu e Melanie na casinha de bonecas que papai construí; minha mãe e meu pai no lago...são tantas lembranças!

– Chegamos! – Spencer grita empolgado.

Olho da janela e lá vejo vovô saindo pela porta. Um sorriso brota em meu rosto, ele está exatamente igual há 7 anos atrás; apenas com cabelos mais ralos e grisalhos.

Saio correndo do carro em sua direção e ele faz o mesmo, só que mais devagar, claro.

– Sammy! – ele grita – fala – me abraçando.

– Vovôô! – correspondo ao abraço. – quanto tempo!

– Você nunca mais veio visitar seu velho aqui. Nem você, Spencer.

– Oh, Paul. Você sabe que é como um avô para mim e Carly! – Spencer diz o abraçando também.

– E como anda a pequena Shay? – Vovô o perguntou.


Ok, ok. Você deve estar se perguntando da onde meu avô conhece a Carly. Logo depois que meu pai morreu, eu fui pata uma escola nova. A Ridgway. E lá eu conheci a Shay; como meus avós sempre vinham me visitar depois disso, eles levavam eu e Melanie para a fazenda deles. Mas sempre me senti sozinha porque Melanie sempre odiou a fazenda e vivia trancada no quarto, e eu brincava sozinha com os bichos. Então eu comecei levar Carly e Spencer comigo, e logo depois Freddie também. Freddie...o que somos agora? Amigos? Inimigos? Amantes? Difícil dizer. Mas acho que se formos nada, além de simples conhecidos será melhor para os dois. Nossa amizade não será mais a mesma nem de longe, e eu estou odiando isso.

– Vem Sam, vamos levar essas malas para dentro. Sua avó vai adorar ver você, ela sentiu sua falta! – Vovô disse pegando algumas malas.

– Deixa que eu te ajudo, Paul. – Spencer disse pegando as outras malas.


Qual é, só são quatro malas! Três grandes e uma menor com coisas necessárias para uma mulher. E afinal, serão apenas cinco dias aqui. Eu sei que mentir pra Carly um dia a menos não foi o certo já que ela vai surtar por causa disso, mas como eu disse antes, eu quero e preciso de um tempo somente para pensar, um tempo só para mim. Esperar as coisas se acalmarem um pouco.

– Não vai entrar? – Spencer me pergunta, me tirando do meu transe.

– Vou. – respondo.

– Então tá na minha hora de ir. – ele disse tirando uma mecha de cabelo dos meus olhos.

– Já? – pergunto, triste.

– Sim, tem outra que também precisa de mim com ela. – Spencer brinca, mas logo fica sério. – Você vai ficar bem?

– Vou...sempre fui muito forte, não é? – respondo, Afirmando mais para mim mesma do que para Spencer.

– Então até daqui a cinco dias, pequena. – ele disse, me abraçando. Sim, Spencer sabia que eu iria ficar cinco dias.

– Até.

– Spencer, você já está indo, querido? – meu avô perguntou, aparecendo na porta da varanda.

– Sim, até logo. Aonde está Eleonor? Quero me despedir dela.

– Está no quarto. – Meu avô respondeu, e Spencer se encaminhou em direção ao quarto em que minha avó estava. – Então, vai me contar o motivo que te trouxe aqui?

– Ah vovô, são tantas coisas. – respondo. Não acho que ele deva saber o que o Freddie e a Melacraia fizeram.

– E isso envolve algum garoto, querida? — Paul pergunta.

– Também, mas não quero falar sobre isso.

– Tudo bem, agora vá falar com sua avó, ela também sentiu saudades.

– Tudo bem.- Digo, já entrando na casa. Mal entro e já vejo minha avó na cozinha. Suponho que esteja fazendo café.

– Vovó? – A chamo.

– Sim? – ela pergunta, sem se virar.

– Como andam as coisas na fazenda?- Pergunto e só assim ela se vira. Termina de cantarolar e dá uma rebolada, tirando os fones de ouvido.

– Olá, Sammy. – Ela responde vindo em minha direção.

– Continua a mesma de anos atrás. – Digo, e ela sorri.

– Senti falta da teimosia em pessoa. –Ela disse, me abraçando. Não posso deixar de sorrir, ao lembrar de todas as lembranças que esse apelido me trás.

– Eu também, vovó. – Digo, ela sorri.

Ela me olha por um tempo, como se estivesse examinando cada traço do meu rosto.

– O que foi? – Pergunto.

– Exatamente igual ao seu pai. – Ela responde passando a mão no meu rosto. Ficamos mais um tempo em silêncio.

– Também sinto falta dele...

– Minha Flor, por que não mostra Sam seu antigo quarto? – Meu avô sugere, entrando na cozinha.

– Claro, venha.

Subimos a escada e fomos em direção a última porta do segundo andar. Era o meu quarto. Abro a porta e vejo que nada mudou. Continuava tudo igual –exceto pela cama, que ao invés de terem duas, agora tem uma de casal- as paredes rosas e roxas, os móveis brancos com unicórnios, as cortinas brancas com borboletas rosas. Estava tudo igual a sete anos atrás.

– Preferimos não mexer em nada. Sabe, para quando nossas meninas voltarem, acharem tudo como era antes. – vovó explica.

– Claro... – entro no quarto e deixo minhas malas num canto. Olho para porta e meus avós já não estavam lá.

– Hora de me reconstruir....literalmente. – sussurro , para mim mesma olhando tudo a minha volta.