iGood-bye for Sam
8 Os preparativos da festa - Parte 2
Notas iniciais
– Eu prometo.
~ Naquela tarde ~
Carly estava na mesa da cozinha checando tudo o que precisaria para a festa da noite. Com uma prancheta na mão, olhava para cada item que estava sobre a mesa e marcava na folha de sua prancheta.
– Copos. – ela disse, e em seguida, marcando na folha em sua mão. – Checado.
*Toc Toc Toc*
– Pode entrar! – gritou Carly em direção da porta.
Então, ao som da voz da morena, a porta se abriu e quem apareceu, foi Freddie.
– Hey! – ele cumprimentou casualmente ao adentrar no apartamento.
– Oh, oi! – Carly respondeu de volta, e logo, voltou à atenção para a prancheta.
Logo, quando Freddie entrou, encostou a porta, tirando o casaco e colocando no cabide, foi se aproximando de Carly.
– Por que não foi para a escola? – ele perguntou, quando ficou ao lado da morena.
– Sam me pediu que eu não fosse, porque ela queria vir aqui depois d-
Carly parou de falar imediatamente, quando percebeu que quase falava demais.
– Depois? Depois de quê? – perguntou Freddie, agora olhando desconfiado.
– Depois... depois... – Carly repetia as palavras tentando encontrar uma explicação. – Do café da manhã! É isso! Café da manhã!
Ela disse e rapidamente se distanciou dele, indo para a ponta do outro lado da mesa, voltando a checar os itens da folha tentando disfarçar o assunto.
– Hum... – ele murmurou, ainda desconfiado. – E, onde está Sam?
– Ela foi com o Spencer e Gibby comprar bolinhos gordurosos, já devem estar voltando. – respondeu Carly.
Sendo assim, Freddie puxou uma cadeira e sentando-se, pegou uma garrafa de suco da mesa.
– Vejo que já estão fazendo os preparativos da festa. – ele disse, abrindo a garrafa. – Qual será a minha parte?
Antes que seu amigo nerd bebesse o suco, Carly anda rapidamente e retira da mão dele.
– Isso é para a festa. – ela ordenou. – E, você ficou responsável pela iluminação. O material deve estar com a Sam e o Spencer.
Já eram 14h00min da tarde, e antes que Freddie pudesse dizer mais alguma coisa, a porta se abriu fazendo aparecer Spencer, Gibby e Sam comendo um bolinho gorduroso.
– Tudo pronto para partirmos? – perguntou Spencer, com um largo sorriso.
– Só falta colocarmos tudo no ônibus e podemos ir. – respondeu Carly ao irmão.
– Então, vamos logo! – disse Sam, indo em direção da mesa e derrubando tudo dentro das caixas ao lado da mesa.
– Sam! – exclamou Carly.
Ao terminarem de colocar tudo dentro do ônibus, o grupo iCarly pegou a estrada com a Sam como guia e Spencer de motorista.
Por volta de 30 minutos na estrada, que de asfalto mudou para terra em pouco tempo, escutaram o seguinte comando da loira:
– Vire à direita, Spencer.
E, obedecendo ao comando, ele girou o volante para a direita fazendo o automóvel entrar em um estreito caminho, que estava em volta de árvores que desabrochavam botões de flores, e sombreavam o caminho. Mas não o suficiente para bloquear a passagem do sol pelas pequenas fendas entre as folhas, fazendo o grupo se maravilhar com o que via.
Logo, ao saírem dentre as árvores, o brilho do sol ofuscou a vista de nossos amigos, e assim que conseguiram se acostumar com a claridade avistaram uma casa em uma área aberta, cercada pela areia da praia e por poucas palmeiras, que logo mais ao fundo havia grandes pedras sendo acariciadas levemente pelas ondas rio.
– Olhem, é ali que vamos ficar! – anunciou Sam, apontando para a casa.
– Uau! – declararam os quatro.
Assim, que chegaram e desceram do ônibus viam que a sacada da casa era toda em volta dela, e possuía pequenos degraus para subir. Quando subiram e direcionaram para frente da porta, a Sam colocou a mão no bolso de sua calça preta e pegou uma chave, enfiando-a na fechadura e abrindo a porta, olharam para dentro da casa.
Notando que já estava bem mobiliada, mas só precisava de uma boa faxina, Carly disse animadamente:
– Vamos começar galera!
Separando-se em uma dupla Carly e Gibby cuidaram da sala. Enquanto Spencer limpava a cozinha, que por assim dizer, estava apenas empoeirada. E, na varanda estava nada mais, nada menos, que Sam e Freddie.
– Você limpa, enquanto eu observo! – disse a loira, sentando no chão.
O amigo nerd expressou um olhar de negação para aquela atitude, que pegando uma vassoura e estendeu na direção dela, disse:
– Ha ha ha! Sinto dizer, mas uma mão, lava a outra.
Logo, ela olhou para vassoura fazendo um gesto com a boca de quem não gostou, mas depois olhou para ele e de volta para vassoura, acabou aceitando quando bufou de raiva pegando-a e levantando-se.
– Vamos tornar isso interessante, Benson. – sugeriu Sam em tom desafiador.
– Como? – perguntou Freddie, franzindo as sobrancelhas.
Sam deu um sorriso malicio para a pergunta de seu amigo.
~ Enquanto isso, dentro da casa ~
A cozinha estava sendo terminada de ser limpa, e Spencer estava de costas para sala, passando o pano na pequena mesa de granito, retirando a sujeira que finalizaria seu trabalho, pelo menos naquela parte.
– Spencer!! – uma voz chamava.
Rapidamente, ele ergueu a postura e com os olhos assustados, gritou de volta:
– É você, voz do além?! Por favor, não me assombre nos meus doces sonhos!
– Mas do quê você está falando? – a voz disse atrás dele.
– AH! – gritou Spencer quando se virou.
~ Na varanda ~
Toda a área da frente estava ensaboada e escorregadia. E, os dois amigos estavam lado a lado, em postura de largada de corrida.
– Então, quem conseguir chegar ao outro lado primeiro escorregando, ganha? – indagou Freddie, preparado para cair.
– É isso aí! – confirmou Sam. – No três. Um... Dois...
– Dois e meio... – disse Freddie temeroso.
– Três! – anunciou a loira, e saiu em disparada.
Ao iniciar a corrida, Freddie se atrapalhou na largada, acabando deslizando demais e caindo de barriga no sabão, e Sam aproveitou para sair na frente.
– Ih, fracote! – zombou Sam.
Em um rápido movimento de trapaça, ainda deitado no chão, pegou a vassoura e levou o cabo aos pés dela fazendo, ela cair também. Então, nesse instante, ele se levantou rapidamente e tentou correr, que estava mais para escorregar, até a linha de chegada.
– Ei! – ela exclamou. – Você quem pediu, Benson.
Inesperadamente, ela não se dá por vencida e fez revanche, quando pegou velocidade fazendo um ‘carrinho’, em modo de corte no futebol, em seu amigo nerd, levando-o ao chão de novo.
– Ai! – ele gritou, quando voltou a cair. – Isso foi perigoso!
– Relaxa, não vai morrer só com isso. – ela disse, correndo até a chegada.
E, deslizando em grande estilo, como se estivesse esquiando na neve, Sam consegue chegar até o ponto marcado do fim da corrida.
– Yeah! – anunciou em vitória. – Eu venci!
– Devo admitir que foi uma boa corrida. – disse Freddie, ao chegar perto da loira e esticar a mão em cumprimento.
– É, realmente foi. – concordou Sam, dando um passo.
Então, neste passo que Sam deu, ela deslizou descuidadamente, mas subitamente Freddie com suas mãos fortes segurou em sua cintura, não a deixando cair, e as mãos dela apoiaram-se em seus ombros largos.
– Cuidado! — ele exclamou, ao segurar ela em seus braços.
A aproximação súbita trouxe à tona uma Sam sem palavras, que olhou nos olhos castanhos do garoto que a segurava firmemente pela cintura, e a encarava com desejo em seus olhos e boca.
Não sabendo se o que sentiam naquele momento, foi porque o que aconteceu tinha sido muito inesperado, ou se era porque estavam molhados e o calor de seus corpos os fazia sentir atração, um pelo outro.
Logo, suas respirações começaram a ficar ofegantes, enquanto fitavam-se os olhos um do outro, sentindo que estavam se aproximavam lentamente cada vez mais, e seus corações batiam acelerados no peito.
E, antes de seus lábios se encontrarem, Sam sussurrou:
– Tenho que te contar uma coisa.
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