Notas iniciais
Olha eu aqui de novo ~~~ Olá o/ Como vocês estão? Espero que bem! Demorei, né? Eu sei..Eu sei... mas em minha defesa, foi culpa do teclado!! Agradecendo os comentários do capitulo anterior: Obrigada *-* Capítulo fresquinho!! Enjoy~

– A minha mãe está morta. – disse Sam enquanto as lágrimas voltavam a escorrer pelo seu rosto.

Então, imediatamente Carly e Spencer foram tomados por uma onda de sentimentos angustiantes e incompreensíveis, que fez com que eles não conseguissem falar nada e apenas expressasse em seus olhos uma mistura de dor e surpresa. Mas, Carly sentiu que naquele momento a única coisa que ela poderia fazer pela sua amiga era reconfortá-la com um abraço.

Logo, sendo movida pelo seu sentimento de compaixão, Carly subiu os degraus lentamente, como se os passos que desse fosse amenizar o sofrimento da loira. E, quando ficou frente a frente com a Sam, levantou a mão suavemente no rosto da amiga e enxugou uma lágrima que descia, e olhando em seus olhos azuis marejados, sussurrou:

– Vai ficar tudo bem... – ela disse, mas sabendo que não ficaria.

E, não resistindo às palavras de Carly, Sam abraçou a amiga querendo ter forças, mas já havia perdido-a.

– Carly... – disse Sam sentindo sua voz ficando embargada. – Por que... aconteceu... se eu... a amo tanto?

Carly não sabia a resposta. Então, apenas abraçou a amiga fazendo que Sam apoiasse a cabeça em seu ombro, e passando a mão em seus cabelos loiros em forma de carinho, não conseguiu segurar as lágrimas com a pergunta de sua amiga. E deixou-se levar pelo momento.

Também comovido pela cena, Spencer se direcionou as duas no degrau, e subindo lentamente, as abraçou... Um abraço que as envolveu em ternura e calor que fez com que elas chorassem mais... E mais.

Os únicos sons que ecoavam naquela sala eram de choros e soluços que demonstravam a dor da perda.

~ No apartamento de Freddie ~

Freddie havia terminado de jantar a alguns minutos, aproveitou que já estava em casa para tomar um banho e trocar de roupa.

Estava sentado na cama com os cotovelos apoiados nos joelhos e fazendo a mesma expressão de preocupação que havia feito no apartamento de Carly. Ele não conseguia explicar o ar tenso que foi estabelecido na sala, quando a tia da Sam disse que queria conversar.

Tentando se focar em outra coisa, se lembra de Sam naquela manhã no parque. Era inexplicável o que ele sentia como se fosse uma mistura de encanto e felicidade. E se pegou abrindo a gaveta da sua cômoda e tirando de dentro uma fita rosa. A mesma fita que Sam colocou em volta de seu pescoço.

Deixando escapar um leve sorriso ao olhar a fita, ele aos poucos nota que ainda ama ela.

~ No apartamento de Carly ~

Os três já haviam descido das escadas e os choros já haviam cessado.

Carly e Sam estavam sentadas no sofá, enquanto a morena ainda abraçava a amiga em consolo, e Spencer estava sentado do banquinho do balcão, olhando para as duas com tristeza.

– Mas, afinal de contas... – Carly começou a falar um pouco ainda afetada pelo clima. – Era isso que sua tia veio avisar?

Então, Sam logo se afastou do abraço da amiga, e se endireitando no sofá para olhar para os dois, disse:

– Não é só isso...

~ Flashback ~

POV Sam

Entramos no estúdio, e encostei a porta lentamente tentando não fazer barulho. Logo em seguida, dei alguns passos na direção de minha tia que estava no meio da sala.

– Então, o que queria conversar? – perguntei temendo a resposta.

– Sam, em primeiro lugar eu gostaria de dizer que te amo muito e que não gostaria que você soubesse por outra pessoa. – ela disse, fazendo-me estranhar um pouco.

– ...

– E em segundo... É que o que me traz aqui, não é por boas notícias. – ela continuou, e pude sentir uma sensação nada agradável.

– E o que é? – perguntei baixinho.

– A sua mãe morreu.

Foi só o que ouvi. Não bastou mais nada para minha mente ficar em branco.

Comecei a não sentir minhas pernas, e de repente pensei:

Isso não pode ser verdade. Não é verdade. Não é! Não é! Não, é?

Uma brisa fria passou, meu coração começou a acelerar e sentia que minha garganta se tornava um nó.

– É... mentira. Não... é? – eu disse, sentindo minha voz ir embora.

– Eu sinto muito. – ela disse, me olhando com tristeza.

Não aguentei ficar em pé. Não conseguia ter noção do que acontecia.

Apenas, lentamente onde eu estava, comecei a me agachar e logo me sentei no chão. E, me veio lembranças rápidas dela.

Lembrei-me da vez que brigamos e fui parar na casa da Carly na madrugada, estava muito brava com ela. E, quando era pequena ela disse que o meu coelhinho Flufalls tinha morrido, mas na verdade ela tinha vendido. Ou até mesmo quando ela me comparava com a Melanie.

Nada disso me fazia ficar brava. Não mais.

Pois, me lembrava de que no dia que a Carly nos colocou no terapeuta e ficamos pressa dentro da caixa, ela disse que me amava, que poderia ter tido uma filha pior e que compraria um coelhinho novo pra mim. Tinha ficado tão feliz naquele dia que dei o nome para o coelho de Pamy.

E, nada disso importava mais, porque ela já não estava mais comigo.

Todos esses pensamentos fizeram com que eu sentisse vontade de chorar e chorar... E não resisti.

Coloquei as mãos nos meus olhos e chorei, e logo senti minha tia me abraçando e beijando no topo de minha cabeça, dizendo:

– Seja forte... Samantha.

~ 30 minutos depois ~

Eu não sabia há quanto tempo estava chorando, mas logo senti que precisava saber de mais detalhes.

– Tia... – eu disse, afastando do abraço e enxugando as lágrimas. – Como aconteceu?

Ela me olhou um pouco apreensiva como se houve algo a mais.

– Sua mãe morreu hoje, atropelada, pela manhã. – a tia começou a explicar.

Que irônico... Lembro-me quando contei a um médico rico que queria namorar com ela que tinha sido atropelada e morreu. Que vida irônica essa.

– Eu estava aqui em Seattle, porque cheguei há alguns dias para uma cirurgia em um paciente daqui. – ela continuou, falando aos poucos.

– ...

– E, ela foi encaminhada para o mesmo hospital em que eu estava. – ela parava tentando não chorar.

Então, segurei sua mão passando força, e ela deu um leve sorriso.

– Mas me colocaram para cuidar do caso dela... – parou de novo, expirando e fechando os olhos.

–...

– Porém, quando ela chegou... – ela ia chorar.

Senti mais uma vez a brisa fria, e minha outra mão começou a tremer.

– Já não havia mais solução... – sua voz começou a embargar.

Queria chorar de novo, e o nó na garganta havia aumentado.

– E, suas últimas palavras foram... – ela disse, tirando os óculos. – Cuide bem das minhas meninas, pois são o que tenho de mais precioso.

Isso foi o bastante para eu não conseguir segurar as lágrimas, e logo que minha tia me viu chorando, deixou suas lágrimas escorrerem discretamente em seu rosto.

Choramos por volta de alguns minutos, mas minha tia voltou a assumir uma posição, e se levantou enxugando as lágrimas. Em seguida, tentei me recuperar e também levantei passando as mãos nos olhos.

– Samantha, sei que não é fácil, mas...

Ainda havia mais alguma coisa?

– Quero que venha comigo para Londres. – ela disse, me olhando seriamente nos olhos.

– Londres? Quer que eu largue tudo aqui? E meus amigos? – perguntei em choque.

– Quero cumprir com que sua mãe me pediu. Quero cuidar de você. – tentou me convencer.

Eu não sabia o que dizer, pois ir com ela sugeria largar tudo aqui em Seattle.

– Eu não sei... – respondi indecisa.

Minha tia ficou em silêncio percebendo minha indecisão, e apenas acenando com cabeça, disse:

– O voo partirá depois de amanhã, às 08h00min da manhã. Se decidir vir, despeça-se dos seus amigos e faça as malas, que estarei te esperando no aeroporto.

Ela beijou minha testa e saiu.

~ Fim do Flashback ~

De volta à sala, Carly estava com um olhar perplexo e Spencer não tinha palavras.

– Quer dizer, que você vai embora? É isso? – perguntou Carly.

Sam apenas abaixou a cabeça e acenou em confirmação, deixando escorrer uma única lágrima pelo rosto.

– Então, precisamos fazer uma despedida! – disse Spencer, tentando animar a loirinha.

– É! Ele tem razão! Você não vai embora sem uma despedida! – declarou Carly.

Mesmo que Sam soubesse que eles só estavam tentando ajudar, ainda era difícil aceitar que sua mãe morreu e que teria que dizer adeus aos seus amigos.

– Espera! O Freddie ainda não sabe que você vai embora, eu vou dizer a ele. – disse Carly.

– Não! Não conte a ele. – disse Sam seriamente.

– Por que não? – perguntou Carly, franzindo as sobrancelhas.

– Porque eu... – Sam começou a falar.

E, de repente a porta se abre e quem aparece é Freddie.

Os três se viram imediatamente em direção da porta, mas para Freddie a única coisa que lhe chamou a atenção foi os olhos da loira, que estavam vermelhos e inchados ao redor e escorria uma lágrima, e perguntou:

– Você está chorando?

Notas finais
Espero que tenham gostado do cap!! Deixem seus comentários para saber se gostaram. Bom, é isso! Até a próxima!! Bjs~~ Bjs~~ Bjs~~