iFirst Year Of A New Life
1 Capítulo 1 - Summer Memories
Notas iniciais
Era uma manhã de segunda de fevereiro, para ser mais exata dia 17, o inverno já me acertava em cheio, adormeci depois de uma maratona de filmes de terror que passei a madrugada assistindo, isso explica o fato de ter pipoca espalhada por toda a minha cama. Estava com meu moletom dos Beatles, minhas meias, e coberta por meus dois edredons, e frio era a última coisa que eu poderia sentir. Acordei com o barulho da TV, pelo visto acabei adormecendo no meio do último filme, logo voltei minha atenção para a mesinha de cabeceira, onde havia um relógio que agora indicava 6h25 am, e ao seu lado tinha um pequeno calendário, marcado de vermelho no dia 17 de fevereiro aka hoje, escrito 1° dia de aula; é meus caros amigos, meu pesadelo começará hoje, triste admitir, mas é a realidade...
Brincadeirinha, eu já estava morta de saudades da minha melhor amiga, a Carly ou como eu gosto de chamar Carls, ela havia viajado para Londres, passou as férias inteiras lá junto com o Spencer na casa de uma tia. Gibby viajou com a família dele para a Irlanda, ele disse que estava doido para encontrar potes de ouro e guinomos de terno verde, fazer o quê, não é?! Freddie passou suas férias em um acampamento nerd, o que já era de se esperar mais sinceramente não sei como ele consegue ficar três meses em um lugar desses, meu deus se fosse comigo acabaria pirada ou matando todos aqueles nerds. E eu passei três semanas em Miami, com minha mãe e seu novo namorado pateta, foi mais divertido do que eu imaginei que seria, passei a maior parte do tempo na praia, aquele sol, a brisa do vento e o mar me conquistaram de tal forma que eu não queria mais sair dali.
Mas em um desses dias ensolarados em Miami, conheci um garoto realmente encantador e desastrado: olhos cor verde, pele levemente bronzeada, cabelos castanho claro e um sotaque fofo do interior, a Carly se derreteria por ele com toda a certeza. Ele também estava passando férias lá com toda a família que mora em Dallas, o conheci por acaso na praia, foi até engraçado, eu estava tomando coco deitada na cadeira sob a sombra do meu guarda sol e ele em uma tentativa frustrada de surfar, percebi logo que era sua primeira vez em cima de uma prancha e que não fazia a mínima ideia de como fazer isso, até teve a ajuda do instrutor de surfe, que lhe deu uma aula teórica que estava até indo bem mais quando passaram para a prática... Subia na prancha e logo em seguida perdia o equilíbrio, e ficou nisso por um tempo até conseguir ter firmeza na prancha, depois ai sim foi buscar uma onda, mas quando ela finalmente veio, era gigantesca e ele pegou um caldo daqueles; mas a maior vitima fui eu, que estava perto dali, ele veio com a prancha sem controle, me deu o maior banho e caiu em cima de mim, foi trágico e hilário.
Ficamos nos encarando durante uns 10 segundos, sem dizer uma só palavra, ele olhava para mim como se estivesse hipnotizado ou era só impressão? Até que ele se levantou rapidamente e estendeu suas mãos para me ajudar a levantar também, afinal estávamos na beira da praia, molhados e com areia no corpo todo. No primeiro momento eu queria gritar com ele, mas não consegui encarar “aqueles olhos” sem ficar paralisada, eu estava muda ou sei lá o que deu em mim, e aí ele finalmente quebrou o silêncio:
- Me desculpe mesmo, caramba como sou desastrado. – ele me olhava sem jeito, eu sorri.
- Não precisa se preocupar, acidentes acontecem, já passei por cada uma que você nem imagina. – ele riu, parecia estar mais aliviado.
- É pelo visto eu não levo jeito mesmo para surfar.
- Vou ter que concordar, você oferece um grande risco para os banhistas! – disse em tom de deboche. – Brincadeira, pelo que eu percebi você é principiante, é normal cair e levar caldos, surfar exige tempo. – ele riu e me encarou sorrindo.
- Ficou tão óbvio que eu nunca tinha surfado na vida?
- Tava na cara e eu vi você com o instrutor de surfe.
- Ah então quer dizer que você estava me observando? – a pergunta dele me fez rir
- E se eu estivesse qual o problema?! Morri de rir com você caindo da prancha toda a hora.
- E você é a mestra do surfe, por acaso?
- Não, mais dou de 10 a 0 em você, pode ter certeza. – eu estava confiante disso porque eu até que sei surfar bem na verdade, minha mãe já namorou um surfista e ele me deu umas aulas, pelo menos serviu para alguma coisa.
- Então prova! – ele disse me desafiando
- Pode deixar! – aceitei o desafio é claro, sou muito competitiva e só jogo para ganhar. Peguei a prancha dele e entrei no mar. – Apenas observe!
Eu fui me aproximando devagar do meio da costa do mar e fiquei esperando a onda certa, quando ela chegou eu estava pronta, fui levada por ela até o ponto em que já eu poderia ficar em pé; foi maravilhoso, é tão bom surfar, sinto como se estivesse voando, entendo porque os surfistas não conseguem mais sair do mar, isso é tão libertador, o problema daquele desastrado é que ele foi muito apressadinho e não soube escolher a onda certa.
- Viu? Isso se chama surfar, querido. – disse provocando-o, já havia vencido mesmo.
- Tá legal, eu já vi que quando o assunto é surfe você manda bem.
- Só surfe?! Eu mando bem em todos os assuntos.
- Ok Miss Convencida.
- Ok Sir Desastrado.
E ficamos nessa discussãozinha até chegar a hora de eu ir embora, se a Carly visse nós dois naquele momento diria que parecíamos até eu e o Fred... Deixa pra lá.
- Ai a mala da minha mãe me mandou uma mensagem, eu tenho que voltar para o hotel. – disse me despedindo e caminhando para fora da praia.
- Ei ei, espera. – ele disse me fazendo parar de caminhar e olhar para trás.
- O que foi?
- Você se esqueceu de me dizer qual é seu nome!
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