happily ever after. (primeira versão)
41 Capítulo 41 - Diz para mim se vale a pena, amor
Notas iniciais
Cap. 41 – Diz para mim se vale a pena, amor
Como sempre, a Itália parecia uma realidade distinta na qual apenas coisas maravilhosas poderiam acontecer conosco, mas – também como sempre – teve que acabar e dessa vez tive a impressão que foi rápido de mais. O que podemos dizer sobre isso? Uns infinitos são menores do que outros. Era manhã do dia 4 de Janeiro e já faziam quase dez horas que estávamos dentro daquele avião. Henri dormiu a viagem toda, assim como Bella. O relógio, já marcando o fuso horário de New York mostrava 10:40a.m. e suspirei querendo chegar em casa logo.
–Impaciente, noiva? – Emm perguntou docemente e sorri ao ouvir a palavra saindo da boca dele.
–Quero chegar logo na nossa casa, noivo – sorri boba
Ele me deu um beijo doce e casto e o pouso foi anunciado nos altos falantes do avião.
–Tadinha da minha irmã. Está perdida no mundo dos sonhos enquanto não percebe que é a única enrolada agora – disse Emm alto e Edward o encarou
–Não estou enrolando sua irmã – ele disse sério
–Não é o que parece – Emm brincou
Edward não entendeu. Bella repousava delicadamente no peito dele e ele a apertou quando Emmett disse aquilo.
–Emmett eu amo muito a Isabella, mas não vou propor algo com o qual eu não sei quando eu poderei tornar verdade. Eu quero ficar noivo dela durante dois dias e casar o mais rápido. Nunca vou enrolá-la, só estamos dando um tempo para tudo se ajeitar nas nossas vidas. Ambos temos empregos instáveis… Não vou dar um futuro instável para a sua irmã – ele falou sério.
Emm se cagou de rir e Alice o encarava surpresa enquanto eu e Jazz acompanhamos Emmett.
–É brincadeira cabeção, não precisa chorar – ele ria.
Bella acordou lentamente se arrumando depois do pouso ser anunciado novamente. Ela se sentou espreguiçando e deu um beijo no rosto de Edward. Emmett fez cara de indignação para ele que lhe mandou um dedo do meio e rimos.
O clima em New York era frio, muito frio e era do que gostávamos. O calor era bom, mas o frio era acolhedor. Do aeroporto não teve nada de mais, seguimos para nossa casa e dissemos tchau depois de alguns dias de convivência eterna.
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–Você acha que esse ano ainda? – perguntei sentada na cama com um caderno qualquer.
–Não sei amor. Tem uma data em mente? – rebateu e ponderei.
–Acho que quero casar na primavera… Acho a coisa mais linda aquelas flores coloridas no altar indo contra a cor branca do meu vestido
–Vai casar de branco princesa clichê? – Emm brincou deitando em cima de mim
Eu comecei a rir
–Vai se foder, é claro que eu vou casar de branco – bufei
–Mas não é mais pura… Muito contrário disso, até filho nós já temos – sorriu beijando meu pescoço.
Dei um empurrão nele que ainda ria.
–Meu bem, não tem nada a ver com pureza… Quer que eu use um vestido da cor do meu nível de pureza? – perguntei retoricamente.
–Eu não, imagina você de preto bem no dia do nosso casamento – falou fingindo tremer de medo para logo depois explodir em risadas.
Fiquei o encarando chocada me fingindo de ofendida, mas se eu ligasse para cada piada de mau gosto que ele fazia de mim, coitado do nosso relacionamento.
–Eu não acredito que disse isso – falei fazendo draminha.
Levantei da cama colocando o chinelo e indo escovar os dentes no banheiro enquanto fingia estar com muita raiva.
–Amoooooooor, é brincadeira. Você sabe que eu te amo – ele disse vindo atrás de mim
Fechei a porta na cara dele
–Vai tomar no meio do seu cu, Emm – mandei
Tinha que lembrar de não gritar porque Henri dormia no quarto e o corredor fazia um eco fodido a noite.
–Amor – ele disse baixinho batendo na porta.
–Shiiiiiiu – mandei
–To falando baixo – sussurrou.
–Eu já falo com você.
Escovei meus dentes, passei alguma coisa para limpar meu rosto e prendi meu cabelo partindo para o quarto. A casa toda estava apagada, passei no quarto de Henri só para ter a certeza de que ele estava quietinho e então fui para o meu quarto.
–Temos que planejar a festa de um ano dele – sorri entrando no quarto.
–Me perdoou? – perguntou Emm sarcástico
–Meu filho, se eu me importasse com tudo o que você fala… Coitados de nós – eu ri – O que vem de baixo não me atinge – falei dando um selinho nele.
–Senta em um formigueiro então – sugeriu
Bufei
–Nossa Emm, cala a boca – ri da piada mais velha do mundo.
–Sobre o nosso filho: acho que podia ser aqui em casa mesmo.
–É o primeiro ano dele – falei séria.
–Fazemos festão filha, mas não em um buffet caro porque seria burrice, nós nem temos tanta gente assim para convidar…
–Teremos que conversar sobre isso direito Emm…
Queria uma festa gigante com todos os personagens de criança que existem e um monte de balões e brinquedos e crianças… Não uma festa comum. Era o primeiro ano do meu filho, do nosso filho. Mas estava tarde de mais para discutirmos sobre isso.
–Vamos descansar… Melhor – falei deitando, soltei o cabelo e virei para apagar a luz.
Ele me agarrou forte e me roubou um beijo daqueles que deixa sua cabeça girando enquanto apertava a minha cintura e sua mão descia lentamente para o meu bumbum.
–Descansar? Depois de duas semanas cercados de gente? Não – ele riu
–Tem ideias melhores? – provoquei me mexendo embaixo dele.
–Vamos comemorar nosso noivado – disse simplesmente
–Para o que? Deixar meu vestido mais preto? – brinquei.
–De tão preto vai virar azul, meu amor – e mais um beijo sôfrego.
Nós comemoramos nosso noivado em grande estilo aquela noite.
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PDV ALICE
Desci correndo para o carro. Bella e Edward estavam impacientes e Jasper apenas achava graça.
–Alice, você podia se atrasar qualquer dia. Menos hoje – disse Bella brava enquanto Edward dava a partida no carro.
–Gente, é só o primeiro ano dele. Ele nem vai…
–NEM COMPLETA ESSA FRASE. É O PRIMEIRO ANO DELE, faz um ano que você quase se suicidou, que Rose quase perdeu o bebê e que Jasper morreu. Aconteceu muita coisa e estamos comemorando muito mais do que apenas o nascimento da parte mais importante de nossas vidas atualmente – Edward disse me cortando e suas palavras me atingiram mais do que se fosse um tapa na cara.
–Fala o que quer, ouve o que não quer – Jazz disse encarando a janela.
–Era brincadeira… — murmurei baixo
O clima ruim durou o tempo todo que passamos dentro do carro, mas passou assim que saímos. Chegamos na casa de Tony e o grande gramado estava todo enfeitado com coisas de bebê menino e tinha algumas fotos de Henri conosco e com os pais dele e com todo mundo por todo o jardim. Era uma coisa intima, mas a festa poderia receber umas oitenta pessoas, tranquilamente. Assim que entrei percebi Emmett e Rose lindos cumprimentando a todos e vi o meu pequeno maravilhoso com a roupa que eu e Rose tínhamos pré selecionado para ele por conta do frio extremo do inverno de New York.
(Rosemm: http://weheartit.com/entry/69828428/in-set/3252764-nikki-e-kellan?context_user=Gi2)
(Henri: http://weheartit.com/entry/68375888/in-set/1691830-kids?context_user=itsawesomecauseitsmine&page=3)
–Ainda bem que chegaram – sorriu Rose nos abraçando.
–Nos vimos a uma hora – eu sorri
–Faz tempo de mais – ela rebateu
Edward pegou a filmadora e começou, Bella tirava fotos e Edward filmava cada pequena coisa. Cada um fez um pequeno discurso para Henri assistir quando fosse maior e a festa foi maravilhosa. Cortamos o primeiro pedaço de bolo e tudo o que Henri dizia era “MAMA” e assim foi para Rose que ele deu o primeiro pedaço de bolo e ela chorou. Fotos de Henri com Rose e a continuação da festa. Nossos pais vieram passar o fim de semana aqui por causa disso e eu pensava o rombo que deveria ter em suas contas pelas viagens que tanto faziam. Se Henri ou qualquer um de nós espirrasse aqui em NY eles apareciam na porta de casa com remédios para gripe.
–Peguei pesado no carro – falou Edward ao me ver sentada no murinho apenas observando todo mundo.
Bella e Jasper estavam na pista de dança fazendo alguns passos ridículos e Henri se matava de rir no colo de Rose enquanto Emm os filmava.
–Eu fui boba… — falei sorrindo de lado
–Era só uma brincadeira – ele entendeu.
–Foi uma bronca desnecessária – concordei.
–A Bella tá me enchendo o saco a festa inteira, eu vim pedir desculpa – falou me abraçando.
–Não tem problema – sorri.
–Eu sei que não, esse é um pretexto apenas. Para de se excluir e vamos mostrar o jeito Cullen de dançar – ele sorriu pegando minha mão.
Fomos para a pista de dança e Bella sorriu grande. Edward e eu começamos a nos mover rápido de acordo com a música e todos sabiam que sempre fomos os melhores na dança. Foi a festa de criança mais animada da história de NY.
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Uma semana depois
Estava sentada no carro enquanto aguardava Jasper sair do curso de piloto. Ele tava testando minha paciência, era a única explicação plausível que eu tinha para entender a demora desnecessária dele. Tínhamos combinado há dez minutos… E minha porta foi aberta.
–Deixa eu dirigir, amor – ele pediu.
Sai do carro, ele me deu um beijo e fui para o passageiro.
–Que demora – reclamei assim que ele deu partida.
–Fiquei um tempo falando com o meu professor. Ele também foi da aeronáutica, mas nada muito emocionante, ele nem morreu – bufou e eu ri dele.
Nunca pensei que a morte dele fosse se tornar uma piada tão constante quanto tem se mostrado ultimamente.
–Conseguiu liberar o dinheiro? – perguntei arrumando meu batom.
–Na verdade foi simples, passei no banco e pedi o extrato. Tava limpa como eu tinha te dito, liguei para Alistair e ele disse que estavam liberando já, para dar a ele duas horas. Entrei na aula e no intervalo voltei no banco. Vinte mil, meu beeeeeeem – ele gargalhou.
Fiquei boquiaberta e, quando ele parou no farol, abracei-o enchendo-o de beijos.
–Estamos ricos – eu ria.
–Não. Eu estou rico – deu uma piscadela voltando a dirigir
–Minha aliança não concorda com isso – falei levantando a mão esquerda e ele riu.
–Te amo, babaca – falou beijando minha mão.
Parou na frente do mesmo prédio de um ano e pouco atrás e eu sorri grande ligeiramente emocionada.
–Ele combinou aqui? – perguntei.
–Sim, vamos?!
Subimos até o nosso andar e o corretor estava ali. Não foi uma conversa difícil, o aluguel tinha aumentado 100 dólares, mas estávamos dispostos a pagar. Fechamos o negócio e a chave já era nossa. Jazz depositou o dinheiro, via internet, assim que chegamos em casa e o próximo passo era arrumar as malas.
–A cama é de vocês de novo – sorri para Bella e Edward que nos ajudavam com as malas.
–Esse moletom é meu – Bella disse e fiquei encarando o moletom rosa.
–É rosa, combina comigo – eu disse o abraçando.
–Além de ir embora, vai furtar minhas roupas? – ela disse fingindo-se magoada.
–Deixo a camiseta do Arctic – sorri docemente.
–FECHADO – e apertamos as mãos.
–Tudo tem lados bons e ruins nas mudanças… — Jazz falou dando de ombros
–Me aponte um lado ruim nessa aqui, meu filho – Ed bufou e eu gargalhei
–Aaaaaah, fio da puta – rimos
–Você tá feliz por quê? Vai ficar mais sozinho que qualquer coisa… — Jasper disse mostrando a língua.
–Roubo o Henri todos os dias – disse com o dedo do meio em pé.
Jazz riu dobrando suas roupas. Foram apenas duas horas, Jazz e eu arrumamos tudo em sete malas de nós dois, misturadas e então era hora de dizer tchau.
Coloquei a touca e as luvas, eles nos deram uma carona até lá. Nos despedimos de Rose, Emm e Henri no corredor e combinamos um jantar lá em casa na sexta-feira que Bella tinha folga.
–Até amanhã então – Bella disse me abraçando forte.
–Até linda – sorri
–Qualquer coisa, só liguem – Edward disse sorrindo.
Assentimos e demos tchau a eles que desceram. Fechei a porta e olhei as sete malas no chão. Suspirei.
–O que você acha da gente chutar tudo pro lado e ir dormir? – sorriu Jazz me abraçando.
–Dormir? – perguntei com um sorriso malicioso no rosto.
–Só de brincadeirinha amoooor – ele riu e me deu um beijo de tirar o ar.
Fomos nos beijando andando até a cama enquanto chutávamos as malas e ríamos como dois idiotas, chegamos na nossa cama e aproveitamos nossa privacidade.
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Dois meses depois
As coisas corriam naturalmente, a cada dia parecia que estávamos mais unidos e eu amava isso. Não que não houvesse desentendimentos, óbvio que haviam, até porque se não existissem não seríamos nós, mas estávamos indo bem.
A primavera havia chego, finalmente e com ela trouxe uma alegria boa que parecia se instalar em todos nós. Henri tinha começado a dizer mamãe, papai, Bebel, Ed, Lili e Jaa entre outras coisas e estávamos babando ainda mais por ele do que antes. Era um Domingo, o primeiro de um tempo que todos tínhamos nossas folgas sincronizadas e, devido ao lindo dia de primavera, o que melhor do que fazer um picnic no Central Park?
Coloquei um vestidinho solto de bolinhas, deixei o cabelo solto e coloquei um óculos de sol.
–Amor, vamos… Eles já estão lá em baixo – disse Jazz da sala.
Coloquei a sapatilha e corri para lá
–Vamos – sorri
–Está linda… — disse me dando um selinho.
Agradeci, ele pegou a carteira e entrelaçou nossas mãos. Descemos. Os quatro estavam de óculos de sol e roupas mais soltas e menos arrumadas, achei lindos. Henri sorria no banco de trás no colo de Emmett. Rose dirigia com Edward no passageiro e Bella atrás com Emm e Henri.
–PARTIU? – gritou Emm e Henri gargalhou.
–Partiu – concordamos e Rose arrancou.
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Jantamos na casa do casal Swan – que era Rose e Emm, se ficou dúvidas – um ótimo macarrão com queijo e então os meninos foram ver football enquanto eu e as meninas deitamos na cama de Rose e começamos a conversar. Ríamos mais que tudo enquanto não falamos sobre nada. Era só idiotice e fofocas imbecis, até que o celular de Rose tocou.
–Acho que essa todas vamos querer falar – ela sorriu e atendeu colocando no viva-voz.
–Rose? – era Tanya.
–Oi Taaaaan, está no viva-voz. Somos eu, Bella e Lice…
–Que ótimo gente, vocês eram tudo o que eu precisava agora – ela disse e foi quando percebi sua voz chorosa.
–Tan, que foi? – perguntei alarmada.
–Acho que estou grávida… – disse simplesmente.
–Como assim…– começou Rose
–“Acho que estou grávida”, Rose. É simples – Bella zoou
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PDV EDWARD
Estava concentrado no jogo enquanto Emmett e Jasper tinham uma discussão idiota sobre algum zagueiro ou sei lá o que. Ouvia as gargalhadas no quarto e adorava isso, nossa vida estava perfeita. Henri estava conosco enquanto brincava com qualquer coisa. Só me distraí do jogo quando ouvi a voz de bebê.
–Eeeed – ele chamou e sorri.
–Que foi campeão? Quer que o padrinho brinque com você? – sorri bobo
–Triango – ele dizia batendo o triângulo no buraco do círculo.
–Não, é assim ó…– e o jogo já não era nada.
Sentei do lado de Henri e comecei a brincar com ele.
–Sabe que vocês estão perdendo e eu estou na liderança, né? – falou Emm do nada e eu o encarei confuso.
–Que liderança, menino? – perguntou Jazz confuso.
–Bom, eu sou pai e noivo… Você apenas noivo e o Ed…– ele bufou gargalhando logo depois.
–Eu sou noivo então estou quase aí... O Edward que é a tartaruga – Jazz concordou com ele rindo.
Bufei.
–Não tem nem comparação... Eu e a Bella estamos sendo racionais, não quero fazer anos de noivado com ela, quero pedi-la e casar um mês depois se for possível – sorri
–Você sim cara, mas já parou para pensar em como a Bella se sente sobre isso? – perguntou Jazz ficando sério – Sei que ela não liga muito para essas coisas, mas não sei né… Já conversaram sobre isso? – perguntou Jazz.
Parei olhando para os dois que me olhavam esperando a resposta. Nunca tinha pensado nisso.
–Não…
–Ed, não queremos enfiar caraminholas na sua cabeça. Sério… Para com isso Jazz, eles estão certos no que fazem. Cada um tem sua própria opinião e seu tempo, a Bella nem liga muito para essas coisas mesmo – disse Emm voltando a olhar para a TV.
Será mesmo que não?
–Era brincadeira Ed, para de ficar se sentindo mal – sorriu Jazz – Todos vamos casar logo
Bom, não era como se eu nunca fosse pedi-la em casamento, mas eu queria ter pelo menos uma estabilidade para fazer isso. O que adianta comigo ganhando o que ganho, com uma faculdade para se concluir e tudo mais… Não dá. Ou dá? Será que ela estava se sentindo menos? Ela estava pensando que eu não a amava. Ai meu…
Levantei indo para o banheiro. Minha cabeça estava um pouco rápida de mais. Eu não sabia se estava pronto para esse passo. Não que eu não tivesse certeza do meu amor por ela, mas casar? Bom, estávamos casados já, praticamente… Mas, eu sei que não era o mesmo. Precisava vê-la, agora. Queria ver o sorriso dela e um abraço, só um abraço.
Sai do banheiro em disparada para o quarto de Rose e Emm. Estava a ponto de bater à porta quando…
–Como assim? – perguntou Rose
–Acho que estou grávida, Rose. É simples – Bella disse e minha cabeça ia explodir.
Bati a porta com tudo e as três me olharam assustadas.
–O que foi isso? – perguntou sei lá quem por telefone
Respirava alto e meus olhos iam saltar das orbitas.
–GRÁVIDA? – perguntei.
–Amor, calma – Bella disse se levantando.
–Bella, a primeira pessoa que deveria saber disso sou eu. Eu não acredito… Grávida Bells? Meu Deus, grávida… – e o ar começou a me faltar – A gente não tem dinheiro Bell, eu tava pensando em largar o estágio. Você sabe… Ai – coloquei a mão no coração
–Edward…
–Eu preciso respirar – falei saindo do quarto
Passei pela sala em disparada ignorando as perguntas e fui para o meu apartamento. Bella me seguia totalmente tranquila. Qual era o problema dela?
–Edward, amor… Calma – ela pediu.
–Calma? Bella… Vamos ser sensatos, nós ainda não estamos prontos..
–Ed..
–Bella e o dinheiro? Você trabalha muito e estuda e eu estudo e trabalho também e você fica até tarde no trabalho e se a sua renda não somarmais com a minha, ai que vai complicar ainda mais…
–Edward, deixa eu falar!
–Bell, não. É cedo de mais.
–EDWARD, EU NÃO ESTOU GRÁVIDA. CARALHO, É A TANYA QUE ACHA QUE ESTÁ. A NÃO SER QUE VOCÊ TENHA UM CASO COM ELA, EU NÃO SEI PARA QUE VOCÊ TEM QUE SE PREOCUPAR TANTO – gritou sem paciência.
Minha mente capturou a informação rapidamente e então suspirei aliviado. Eu queria ter filhos, claro que sim, dezenas deles, mas agora não era o momento.
–Não está?! – sorri
–Não… Por Deus, qual é o seu problema? – perguntou brava.
–Ai amor – e a abracei como queria fazer desde antes desse pequeno ataque – Desculpa, eu... Não sei. Estava na sala com Emmett e Jasper e eles começaram a dizer que estão avançados. Eles são noivos e Emm é pai. Somos apenas namorados, e eu não ligo, mas talvez você ligue e eu não quero que pense que eu te amo menos do que eles as amam, mas é que estamos instáveis e eu estou louco para largar o meu emprego, mas quero que você largue o seu primeiro, está ficando muito cansada e não gosto disso, você sabe. Mas se você quiser, se for a sua vontade... — respirei colocando minhas ideias no lugar — Você quer casar? É isso? Eu penso em um jeito romântico e te peço, é só dizer. Eu sei que não ia ser o ideal, mas não sei… Se é o que você quer…
A cara dela estava meio indignada, me encarava como se eu fosse louco e talvez eu realmente estivesse com esse aspecto, mas não temos muito o que fazer quanto a isso.
–Edward, calma. Respira, meu amor – ela pediu e então sentamos no sofá – Em primeiro lugar, não dê ouvidos a Emmett e Jasper, eles deviam estar brincando. E mesmo que não estivessem, você mais do que ninguém me conhece, sabe que não ligo para essas coisas de ser a última ou a primeira ou sei lá o que… Segundo que eles não estão ganhando da gente porque cada um é cada um. Amor, não estamos em uma competição. Vamos firmar isso aqui quando acharmos que é possível e quero que faça isso quando sentir que deve, não por se sentir pressionado. E não precisarei de uma coisa romântica, quero uma coisa nossa Ed, eu e você. É o que importa. Sei que estamos sambando com o dinheiro e vamos com calma, concordo com você nesse quesito. Vamos nos estabilizar, achar bons empregos e tudo isso. Para que a pressa? Estamos casados já praticamente, se formos fazer isso diante de todos é apenas para firmar a sociedade o que nós já temos certeza, aqui – disse com a mão no meu coração.
Fiquei encarando por um tempo, seus olhos verdes sustentavam o meu, era impossível duvidar da sinceridade que transbordava dela, então sorri grande e colei nossas testas acariciando seu rosto.
–Eu amo você – falei simplesmente
–E eu amo você, seu idiota, chega de ataques de pelanca – ela sorriu
–Chega, meu amor – concordei sorrindo
E então eu a beijei, porque eu não gostava de ficar muito tempo sem sentir seus lábios, porque ela era a mulher mais incrível do universo, porque é a namorada mais companheira e porque era a mulher da minha vida. Até o fim dela.
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