Notas iniciais
Olá, pessoal! Vocês ainda estão ai? Espero que sim e que não tenham desistido de mim! Voltei (finalmente) para o capítulo final da fic. Espero que vocês gostem, e que supra as expectativas de vocês. Peço desculpas pela demora, mas infelizmente não controlamos nossa vida. AH, CALMA! TEM UM EPÍLOGO AINDA! AGUARDEM POIS NÃO É O FIM DO FIM! Aproveitem, beijos, daylightsx. ~~~~~~~~~~~~~~~~ "How would you feel; If I told you I loved you? It’s just something that I want to do I’ll be taking my time; Spending my life Falling deeper in love with you; So tell me that you love me too." (Como você se sentiria; Se eu te dissesse que te amava? É apenas algo que eu quero fazer Eu estou tomando meu tempo; Gastando minha vida Me apaixonando cada vez mais por você; Então me diga que você me ama também.) — How Would You Feel (Paean), Ed Sheeran.

Demorou um tempo para aquelas palavras fazerem sentido na minha mente. Eu mal respirava. Edward mantinha suas mãos frias segurando meu rosto, e seus olhos verdes estavam presos nos meus. Aquilo não podia ser verdade.

Isso não pode ser sério.

Minha garganta ardia com o nó que se formava nela. Eu queria chorar. Não sabia se era de tristeza ou de alegria por ouvir aquilo de Edward. Era tudo o que eu queria, e eu simplesmente não sabia como reagir.

Ao ver que eu estava ainda parada, Edward continuou a falar.

— Eu sei que pode parecer estranho, você é minha melhor amiga. Mas Bella, agora eu entendo o que eu sinto, e sei que é mais forte do que tudo o que eu já senti na vida. Eu só preciso de um sinal seu. Seja positivo, negativo. Só um sinal. Nós temos a vida inteira pela frente, milhares de possibilidades, se você quiser. Se não, é só dizer. Eu esqueço isso e nós fingimos que isso tudo nunca aconteceu. Eu só preciso de uma palavra.

Eu não queria esquecer aquele momento de maneira alguma. Edward era o que eu mais queria há anos, e agora ele finalmente estava ali, bem na minha frente, praticamente implorando para que eu tomasse alguma atitude. O desespero que me tomou naquele momento foi tão grande que, por não querer perdê-lo, meu corpo reagiu.

Agarrei-me ao seu pescoço como uma criança e colei meus lábios nos dele. A princípio, ele não se moveu, pois certamente não esperava por minha súbita reação. Depois, correu suas mãos por minhas costas e beijou-me calmamente, explorando cada centímetro da minha boca com sua língua. Senti seu aperto forte, colando seu corpo contra o meu. Eu sentia a necessidade de me agarrar a ele o máximo que eu conseguia. Queria me enterrar nele, se possível, contrariar as leis da física para que nós dois ocupassemos o mesmo lugar no espaço. O beijo ficou cada vez mais intenso, e quando dei por mim, estávamos no sofá.

— Eu vou entender isso como um sim – ele riu, com a testa colada na minha. Edward depositava beijos em meu rosto, orelhas e pescoço. – Você não sabe o quanto eu esperei por isso, Isabella.

— Não mais do que eu, Edward – finalmente falei, depois de quase uma eternidade em silêncio. – Eu sempre fui apaixonada por você. Sempre.

Olhei para ele, que arregalou seus lindos olhos verdes para mim, surpreso.

— Desde quando fazíamos dupla no ensino médio – sorri.

— E você nunca me falou? – Ele perguntou.

— Edward, se eu não tive coragem de falar com você sendo meu amigo, você acha que eu iria ter com você sendo apenas meu colega de turma? – perguntei a ele, rindo.

— Então quer dizer que nós dois já estávamos apaixonados e ficamos esse tempo todo separados por acharmos que éramos só amigos? – Edward perguntou, abraçado a mim, mexendo nos cachos pesados do meu cabelo.

— Da minha parte sim. Eu sempre soube que era apaixonada – sorri.

— Eu era muito burro para não enxergar. Mas você me fez ver – ele sorriu e me beijou de novo. – eu nunca vou me cansar de fazer isso.

— Nem eu – eu disse.

— Bella?

— Sim? – eu disse, me virando para ele.

— Me perdoe – Edward falou, cabisbaixo. – Eu fui um idiota.

— Foi mesmo – eu disse, sorrindo. Toda minha raiva magicamente tinha passado. – Eu entendo que foi tudo um mal entendido. O Ben tinha esperanças demais, você entendia sobre si mesmo de menos… E eu estava presa nesse limbo.

— Mas eu deveria ter tomado uma atitude que preste. Eu me deixei levar por ele. Só fui entender a magnitude da minha burrada quando encontrei minha irmã e minha ex querendo me matar na sala da minha casa – Edward riu. Ele ficava lindo rindo. Quando ele mencionou Tanya, lembrei-me imediatamente da garota solícita. Ela tinha passado aqui no meio da semana com a namorada, para saber como eu estava.

— Elas deveriam ter matado – eu brinquei. – Eu fiquei mal, Edward. Você não imagina o quanto eu chorei naquele banheiro. Eu me senti completamente… abandonada, trocada, traída. Não sei nem explicar. Eu estava mal. Achei que eu te desse algum sinal que era apaixonada por você, principalmente depois daquele jantar. Nós quase nos beijamos, garoto!

— Eu sei. Me desculpe! Eu sou lerdo. Mas eu prometo que isso nunca mais vai se repetir – ele me beijou novamente, devagar. – Eu nunca mais quero te fazer sofrer, Bella.

— Eu sei – eu disse, passando minha mão por seu rosto – Principalmente porque se você fizer, sua irmã, meu irmão, a Rosalie, a Tanya e a Eleanor vão atrás de você.

— Meu Deus – ele falou, assustado. – Até minha ex e a atual dela?

— Sim – eu ri. – Elas vieram me visitar essa semana, porque eu não fui à aula. Não queria te ver.

— Urgh. Como eu sou idiota – ele falou, se lamentando. Edward passou a mão pelo seu cabelo acobreado e o bagunçou ainda mais. Ele sempre fazia isso quando estava nervoso, o que o deixava ainda mais bonito.

— Para. Agora está tudo bem. Quero te ver todos os dias, horas, minutos, segundos… – eu disse e passei meus braços por seu pescoço. – Eu esperei muito por isso, Edward. Eu... – eu comecei a dizer. Finalmente iria falar o que há anos estava engasgado na minha garganta. Três palavras.

— Ah! Meu Deus, Bella! Eu já estava esquecendo – Edward falou, de súbito. Me assustei com o grito que ele deu. Ele se levantou do sofá e pegou a caixa que estava no aparador do lado da porta. – Seu presente, afinal, hoje é nosso aniversário.

Ele me entregou a pequena caixa branca. Ela estava enrolada por um laço vermelho, e não era pesada.

– Não precisava – eu disse, sem graça.

— Claro que precisava. É nosso primeiro aniversário juntos. Quer dizer, tecnicamente é o segundo, se contarmos o dia em que nós nascemos – Edward falou. – Abra.

Desfiz o laço com cuidado e abri a caixa. Dentro, encontrei um colar. O pingente tinha a forma circular, e nele estava gravado os seguintes dizeres:

"Feliz nosso dia."

Era um relicário. Eu o abri, e dentro tinha duas pequenas fotos. Uma, de dois bebês. Reconheci-os rapidamente, éramos nós. A outra foto era do aniversário de Alice, em que ela tinha tirado enquanto nós não estávamos olhando. Meus olhos se encheram de lágrimas na mesma hora.

— Eu pensei que não daria para você levar o álbum para todos os lugares, então essa foi a forma que eu encontrei de estar perto de você. Perto do seu coração – Edward disse, e as lágrimas caíram pelo meu rosto. O puxei pela camisa e o abracei forte.

— Obrigada, meu amor. Isso é… lindo. Eu nem sei como te agradecer – eu disse, quase sem palavras. Não sabia como reagir. Aquilo era muito mais do que eu esperava.

— Você já agradeceu – ele riu, e depositou um beijo em minha têmpora. Ele se afastou de mim para me ajudar a colocar o colar.

— É lindo. Obrigada. Eu amei – eu disse, com as mãos no relicário. – Mas eu não comprei nada para você.

Edward riu, alto.

— Bella, você não precisa comprar nada para mim – ele encostou sua testa na minha. – Tudo o que eu preciso eu já tenho. Você.

Sorri. Em anos, eu nunca imaginei que ouviria aquilo dele.

— Feliz aniversário, Edward.

— Feliz aniversário, Bella.

Notas finais
ps: ainda temos o epílogo. ps. 2: me diga o que você achou, é muito importante para mim. obrigada ♥