Notas iniciais
Então... se gostaram me avisem pq qualquer coisa eu paro de escrever... Me contem se os personagens são interessantes ou não.. ou se a historia esta ficando legal.... eu agradeço.

A noite estava calma, a lua cheia irradiava luz por todas as direções, o céu parcialmente nublado não escondia a grandeza da lua.

As ruas de Nebraska nunca estiveram tão vazias, não se via nenhum sinal de vida além dele.

Ele estava faminto, não comia há dias, não sabia dizer se aguentaria muito tempo. Caminhou lentamente por um beco escuro, onde passaria a noite, mas ouviu um barulho, olhou em direção a parede estreita, onde viu uma garota. Ela usava um vestido lilás e um casaco preto; seus cabelos negros prendiam-se em uma trança. Estava escuro demais, para a ver a cor de seus olhos ou as feições em seu rosto, mas ela parecia bonita.

Estava cercada por dois homens, um era loiro e o outro era careca, os dois muito velhos. O careca tentou puxar o vestido dela pra cima, enquanto o loiro a segurava. Rapidamente "ele" correu em direção a ela.

- Porque não se metem com alguém do seu tamanho?

- Dá o fora — o careca falou

"Ele" acertou o careca com um golpe na cabeça, o loiro soltou a garota, empurrando-a no chão, então tentou acertar "ele" pelas costas, mas "ele" se virou rapidamente acertando o loiro com um chute na canela. O careca deu-lhe uma chave de braço, mas 'ele" revidou, então socou o loiro que com o nariz sangrando rastejou no chão para longe da briga. "Ele" deu mais uma série se socos no careca, que caiu inconsciente, em seguida correu em direção a garota que continuava no chão.

- Você esta bem? — "ele" ajudando-a a levantar do chão.

- Sim, obrigada.

- Eles fizeram algo com você?

- Não. — ela disse o olhando meio fascinada

- Então cuidado. Da próxima vez pode não ter alguém pra te ajudar.

- Está bem, como posso te agradecer?

- Bom, eu... quer dizer, você não precisa...

- Claro que preciso. quer comer alguma coisa? — ele pensou em recusar, mas sua barriga não deixou faze-lo.

Eles andaram um pouco até uma lanchonete não muito longe dali, sentaram em uma mesa perto da janela e fizeram seus pedidos.

- Eu trabalho aqui — ela falou o observando. Ele a ignorou e continuou a devorar seu prato de panquecas quase transbordando de calda. — Sou Layla, qual seu nome?

Ele mastigou o ultimo pedaço de panqueca e disse:

- Bom, obrigada. Eu já vou.

- Espera. Posso ir com você?

- Não. — ele a olhou com uma expressão curiosa no rosto.

- Desculpe, mas eu vou com com você.

- O que?!

- Você me salvou, como um anjo-da-guarda, sabe?

- Não, eu não sei de nada disso. e você não vem comigo.

- Sim, eu vou. nossos caminhos não se cruzaram por acaso.

- Olha, eu não quero ferir seus sentimentos ou sei lá, mas eu não tenho paciência pra ser babá.

- Não importa o que vc diga. eu sei que você é como um guardião, eu...

- Acho que você anda vendo filmes demais.

- Eu preciso de você

- Quer saber? tchau. — Ele disse levantando. Layla deixou alguns trocados em cima da mesa e o seguiu.

- VOCÊ VAI MESMO ME SEGUIR?!

- Sim.

* * * * *

uma semana havia se passado, eles continuavam andavam em silêncio floresta a dentro, "Ele" ainda tinha esperança de que ela parasse de segui-lo, mas sabia que não seria nada fácil.

O sol já estava nascendo, mas ele não estava com sono, nem mesmo cansado; pelo contrário sentia-se incrivelmente disposto, o que era estranho, já que ele não dormia há dias. Layla estava feliz, um pouco cansada, mas nunca havia se sentido tão livre.

- Então... você ainda não me falou seu nome. — ele a ignorou como havia feito a semana inteira. — Hum... não vai mesmo me falar seu nome?

- Se você vai mesmo me seguir dá pra pelo menos ficar calada?!

- É que é horrível passar tanto tempo com alguém sem conversar, não acha?

- Você não tem escola pra ir não? seus pais devem estar preocupados, mesmo que não sintam sua falta, volta pra casa!

- Eu não vou mais pra escola seu bobo... E os meus pais... bom, eles estão mortos. — Ela olhou para o chão, tentando esconder a lágrima que tentava cair. — Minha mãe morreu de câncer quando eu tinha 3 anos e meu pai foi esfaqueado há 3 semanas.

- Você já pode calar a boca. — ele percebeu que foi mais insensível do que pretendia.

- Eu estava morando com meu tio, mas sinceramente não confio nele, na verdade, eu tenho medo dele.

- Você vai continuar falando?

- Eu estava saindo do trabalho quando aqueles caras me cercaram... eu estava com medo, mas i você apareceu... sabe, eu queria mesmo saber o seu nome — ela o encarou, os cabelos repicados dele caiam sobre seus olhos azuis, sua testa franzida mostrava seriedade, mas seus lábios extremamente atraentes revelavam o que parecia ser um sorriso, Ela o observou por um segundo, até que ele percebeu, então a expressão séria de seu rosto voltou.

- para onde estamos indo?

houve um minuto de silêncio, mas logo em seguida ela retomou sua inúmeras perguntas

- Quantos anos você tem? trabalha em que? como sabe lutar tão bem? vamos parar pra descansar?

- CALA A DROGA DA SUA BOCA!

- Eu só quero que você me responda.

- SE EU RESPONDER AS DROGAS DAS SUAS PERGUNTAS, VOCÊ CALA A BOCA E VAI EMBORA?!

- Talvez

- Ah... o que você quer saber? — ele revirou os olhos

- Tudo

- De novo, o que você quer saber?

- Seu nome

- Isso não, outra coisa

- quantos anos você tem?

- 22

- eu tenho 18. trabalha de que?

- assassino.

- sério?!

- sim

- já matou alguém?

- lógico.

- e você...

- olha, essa é sua última pergunta — ele a interrompeu

- você tem namorada?

- não.

- nem eu — ela abriu um sorriso

- e dai?

- estou com fome

- então volta pra casa

- você não esta com fome?

- não.

- para onde estamos indo?

- eu vou para yarukee. você eu não sei

- agora pode me dizer seu nome?

- não.

- por que?

- por que sou procurado em muitas cidades e se te ouvirem falar meu nome em voz alta, eu serei preso e possivelmente morto.

- ah.. mas e se eu não falar seu nome em voz alta?

- não.

- por favor?

- EU A DISSE QUE NÃO, MAS QUE QUE DROGA!

- Eu só... — ele tapou a boca dela

- shiiii... calada. — ele a puxou para trás de uma arvore, seus rostos ficaram perto o suficiente para que seus narizes pudessem se tocar. ela estava sorrindo, seus olhos cor de avelã brilhavam, ela aproximou seus lábios dos dele, mas ele pareceu não notar, empurrando-a pra trás.

- pronto. eles já foram

- eles quem?

- a policia.

- eu não vi nenhum policial.

- mas eu escutei um deles.

- então somos tipo "foragidos"?

- não. na verdade eu sou foragido, se eles te virem comigo, vão achar que te sequestrei. mais um motivo para eu te odiar.

- e por que, você não... sei lá... pinta o cabelo ou usa lentes de contato?

- por que sou bom o suficiente para enganar os policiais sem disfarce.

- policiais são idiotas — Layla resmungou- quer dizer, essa profissão é idiota.

- não acho — ele notou que estava conversando com ela, o que era quase um milagre, considerando a raiva que sentia por ela estar o seguindo.

- meu pai era policial.

- se eu não fosse assassino, seria policial, mas já que gosto de derramar sangue, não iria dar certo — Layla riu, achando que se tratava de uma piada, mas ele estava sério, como sempre.

- isso é meio esquisito, por que ,agora por exemplo, você está fugindo deles.

- não estou fugindo. estou só... fazendo o que eu tenho que fazer.

- É só que eu nunca tinha visto um...

- chegamos.

- mas nós estamos no meio do nada, chegamos aonde?

Ela olhou ao redor, mas tudo o que viu foram árvores e mais árvores

- vamos parar pra descansar

- aqui? no mato?

- olha pra cima- ele apontou

Layla viu uma daquelas casas de árvores que os pais costumam construir para seus filhos — do tipo que ela sonhara ter quando pequena, mas que seu pai nunca construiria devido a falta de tempo- estava acabada, devia estar lá há séculos.

- a gente vai descansar ali?

- é — ele puxou uma uma espécie de escada — que na opinião de Layla não era muito confiável — e subiu os degraus. Layla seguiu seu exemplo e subiu também.

Eles se sentaram no chão, a madeira já envelhecida tinha tons mesclados de marrom e preto, e os galhos de outra árvore entravam pela janela, haviam folhas secas e frutas podres no chão.

Layla chegou perto dele e encostou a cabeça em sua perna

- MAS QUE DROGA VOCÊ TÁ FAZENDO?!

- deitando

- SAI! — ela obedeceu apoiando a cabeça em seu casaco preto.

- isso aqui, quer dizer essa casa da árvore é sua?

ele ignorou e fechou os olhos, o que assustou Layla, pois ele ainda estava sentado.

- o que você tá fazendo?

- meditando

- você é algum tipo de monge?

- para me tornar assassino — ele pronunciava aquilo com orgulho. — tive que estudar diversas artes, como a meditaçao.

- tem que estudar pra isso?

- é claro, acha que é só pegar uma faca e sair matando todo mundo?

- an.. não.- ela mentiu

- eu tive que estudar os pontos fracos de cada pessoa, as partes frágeis do ser humano, estudar psicologia para entender o que se passa na cabeça da vítima, estudar artes marciais, além de Yoga, álgebra, física e tiro ao alvo.

- tá, tá. já entendi. mas por que você não fez outra coisa como advocacia ou medicina?

- isso não interessa.

- eu não acho certo matar pessoas, mas mesmo assim... não sei por que, eu confio em você In.

- In?

- é apelido de indeterminado — ele a ignorou e olhou para a pequena janela.

- está tarde, temos que ir

- por que?

- de tarde os policiais das florestas se distraem, é fácil fugir

- ah.. O.K. yarukee fica muito longe?

- não muito.

- tudo bem então.

eles desceram as escadas e andaram floresta a dentro em silêncio.

Notas finais
no começo desse capitulo, o nome do In foi escrito "ele" para que vcs pudessem identificar... a partir de agora vai ser In mesmo... ok? me digam o que acharam desse primeiro capitulo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.