deuses x guardiões
4 Vento x Areia, O deus babaca.
Notas iniciais
–Um escorpião contra um dragão, se quiser desistir eu ainda permito — disse Rogério
–Nossa, você leu a minha mente.
–Quer desistir ?
–Não, eu ia perguntar se você queria desistir — Henrique responde com um curto sorriso no rosto, mas pela proteção de seu exoesqueleto não permitiu que Rogério visse.
A arena tinha um formato circular cercada de arvores, essa clareira foi criada por humanos para que outras pessoas possam montar acampamento e descançar durante viagens cuja rota cortava aquela floresta. a calda de Henrique balançava de um lado para o outro lentamente, nenhum dos dois se movia esperando que o outro o fizesse.
–Você já pode se mexer viu — gritou Rogério
–Não preciso — respondeu Henrique
Sua calda voltou-se para o chão e o perfurou, penetrando na terra, de imediato sua calda saiu do chão em baixo de Rogério rachando todo o solo aos seus pés.
–Mas o que? — gritou ele caindo no chão.
–Ainda não terminei, pensa rápido! — gritou Henrique.
Mais cinco caldas brotaram do chão atingindo Rogério e o arremessando no ar, a velocidade com que os ferrões atingiram o deus dragão foi capaz de arremessa-lo por 300 metros no ar. mesmo com toda essa força, nenhum dos ferrões conseguiram atravessar a armadura de vento. Rogério cai no chão tão rápido quanto foi arremessado.
–Ai, isso foi golpe baixo!
–Digamos que literalmente — concordou Henrique
–Você só me pegou de surpresa — gabou-se Rogério
Rogério se levantou e começou a mexer no pescoço ate estrela-lo, logo então olhou para Henrique e disse: "Ok, agora vamos começar" — e então ele desapareceu.
–Ué, invisibilidade ? — questionou-se Henrique. — não pode ser.
Henrique agacha-se e poe suas mãos na terra, ele tenta olhar para todos os lados, mas sua guarda foi quebrada por um golpe vindo de trás, Rogério desferiu um chute nas costas de Henrique que o arremessou a 600 metros dentro da floresta destruindo todas as arvores em sua frente durante o percurso. seu exoesqueleto foi avariado seriamente mas com a contato com a terra, sua recuperação foi rápida, Henrique não sofreu nenhum dano devido a sua armadura. ele levantou-se atordoado quando percebeu que foi atirado floresta a dentro, em sua mente veio a conclusão, "Ele não está invisível, está se movendo rápido demais para que eu possa vê-lo, sua armadura de vento o dedurou, eu sou muito retardado por perceber isso agora", Henrique sentiu-se derrotado por si mesmo. "Mas não é tempo pra lamentos agora, tenho que pensar como eu posso parar ele". Henrique voltou a por as mãos no chão, tentando sentir o movimento dele pela terra, mas era como se ele não estivesse tocando no chão. "Como isso é possível, ele está voando? não vi assas ou coisa do tipo na armadura dele... já sei".
Rogério observava a catástrofe que seu golpe provocou de cima de uma das muitas árvores da floresta, ele tentava relembrar das habilidades de Henrique de suas memórias, "Deixe-me ver, lembro que ele podia detectar alvos no solo, como estou numa árvore ele não vai conseguir me achar. ele tem aquela calda, que sinceramente me dá nos nervos saber que ele pode criar quantas ele quiser, isso pode acabar comigo... tá, acabaria se não fosse minha armadura de vento, ela está me ajudando muito, me sinto mais leve e eu não posso ser detectado por faro pelo fato de não emitir qualquer tipo de odor, não que o nariz dele seja bom pra sentir meu cheiro. mas tirando essas habilidades já utilizadas, só lembro do... qual era o nome da habilidade mesmo?, alguma coisa relacionada a caixão, enfim, isso sim acabará com minha raça, é bom não ser pego, tenho o silencio e a força ao meu lado, lembro que força é igual a massa multiplicada pela velocidade, tenho os músculos e a velocidade, hora de acabar com aquele araquidônico do deserto!"
Henrique voltou andando para o centro da clareira, olha para o céu e não vê ninguém lá, em seguida olhou para todos os lados e via apenas árvores, a trilha que eles seguiam e as arvores destruídas pelo golpe a queima roupa de Rogério. Escondido numa árvore à 200 metros de Henrique estava Rogério preparando-se para outro ataque quando Henrique se vira e olha diretamente para a árvore, ele aponta o dedo para a árvore e disse "Hora de retribuir o golpe", Falando isso os
olhos de Rogério se abrem de espanto, enquanto a calda de Henrique voltava para a terra. Milésimos antes de a árvore ser destruída pelas caldas Rogério salta salvando-se.
–Calma, você tá querendo me matar?
–Henrique olha para ele sorrindo e respondeu — Eu vou tentar.
Os olhos de Rogério foram corrompidos de terror quando ele diz:
–Você está brincando não é?
–Não — respondeu Henrique com uma voz convicta.
Em seguida Rogério desaparece novamente, na velocidade em que ele movia-se não tinha como ser pego pelas caldas ou pelos ferrões. Uma massa de terra cobre Henrique formando uma esfera de areia de aproximadamente 4 metros de diâmetro. Henrique tinha criado um tune subterrâneo na terra para que o ar pudesse entrar sem a necessidade de deixar buracos na própria esfera e deixa-la impermeável, o túnel estava ligado a algum lugar na floresta onde o ar entrava pelo buraco. Rogério parou em cima de uma árvore já cansado de correr e pensou: "Ele está se defendendo agora, não tenho nenhuma árvore perto daquela bola de terra, se eu pisar no chão ele me acha. deve ter um modo de quebrar esse escudo... ou eu posso esperar ele ficar com calor, isso ai deve ser quente pra caramba e a temperatura não está ajudando. ha ha ha, eu sou um gênio!".
Henrique estava paralisado dentro da esfera pensando em um modo de derrotar Rogério: "Velocidade, consequentemente força, ele não demonstrou mais nenhum atributo além desse, desconfio que ele não saiba utilizar todo o potencial de sua ressonância, não sinto a presença dele na terra, consequentemente ele está em cima de uma árvore, eu destruí todas as árvores próximas à esfera então ele não está próximo, eu poderia usar minhas sentinelas para encontra-lo, mas elas gastão muita energia e eu estou precisando da minha energia para regenerar o exoesqueleto, mais alguns golpes como aquele chute e minha energia irá desaparecer ao regenerar minhas defesas. já tenho 5 sentinelas em campo, e muito provavelmente ele não as viu ainda, não consigo senti-lo perto de nenhuma das sentin... espere, acho que o encontrei".
Rogério ainda estava em cima de um dos galhos de uma mangueira, quando um pequeno escorpião feito de areia que andava pelas árvores o avistou, Rogério demonstrava estar exausto demais para prestar atenção na pequena criatura se aproximando por trás dele, o escorpião aproximou-se de seu pé e ferroou seu alvo, mas a camada de vento que o rodava destruiu a calda do pequeno escorpião antes que o ferrão chegasse em sua carne, Rogério ainda não tinha percebido a presença do pequeno araquinidio que regenerou seu ferrão a custa de uma de suas pinças.
"Vento... como eu posso passar por essa barreira?" pensou Henrique ordenando que sua sentinela recuasse e se escondesse sem tirar os olhos de seu alvo. "posso retorna as sentinelas e usar o mimetismo, mas então eu direi adeus ao resto de energia que tenho, mas... pode dar certo". Todas as 5 sentinelas de Henrique dirigem-se para às 6 horas de Rogério (Atrás = fora do alcance de sua visão), onde elas se unem e formam um monte de areia sem uma forma definida, então mais areia dirige-se é absorvida e o pequeno monte começa a crescer, cerca de 20 segundos de absorção de areia, a massa sem forma desenvolve-se e toma a forma de Henrique, como uma especie de clone de areia. Rogério estava sentado no ganho, imaginando que Henrique estava dentro da esfera para recarregar a energia, e ele aproveitou o momento para descansar e recarregar a sua própria energia. o clone de areia tinha exatamente os mesmos atributos que Henrique mas diferente do deus, este corpo de areia não recebe dano e não morre até que Henrique fique sem energia.
O clone atacou Rogério com uma investida do ferrão, quando o ferrão atingiu a armadura de vento de Rogério ,que não fez nada para se defender pois não tinha a menor noção de que Henrique estava atrás dele, o ferrão foi pulverizado e nem um grão de areia tocou Rogério, Henrique ficou surpreso com a ineficiência de seu ataque perante a defesa de seu oponente. Rogério vira e olha para o clone de Henrique com seu ferrão pela metade e começa a sorrir.
–Impressionante não é, minha defesa é impenetrável, diferente da sua, você acha mesmo que vai me pegar com esse truque de "Clone de areia", essa coisa não tem nem cor, é totalmente amarelo, isso não engana ninguém viu. Rogério pula no chão e chuta o clone que se desfaz em milhares de grãos de areia.
A cúpula de areia começa a se rachar e logo desaba, ficando apenas Henrique parado onde antes existia uma Capsula de areia. Rogério vira e vê Henrique já cabisbaixo sem forças para continuar, em segundos Rogério já está cara a cara com Henrique, e diz "Enquanto você tentava me pegar por trás, eu recuperava meu folego e energia, você está esgotado, e eu, com todo o potencial de combate, Acabou!!". Rogério leva seu punho para trás preparando-se para dar um soco na cara de Henrique, Seu punho foi tão rápido quando um raio ao atingir a cara de Henrique no meio do nariz, Um soco tão poderoso que a cabeça de Henrique se desfez um milhares... de grãos de areia.
Rogério assustou-se com o acontecido, quando ele sentiu algo agarrar seu pé, ao olhar para baixo ele viu duas mãos saindo da terra e o agarrando, e logo em seguida a voz de Henrique foi ouvida de baixo da terra dizendo "Hoje não lagartixa de vento", Rogério fui puxado para dentro da terra, seu corpo inteiro permaneceu soterrado, sua cabeça era seu único membro fora da areia, Henrique foi expelido lentamente da terra próximo da cabeça de seu amigo selado no solo, Ele estava sem seu exoesqueleto que o protegerá ate o momento. agachou-se e disse: "Um jogo não é vencido por apenas força bruna, a estratégia pesa mais, pense bem antes de fazer seu movimento, porque caso ele de errado, poderá custar a vida de seus companheiros, depois de algum tempo pensando, descobri como Funciona suas habilidades vindas de sua Ressonância", Rogério olhou para Henrique com uma cara de frustração enquanto ele continuava seu discurso.
"Sua blindagem de vento é interessante, ela permite que você se mova muito mais rápido, facilitando e muito para você desviar de meus ferrões, Essa velocidade extra te beneficiou no quesito força também, já que a força depende tanto da massa, que por você treinar muito fisicamente acabou com ela bem desenvolvida no quesito músculos, quanto na velocidade, tornando seus golpes esmagadores. notei também outra coisa interessante sobre sua armadura de vento no momento em que uma de minhas sentinelas tentou atacar-te discretamente, assim que o ferrão atravessou a camada de vento, ele foi destruído. isso aconteceu porque sua armadura tem a capacidade de roubar energia, correto?"
Rogério ficou com os olhos abertos de espanto ao perceber que Henrique tinha descoberto o truque de sua rápida regeneração de energia.
"Você já tinha notado minha sentinela próxima de você, mas se fez de bobo para que eu te atacasse e assim, você pudesse drenar minha energia. Infelizmente para usar uma técnica de molde, eu gasto muita energia para deixar cada grão de areia em seu devido lugar, e como mesmo uma simples sentinela pequena como aquela carrega uma grande quantidade de Energia, e você sabia disso. foi uma tática inteligente, tanto que só percebi o dom de sua blindagem de vento quando utilizei o Mimetismo e meu ferrão foi totalmente pulverizado ao entrar na crosta de vento, toda a energia contida nos grãos de areia do ferrão que entraram em contato com a barragem de vento foi drenada..." — Henrique olhou para sua mão esquerda que estava tremula e prosseguiu — "Resgatei o máximo de energia possível para criar outro clone de areia, mas com uma quantidade a mais de energia foi possível colori-lo, deixando-o igual a mim e não como uma copia amarela como areia, minha energia já estava no limite. por sorte, você não pensou duas vezes em me atacar com a "Guarda baixa", e esse foi o motivo de sua perdição. quando a cúpula de areia ruiu, minha duplicata me substituiu enquanto eu descia para o sub-solo com a intenção de te pegar nesta armadilha, como meu ultimo movimento, desfiz a armadura de areia que me protegia para te selar na terra. Foi um bom combate, mas por seu descuido o vencedor fui eu." — Rogério então diz:
–Quer que eu bata palmas para seu discurso? me solta então!
–Calma — disse Henrique — Você vai ficar preso ai por cerca de 3 minutos ate que possa sair.
–Como é? — indagou Rogério.
–Você foi selado na terra sabia?,mas como é um selo fraco em 3 minutos você estará livre.
–Sabe o que você é? — perguntou Rogério
–hum... o deus alpha?
–Alem disso. você é um babaca.
–Babaca?, serio?
–Sim, babaca.
–tá bom, quem tá atolado não sou eu mesmo.
–Isso é verdade. mas quem foi que derrubou 1 hectare de árvores atrás de mim e bloqueou a estrada que corta essa região?
–Bom, acho que me exaltei um pouco.
–E como você acha que sua carruagem vai passar por essas árvores? voando por acaso?
–Bem, eu não tinha pensado nisso.
–Parabéns então, senhor estrategista. — disse Rogério sarcasticamente — e como você está sem energia como você disse, como pretende mover essas árvores?
–você pode tira-las facilmente com sua força... eu espero.
–é uma ótima ideia! se não fosse por dois pequenos problemas.
–Quais seriam eles? — perguntou Henrique
–bom, o primeiro é que minha força pode ser considerada balística, preciso de velocidade, e usar uma força balística nessas arvores só destruiria elas, não
vai ficar um trabalho 100% mas daria para passar por essa região sem problemas.
–Isso não me parece tão mal, qual o 2° problema ?
–Ha, bem lembrado, o segundo problema... — Rogério fez uma pausa e ficou olhando para o céu, seu azul dividia espaço com o branco das nuvens.
–E então?
–Há sim, o segundo problema é que... se você bagunçou, você vai arrumar! se vira ai, vou ali dormir um pouco. — Ao termino da frase Rogério saiu da terra, sacudiu a poeira de suas roupas, dirigiu-se para uma das árvores no chão, arrumou algumas folhas e deitou usando seus braços como travesseiro. enquanto Henrique ficou parado olhando as ações de seu amigo não tão colaborativo.
–Eu mereço... — desabafou Henrique, então Rogério grita ao fundo: "Merece mesmo por machucar a mãe natureza, babaca!".
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