Notas iniciais
Tô adorando escrever essa fic! Sei que algumas pessoas ainda estão chocadas com o que aconteceu, mas continuem lendo que vem mais bomba por aí! kkkk
E plixxxxxx deixem REVIEWS para esse ser que aki vos escreve!! rsrs
Helena pegou sua mochila e saiu. Na saída do aeroporto, pegou um táxi juntando o pouco de dinheiro que ainda tinha na carteira. Disse o endereço da casa de sua mãe para o motorista. Iria fazer uma surpresa para Dona Marly. E que surpresa!

Pelo caminho, ela ia olhando tudo e vendo que o Brasil continuava o mesmo, as favelas, as pessoas sorrindo, os shoppings que ela costumava ir com os amigos de escola... Sentiu-se feliz por estar novamente ali, perto de seus amigos, falando a mesma língua.

Desceu do táxi na porta de casa. Tudo estava tranqüilo. Com certeza sua mãe ainda estava dormindo. Afinal, ainda eram 05:15h da manhã!

Ela procurou em suas coisas e achou sua antiga chave presa em seu velho chaveiro de ursinho. Helena guardava suas chaves desde que havia se mudado com o pai, mas não sabia bem o porquê. Bem, agora ela já sabia.

Abriu o portão. Abriu a porta sem fazer barulho. Tudo continuava silencioso.

Helena largou sua mochila no sofá da sala, subiu as escadas e foi até o quarto de sua mãe. Ela olhava suas fotos em quadros espalhados pelas paredes e em cima de estantes. Fotos de quando ela era pequena, seus pais ainda eram casados, ainda eram uma família feliz. Pelo que parecia, sua mãe ainda gostava de seu pai, e muito. Fotos dos pais abraçados, fotos deles com as filhas... Tudo permanecia no mesmo lugar. Helena estava vendo uma foto sua com Katy, o que a quase fez chorar e quase derrubar um vaso de flores no chão, fazendo barulho. Sua mãe tinha acordado.

- quem está aí? Responda! – Helena ouviu a voz da mãe vindo de dentro do quarto.

- surpresa!!! – Helena abriu a porta e entrou no quarto de sua mãe, fazendo que Marly levasse um grande susto.

- Helena!! Filha!! – as duas se abraçaram e instantaneamente começaram a chorar.

- oi mãe! Sou eu mesma, em carne e osso! No momento mais carne que osso, mas deixa pra lá... rsrsrs – fazendo a mãe rir.

- que isso filha, você está linda! Mas peraí, o que você faz aqui no Brasil? E a essa hora??

- mãe, eu vou lhe explicar. Mas não agora. Ai que saudades da senhora!!! – disse Helena sorrindo.

- eu também tava morta de saudades querida! Depois que sua irmã também viajou eu fiquei sozinha e triste, com saudades de vocês! – Marly viu que Helena ficou triste quando comentou sobre Katy. – o que foi? Aconteceu alguma coisa com a Katy?

- não mãe. Ela está ótima. Ótima demais por sinal. Eu vou lhe contar tudo...

E mais uma vez, Helena teve que lembrar os fatos tristes do dia anterior.

As duas conversaram quase a manhã inteira. Robert ligou logo cedo para saber se Helena tinha chegado bem no Brasil. Helena sentiu que sua mãe ficou feliz com o telefonema de Robert. Ela também ficou. Robert não comentou muito sobre Katy, apenas disse que ela estava arrependida do que tinha feito a Helena.

Em New Jersey, Katy pediu ao pai que fosse transferida de colégio, mas ele não a atendeu. Disse que ela iria ter que enfrentar a burrada que cometeu sem a ajuda dele. Sem alternativa, Katy continuou na mesma escola, mas não conversava mais com nenhum dos meninos da antiga turma. Fingia que nem os conhecia e quando os via, desviava o caminho. Vergonha ou falsidade? Só ela saberia dizer.

Os meninos não tocavam mais no assunto “Helena x Katy”, pois sabiam que assim deixariam duas pessoas magoadas – Mikey e Gerard – então preferiam evitar. No começo, Mikey não falava mais com Gee, mas viu que não ia ter jeito, eles eram da mesma banda e além de tudo irmãos, portanto não poderiam deixar de se falar. Gerard passou muito tempo triste e mesmo com a insistência de todos para que esquecesse Helena ele não conseguiu. Passava horas trancado em seu quarto desenhando e escrevendo letras de músicas. Mikey, por outro lado, tentou esquecer. E pelo que parece, conseguiu. Arrumou até uma namorada!

A banda seguia muito bem. A primeira apresentação foi um sucesso. Mikey que deu o nome à banda: My Chemical Romance. E quando era perguntado o porquê desse nome ele dizia que uma grande amiga que deveria ter o mérito da escolha e não ele, mas nunca dizia o nome dela.

Depois desse show, a banda se tornou conhecida e já colecionava alguns fãs pela escola e redondezas, fazendo shows por alguns bares e pubs da cidade.

Cinco anos se passaram e o My Chemical Romance fazia muito sucesso pelo mundo.

Eles estavam no escritório programando a turnê do novo disco e selecionando alguns países para shows.

- França. – Frankie disse.

- ué, por quê França, Frankie? – Bob perguntou curioso.

- ah, sei lá porque oras, eu só acho um lugar muito bonito. – Frankie respondeu fazendo todos caírem na gargalhada.

- então vamos lá. Japão, México, Canadá, França e... Brasil. O que vocês acham de colocar Brasil pessoal? – Adam disse. Ele era o responsável pela turnê da banda.

- ah eu acho ótimo! Sempre quis conhecer o Brasil. – Ray disse animado.

- eu também. Todo mundo sempre diz que lá é lindo. – Bob disse.

- todos de acordo? Brasil então? – Adam falou. – Gerard, e você o que acha?

De repente, Mikey se lembrou que Brasil era o país de Helena e olhou para Gerard, esperando o que ele iria dizer.

- ok, por mim tudo bem. – ele disse sério, de braços cruzados, sem olhar para a cara dúvida que Mikey fazia.

A lista estava pronta. Eles iriam começar a turnê na semana seguinte. E o Brasil seria o último país. Um lugar para descansar.