"destino ou Coincidência?"

1 Uma Traição Muda Tudo


Notas iniciais
Esse é só o ínicio. Muitas coisas ainda virão nessa viagem.. Aguardem rsrs
Espero que gostem e deixem reviews!!

9 de abril, New Jersey, Estados Unidos. Nascia Gerard Arthur Way em uma família de classe média.
Três anos depois, no Rio de Janeiro, Brasil, nessa mesma data, nascia Helena Heart Santana, em uma família simples, mas muito feliz.
Isso deixaria de ser apenas uma coincidência. Os destinos dos dois iriam se encontrar. E não demoraria muito.

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Helena era filha de Marly, uma brasileira, e Robert, um americano. Os dois se conheceram em uma das viagens a trabalho de Robert para o Brasil. Casaram-se e viviam aparentemente felizes.
- Mãe, posso levar um pedaço desse bolo pra escola hoje? – perguntou Helena.
- Sim, querida. Mas não vai brigar com aqueles garotos de novo hein. Todo dia a mãe de um deles liga pra cá dizendo que o filho dela chegou em casa todo machucado. – disse Sra. Marly, mãe de Helena.
- ah mãe, não posso fazer nada se eles implicam logo comigo. Bem feito pra eles. – respondeu Helena.
- ah minha filha, você não tem jeito mesmo hein. Toma aqui seu lanche.
- brigada mamy!
- mas antes de ir vai se despedir do seu pai.
- ok, mom!
Helena era uma menina de 12 anos, um pouco rebelde e independente para sua idade mas era saudável e muito feliz. Na escola, vivia brigando com um grupo de meninos que implicavam com ela pelo jeito dela de ser e se vestir. Desde pequena sempre gostou de usar roupa preta e ouvir música punk. Foi influenciada por sua irmã mais velha, Katy, de 16 anos, que também parecia ser completamente doida.

Uma semana depois, Helena chegava da escola como sempre feliz e com uma novidade pra contar a seus pais. Tinha tirado a nota mais alta da turma em Matemática, a matéria mais chata na opinião dela, e com isso pretendia convencer os pais a deixarem ela ir a um passeio com alguns amiguinhos de escola no fim do ano.
Mas assim que ela entrou em casa, ouviu os pais discutindo feio, coisa que quase nunca acontecia e pelos gritos devia ser algo muito ruim.
- você não pode fazer isso comigo! São minhas filhas também! – Marly gritava.
- mas você devia ter pensado que isso poderia acontecer antes de ter feito o que fez! – Robert gritava mais alto.
- me perdoa Robert, foi sem pensar! Foi uma única vez Robert! Me perdoa por favor! – Marly se desesperava.
- não Marly, não tem jeito! Você me traiu!! Acabou com a confiança que eu tinha em você!
- mas Robert...
- chega de mas Marly! Acabou! Nosso casamento está acabado!! – Robert deu a sentença final.
- não leva minhas filhas Robert!! Por favor, eu lhe imploro... – Marly se ajoelhava chorando no chão.
Helena assistia a tudo no canto da sala chocada com o que estava vendo.
- tenho certeza que depois que souberem o que fez, elas resolverão ir comigo para os Estados Unidos. Lá elas não serão criadas perto de gente como você! – Robert falava friamente mas se controlando para não chorar.
- não Robert, não diz isso... elas são minhas filhas!
- e minhas também! Elas vão comigo e ponto final. Vou avisá-las.
Mas quando Robert virou-se percebeu que não seria necessário. Ele viu Helena parada no canto da sala, chorando. Ele ia até ela, quando ela fez um sinal e disse:
- não precisa pai. Já ouvi tudo. Eu vou com você.
Marly se desesperou mais ainda mas não havia jeito. Helena estava decidida e todos sabiam que quando ela queria uma coisa nada a fazia mudar de idéia.

À noite, Robert mandou Helena arrumar suas coisas para a viagem. Já estava marcada para o dia seguinte. Helena obedeceu e em seu quarto, recolheu tudo que mais gostava e pôs na mala. Não era muita coisa, apenas algumas roupas, sapatos, cd’s das bandas que ela gostava de ouvir quando estava triste e outras coisas que ela achava importante.
Quando estava terminando de arrumar suas coisas, ela ouviu outra discussão na sala e desceu até lá para ouvir.
No andar de baixo, estava sua irmã Katy abraçada com sua mãe de um lado da sala e seu pai Robert do outro. Eles discutiam o destino de Katy.
- eu não vou com o papai! Vou ficar com você, mãe. – Katy dizia.
- você vai comigo sim minha filha! Já comprei até sua passagem! – dizia Robert exaltado.
- se ela diz que não quer ir, então ela não vai! – Marly gritava.
- ela vai sim!!
- não vai! Ela vai ficar comigo!!
- parem de brigar!! Eu não vou! Já sou bem grandinha pra decidir onde e com quem eu quero ficar! E eu escolho ficar com a mamãe!
- mas Katy...
- não pai, me desculpe mas eu não vou. Não vou largar meus estudos aqui, minha escola, meus amigos aqui no Brasil e ir pra um lugar que nem conheço.
- filha, você se acostuma. Lá você terá uma escola bem melhor, conhecerá novos amigos e quando terminar seus estudos papai deixa você voltar pro Brasil.
- não, eu não vou e pronto.
Helena então descobriu de onde vem sua teimosia. Era igual à irmã em quase tudo.
Terminada a discussão, Helena voltou correndo para seu quarto pois não queria que ninguém a visse ali.
Depois de alguns minutos, Robert entrou em seu quarto. Ele estava triste e abatido mas tentava parecer forte perante a filha.
- filha, sua irmã decidiu que não quer ir. Serão só nós dois, ok?
- tudo bem pai. Eu não vou mudar de idéia.
- obrigada minha filha. Está sendo muito difícil para o papai. Você, minha pequena, irá me ajudar a construir um futuro para nós dois em New Jersey.
- vamos para New Jersey pai?
- sim, querida.
- o senhor nasceu lá não foi?
- sim, mas morei pouco tempo por lá. Seus avós se mudaram para Los Angeles e eu fui junto neh. Mas ainda tenho alguns conhecidos por lá. Seremos vizinhos de um casal que eu os conheci quando éramos pequenos, na escola.
- nossa pai, que legal! Estou ansiosa pra nossa viagem amanhã!
- então durma minha filha, porque amanhã acordaremos bem cedo.
- ok dad! Good night!
- good night my darling.