back to the past
26 Burn
Notas iniciais
Nota: Este capitulo contém cenas um tanto... Quentes? (E LEIAM AS NOTAS!)
Ao abrir os olhos e perceber que ainda estava escuro, tive vontade de me socar até dizer chega, devido as tentativas frustadas de voltar ao sono.
Eu estava em uma cama extremamente macia, com um edredom de um tecido maravilhoso e um travesseiro tão fofo quanto as bochechas de Tyson, o irmão mais novo de Percy. Fora que o ar-condicionado estava deixando o clima do quarto muito agradável e confortável, não estando nem tão quente e nem tão frio. E apesar de ter tudo isso ao meu dispor, eu não conseguia desligar minha mente de todas as coisas que haviam acontecido.
Suspirei e sai do edredom, jogando-o para um lado e as minhas pernas para o outro, colocando os pés no chão. Havia uma pantufa ali, a qual calcei e levantei, indo em direção ao frigobar que estava perto do abajur. Peguei uma garrafa d'água e caminhei, lentamente, até a sacada.
O quarto era lindo. Era todo pintado de branco, com pilastras rústicas sustentando toda a estrutura. Os móveis, — de madeira — tinham um acabamento tão bonito, que nem pareciam de verdade. Uma estante era ocupada por uma televisão enorme e vários outros aparelhos eletrônicos. Perto da sacada, havia uma poltrona de couro, onde Percy estava dormindo, enrolado em um cobertor e...
— Percy? — gritei, tropeçando no carpete e indo de encontro ao chão.
— O quê? — ele acordou, parecendo confuso. Sacudiu sua cabeça para todos os lados e pousou os olhos em mim, ainda confuso. — O quê você está fazendo aí no chão?
— Vendo se ele foi bem varrido — respondi, revirando os olhos e levantando.
— Pode continuar, se quiser — ele disse, abrindo um sorriso debochado e apoiando os braços nos encostos da poltrona. — Estou tendo uma visão ótima daqui.
Foi então que percebi que estava apenas de camisola. Roxa, que ia até a metade das minhas coxas e possuía um decote enorme, considerando que era apenas uma roupa para usar enquanto dorme. Corei e me levantei depressa, procurando o robe que minha mãe havia deixado pendurado em algum lugar do quarto.
— Ei, relaxa — ele disse, rindo. — Não tem nada aí que eu já não tenha visto — debochou.
— Na verdade... — abri um sorrisinho e caminhei em sua direção. — Há algumas coisas que você ainda não viu...
— Detalhes, amor — ele disse, ainda com o sorriso nos lábios. Ele tirou o edredom de cima de suas pernas e levantou, exibindo um short cinza e uma blusa azul. — Mas então, por que resolveu levantar?
— Não consigo dormir — admiti, passando a mão pelos cabelos. Sentei-me na cama, esquecendo do robe e agradeci, ao sentir seus braços em volta do meu corpo. — E você? — ergui uma sobrancelha. — O que faz aqui?
Ele corou e desviou o olhar, parecendo constrangido. Eu já sabia a sua resposta, mas queria ouvi-lo dizendo. Achava aquilo um tanto romântico e gostava de quando ele bancava o tal.
— Só me certificar que você não vai ser sequestrada de novo — ele respondeu, voltando o seu olhar para mim.
Não havia percebido antes, mas Percy parecia cansado. As enormes olheiras embaixo de seus olhos, denunciavam as noites mal dormidas. Os olhos não estavam tão brilhantes quanto antes, possuindo um tom escuro de verde, o que o deixava com a aparência ainda mais cansada.
— Pretendo ficar por aqui e perturbar um bocado — brinquei, fazendo-o rir.
Ele virou-se, ficando de frente para mim e passou as mãos pelos meus cabelos, deixando-a na minha nuca. Estávamos tão perto, que eu sentia sua respiração no meu rosto. Ele me puxou para mais perto, roçando os nossos lábios.
— Não vou deixar você escapar tão fácil — ele disse, colando sua boca na minha.
Eu estaria louca, se dissesse que não sentia falta de seus beijos, do seu toque, dos cabelos bagunçados e do cheiro de maresia que ele exalava. Sua boca era macia e tinha um gosto maravilhoso, o qual eu era viciada. Cada parte do meu corpo que ele tocava ou depositava beijos, parecia estar em chamas.
Enquanto tinha a sua mão presa em minha nuca, Percy se colocou sobre mim e deitou-me na cama, ficando por cima. Minha mão passeava pelos seus cabelos, enquanto minhas pernas, estavam cruzadas em seu quadril, trazendo-o para mais perto. Ele passava a mão em todo o meu corpo, parando nas coxas e apertando-as. Soltei um gemido misturado a um suspiro, fazendo-o rir contra a minha boca.
Mordi o lóbulo da sua orelha e pude sentir sua ereção. Ele abaixou a alça da camisola e depositou vários beijos nos meus ombro, pescoço e braço, fazendo-me estremecer a cada beijo. Ele apertou minha coxa e soltou um gemido, quando passei minhas mãos por debaixo de sua camisa e arranhei suas costas. Sua mão apertou minha coxa novamente, o que gerou um gemido rouco.
— Percy... — suspirei.
Em um movimento rápido, ele subiu minha camisola fina até a metade da minha barriga, dando beijos e apertando-a. Puxei a barra da sua camisa, enquanto ele levantava os braços, tornando mais fácil de tirá-la. Sua camisa foi de encontro ao chão, assim como a minha camisola, que já havia sido retirada do meu corpo. A pele de Percy era bronzeada e sua barriga definida, por onde minha mão deixava pequenas marcas.
Percy me empurrou delicadamente para trás, enquanto beijava o meu colo e apertava os meus seios, fazendo gemidos involuntários saírem da minha boca. Conseguia sentir sua ereção ainda mais em minha perna e pude ouvir um gemido rouco sair de sua boca. Empurrei-o para trás, fazendo-o ficar com as costas curvadas, e levando minha mão em direção ao cós de seu short, puxando-o para baixo e jogando em qualquer canto do quarto.
Agora estávamos separados apenas por duas camadas finas de tecido. Pude ver um sorriso brotar nos lábios de Percy, enquanto beijava os meus seios e apertava-os. Ele me encarou por um tempo e pude ver seus olhos negros. Nunca havia visto seus olhos daquele jeito, mas entendi o que era.
Desejo.
E tenho certeza, que os meus estavam do mesmo jeito.
— Ah... — ele murmurou e levantou a cabeça. — Precisamos de uma coisa.
E levantou-se, correndo em direção ao banheiro e me deixando ali, rindo e revirando os olhos.
Quando voltou, com uma embalagem de plástico nas mãos, pude vê-lo direito. Ele estava com uma cueca box azul, com o corpo reto e os cabelos bagunçados. Os olhos, ainda negros, estavam encarando-me e ele tinha um sorriso nos lábios. Nunca havia visto-o tão bonito quanto agora.
— Como você sabia que tinha uma aí? — perguntei.
— Sempre preparado — ele respondeu, chegando perto e voltando a me beijar.
* * *
Percy P.O.V
Acordei me sentindo leve e tive medo de que tudo que aconteceu na noite passada tenha sido um sonho. Mas, ao acordar e sentir algo quente deitado em meu peito, percebi que não havia sido um sonho. Tudo aquilo ali aconteceu mesmo.
Annabeth estava aninhada ao meu peito e abraçava o meu pescoço. Sua respiração estava tranquila e seus cabelos cobriam metade do seu rosto. Seus lábios formavam um bico, o qual me contive para beijar. Suas bochechas estavam coradas e eu podia ver pequenas sardas em seu ombro, que estava nu. E por sinal, ela estava completamente nua. A única coisa que lhe cobria, era o cobertor verde. Sua pele estava mais pálida do que quando a vi pela primeira vez, provavelmente uma consequência de ter ficado quase uma semana trancada em um quarto qualquer.
Só de pensar nisso, me dava vontade de quebrar tudo e ir atrás de Peter. Mas eu não iria estragar tudo aquilo. Annabeth estava ali, deitada em meu peito e dormindo, como se fosse um anjo e nada a preocupasse.
— Você podia parar de me olhar assim — ouvi ela murmurar, sem abrir os olhos ou se mexer.
— Gosto de observar pessoas bonitas — respondi. Ela abriu um sorriso e abriu os olhos, os quais estavam na sua cor normal, e não negros, como estavam durante a noite.
— Temos que nos arrumar — ela disse, apoiando-se nos cotovelos.
— Para o quê? — perguntei, tirando o cabelo de seu rosto.
— Nosso voo sai daqui... — ela olhou para o relógio na mesa de cabeceira e arregalou os olhos. — Duas horas! Percy, precisamos nos arrumar logo — e correu em direção ao banheiro, enrolada no cobertor.
— Ei! — resmunguei, tampando o meu... amigo? com o travesseiro.
— Vá se arrumar! — ela gritou, batendo a porta do banheiro.
Resmunguei mais algumas vezes e peguei a cueca e o short, e vesti-os, já que não achei a camisa. Fiquei observando o quarto, que agora estava totalmente visível, já que estava iluminado pela luz do sol. O dia estava lindo, por sinal. O céu estava completamente azul e havia várias nuvens espalhadas por ele.
Resolvi ir até à sacada. Do quarto de Annabeth, dava para ver o térreo do hotel, onde tinha uma piscina — não muito grande — e um parque, onde várias crianças corriam. Também notei uma movimentação do outro lado, mas não consegui ver o que era.
— Se eu sair daqui e você ainda estiver no quarto, vou matá-lo, Jackson! — ouvi Annabeth gritar.
Dei uma risada e fiquei na sacada por mais uns minutos, antes de ouvir a porta do banheiro ser destrancada e sair correndo em direção ao meu quarto.
Meia hora depois, eu estava jogado em uma poltrona no saguão do hotel, conversando com Nico sobre o meu próximo álbum. Annabeth estava no quarto com Atena e Apolo estava com Andrew, terminando de encerrar a nossa hospedagem no hotel. E enquanto tudo isso acontecia, Thalia e Luke estavam discutindo sobre alguém ter comido o bolinho que Thalia havia pedido para Luke "vigiar".
— Eu só pedi para você ficar de olho naquele bolinho estúpido! — ela berrou, fazendo um casal de velhinhos encará-la.
— Se era tão estúpido, para quê esse escândalo? — Luke rebateu, fazendo Thalia bater em seu peito.
— Tudo é muito difícil para você, né? — ela gritou novamente.
— Eu não sou seu empregado, Grace — ele devolveu.
— Só pedi para cuidar daquele bolinho idi... — ela tentou dizer, mas Luke beijou-a fazendo Thalia calar a boca. Os dois começaram a se agarrar no meio do saguão, fazendo uma mulher tapar os olhos dos filhos, enquanto passava.
— Esses jovens de hoje! — uma velhinha exclamou, enquanto passava para a piscina.
Nico revirou os olhos, quando Thalia e Luke se jogaram num sofá. Desviei o olhar, enquanto ouvia Apolo resmungar.
— Vamos? — ouvi Annabeth dizer. Ela estava encostada na parede, com uma mochila pendura no ombro. Só usava um short jeans desbotado, uma regata cinza e uma sandália. Os cabelos estavam presos num rabo de cavalo e ela tinha um óculos escuro no rosto. — Quero chegar em casa antes de começar CSI!
— CSI? — perguntei, revirando os olhos. Eu detestava ver gente morta. Ainda mais pessoas examinando gente morta. — Eca — resmunguei.
— Melhor que The Big Bang Theory — ela rebateu, sentando-se no braço da minha poltrona.
— Percy vê isso? — Luke perguntou. Ele estava com o rosto vermelho e os cabelos bagunçados. Thalia estava com cabeça apoiada em seu ombro e passava a mão em seu braço. — Eu jurava que ele via Aquamarine ou H20: Meninas Sereias. Bem louco imaginar que ele assiste The Big Bang Theory...
— Engraçado você — falei, lhe mostrando a língua.
— Vamos, o carro está nos esperando — Apolo chamou, com Andrew e Atena logo atrás. Os dois conversam animadamente, como se conhecessem há muito tempo. Encarei os dois e depois olhei para Annabeth, que deu de ombros.
Levantei e peguei minha bolsa, pendurando-a no ombro. Peguei a mão de Annabeth e fomos em direção à porta do hotel, onde havia uma movimentação estranha.
— Merda! — Apolo resmungou, assim que abriu a porta.
Havia uma multidão tampando metade do quarteirão em que o hotel ficava. Eu não conseguia ver um canto se quer, onde não houvesse alguém com cartazes ou câmeras. Apesar da luz do sol, os flashs não paravam de piscar em meus olhos, me deixando um pouco tonto. Eu podia ver um carro parado, um pouco à nossa frente, o qual era o único lugar que não havia ninguém. Alguns seguranças faziam uma barreira, para podermos passar e entrar no carro.
— Eu... — murmurei. Annabeth apertou minha mão com mais força, forçando-me a olhá-la.
— Está tudo bem? — ela perguntou, em meio aos gritos histéricos das fãs que estavam no meio da multidão.
— Isso é tão... — suspirei. — Cansativo.
— Estou aqui com você — ela respondeu, com um sorriso no rosto. — Sempre — completou.
Sorri de volta e lhe beijei, fazendo as fãs ficarem mais histéricas ainda.
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