astrall Ghost Stalker

3 Astrall Ghost Stalker - PAST -O Retorno à reflexão


Notas iniciais
Tente ler escutando Without a Trace - The Gazette, dará um toque a mais no cap.

É Death ainda dorme, um sono profundo às vezes ele ri, deve estar tendo um sonho bom, e eu aqui acordado parece que sonhei o suficiente e estou descansado, mas só fisicamente, ainda estou muito perturbado por tudo que acontecera, e tendo sonhado com Kyoko acabo por pensar em mais coisas ainda, duvidas que pairam em minha mente como corvos atrás de corpos em decomposição, Kyoko minha bela Kyoko, estranhamente não sentia saudade dela com freqüência, somente, de alguma maneira quando via algo me fazia lembrar dela, isso me perturbava me fazia pensar que não tinha tanto amor me fazia questionar tudo que estava acontecendo e tudo que tinha acontecido entre nós aquele dia.

Então questionei a mim mesmo, eu realmente amo Kyoko? Tudo que aconteceu realmente foi tão forte? Ou será que somente foi tão intenso por somente ser algo que eu nunca achei que aconteceria, lembro-me do dia em que Kyoko chegou naquela escola, uma ocidental totalmente perdida meus amigos gritavam comigo, vai oferecer ajuda a ela garanhão, e eu somente ria, completamente perdido em sua beleza fui até ela, fiquei alguns segundos na sua frente com ela olhando diretamente em meus olhos, me deixando completamente hipnotizado, quando volto a vida real, e pergunto a ela se quer ajuda, aqueles olhos, há aqueles olhos, ela simplesmente sorri para mim e me diz que sim, mostro a escola a ela,durante dias, ela sendo assediada por todos, mais sempre, sempre vinha até mim e me dava bom dia, esperava por mim para entrar na escola, aquilo me deixava feliz, sentia um ciúme enorme sempre que via algum outro garoto, dando em cima dela, ou aqueles galãzinhos de meia tigela tentando forçá-la a sair com eles, mais nunca me impus, por que ela sempre sorria pra eles e inventava uma desculpa, e sempre na minha direção ela vinha correndo sorrindo, completamente perfeita, mais nunca alimentei nenhuma esperança por ela, de que algum dia ficaria com ela, evitava falar sobre ela, alimentar aquela paixão escondida que ardia dentro de mim, passei com o tempo a amá-la de maneira muito forte, muito intensa, ia para a escola somente para vê-la e mais nada além disso.Queria somente ver seu sorriso, e fazia de tudo para fazê-la sorrir, fazia de tudo para chamar a atenção dela para mim, até o dia em que acabei contando para Shibuya aquele desgraçado a qual irei agradecer quando voltar a vida, desabafei, alias nem sabia o quanto ele era delicado quanto a tais assunto, ele me ajudou me apoiou e sorria de maneira simples para mim enquanto eu dizia a ele o quanto amava Kyoko, o quanto tudo aquilo me torturava por que eu nunca iria poder ficar com ela, afinal, era um simples garoto, beleza mediana, completamente comum.Shibuya maldito, foi embora rapidamente quando o primeiro surto de silêncio, enquanto eu viaja em meus pensamentos de amor, sumiu, só fui vê-lo novamente no outro dia, quando ele sorria pra mim como se esconde-se algo.

Descobri somente mais tarde o que Shibuya estava escondendo de mim, somente quando Kyoko se confessou para mim, naquele momento pensei “vou acabar com você amanhã, cara” inocente igual a qualquer outro garoto, que expressa gratidão ao ato de amizade do amigo, com chingamentos, como qualquer outro garoto, chingado ele, quando quero agradecê-lo ao maximo, beijaria seus pés pensei, mais claro que não o faria, Shubuya cara, e quanto a aqueles outro malditos! Todos sabiam! Fingidos! Não me contaram nada, mais acho que somente por isso que deve ter sido tão bom, tão inesperado.

Naquele momento enquanto me aproximava de Kyoko, pensava em um milhão de coisas menos na que aconteceria, estranhamente, não me vinha na cabeça que ela podia se confessar para mim ali, mais mesmo assim, posso dizer que estava com medo, e se ela me falasse que gosta de outro garoto, o que eu faria? Não saberia como reagir, realmente ficaria ainda mais perdido do que estava, a cada passo, eu podia sentir os batimentos do meu coração quando a possibilidade dela me contar que gostava de outro garoto, e me pedir ajuda, ficava mais forte em minha mente, e quando ela disse “Algo que machuca meu coração”, quase tive um infarto, queria morrer naquele momento só pra não escutar daquela boca perfeita e rosada como um tom de aquarela de um grande pintor, que ela gostava de outro, mais mesmo assim não cogitava a possibilidade dela, se confessar para mim, espantoso.

Quando ela disse aquilo, eu não estava escutando ela, só ouvi “eu te” e a beijei, mais agora que paro para pensar, nesse momento aonde Death dorme profundamente nesta relva, com o céu escuro, por quê? Por que eu não fiquei pensando intensamente em Kyoko quando morri e vim parar nesse lugar? Por que ela não me vinha em minha cabeça com tanta intensidade quanto a aquele beijo que tivemos? Não conseguia aceitar as minhas próprias respostas, aquele beijo tinha tanto amor assim, ou simplesmente foi pelo fato de que eu a amava mais nunca avia pensado que ela podia sentir o mesmo por mim, teria sido este fato que tornou tão impressionante aquele beijo, aconteceriam outros como aqueles, ou nós cairíamos como qualquer outro casal comum, em uma coisa ora orgânica, ora mecânica, eu realmente a amo? Realmente posso confirmar isso e dizer a ela –Eu te amo- Com toda a naturalidade do mundo? Ou minha garganta se perderia na dúvida me fazendo não dizer nada, então o amor era só aquilo? Um simples momento congelado com uma sensação que nunca mais eu iria sentir, pois aquele beijo que ganhei de Luka, fora quase tão quente e acolhedor quanto o de Kyoko embora não houvesse tanta paixão, quanto.

Mais acho que não poderia dizer nada, todas a minha relações até aquele momento, só envolviam uma paixonite simples, transas casuais, e algumas vezes marcadas, de forma ficar somente naquele prazer frio, que só acontece por alguns segundos e logo desaparece com a sensação de “missão cumprida” tornando a mulher somente um objeto e para ela me tornando um simples brinquedinho sexual, não queria que com Kyoko fosse daquela maneira, não queria que fosse só mais um amorzinho que acontece na escola, queria que aquele beijo que a fez chorar por algum motivo, tal motivo que desconheço mas, que para o meu próprio ego, não quero saber, queria que fosse mais, muito mais que somente uma coisa comum, mesmo que conseqüentemente o amor acabasse e sejamos forçados a nos separar, queria ao menos que fosse algo que eu poderia ter como referencia de amor, queria tudo, as brigas, as manias, os defeitos chatos, tudo completamente tudo, mais quem era eu pra dizer esse tipo de coisa, não conhecia o amor, mais algo naquele momento podia me confortar, por que depois de tal reflexão, eu vi que o amor não tinha sentido e que eu nunca iria poder rotular ele simplesmente acontece, e da mesma maneira deixa de acontecer, então eu começara a aceitar aquilo, que o meu amor por Kyoko só poderia ter existido por um único momento, e que ali acabara, mais como também poderia durar para sempre, acabei desistindo de pensar nisso no momento certo, eu tinha começado a ter pena da minha própria expressão de dor e tristeza, quando percebo Death olhando para mim contendo o riso, com um grande tom de sarcasmo com as mãos sobre as coxas, inclinado, ainda deitado, me pergunta:

- Que porcaria de cara de medo é essa? Não vê que estou aqui, inútil. Temos uma missão a fazer trate de aceitar tudo que aconteceu e andar logo!

- Mais ein?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.