astrall Ghost Stalker

2 Astrall Ghost Stalker - PAST - A Morte e o retorno


Aquele homem, de roupas brancas sem nenhum contraste nenhuma outra cor, de roupas assimétricas, exceto estranhamente por seus olhos, vermelhos, aquele homem que eu nunca mais esqueceria que mudaria completamente a razão da minha existência e de tudo que eu conheço aquele homem que afirmava que estávamos todos mortos:

-Bem Vindo a Astrall o mundo daqueles que não podem ir nem pro céu nem para o inferno!

-Estou morto? Pare de brincadeiras e me diga logo onde estou! O que diabos é Astrall?- dizia eu com uma fúria intensa, afinal não queria aceitar que estava morto.

- Se acalme garoto, quer que eu prove que está morto? Almas não morrem enquanto estiverem dentro do domínio de Astrall – Com um sorriso sádico, a ponto de me dar medo, fazer arrepiar toda a minha espinha, e quando eu menos percebi, ele saca uma arma, de dentro de seu excêntrico terno.

-Ei o que vai fazer com essa arma?- um único disparo em minha testa, uma dor profunda, longa, eterna, caio no chão, fico imóvel sem poder expressar reação alguma, olho para aquele homem sorrindo, enquanto estou no chão sem poder me movimentar.

- Então, se tu tava vivo, agora morreu! HAHAHAHAHA ! – ele falava enquanto abaixava, ficando com os cotovelos sobre o joelho, e as mãos sobre o rosto, entre os olhos, fazendo aquele cara de apreensão com aqueles olhos vermelhos, vibrantes.

- Vou explicar sua situação, você está morto! Simples e cruelmente, está é a verdade- aquele sarcasmo, e o sorriso sádico como se adora se ver sangue – Então vou lhe dizer enquanto você sofre, e eu me divirto, aqui é Astrall o mundo dos rejeitados, está cidade foi construída quando existia um Deus, mais infelizmente ele foi morto dentro dessa cidade, você não pode ser morto, ou melhor ter sua alma destruída então daqui a pouco você irá voltar ao normal.

Dizia ele de forma mais natural possível, enquanto somente o desespero tomava conta de mim, eu tinha morrido? E ainda por cima estava no mundo dos rejeitados? Não isso não estava certo, isso não podia estar certo, mais enquanto aquela dor me fazia querer destruir tudo, e a coceira no centro da minha testa me matava, outra vez, eu aceitava tudo aquilo, afinal eu morri não tinha nada a se fazer, com o tempo eu conseguia mexes meus dedos, depois minha mão, e logo após consegui me levantar, minha tristeza era visível, e aquele homem ria de minha expressão de dor, logo que consegui levantar perguntei:

- Então, você é o único aqui ?

-Está maluco, garoto? Existem milhares de pessoas aqui – avia uma grande dose de sarcasmo no “pessoas”.

-Então há mais? Onde eles estão afinal? Alias, esqueci de dizer meu nome, eu sou Heiiwajima Hazuki, quem é você?

-Eu sou Death Ripeer, sabe por que essa cidade está tão abandonada? Por que aqui, é conhecido como mundo velho, as pessoas ficam mais a frente, em uma cidade nova, e só pra deixar claro esse mundo não é muito diferente do mundo dos vivos, devido a quantidade de pessoas que vivem aqui.

-Como assim? Então tudo que existe lá existe aqui? Que interessante, então vamos logo pra lá.

-Olha! Nunca vi ninguém aceitar tão rápido a própria morte, então vamos garoto – Ele sai com aquele andar estranho, pulava às vezes, quando me recordo de algo que ele avia dito:

- PERA PARA TUDO!

- EIIIN?

-Você disse que deus morreu? Como assim deus morreu?

-Calma ninguém sabe exatamente como ele morreu, o primeiro que chegou aqui, encontrou com deus, mais de alguma maneira, os manuscritos dizem que ele está morto, e outra pra que quer saber disso?

-Se ele não existe por que eu morri? Então não era minha hora, eu não deveria estar morto justo quando tudo estava dando certo- caio de joelhos no chão, fazendo de alguma maneira uma cena cômica.

-Sabia que alguma hora a ficha ia cair, enfim, é sua morte foi em vão, alias todos no mundo morrem sem motivo, você só morre, vitima de circunstâncias.

-Ai que droga, então me conte mais sobre Astrall, já que vou ter que viver aqui mesmo

-Tudo bem, mais não me venha com perguntar ridículas.

Enquanto a viagem ia sendo percorrida, percebia como aquele outro mundo me parecia fantástico, e que podia até ser bom, eu ficar por lá mesmo buscar alguma vantagem em viver naquele mundo sem Kyoko, meu grande amor, minha grande paixão, os lábios que somente uma única vez eu provei, os mais doces, os mais quentes, Kyoko, espero que você viva bem.

Quando estávamos chegando, a conversa ficou realmente interessante e acabei parando pra ouvir, aparentemente Death Ripeer, era um tipo de caçador um Ghost Hunter, o nível mais alto, e que o trabalho dele era matar, todos que lhe fosse ordenado e que ele já estava me esperando, por que a organização dele me queria por algum motivo, quando que no meio de tais explicações vitais, eu vejo um grande navio cheio de luzes azuis passando sobre minha cabeça, de maneira inalcançável no céu, com um barulho ensurdecedor, e avisto ao longe, Astrall, gigante imponente, fazia aquele navio no céu, parecer uma formiginha esmagada, por um sapato de um titã, corri instintivamente, estava admirado demais pra pensar em Kyoko, nos meus amigos ou em qualquer outra coisa, algo inacreditável estava acontecendo na minha frente, corri até chegar na cidade, imediatamente fiquei sufocado, coloquei minha mãos nos joelhos tentava respirar, quando de maneira calma, chega atrás de mim uma garota linda de olhos num profundo azul do oceano, uma garota, com olhos quase tão lindos quanto o de meu amor, Kyoko:

-Então você é novato não é? Acho que Death-kun, deve ter te dado um tiro bem no meio da testa.

-Como você sabe?-eu falava ofegante.

-Ele fez o mesmo comigo. — Dizia ela sorrindo, de forma delicada.

-O mesmo com você?

-Sim, eu não aceitei que estava morta, então ele me matou – Ela disse olhando para os lados – Aonde está ele? Aliás, ainda vai demorar mais um pouco pra você se recuperar, vá até a Central, lá eles vão te curar mais rápido, e vão te explicar o que deve fazer pra viver aqui.

- O que eu devo? – Antes de poder esclarecer minha pergunta, Death me pegou pela gola da camisa e me arrastou me sufocando ainda mais.

-Quer me matar maldito?

-Você já está morto, aceite.

Enquanto eu era arrastado por toda a cidade percebi que o céu não era diferente daquele a qual eu estava acostumado, o ar era igual, tudo me parecia tão real tão comum, que realmente seria difícil aceitar que eu estava morto, se não tive se levado um tiro na testa daquele maluco do Death, Quando chegamos aos portões da Central, fui jogado ao chão, enquanto via um sorriso tímido no rosto daquela garota, enquanto eu me recuperava, os portões colossais se abriam, quando entro, um lugar enorme, com centenas de pessoas correndo para lá, para cá, cheias de papéis, um elevador gigante, e muitas pessoas com roupas exóticas carregando espadas, e armas juntas ao corpo, homens enormes que nem pareciam humanos, fui arastado por Death novamente até o elevador e ninguém olhava para nós, pareciam ocupados demais, aquele elevador, com musica chata, enquanto o elevador subia ao andar mais alto, só conseguia pensar no que poderia me esperar agora, aparentemente pra se viver naquele lugar, era necessário de alguma maneira trabalhar para eles, muitas dúvidas a serem esclarecidas mais tarde, quando a porta do elevador se abriu, ouvi um familiar “Bem-vindos” de uma garota vestida de maid, com um par de melões, digo, uma grande fartura de seios bem desenhados, apontando pra uma porta, a única porta em um corredor que parecia infinito, quem diabos coloca uma porta no fim de um corredor extremamente grande? Ao chegar no final do corredor era impossível não notar aquela garota tentando conter suas risadas, quando abro a porta, um susto, tinha outro corredor, só que agora ele virava a direita!Maldito filho de uma puta, eu pensei, mais continuei por aquele corredor estreito até um quarto com uma porta enorme.

Quando abro a porta, um cara sentado em uma cadeira de escritório, com uma mesa bem rústica, antiga, cheia de embalagens de doces, e comidas, ele estava com os pés sobre a mesa, uma tigela de lamem não mão esquerda, e a mão esquerda com seus hachis na boca, usava óculos, e tinha cabelos longos estavam presos, e ele olhava uma TV antiga com pura apreensão, quando um grito que me fez cair no chão de susto ecoa dentro daquele quarto pequeno:

- NÃO ACREDITO!

-O que foi Senpai? – Disse Death desesperado e indo para perto daquele estranho homem, vestido com uma roupa de samurai azul, quando chega do seu lado, e também grita.

- NÃO ACRETIDO!

Death com as mãos em cima do encosto daquela cadeira, com uma cara de boboca, e aquela garota já esmurrando o chão de tanto rir, os dois começam a falar coisas, que pela distancia não consegui entender, quando me aproximo vejo o que estava naquela TV e os deixava tão impressionados e apreensivos , um anime com o herói caído no chão, e quando eu ia abrir a boca foi lançada em mim, uma chuva de embalagens, me enterrando até o pescoço naquele monte de lixo, enquanto os dois voltavam para a tela, quando o episódio do anime acaba e eles realmente putos, voltam a resmungar com cara feia dizendo que isso não podia acontecer, e que não acreditavam que ele tinha morrido logo o personagem com mais estilo da história morto, isso não podia acontecer, os dois com expreções que beiravam a tristeza profunda, se ajoelharam no chão e começaram a fazer o que parecia ser uma reza, seguida que um minuto de silêncio dos dois, por que aquela garota ainda estava rindo, quando de repente ela para e faz uma cara de morta, logo Death se dirige a ela, e começa a dizer “morreu de rir novamente Yuka?” eu ainda com cara de tacho, saindo daquele monte de lixo, me dirigi até aquele homem, que agora estava com o rosto sobre a mesa chupando dedo, quando ele se levanta e diz:

- Bom, é hora de trabalhar não é?- Dirige a mim um olhar de susto, e questiona – Quem diabos é você moleque?

- Eu sou Heiiwajima...

- Ah, me lembrei, senhor Heiiwajima, o nosso mais novo colega pós-mortis! Vou me apresentar, sou Tsubomi Sousuke, seu anfitrião, e mais novo chefe, prazer – Ele dizia com um sorriso idiota no rosto, enquanto eu pegava em sua mão completamente sem reação.

- Meu mais novo chefe?

- Sim assim que soube da sua morte, inesperada, eu quis imediatamente telo como meu empregado, assim você é agora será um Ghost Stalker, e irá acompanhar Death-kun, em suas missões...

- Espera, deixa-me ver se eu entendi direito, eu vou ter que acompanhar aquele maluco? Não era pra depois da morte eu descansar eternamente no paraíso ou algo do tipo?

- Sim se você estive se ido para o paraíso, aqueles que não se qualificam ao céu, nem ao inferno vem para cá, na maioria das vezes pessoas com poderes extraordinários, e como no seu caso, um idiota que morreu, e foi rejeitado pelo céu, eu tenho que cuidar de você, te dar comida, então você tem que trabalhar para mim, e sua primeira missão como Stalker, será unir dois casais, peculiares.

-Eu tenho que comer aqui? E ainda tenho que juntar casais, que porra de emprego é esse? Como eu vou juntar esses casais se eu se quer estou vivo?

-Garoto, você faz perguntar demais, comece a aceitar que está morto, para eu te qualificar para o teste da ressurreição, você deve me mostrar que merece – disse ele apertando um botão e fazendo-me cair de cara no chão, no meio da cidade. Quando me levantei, Luka e Death estavam lá comigo, de pé:

- Como sei que é curioso antes de você perguntar, irei lhe dizer sim existe uma maneira de voltar à vida, desde que seu corpo ainda esteja lá.

Foi a maior emoção que já senti na vida, eu poderia voltar e ver Kyoko, abraçar ela, poder amar, como eu nunca faria, realmente a melhor coisa que aconteceria:

- Então quem são essas pessoas que devemos unir?

-Vamos ver quando chegarmos lá.

- Pra que afinal eu tenho que juntar essas pessoas?

-É um teste, normalmente isso não acontece mais como você não tem poder algum, arrumamos alguma coisa difícil de fazer, que estivesse ao seu alcance.

- Ah, sim, ótimo. Caso eu passe, eu vou para o teste da ressurreição?

- Sim, aliás, você é o primeiro, a ser indicado ao teste.

- O primeiro?

-É nunca ninguém sem poderes veio para este mundo, então é melhor devolvermos você.

-Que ótimo – Eu disse, afinal não tinha prestado atenção em nada do que ele avia dito, só o fato de poder voltar e ver Kyoko novamente, me era suficiente.

Fomos até um lugar desolado, um deserto, com um imenso buraco de coloração escura, no chão, realmente enorme, assustador, não era possível ver o fundo, algo perturbador:

- Pronto, chegamos à passagem, aqui vamos poder voltar ao mundo dos vivos, mais somente como fantasmas, e temos tempo limitado para permanecermos lá, se não nós somos despedaçados, e ai acabou.

-Bem, senhor Hazuki Heiiwajima, é aqui que nos separamos como nunca vou lhe encontrar novamente, e claro, quando você voltar pro mundo dos vivos não vai se lembrar de nada daqui, lhe darei um presente – Disse Luka pegando em minha blusa e apertando contra si, me beijando, de forma carinhosa, quente, me fazendo instantaneamente lembrar-me Kyoko, aquele momento que nunca vou conseguir esquecer, quando o beijo para e abro meus olhos ela já não estava mais lá, mais infelizmente esse não era o único acontecimento marcante que iria acontecer naquele momento, naquela hora eu ia conhecer o homem que atrasaria a minha volta ao mundo dos vivos:

- Olá, Boa noite, bom dia, boa tarde, bem vindo!

- Hazuki, se esconda o mais rápido possível, vamos ter que adiar sua volta um pouco nesse momento! Vamos rápido garoto! Pare de me olhar com essa cara de idiota e anda logo!

- Senhor, Death Ripeer! Que bom encontrar vossa senhoria por aqui, estava com saudades de sua humilde presença!

- Inquipeer, seu inseto, pare de bobagens e diga logo o que quer!

-A Senhor Ripeer, por favor, me entregue o garoto, pois quero come-lo! Seu cheiro é ótimo, me faz lembrar-se da pequenina Harumi, e seu gosto delicioso!

- Hazuki pule imediatamente, na passagem! Ou você será apagado!

Eu, totalmente consumido pelo medo, pulei com os olhos fechados totalmente desesperado acatando a ordem de Death, a maneira como aquilo estava acontecendo me dava medo, tudo só aumentava as minhas perguntas, agora com Harumi desconhecida que tinha o cheiro tão delicioso como o meu? Então ela avia sido devorada por aquele homem de aparência robusta, e simples? Eu tentei controlar minha perguntas internas, enquanto esperava por Death em um beco, quanto mais tempo se passava mais coisas ruins passavam sobre minha mente, quando Death cai em meio a uma rodovia, perto da onde eu me escondia, estava totalmente coberto por sangue, e agora naquele momento, eu já não sabia o que fazer, o que dizer, o que perguntar, corri desesperadamente até Death, que sorrindo desmaiou, enquanto dizia para deixar ele dormir assim ele se recuperaria ali eu fiquei a noite toda acordado, esperando que ele levantasse mais durante aquela noite nada aconteceu, fiquei ali com medo totalmente desolado e sem reação, escutando barulhos por todas as partes que me despertavam instintos que eu só fui conhecer ali naquele momento, eu podia sentir a adrenalina percorrendo meu corpo, eu podia tocar em mim eu podia sentir a dor, podia sentir o medo que percorria de maneira cruel todo o meu corpo, fazendo o mundo balançar e girar, de alguma maneira meu corpo se tornou pesado, adormeci, sonhei com Kyoko e eu felizes dançando de um lado para o outro, brincando como qualquer casal apaixonado, e naquele momento aquilo era o que me fazia feliz, me fazia esquecer do que eu estava passando, e daquela maneira, permaneci, até o amanhecer.