ascendo Elementa - Parte 2
1 Uma nova vida
Capítulo 1: Uma nova vida
Harry Potter, quase 17 anos, mora na rua dos Alfeneiros, nº4.
Ele é filho único, órfão de pai e mãe, mora com irmã de sua mãe, Petúnia, o marido dela, Valter e o filho deles, Duda.
Harry nunca foi bem-vindo ou bem-tratado nessa casa.
Foram por falta de opção que seus tios o aceitaram, de muita má-vontade, aliás.
Ao menos, foi o que ele sempre pensou.
Mas ele não liga para a sua família.
Por que ele é um bruxo.
Harry Potter é famoso no mundo bruxo por ter ‘derrotado’ um dos piores, se não o pior, bruxo de todos os tempos, Lord Voldemort, quando tinha um pouco mais de um ano de idade.
Mas, o que nem todos acreditavam, é que foi por pura sorte, e um pouco de burrice e muito azar da parte do Lorde das Trevas, que Harry o derrotou.
Por isso, desde aquele terrível dia, ele carrega consigo uma cicatriz em forma de raio na testa.
Cicatriz que lhe permitiu sentir a presença de Voldemort, ouvir cobras, ‘entrar’ na mente de Voldemort, ter a sua própria mente invadida, e falar com as cobras, dom que o próprio Lorde tem.
No entanto, mesmo depois de quatro encontros, e muito conhecimento sobre ele, Harry Potter não conseguiu impedir a morte de Alvo Dumbledore, um dos mais renomados, famosos, sincero e inteligente bruxo que já existiu.
Alvo Dumbledore foi morto por Severo Snape, por ordem de Lorde Voldemort, em um plano arquitetado por Draco Malfoy.
Ele estuda na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, é o melhor apanhador da escola, no esporte bruxo, o quadribol, e tem dois amigos inseparáveis, como se fossem irmãos.
Ronald Weasley e Hermione Granger.
Rony é de uma família de bruxos muito antiga, e simples. Ele tem vários irmãos, e uma única irmã, Gina. Ele, assim como o resto da família, possui cabelos ruivos, como fogo. Não é muito esperto, inteligente ou sensível, mas é um ótimo goleiro de quadribol, e um amigo incomparável.
Hermione nasceu trouxa, ou não-bruxa se preferir, não fazia idéia da existência de Hogwarts até receber a carta, após os seus 11 anos. É uma bruxinha extremamente talentosa e muito inteligente. É muito simpática com todos. Ou melhor, quase todos.
Assim como Harry, ambos são bruxos e, nos últimos anos, eles passaram por muitas coisas juntos.
No primeiro ano, tinha um professor de poções insuportável, um amável professor de Desefa Contra as Artes das Trevas trasgo montanhês, uma capa da invisibilidade, um cachorro de três cabeças chamado Fofo, uma planta maluca, chaves aladas, um xadrez de bruxo gigante, poções engarrafadas, um espelho completamente estranho, um homem possuído de duas caras – literalmente.
No segundo, um elfo doméstico, uma passagem selada, um carro voador, uma árvore viva, um professor de DCAT mentiroso, um herdeiro, sangue, petrificações, canos, um cobra gigantesca, um fantasma quase em vida, uma fênix, um loiro muito zangado por perder seu elfo.
No terceiro, um ônibus mágico, um livro que morde, um maluco foragido, um professor de DCAT de verdade, dementadores, medos, patronos, uma vassoura nova, um mapa, um cachorro louco, três animagos, um traidor, dois amigos, quatro marotos, uma fuga, uma viagem no tempo, mais duas fugas.
No quarto, a Copa Mundial de Quabribol, um ataque, Comensais da Morte, um torneio, quatro escolhidos, um dragão, um ovo, um lago, um labirinto, um retorno, uma morte, uma luta, um (outro) traidor disfarçado, várias verdades, muitas
No quinto, dementadores, um lugar secreto, uma organização secreta, uma população descrente, audiência, uma mente invadida, uma cobra atacando alguém querido, treinamentos para bloquear a mente, uma lembrança vista por quem não devia, profecias, uma morte, uma revolta, umas verdades, a aceitação das pessoas.
No sexto, viagem estranha, viagens dentro de lembranças estranhas, descobertas necessárias, ciúmes, objetivos traçados, planos feitos, poções fatais, uma invasão, uma luta, uma impossibilidade, um medo, uma esperança, Comensais da Morte na hora errada, um aparente traidor, um feitiço, uma queda, uma grande perda, um incêndio, uma luta, várias fugas, uma decisão, mais duas decisões iguais.
Agora seria o sétimo ano, mas Harry, Hermione e Rony não voltariam para Hogwarts.
Ao menos é o que eles planejavam.
Harry está sozinho em seu quarto, arrumando as malas para ir para a casa dos Weasley, um dos poucos lugares onde ele realmente se sentiu em casa. Rony o chamou para passar algum tempo lá, já que o casamento de Gui e Fleur estava próximo.
Enquanto isso, ele relembra os acontecimentos daquela terrível noite.
Para ser mais exata, ele pensava em Draco Malfoy, seu inimigo declarado desde que se encontraram pela segunda vez, no trem indo para Hogwarts.
Harry sabia o quanto Draco era desprezível, arrogante, esnobe, e o quanto ele se achava melhor do que os outros, por ser ‘puro-sangue’. Mas ainda sim, ele sabia que Draco jamais mataria Dumbledore. Ele sabia que o garoto só fez o que fez por que Voldemort fez ameaças a ele e à família.
“Quer saber?” pensou ele, “Eu aposto que eu faria o mesmo, se fosse a minha família, e se não houvesse outro jeito...Bem, talvez o Malfoy não seja tão ruim assim, afinal. Só talvez.”
Harry olhou o relógio e percebeu que ainda faltava cerca de meia hora para Rony e Hermione aparecerem.
“Hum...Tia Petúnia vai enlouquecer quando eles chegarem.” Se divertiu Harry, “Por falar nela, o que será que ela tem essas férias? Não fala comigo desde quando eu cheguei, nem para me criticar. Tio Valter e Duda também não. Aliás, eu não vejo os dois desde quando voltei. E ela quase nunca está em casa. Hum... Será que eu estou perdendo algo aqui???”
Mas como a cabeça de Harry Potter definitivamente não é um lugar para o qual se devem acrescentar novos problemas, mas sim resolver alguns deles, ele se desligou logo desses pensamentos e voltou a arrumar as suas malas.
Cerca de meia hora depois, Harry estava com tudo arrumado para partir.
Foi quando ele se deu conta de um ‘pequeno’ detalhe.
“Daqui a dez dias eu farei 17 anos, e o feitiço de proteção se anulará. Nossa,” pensou ele, “como passou rápido.”
E o relógio da casa bateu as doze badaladas. Meio-dia.
Nesse momento, Harry ouviu uma ‘pancada’ no andar de baixo da casa.
Quando chegou na sala, viu Rony sentado em um sofá, Hermione em pé, e a Srª Weasley ainda saindo da lareira.
-Olá Harry querido. -disse a bruxa, se limpando e correndo para abraçar o garoto.
-Ei Harry! –cumprimentou Mione, lhe dando um abraço.
-E aí cara, beleza?- Harry e Rony se cumprimentaram com ‘tapinhas nas costas’.
Nesse momento,Petúnia Evans Dudley aparece na sala, recém-chegada do supermercado.
-Quê?O que é isso? –ela pergunta e congela. Assim, simplesmente congela no meio da sala, encarando Molly Weasley.
-Garotos, podem indo com as malas para casa. Eu vou depois de vocês.
Nisso, Harry, Rony e Hermione entraram na lareira e seguiram para A Toca.
E foram parar na cozinha dos Weasley.
Que estava, hum... vazia?
-Rony? Cadê todo mundo? – perguntou Harry
-Ah é! Eles devem estar lá fora, arrumando o jardim, porque nós vamos almoçar lá fora. –disse simplesmente. E com, um aceno da varinha, Hermione fez as malas subirem as escadas.
-Bem, as malas estão no lugar. Você pode desfazê-las depois, Harry. Vamos lá fora, para você cumprimentar todo mundo, que está todos esperando a gente. – e ela seguiu na frente, rumo ao quintal no fundo da casa.
-Ela está boa em feitiços, não?- sussurrou Harry baixinho para Rony.
-Pois é. –disse o ruivo- ela disse que tem treinado as férias todas, já que...
Mas ele não concluiu a frase, por que Hermione havia parado de uma hora para outra, sem motivo aparente.
-Rony, cadê a sua mãe?
Os três olharam para os lados e não viram a srª.Weasley em lugar nenhum.
-Mãe?-perguntou Rony.
-O que é querido? – a bruxa apareceu por detrás dos três, sobressaltando-os.
-Como a srª. fez isso?
-Fez o que, querido?
-Isso! A srª. Apareceu do nada bem atrás de nós.- ela riu.
-Não seja bobo, Ronald, eu estava aqui todo o tempo.
-Tanto faz. –disse ele
No quintal, Fred, Jorge, Gui, Carlinhos, o Sr. Weasley e Gina estavam arrumando a mesa. Ou melhor, deveriam estar arrumando a mesa.
Afinal, os gêmeos, Gina e Carlinhos e Gui estavam muito ocupados atirando ‘bolas de lama’ feitas com magia, uns nos outros. Sendo que usavam a mesa, que fora dividida em duas, como um ‘forte’, um escudo contra o outro ‘time’.
Gui, estava usando magia para ‘enrolar’ as bolas e entrega-las igualmente entre os dois times.
Harry supôs que os gêmeos fossem muito bons, já que Gina e Carlinhos estavam extremamente sujos de lama.
Mas reparou que eles também estavam imundos!
Nesse momento, Gina lançou uma bola, que acertou um dos gêmeos exatamente no rosto.
Ele não pôde conter um sorrisinho quando a viu jogar tão bem.
“Afinal, se ela não jogasse, não teria sido artilheira no time.” pensou ele.
-Pelo amor de Merlin! –disse a srª Weasley quando chegou no jardim – O que vocês pensam que estão fazendo???
-Uma guerra de bola de lama?- perguntou inocentemente Carlinhos.
-Arthur! Como você pôde deixá-los fazer essa bagunça no jardim?
-Ora, Molly querida, deixa eles se divertirem um pouco. – disse ele tranquilamente e divertido- Afinal, nos somos bruxos, não somos? É só limpar assim.
Ele fez um movimento com a varinha, e toda a lama desapareceu, e as mesas voltaram para o lugar certo, e ainda com uma toalha de mesa.
Mas Molly não parecia ter desistido.
-E você, Gui, você vai se casar em nove dias, ouviu bem? NOVE DIAS!!! E fica aí se comportando como um garotinho de 15 anos.
-Hey!-disse Gina, se fingindo de indignada- eu tenho 16, mamãe.
-Pois é. Imaginem só o que o Harry vai pensar...
-Ah é! –disse Fred – E aí Harry? Tudo em cima? –ele cumprimentou Harry, seguido de Jorge, gui, Carlinhos e o sr. Weasley. Que o cumprimentaram da mesma forma.
-Ei Harry. –disse Gina- Tudo bem?
-Hum... Tudo e você?
Ela chegou perto dele e lhe deu um beijo no rosto.
-Sim, está tudo ótimo. –disse a bruxinha, sorrindo.
-Harry querido, -disse a srª Weasley- porque você não sobe e vai desfazer as malas? Tenho certeza que Rony e Hermione também te ajudarão.
-Certo. Vamos?
-Hey, pera aí. Eu também vou.
-Gina fique aqui em baixo e me ajude com o almoço.
-Sem chance, mãe. Eu quero ir com o pessoal.
A bruxa suspirou,
-Está bem, querida. Pode ir.
-Valeu mãe. –ela deu um beijo no rosto da mãe e foi atrás de Harry, Mione e Rony.
Durante cerca de meia hora, ao quatro ficaram conversando banalidades no quarto do Rony, que iria dividir com Harry, e logo a srª Weasley os chamou para almoçar.
Durante o almoço, Harry ficou sabendo que Neville e Luna chegariam no mesmo dia, na hora do jantar. E Gina estava responsável pela organização do casamento de Gui e Fleur.
E, no dia seguinte, à tarde, sua ex-namorada, Cho Chang também chegaria.
Segundo a srª Weasley, seu pai viajaria no dia seguinte, e, para a garota não ficar sozinha, Gina a havia convidado para passar um tempo com eles, já que ela também era convidada da Fleur, para o casamento, já que as duas eram amigas.
Harry estava pensando no quanto seria desconfortável ter Gina e Cho juntas durante algum tempo, o que lhe fez lembrar de se lembrar de lembrar de falar com Rony e, talvez com Hermione também, sobre isso.
Foi quando Carlinhos lhe chamou para jogar quadribol durante a tarde.
Harry aceitou a proposta, e, após a sobremesa, ele, Carlinhos, Gui, Fred, Jorge, Gina e Rony estavam jogando quadribol, enquanto Hermione era juíza.
Mas Hermione tinha medo de altura. Então Gina resolveu esse ‘pequeno’ problema.
-Olha, eu conheço um feitiço que pode ter ajudar. –ela fez alguns movimentos com a varinha. – Agora você pode ficar sentada aqui no chão, e monitorar todo o ‘campo’ com esse espelho. –ela entregou o objeto a Hermione, que parecia surpresa.
-Onde você aprendeu esse feitiço, Gi?
-Ora essa, Mione, você gosta de feitiços importantes, eu gostou de azarações e feitiços hum... digamos “quase-inúteis”. – ela riu e voltou ao ‘campo’.
A tarde passou rapidamente, na opinião deles.
Quando estava quase escurecendo, Luna e Neville chegaram. E, logo depois, eles foram jantar.
Os seis, Harry, Rony, Neville, Hermione, Gina e Luna, passaram toda a noite conversando e rindo das brincadeiras de Fred, Jorge, Carlinhos e Gui.
O sr e a srª Weasley foram se deitar cedo, para deixarem os ‘jovens’ mais a vontade, como disse Gina, brincando.
No entanto, eles não se demoraram muito para irem dormir também, afinal, no dia seguinte começaria os preparativos para o casamento de Gui e Fleur.
***************No outro dia...
Harry sentiu uma pancada no rosto e acordou instantaneamente.
-Auch!!!
-Acorda logo. –disse Rony ao amigo. – o café da manhã já ‘tá na mesa.
-Ah Rony, um bom-dia pra você também. Eu dormir muito bem, obrigado por perguntar. – disse Harry, emburrado.
-Que bom pra você. Vê se não demora, com certeza a minha mãe já ‘tá com uma lista imensa do que nós temos que arrumar. –disse atirando outro travesseiro no amigo.
-Tá bom. Tá bom. Já levantei. –disse Harry- E o Neville?
-Já tá tomando café. LEVANTA!!!- berrou ele, ao ver Harry se esconder debaixo do travesseiro.
Meia hora depois, todos estavam acabando de tomar café-da-manhã, quando Gina se levantou e subiu as escadas, voltando menos de cinco minutos depois, usando uma bermuda jeans até o joelho, uma regata rosa e um tênis. Ela tinha um microfone na orelha direita, e uma espécie de celular estava presa no cós da bermuda. E ainda segurava uma caixinha.
-Okay pessoal! A organizadora do casamento está aqui... E vocês estão cheios de coisas para fazer!!!
Ela estava alegre e sorrindo.
-Aé? –perguntou Gui, sorrindo também. – E o que vossa majestade pretende mandar a gente fazer?
-Bem, para começar, — disse ela abrindo a caixinha- aqui está seus fones. Um para cada um. Se precisarem de mim, é só apertar esse botão aqui, que eu faço o possível para chegar bem rápido. – Ela indicou a todos o tal botão.
-Tá. – disse Carlinhos- Mas isso ‘tá fácil de mais. Falando sério, maninha. O que nós vamos ter que fazer?
-‘Tá bom! Fred, Jorge, Rony e Harry vão dar um jeito de expulsar aqueles gnomos daqui. O casamento é depois de amanhã e eu não quero nenhuma daquelas coisinhas nojentas por aqui.
-Falou! – disseram Fred e Jorge.
-Enquanto isso, o Carlinhos, o Gui e o Neville vão cortar algumas árvores, plantar novas e mais algumas flores, vão cuidar de outras, enfim, eles vão fazer um jardim maravilhoso. – eles afirmaram com a cabeça, concordando.
-Ótimo! E, por fim, eu, a Mione, a Luna e a minha mãe daremos um jeito na casa, por dentro. Já que isso é tarefa para mulheres mesmo.
Nisso, todos foram se levantando, cada um indo fazer a sua tarefa imposta por Ginny. Harry, Rony, Neville foram os últimos a se levantarem. Portanto, deu para escutar a conversa da Gi com a srª Weasley.
-Mãe, que horas a Cho chega?
-Ás quatro, querida. Por quê?
-Eba! – disse Luna- E como ela ta, Ginny?
- Ela está muito abalada com o que aconteceu, e vai precisar das amigas agora. E é por isso que eu a chamei para ficar aqui em casa durante um tempo. Pelo menos até irmos para Hogwarts...
-‘Tá bem- disse a loira.
Nisso, elas foram subir as escadas, e começaram a arrumar a casa.
Quando o relógio batera meio-dia, a srª Weasley pôs-se a fazer o almoço.
Às duas horas, ela chamou todos para almoçarem. Os rapazes ficaram surpresos quanto viram a casa. Ela estava totalmente arrumada, e parecia um pouco maior. Estava cada coisa em seu lugar, e até o sótão fora limpo e arrumado.
Todos almoçaram tranquilamente, afinal, estava tudo pronto, ao menos por hoje.
Logo após o almoço, Gina, Mione e Luna foram ver como havia ficado os jardins.
E, uau!!!, como estava belo!!!
Os rapazes fizeram um ótimo trabalho, não havia um único e solitário gnomo na propriedade, as plantas estavam podadas, e havia lindas flores por todo o jardim.
Algumas árvores altas faziam sombra no chão.
-Nossa!!!Vocês se superaram, heim? – disse Molly, encantada.
-Bem, -disse Gui, — graças ao Neville. Ele é ótimo com plantas...
Todos lhe deram os parabéns, afinal, o jardim ficara lindo.
Mas ninguém reparou no sorrisinho de uma certa ruiva.
Foi nessa hora que Gina viu um homem e uma menina entrarem na propriedade.
-Cho!!!- a ruiva saiu correndo e abraçou a amiga, que começara a chorar. Luna perdera seu olhar sonhador e fora até as amigas.
-Ei Ginny. Ei Luna. Como vocês estão?
-Ahhh Cho!!! Até parece que isso importa. O importante aqui é você. – disse a ruiva. – Como você está amiga?- a morena suspirou
-Estou indo. Se não fosse pelo meu pai, -ela o olhou carinhosa- eu não sei o que seria de mim.
-Ah é! Ei Phillip, como o senhor está?
-Ora, Gina, quantas vezes terei que repetir que eu não gosto quando me chama de “senhor”?
-Descupe ela, Phillip, ela está um pouco abalada por causa da morte da Kim. – disse Molly Weasley.
-Tudo bem, Molly. Afinal, todos nós estamos.
Enquanto isso, alguns metros atrás, Harry perguntava:
-Hum…Eu perdi alguma coisa?
-Você não soube?- se surpreendeu Rony — a mãe da Cho foi encontrada assassinada semana passada. Cho e o pai estavam em casa, ela havia ido fazer compras. Era traidora do sangue, como nós...
-Sério?Nossa eu nem fazia idéia. E, -ele abaixou a voz- desde quando ela e a Gina são amigas?Eu não fazia a menos idéia.- quem respondeu foi Carlinhos.
-Elas acabaram virando amigas por causa da Luna.
-Como assim?
-Bem, a Ginny ás vezes ia para a sala comunal da Corvinal, e como as duas são da mesma casa, acabaram virando amigas.
-O que é bem estranho.- disse Fred
-Foi o que eu disse a ela. – respondeu Jorge
-Bem, mas foi isso o que a Gina disse, então não podemos falar nada contra. – argumentou Gui.
Logo depois, Phillip Chang partira, e todos entraram na casa. Se sentaram nos sofás e se puseram a conversar.
Harry ainda estava surpreso de ver sua ex-namorada e sua ‘quase-namorada’ se dando tão bem. Mas se surpreendeu também quando Cho o cumprimentou com um abraço e disse: “Ei Harry! É sempre bom ter você por perto.”
Todos passaram algumas horas conversando, até que Hermione teve uma idéia maravilhosa:
-Hey! Por que nós não fazemos um piquenique lá na montanha?
-Nossa Mione, que ótima idéia.
-Isso! – comemorou Gina- Eu vou lá falar com a mamãe, ver se ela deixa, e se ela ajuda a gente…
Três horas depois, Fred, Jorge, Harry, Rony, Neville, Mione, Cho, Gina e Luna estavam subindo a montanha.
O sol ainda estava um pouco longe de se pôr. E os nove jovens estavam animados com o passeio. Eles chegaram até uma parte plana da montanha. Gina e Cho estenderam uma toalha imensa no chão, onde colocaram todas as muitas comidas que Molly havia preparado e separado para eles, já que pretendiam ficar ali por horas.
-Hum… Sabem o que seria uma boa idéia? – disse Luna- Uma fogueira.
-Isso! – concordou Cho – Iria ficar super legal.
-Eu concordo também! –disse Gina tirando a varinha.
-Gina! –disse Neville – Você ainda é menor de idade, né?
-Ahhh!!! –disse a ruiva – é que nós ainda estamos dentro da propriedade da minha família. – e ia começar o feitiço para formar uma fogueira.
-NÃO! – gritou Mione. – Er…Desculpem, Gina, não faz nenhum feitiço não. –ela abaixou a voz e ficou animada.- Vamos fazer uma fogueira trouxa!!!
-Uma fogueira trouxa, Mione? –perguntou Rony
-É Mione, nós somos bruxos, a magia existe é para… -começou Fred
-Nos pouparmos desses trabalhos. – continuou Jorge
-Quer saber?-disse Harry- Eu até que gostei da idéia. – e recebeu olhares mortíferos.
-Não, gente. – disse Cho. –A Mione tem razão.
-É, — concordou Luna- Ia ser mais legal.
-Isso! – comemorou Mione- Então vamos fazer assim: vocês –ela apontou para os meninos- vão buscar galhos de árvores e coisas do tipo. Mas não podem estar verdes. Eles têm que estar secos, ‘tá?
-‘Ta bom Mione. –disse Harry animado.
-Sem querer ser estraga-prazeres…- disse Fred
-Mas já sendo…-interrompeu Rony, o que fez o gêmeo lhe mostrar a lingual.
-…como nós vamos fazer o fogo?
-É. – concordou Jorge- Vamos fazer igual aqueles trouxas pré-históricos e esfregar um galho no outro até aparecer o fogo? –debochou ele.
-Não, né idiota! –xingou Gina.- Aí sim nós usamos algum feitiço, né Mione? – perguntou a ruiva, incerta.
-É sim, Gi. Bem, -disse ela- os trouxas de verdade usariam fósforos ou outra coisa que faça fogo por si só. Mas, como nós somos bruxos, como o Fred nos fez o favor de lembrar, -debochou ela – usaremos um feitiço. Já que nós não temos nada trouxa que nos ajude. –completou ela, sorrindo.
Então, os meninos se despediram e foram procurar ‘lenha’.
Enquanto isso, as meninas separavam as comidas e organizavam todas muito bem. Elas estavam rindo e conversando coisas inúteis e bobas, como o tempo, música e até mesmo quadribol, sendo que Mione e Luna até entraram na conversa.
Quando Gina e Luna resolveram falar sobre as matérias escolares, Cho Chang chamou Hermione Granger para conversar, em um tom até muito baixo, se querem saber o que eu acho.
-Hum...Granger, eu posso te fazer uma pergunta um pouco pessoal?
-Que isso, Chang, pode me chamar de Hermione, ou Mione mesmo.
-‘Tá bom, mas você tem que me chamar de Cho, combinado?
-‘Tá jóia. O que você quer me perguntar afinal?
-Bem, é que... – a morena ainda estava um pouco incerta sobre perguntar ou não, mas sabia que jamais ficaria calma, se não soubesse. –Hermione, o que rola entre você e o Rony?
Hermione se surpreendeu com a pergunta, afinal ela e Rony eram amigos fazia muito tempo.
-Ué, nada Cho. Por que?
-Se você diz. Mas você gosta dele, não gosta?
-Não, Cho. O Rony é meu amigo faz muito tempo. Ele e o Harry são como irmãos para mim. – ela deu um sorriso maroto. – Está interessada no Rony?
-Para falar a verdade, eu estou sim. Mas, voltando a você. Se você não gosta dele, por que você ficou daquele jeito quando ele estava ficando com a Brown?- Hermione deu um suspiro.
-Sabe o que que é, Cho? É que nós duas nunca nos demos bem. Ela é muito fútil, superficial e interesseira. E eu realmente fiquei irritada quando vi um dos meus melhores amigos ficando com aquela... bem, com ela, sabe?
-Pra falar a verdade, só imagino mesmo. – a morena deu um lindo sorriso.- Mas você acha que eu tenho alguma chance com ele?
-Acho sim, Cho. Acho que você te uma bela chance. E também acho vocês dois um casal lindo...
-Quem é um casal lindo? – perguntou Gina, chegando perto das amigas.
-A Mione acha que eu tenho chances com o seu irmão, Ginny.
-Ora essa, Cho. Eu também acho. E ia adorar ter você como cunhada. – disse ela passando um dos braços por trás da morena.
-Sabem o que eu acho? – disse uma certa loira. – Eu acho que vocês dariam muito certo.
-Ai... –disse Cho- Que bom que as minhas amigas estão do meu lado. – a morena dera um sorriso enorme.
Foi quando os meninos chegaram, com Fred e Jorge fazendo vários galhos de árvores flutuarem atrás deles.
**********Minutos antes...
...os rapazes estavam caminhando pelo bosque que havia li perto, procurando galhos e pequenos troncos de árvores pelo caminho. Neville já carregava alguns nos braços, enquanto conversava com Rony e Harry. Fred e Jorge iam mais a frente, discutindo alguma coisa a respeito da loja deles. Foi quando Neville começou a conversar com eles.
-Harry, eu posso te perguntar uma coisa?
-Claro Rony, desde quando você precisa perguntar se pode perguntar alguma coisa? Você é meu amigo, cara. Não tem dessas coisas, não.
-‘Tá bom, então eu vou perguntar de uma vez: O que você sente pela Gina?
-Cara, sua irmã é tudo para mim. Rony, eu amo a Gina mais do que tudo no mundo. Por que a pergunta?
-Eu acredito. E pela Cho?- Harry o olhou surpreso.
-Pela Cho? Hum...vejamos... Eu tenho uma amizade por ela, porque nós namoramos por algum tempo. Mas você não me respondeu. Por que?
-É só isso? Ou tem mais alguma coisa?
-Como assim?
-Você sabe. Do jeito que você gostava dela antes.
-Não Rony, de forma alguma. – ele respondeu sem hesitar. – A Cho é minha amiga, e não vai passar disso mais. Mas por que?
-Bem, é que eu... é que eu acho que...bem eu acho que...talvez...bem...você sabe... talvez... bem... a gente... sabe?... você sabe...
-Rony, para ser sincero, eu não faço a mínima idéia do que você ‘tá falando. – o ruivo deu um suspiro pesado.
-É que eu tava pensando que talvez eu possa ter uma chance com ela. Mas se você concordar, se você não achar ruim ou estranho. – acrescentou ele rapidamente.
-Hum... Sabe, Rony? Eu não sei exatamente o por quê. Mas tenho a impressão que você tem uma bela chance com ela.
-Sééééério???- perguntou o ruivo extremamente feliz. – Mas iria ficar tudo bem para você?
-Claro! Eu não tenho nada contra vocês dois ficarem juntos. Nada mesmo. Aliás, eu acho que vocês dois formariam um belo casal.
-Nisso eu tenho que concordar. – disse Neville — Os dois ficariam ótimos juntos.
-Hey, Neville, já ouviu falar eu falta de educação ficar escutando a conversa alheia?
-Na verdade Harry, já ouvi sim. – disse ele, risonho.- Mas vocês dois não estão exatamente falando baixo, sabem? Os gêmeos só não escutaram porque estão ocupados demais discutindo sobre as Gemialidades Weasley. Mas, se vocês acham que é falta de educação escutar a conversa alheia, eu não conto o que eu escutei na conversa da Gina com a Cho mais cedo.
Nisso, tanto Harry quanto Rony ‘deixaram de lado’ a educação e praticamente obrigaram Neville a contar a conversa.
-‘Tá bom. ‘Tá bom. –disse ele, divertido. –‘Tá bom. Eu me rendo. A história é a seguinte:
FlashBack narrado pelo Neville
”Eu estava indo na cozinha pegar um copo d’agua porque eu ‘tava com cede, quando eu estava descendo as escadas, eu escutei a Gina e a Cho na sala”.
-Você acha mesmo, Cho?
-Claro Gina, você e o Harry tem tudo para darem certo. E, além disso, você sabe muito bem que eu estou interessada no Rony.
-Isso é bem verdade. – disse a ruiva- E você já deve ter me falado isso umas cinqüenta vezes.
“Aí as duas começara a rir. E eu achei melhor eu ir deitar e deixar a água pra lá, já que elas não tinham me visto.”
Fim do FlashBack
-Isso sim é uma boa notícia. – disse Rony com um sorriso “tenho-32-dentes-na-boca-e-eles-são-lindos-e-brilhantes-olhem-para-mim”
-Eu concordo totalmente. – Harry estava tão feliz quanto.
Foi quando os eles chegaram, com Fred e Jorge fazendo vários galhos de árvores flutuarem atrás deles.
***************Voltando...
Os meninos chegaram, e Mione logo começou a arrumar os galhos de forma com que ficou parecendo uma fogueira. Logo depois, estavam todos em volta da fogueira rindo e conversando.
Rony e Cho estavam muito interessados um no outro, o que era fácil de se perceber.
Harry e Gina estavam abraçados, e acabaram saindo os dois para ‘darem uma volta’.
No que foram imitados por Rony e Cho.
Neville e Luna estavam um pouco afastados, deixando Mione para trás, sendo irritada por Fred e Jorge.
Muito tempo depois, o grupo estava guardando as coisas, e desciam a montanha, rumo a casa da família.
Mesmo depois de terem conversado por horas a fio, eles ainda conseguiram assunto para até a madrugada, e depois foram dormir, é claro.
Notas finais
beijinhoz
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