ascendo Elementa - Parte 2
3 Capítulo 3
Notas iniciais
(ate parece kkkkkkkk)
Capítulo 3: Passado e Presente
Mellany estava deitada no seu quarto. Tudo bem, a casa era da família dela, sempre foi. Mas a tradição é os filhos –homens- herdarem a casa. Só que os dois irmãos estavam mortos. A mansão deveria ser entregue às mãos da parente mais próxima na linhagem, sua prima.
Mas, mesmo um ano depois da morte do seu irmão (a morte mais recente), a mulher não havia colocado os pés lá. Foi a brecha perfeita para que a esposa dele tomasse posse de tudo que era dela, por direito.
Mel tentava imaginar como poderia acordar a amiga, no quarto ao lado. E sorriu tristemente ao lembrar de quantas vezes já planejou os melhores jeitos de acordar o irmão, que dormia bem ali.
Ela sorriu mais ainda ao se lembrar de uma das milhares vezes que as duas se juntavam Para implicar com “os marotos”.
Ou melhor, com Sirius, que era o alvo preferido delas.
“Quem diria, não?”
*********************Flashback
Eles estavam no quinto ano. Tinham acabado de chegar ao salão comunal, depois da última prova dos N.I.E.M.’s. Eles discutiam muito. Na verdade, quem discutia era o casal que estava atrás deles. Mas nunca os deixe ouvir isso, pelo menos não naquela época. Os outros iam rindo e brincando. Especialmente rindo do casal.
-Você é idiota arrogante, egocêntrico... – os gritos da ruiva eram ouvidos por todo o castelo
-A culpa não é minha! – dizia o moreno – Ele é um idiota!
-Eles nunca perdem essa mania? – perguntou Hilary para a amiga
-Definitivamente não. – disse Sirius se metendo entre as duas, que sorriram cúmplices antes de dizerem juntas
-Cala a boca, Cachorro!
********************* Fim do Flashback
Uma segunda lembrança veio à tona. O último encontro. Não com o irmão, mas com o marido. Na casa deles. Um lugar escondido, que poucos conheciam.
(n/a: o que estiver em itálico é o flashback, itálico entre aspas são os pensamentos dela na época, e em negrito entre aspas é o que ela ta pensando “agora”)
-Jony, – disse ela se sentando – nós precisamos conversar.
-Eu sei, Mell. – disse ele tristemente – Você não me pediria pra vir urgentemente se não fosse alguma coisa séria. Seria muito arriscado.
-Jony, — ela suspirou – eu estou indo embora.
-Imaginei. – disse ele suspirando – Posso ao menos saber quem ele é?
-Como? – perguntou ela
“Droga de garoto esperto. Por que ele tem que ser tão perfeito? Devia me implorar pra ficar, me fazer sofrer mais ainda.”
“Eu tava lutando para não bater nele. Por que ele tinha que agir como se fosse culpa dele? Ele sabia, no fundo, ele sabia que não havia homem nenhum.”
- Eu não posso te impedir de ir, Mell. – ele olhou nos olhos dela – Mas não esqueça que eu te amo.
Os rostos continuaram impassíveis, Mellany sussurrou um “Adeus” e se virou. Fechou a porta atrás de si, sabendo que o marido — “Ou ex-marido” – fazia o mesmo. Ela pegou um papel dentro da sua bolsa. Era aquilo que a mantinha forte. Aquele “Positivo” no seu teste de gravidez.
A Mellany do presente se levantou e foi tomar um banho.
O dia seria muito longo...
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Hilary estava deitada no quarto do marido, ou melhor, no quarto que fora do marido. A mansão inteira estava mudada. Os quartos, que antes eram dos filhos dos donos, não haviam sido tão modificados como era esperado. Os inúmeros quartos todos eles, possuíam imensas camas de casal, com banheiros exclusivos, e um closet imenso em cada. A única coisa diferente mesmo era a decoração. Todo mundo que estava “morando” na mansão deu um jeito no seu quarto, fazendo cada lugar ter uma decoração diferente.
Hilary pensava no passado. Na última vez que havia se encontrado com o marido. Naquela mesma casa. A casa deles.
(n/a: o que estiver em itálico é o flashback, itálico entre aspas são os pensamentos dela na época, e em negrito entre aspas é o que ela ta pensando “agora”)
Ela estava sentada no sofá, relia uma folha de papel, enquanto ele tomava banho. Aquela aparição – que ela já devia ter se acostumado- ainda causava calafrios por toda a espinha, ele saía do banho com uma toalha enrolada na cintura. E curvou-se para dar um beijo na esposa, que virou o rosto.
-Lary? O que... – alguma coisa estava muito errada ali. Ela nunca tinha lhe negado um beijo.
-Sirius, nós precisamos conversar. – realmente alguma coisa muito errada estava acontecendo ali. – Sente-se, por favor.
A visão daquele anjo de olhos azuis ainda a fascinava.
“Foi uma das coisas mais difíceis que eu já fiz, se não for a mais difícil.”
-Lary, minha princesa, o que está acontecendo?- sua voz era suplicante. Ele sabia.
“Ele sabia o que estava acontecendo. Só não podia acreditar.”
-Sirius, — seu rosto estava impassível, ela estava sendo fria, como tanto já fora. – eu cansei.
-Lary... – ele chamava com carinho
-Não me interrompa! Eu cansei. Eu não agüento mais! Eu não te amo mais, Sirius.
-Lary... – ele já estava desesperado
-Eu estou indo embora. E não vou voltar mais. Adeus, Black.
-Hilary! Não... Por favor, eu te imploro. Fique, vamos conversar. Vamos resolver juntos. – ele segurou a mão na esposa, que se livrou do aperto.
-Não há mais o que conversar. – ela se levantou
-Baixinha, por favor, nós somos perfeitos um para o outro, sempre fomos. Nós somos felizes juntos, Lary. Olha pra mim, meu amor. – ele suplicava, não suportaria ver o amor da sua vida ir embora. – Nós podemos resolver isso juntos.
“Hilary, não! Não fraqueje agora, você não pode! Só tem um jeito de você sair daqui...”
“Eu já estava controlando as lágrimas. Aquilo doía muito, mas era necessário.”
-Sirius, não há o que resolver. Não é você, eu amo outro.
As palavras saíram da sua boca como facas. A dor era imensa. A dor dele por ouvir. A dor dela, por dizer uma mentira tão cruel, tão infundada, tão sem lógica.
“Como poderia amar outro homem? Sendo que eu tinha o mais perfeito dos homens do meu lado? Nem se fosse louca.”
Sirius congelou. Outro? Hilary? Ele não saia o que fazer.
-Hilary... – ele tentava entender
-Adeus, Black. – ela disse friamente, antes de sair dali.
Ao chegar na rua, ela pegou o papel que estava lendo antes de Sirius sair do banho. Ela sorriu outra vez. Enquanto lágrimas de dor caíam pelo seu rosto, a bruxa ainda sorria ao ver o “Positivo” no seu teste de gravidez.
Ela aparatou num quarto de hotel barato no centro de Londres. Mellany já estava lhe esperando. Com os olhos vermelhos e o rosto todo molhado, as amigas se abraçaram forte. Sabia há muito tempo o que teriam que fazer, o que teriam que deixar para trás. Mas saber não diminuía a dor de ter que fazer.
As duas sairiam do país naquele dia.
No dia seguinte, as manchetes dos jornais só falavam sobre a morte de Thiago e Lílian Potter, sobre O-Menino-Que-Sobreviveu, e o sumiço de Lord Voldemort.
No outro dia, a prisão de Sirius Black, por assassinato, traição e ser seguidor de Lord Voldemort.
No outro, os jornais falavam sobre a internação de Frank e Alice Longbotton no St. Mungus.
Dias depois, jornais anunciariam o desaparecimento de duas aurores, duas das melhores bruxas. Boatos de que elas haviam sido mortas por Lord Voldemort corriam. Rodolfo e Jonath Lestrange não fizeram questão de negar os boatos. Quem precisava saber que Sirius não era um Comensal, já sabia. Quem precisava saber que Rabicho era o traidor, já sabia. Muito antes de qualquer coisa acontecer.
Mas nenhum dos dois sabiam explicar o que havia acontecido com as duas mulheres.n Elas simplesmente havia sumido.
E só voltariam muitos anos depois, para arrumar a imensa bagunça que havia...
A Hilary do presente se levantou e foi tomar um banho.
O dia seria muito longo...
Notas finais
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