Notas iniciais
Ei pessoal... mil desculpas essa demora gigantesca... mas eu ando sem comentários, então acabei desanimando...

Capítulo 3: O convite

~*~*~*~*~*~*~*Dormitório feminino do primeiro ano. 5:30 a.m.

Quatro garotas dormiam profundamente no dormitório do primeiro ano quando um barulho ensurdecedor as despertou.

-Aaaaahhhh....- gritou Alice enquanto Lílian se levantava e tentava desligar o “causador” do barulho.

-Desculpem-me. Desculpem-me. –repetia ela enquanto tentava desligar o despertador.

Alice se levantou e tentava ajudar a garota. Foi quando ouviram um Reducto vindo de um lado do quarto.

-O que diabos foi isso? -perguntou Hilary, repondo a varinha em cima da mesa-de-cabeceira.

-A Pet deve ter colocado algum feitiço no meu despertador, Hilary. Eu não conseguia desligá-lo de maneira nenhuma. — respondeu Lílian, sem graça.

-Lily, – disse Mel olhando para o seu despertador- por que você se programou para acordar às 5:30, sendo que as aulas só começam às 08:00?

-5:30???- ela segui o olhar da amiga e se espantou ao constatar que ela estava certa- Mas eu tinha colocado o relógio para despertar só às 6:30. – ela parou um segundo- Só podia ter sido a Petúnia quem me deu mesmo e... Do que você está rindo? –perguntou surpresa para Alice, que estava sentada na cama rindo.

-Eu conheço esse feitiço, Lily. É o Relogiums deregulate– diante do olhar questionador das outras garotas, ela começou a explicar: — é um feitiço usado para pregar peças nas pessoas. Ele começa a despertar quanto tempo antes que o executor do feitiço desejar. Nesse caso, a sua irmã deve ter colocado uma hora antes... E para desligar o despertador, é só usar o Finite Incantatem. O que com certeza significa que a Hilary não precisava ter pulverizado ele. Por falar nisso, — continuou ela- como você pegou a sua varinha tão rápido?

-É o costume, Alice. – respondeu Mell por ela

-Costume? Como assim?

-É que eu, a Mell e o Sirius não somos exatamente bem-vindos nas nossas casas.

-Isso já deu para reparar. Mas não explica como você reagiu tão rápido.

-Potter, você deve ter ganhado a sua varinha com seis anos também, certo? –como a garota confirmou, Mell continuou. – Nós também, como todas as famílias de bruxos puros-sangues. Mas acontece que foi com essa idade que a Lily se mudou para Guapi Hill. E nós fizemos amizade com ela.

-Ignorando tooooodos os princípios das famílias. – sorriu Lílian.

-Isso. – concordou Lary – Desde então, passamos a ser uma bela dor de cabeça para nossos pais. Então fomos aprendendo a nos defender das azarações a quais fomos sendo submetidas.

-Espera aí. – disse Alice- quer dizer que os pais de vocês azaravam vocês???

-Exatamente. – disse Mell.

-Mas isso é horrível... – Alice não conseguia acreditar, e nem imaginar que alguém poderia fazer mal ao próprio filho.

-Alice, — disse Lílian se aproximando- podemos te chamar assim?

-Claro. Desde que me deixem chamar vocês pelo primeiro nome também.

-Agora é a sua vez, canta para nós como você conhece uma azaração tão inútil como essa.

Alice deu um pequeno sorriso um pouco maroto, antes de responder.

-Lily, querida, -brincou ela- se você tivesse Thiago Potter como irmão e Amos Digorry e Frank Longbotton fossem os melhores amigos dele, você teria que saber todas as azarações possíveis. Mas elas nunca são inúteis, você pode usa-lás contra eles. E claro, também tem que saber o contra-feitiço de cada uma delas, afinal, você também pode ser a vítima. – completou ela, fazendo as outras rirem, e rindo junto também.

Agora, as quatro já estavam totalmente acordadas e, mesmo sendo muito cedo, resolveram se arrumarem e descerem para tomar o café da manhã.

~*~*~*~*~*~*~*Dormitório da Soncerina, parte exclusiva nas masmorras.

-Booooooooom diiiiiiaaaaaaa..... — disse Annie ao entrar pulando e gritando no quarto do irmão, que ainda estava vestindo a calça do uniforme.

-Merlin Nina! – ele passou a mão na varinha e apontava para a irmã – Você quer morrer?

-Por que você pegou a varinha? Não sabe que aqui só entra quem a gente quer?

Severo balançou os ombros.

-Mania, eu acho – Annie fez careta para ele

-Não vai falar nada da minha roupa? – disse ela dando um rodopio.

-Er... ta legalzinha... – disse ele, levando um tapa da amiga – Auch... Ta bom Nina, ta linda!

-Agora sim! – disse ela rindo com a brincadeira

Annie usava a blusa do uniforme normalmente, uma sapatilha preta com meias listradas em preto-e-branco até os joelhos; a gravata verde e prata estava um pouco frouxa; os olhos estavam como sempre: muito maquiados; na boca, só um gloss bem clarinho para dar brilho; no pulso usava uma munhequeira preta; e a saia com um cinto rebite caído por cima dela, um dos acessórios que Annie nunca deixava faltar.

-Ficou bom pelo menos? — disse ela sorrindo e dando um giro.

-Claro, ‘tá maravilhosa maninha. — ela riu e se deitou na cama.

-Hoje nos vamos nos divertir demais... — disse ela rindo

-Ahh... com toda certeza. – concordou ele enquanto colocava a camisa e abotoava. Vamos deixar todo mundo de boca aberta com a nossa pouca inteligência. – Severo piscou e Annie se levantou pegou a gravata em cima da cama.

-Aqui, — disse ela se aproximando- deixa que eu faço isso.

-Ótimo, você sabe o quanto eu odeio dá nó em gravata. – Annie riu

-Sério mesmo? Nem fazia idéia... – brincou ela – mas você vai mesmo sair assim? Sem nenhum acessório?

-Pode esperar, princesa das trevas?? – Annie deu outro tapa nele – Que ééé???

-Sabe que eu não gosto quando você me chama assim... – ela fez biquinho

-Gosta siiiimm...

-Chato... – respondeu ela fazendo careta – mas e aí? O que você vai usar?

Severo pegou seus acessórios, basicamente iguais aos da irmã.

-Assim ‘tá bom?

-Ta ótimo maninho... Vamos logo!!!

Annie saiu correndo e puxando Severo, que usava uma munhequeira preta no mesmo pulso que a irmã; e um cinto exatamente igual ao dela sobre a calça; junto com a gravata verde e prata um pouco mais frouxa do que a dela.

-Por que você está correeeeendo???

-Ora... Temos muito o que fazer hoje...

-Isssoooooooooooo... – respondeu ele rindo

-Por que não podemos passar pelas masmorras como qualquer soncerino normal, Nina?

-Porque soncerinos normais são extremamente chatos.

-Mas ainda acho que devíamos ser um pouco mais discretos...

-Pra que eu vou ser discreta? Tudo que eu quero é acabar com eles...

-Podíamos fingir que somos como eles pelo menos por enquanto

-Ahhh... Mas até parece que nós somos como qualquer um daqui, Sev.

-Não acha que nós já vamos ser conhecidos de mais, não?

-Nem pensar... Nós somos especiais, lembra?

-Impossível esquecer... Você sabe que a Tia Lety vai te matar de descobrir da pquena azaração de ontem, né?

-Vai nada! – brincou ela – Ela me ama!!! – ela parou de repente, virando de frente para ele. – VEM ME PEGAR SEVEROOOOO... — Annie gargalhou

-Vem cá, sua princesa das trevaaaaaaaaaaaassssssssssss... – ele gargalhava junto com ela, enquanto corriam em direção ao salão principal, passando pelos corredores secretos.

~*~*~*~*~*~*~*Salão principal. 06:30 a.m.

*Mesa da Grifinólia*

Quatro garotas se sentaram à mesa da Grifinólia, que já estava ocupada por alguns outros alunos.

Depois de algum tempo, os meninos do primeiro ano da Grifinólia, Thiago Potter, Frank Longbotton, Sirius Black e Remo Lupin vieram se juntar à elas, muito bem-humorados, bem, exceto um.

Não... Esqueça isso... Na verdade, só Remo estava de bom-humor.

-Ei meninas! Bom-dia! –cumprimentou Remo – prontas para o primeiro dia???

Sirius e Thiago deram um beijo no rosto das irmãs e se sentaram.

-Muito... – responderam elas em coro, rindo.

-Licinha, — disse Thiago- como é que você ‘tá de tão bom-humor? –perguntou emburrado.

-Ora essa, Thi –respondeu ela, sorridente- você nunca gostou de acordar cedo, não é mesmo?

-Não mesmo, Licinha –respondeu o moreno- ainda mais quando me acordam com um travesseiro na cara.- o que eu fez as meninas e Lupin rirem.

-Francamente, Thiago, -retrucou Sirius- eu acordaria com um travesseiro na cara de muito bom humor.

-Hey, — Frank ria — nós tentamos, mas você não acordou, então, tivemos que improvisar.

-O que vocês fizeram com ele? –perguntou Mell, radiante, com um brilho nos olhos de felicidade.

-Bom, -respondeu Lupin- como ele não acordava de nenhum jeito, tivemos que jogar um pouquinho de água nele.

-Um pouquinho? –repetiu Sirius- Só um pouquinho? Mellzinha querida, esse um pouquinho deles significa alguns segundos de Aguamenti na minha cara... – disse ele, fingindo estar irritado, fazendo todos rir.

O café da manhã continuou animado. E acabou por animar Sirius e Thiago também, que já estavam totalmente acostumados com esse tipo de brincadeiras.

*Mesa da Soncerina*

Annie e Severo chegaram ao salão, estavam sentados na mesa sozinhos, como se tivessem alguma doença contagiosa. Eles já sabiam que seria assim, que não teriam amigos naquela casa. Mas não se espantaram quando Rodolfo Lestrange sentou ao lado da Nina.

-Vocês são muito poderosos. — disse ele

-Rodolfo Lestrange, certo? — disse Severo, passando a mão por cima da irmã para apertar a do bruxo.

-Isso mesmo — disse ele sorrindo de lado

-O que quer conosco, Lestrange? — perguntou Annie sorrindo

-Diretamente ao ponto, Colt. Gostei de você — ele sorria galantemente.

-Gostou mesmo, Lestrange? — Sev se intrometeu — Gostou dela ser direta ou pelo cruciatus de ontem?

-Os dois, Snape.

-Sabe, Lestrange... — disse ela – Você pode ter gostado também pelo fato de ter percebido que nós nos importamos com sangue tanto quanto você e seus irmãos mais novos — ela provocou e o sorriso dele desapareceu imediatamente, fazendo Sev rir.

-Do que vocês estão falando? A Hilary não é da minha família. Eu venho de uma longa...

-Longa linhagem de bruxos poderosos, com total desprezo pelos trouxas... – interrompeu Annie — Pois é, a gente sabe disso. Todo mundo sabe disso... Mas nem todos sabem que o Jonath e você pensam como a Hilary, não?

-Eu não sei do que vocês estão falando. – respondeu o terceiranista

-Ora essa Lestrange, você nos viu ontem. — disse Severo — sabemos de muito mais coisas do que parece. Ou você não tinha reparado isso ainda? — riu ele

Rodolfo balançou a cabeça.

-O que querem em troca do silêncio de vocês?- perguntou ele

-O que você nos oferece? – respondeu Annie

-O que vocês quiserem... Qualquer coisa... – respondeu ele

-Se medo é tão grande assim? – Severo perguntou

-Eu temo por eles. Sei bem do que a minha família é capaz se descobrirem — Rodolfo abaixou a cabeça.

-Nos estamos sabendo – concordou Severo

-E esse é um dos motivos pelos quais estamos do seu lado – sorriu Annie

Rodolfo ergueu a cabeça surpreso.

-Do meu lado? Como assim? – perguntou ele

-Espere um pouco e você verá, Lestrange – o bruxo sorriu

-Você não é o único que está contra Ele.

-E, quando chegar a hora, vocês entenderão o que queremos dizer.

-Se realmente estão do meu lado, como dizem, é Rodolfo para vocês. – ele esticou a mão

-Severo.

-Nina. – Annie sorriu o mais encantadora possível.

-É Annie pra você – disse Severo fingindo ciúmes, fazendo Annie revirar os olhos e rir.

-Ignore ele. – disse ela, apertando a mão do novo amigo.

Rodolfo se levantou e foi se sentar ao lado do irmão

-O que foi isso, Rodolfo?

-Não sei, Jonh, mas eu estou com uma ótima sensação... – respondeu ele sirrindo discretamente pro irmão.

*De volta à mesa da Grifinólia*

-Thi, cadê a Minerva com os horários? –pergunta Alice ao irmão

-Licinha querida, minha irmã que eu tanto amo, por que diabos eu iria querer o horário das aulas, se, por mim, nem aula teríamos? -respondeu Thiago, sarcástico

Alice ia responder educadamente. Mas foi nesse exato momento que centenas de corujas entraram no salão principal.

Thiago, Alice, Frank, Lílian e Remo não ficaram surpresos quando uma coruja parou na frente deles, afinal, seus pais deveriam querer saber as novidades, porém, se surpreenderam quando uma segunda coruja parou a frente de cada um deles, com um envelope lacrado com um símbolo diferente: uma espécie de pentagrama, mas com linhas diferentes, e o escudo da escola no meio.

(n/a: igualzinho o da capa da fic...)

Mas não poderiam ter ficado mais surpresos do que Sirius, Mellany e Hilary, que também receberam esse mesmo tipo de envelope. O do Thiago continha a seguinte mensagem:

Prezado Thiago Potter,

O diretor gostaria de vê-lo nesse sábado, às 20:00 horas, para uma conversa.

Ele pede também que não comente com ninguém sobre essa carta ou sobre o encontro, a não ser com as pessoas que o senhor sabe que também receberam convites como esse.

Meus comprimentos,

Vice-diretora,

Minerva Macgonall.

As cartas de todos diziam a mesma coisa, com diferenças de gênero, e nome, é claro.

Petúnia Evans chegou por trás da irmã e viu a carta.

-Então vocês também receberam?! -disse ela, sentando ao lado da irmã- Alguém aí faz idéia do que significa isso?

-Não. –todos os sete responderam negativamente.

-Esperem aí, -disse Hilary- eu vou ver uma coisa.

Ela levantou e se dirigiu para a mesa da Soncerina, onde seus irmãos estavam sentados ao lado de Narcisa Black, sua prima.

-Ei meninos!!! Ei Ciça!!! –disse ela animadamente, sentando-se entre Rodolfo e Jonath, e ignorando os olhares mortais que recebeu dos outros soncerinos — Tudo bem com vocês?- ela puxava assunto enquanto os três dobravam a carta que tinham nas mãos rapidamente. Mas não rápido o suficiente, já que ela conseguiu ver o mesmo símbolo que havia na sua carta. Então ela abaixou a voz e perguntou:

-Sábado, às 20:00??

-É, — respondeu Rodolfo no mesmo tom- nós três. Você também?

-Também. –disse ela- O Sirius, a Mell, a Lily, a Pet, o Remo Lupin, os dois Potter, Alice e Thiago, e o Frank Longbotton também.

-Os dois Potter, as duas Evans, o Longbotton o Lupin também? –perguntou Narcisa, sussurrando- Isso não é meio estranho?

-Meio estranho é pouco. -disse Jony, entrando na conversa.

-Eles também receberam. – Rodolfo indicou Annie e Severo com a cabeça.

-Até eles??? – Lary se espantou

-Você não sabe nem da metade, maninha. – disse Rodolfo

-O que?

-A gente te conta depois, Lary. Vai logo. – disse Ciça

-Pois é, pessoal, mas eu só vim aqui ver isso mesmo.Então eu preciso ir.-disse Hilary, se despedindo.- Até a próxima. Um beijo para vocês. –ela deu um beijo em cada um dos irmãos e jogou um beijo para Narcisa e foi se sentar com os amigos, não sem antes acenar ironicamente para os outros soncerinos.

-Bem, pessoal, o Rô, o Jony e a Ciça também receberam a mesma carta. E aquela tal de Colt e o Snape também. E parece que eles aprontaram alguma coisa. Narcisa disse que me conta depois. –disse ela- Agora, a pergunta é: “O que é que isso significa?”

Mas, antes que qualquer um pudesse responder, a professora Minerva já estava distribuindo os horários e eles acharam melhor pararem de conversar sobre esse assunto.

Aproveitando a hora, Petúnia foi logo para a aula de DCAT.

-Bem, alunos do primeiro ano, a primeira aula de vocês será Feitiços. Com o professor Fliwtch. – disse a professora

-Profª, -perguntou Thiago- quando começam os testes para o time?

Ela abaixou-se como para pegar algo no chão, enquanto falava com ele.

-Thiago Potter, você sabe muito bem que os alunos do primeiro ano não podem jogar quadribol no time da casa, seja ela qual for. E nem trazer vassouras para a escola, mesmo sendo a Ultrarapid!

-A gente sabe, tia Minnie, -disse Alice- foi só uma brincadeira

-Ti...autch- Sirius levou um chute da garota

-Até mais tia... –ela disse sorridente- Sirius! –disse ela assim que a professora se afastou.

-Ah Licinha, qual é...-ele mandou um beijo para ela- Mas que história de Tia Minnie é essa?

-Ela é nossa madrinha- respondeu Thiago-, minha e da “Licinha” aí.

Ela fez cara feia para ele, e já ia responder quando Remo e Lílian se levantaram.

-Hey, onde você vão? –perguntou Frank

-Para aula, é claro. Já está quase na hora

-Então vamos todos- disse Mellany.

Então foram eles para a primeira aula do primeiro ano deles em Hogwarts.

Ansiosos com as novidades, e com o “sábado à noite”, é claro.

Notas finais
Não deixem de cmentar, viu? é a minha maior felicidae xD