as estrelas riem

1 no inverno, a rosa


Notas iniciais
Essa foi pra Ana, essa boboca, rainha dos crackships e adepta de uma boa spider fight ♥
SIM, POR ELA EU ESCREVI YURI. É amô demais, plmdds...

Tinha cheiro de laranjeiras, terra e riso. Apresentava-se verde, ampla, bela, toda família e lembranças gostosas de brincadeiras infantis. Era Jardim de Cima e era casa.


Sansa dormia quando chegaram. O sol pendia, fatigado, no horizonte e a lua, exibida, já se encontrava em seu sublime palco, para ela Margaery olhou primeiramente antes de entrar em seu lar. Um pouco de sala para todos os presentes nunca lhe fez mal, então gastou os últimos minutos antes de cair a noite. Quando se viu sozinha com o brilho das tochas espalhadas pelas paredes, notou o que esquecera.



Pode entrar” a voz clara e doce, ainda um tanto sonolenta, se fez ouvir através da madeira. A porta rangeu de leve quando Margaery a empurrou. Encarou a Stark e deu um risinho, correspondido por um sorriso.



Te acordei?



Não,” alisou uma mecha dos cabelos rufos com as mãos “levantei há pouco. A viagem me deixou cansada.



Se já está tão recomposta...” a Tyrell riu, puxando a garota pela mão, e riu mais alto quando a ouviu lhe acompanhar na gargalhada. Os dedos unidos aos seus eram gelados.



Os corredores eram largos, as pedras lisas, o fogo ofuscante e a música, conversa e alegria emanava pelo ar até chegarem ao jardim. Estavam ofegantes. A brisa da noite dançou em volta delas e passou assobiando, esbarrando na copa de uma árvore qualquer. Sansa estava descalça, mas não hesitou em pisar na grama virente quando Margaery o fez. Não queria soltar sua mão. Encolheu os dedos dos pés e sorriu acanhada.



Ali é o meu quarto” Margaery apontou para a varanda, um semicírculo de pedra coberto por hera. “E isso quer dizer que esse jardim é meu e só meu. Poucas pessoas podem vir aqui.



Sansa se manteve calada, era tudo tão... belo, diferente, novo. Mesmo a luz fraca da lua e do fogo ao longe, ela conseguia contar as várias cores aos seus pés, vermelho, amarelo, branco, azul, verde, roxo e mais. Havia tantas! Diferente do resto do castelo, ali não havia muros, o jardim continuava, continuava até um pequeno declive aparecer e então...



Não consigo ver o que há ali, está escuro” silêncio “Margaery?



Um puxão no vestido a desequilibrou e Sansa caiu, tão surpresa que por alguns segundos a outra riu sozinha. Olhou para o céu e viu umas poucas estrelas brilhando e imaginou que também estavam rindo dela. Fechou os olhos.



Não pôde ver a Tyrell sentando-se e encarando aquele corpo tão parado, tão jovem, tão puro. Era como neve em meio as flores e Margaery desejou que qualquer calor ficasse longe, que fossem inalcançáveis, que aquela noite com o jardim abaixo delas e as estrelas acima fosse eterna. Sansa também não a viu se inclinar e encostar os lábios aos seus, não viu o carinho, não viu o sorriso, nem a viu saborear o gosto de gelo e sonho.



Quando acordou, Margaery Tyrell viu um amplo cômodo, lençóis carmesim e detalhes dourados em todo lugar. Desejou estar cega.


Notas finais
*crac crac crac* É ESSE O SOM DE CORAÇÕES PARTINDO?????????????? hue
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!