as Duas Vidas de Princesa
2 Capítulo 2- Desculpa Convincente
Um puquinho antes de terminar a aula...
-- Princesa?- o professor perguntou.
-- Sim.- falei e olhei para ele.
-- Posso te falar uma coisa que eu estou querendo te falar a muito tempo?- o professor me perguntou.
-- Pode.- falei curiosa.
-- Porque você não faz faculdade de dança você se da muito bem com esse tema.- o professor disse.
-- Aqui na Itália é um desastre as faculdades.- eu disse.
-- Sim, vai para a França lá tem uma Escola de Artes muito boa.- o professor disse.
-- Escola de Artes?- perguntei.
-- Sim lá você pode cantar, dançar, tocar e tudo.- o professor disse.- Você vai gostar.
-- Boa ideia. Vou falar com meu pai á noite.- eu disse.- Será que ele vai deixar?
-- Tenta que você vai saber.- o professor disse.
Voltei a fazer minhas lições e um tempo depois meu professor falou que já tinha acabado a aula. Eu me despedi, Amber levou ele até a porta e eu subi para o meu quarto, Amber chegou uns dez minutos depois que a gente.
-- E aí Princesa vai dar um passeio hoje?- Teena perguntou.
-- Não sei estou em duvida.- eu disse.
-- Vai saber se não encontra alguém nesse passeio.- Teena disse com um olhar perdido.
-- Teena pare já com isso.- eu disse séria.- Mas bem que eu queria mesmo passear.
-- Ta vendo Princesa, estou certa.- Teena disse empinando o nariz, isso fez todas rirem.
-- Então vai?!- Monycke disse.
-- Para disfarçar, vamos juntos dar um passeio pelo jardim.- eu disse.
-- Vamos.- as três disseram.
Saímos do meu quarto, descemos as escadas saímos do castelo e logo estavamos no jardim. Andamos e eu avistei Lucian, as meninas foram se afastando.
-- Oi.- eu disse dando um susto nele.
-- Ai meu Deus, oi Princesa.- ele disse depois de retomar o folego.
-- Que belo soldado em! Eu sou inofenciva fique tranquilo Lucian.- eu disse sorrindo.
-- Outro passeio?! Essa Princesa está ficando rueira.- ele disse.
-- Tudo bem se não me queria aqui eu volto.- falei.
-- Não esqueceu que a Princesa aqui é você.- ele disse.
-- Esqueci, mas você não iria ficar nada bonito de vestido e salto.- debochei.
-- Obrigado por falar que eu sou feio.- ele disse chateado.
-- Não falei isso, você só não fica bonito de vestido.- falei.
-- Então eu sou bonito?- ele perguntou.
-- Não vou menir, você é bonito!- eu disse e me virei.
-- Obrigado, você também é linda. Fica mais linda ainda com vergonha.- ele disse me desvirando e me fez olhar para ele.
Ouvi um barulho do mato se mechendo como se estivesse alguém atras dele.
-- Saíam daí meninas.- eu ordenei.
-- Desculpe Princesa.- Amber disse.- Elas me puxaram para ver o que estava acontecendo.
-- É vocês interromperam um momento muito especial, muito mesmo.- Lucian disse.
-- Faz de conta que a gente nem apareceu aqui.- Monycke disse.
-- Fiquem tranquilas não vai acontecer nada, mas apenas interromperam como Lucian disse.- falei e elas ficaram tranquilas.
-- Mas agora temos que ir Princesa, você precisa tomar banho para o jantar.- Amber sempre me lembrava.
-- Obrigado.- eu a agradeci.- Lucian hoje?
-- Ir ?- Lucian perguntou feliz.
-- Não, resposta da pergunta que não quer calar.- falei.
-- Entendi, tchau Princesa.- Lucian disse.
-- Tchau.- eu disse.
Caminhei até o castelo e fui correndo para o meu quarto, fui já entrando no banheiro. Entrei dentro da banheira e relaxei.
-- Que horas são?- perguntei.
-- São 06:18 PM Princesa.- Monycke disse.
-- Obrigado.- eu disse.
Resolvi me apressar no banho, para minha mãe não ficar reclamando. Tomei meu banho o mais rápido possivel, me sequei e fui para o meu closet. Vesti um vestido azul bebê, com uma sandália de salto branca, e um conjunto se jóias de safira. Desci para a mesa de jantar, olhei no relógio e era 06:45 PM. Esperei lá sentada até minha mãe e meu pai chegar, eles estavam demorando. Mas não desisti e continuei esperando, até que a minha mãe chegou.
-- Boa Noite mãe.- eu disse e ela levou um susto.
-- Boa Noite filha.- ela disse.
-- Hoje estou atrasada?- eu perguntei.
-- Não, você eta até adiantada. Que horas você chegou aqui?- mãe perguntou.
-- 06:45 PM.- eu disse.
-- Hum bom. Vamos esperar seu pai.- mãe disse.
Nós ficamos esperando meu pai, e em pouco tempo meu pai chegou, nos cumprimentou e sentou-se à mesa. Mandou servir o jantar e nós jantamos, serviram a sobremesa e nós comemos.
-- Como foi seu dia hoje minha filha? – pai perguntou.
-- Foi bom, passei no jardim. – eu disse.
-- Quem bom e a aula? – pai perguntou.
-- Foi ótima, alias quero fazer um pedido para você meu pai. – eu disse.
-- Me fale Princesa, você sabe que o seu pedido é uma ordem. – pai disse.
-- Tem certeza pai? – eu perguntei.
-- Tenho, mas agora fale? – pai perguntou.
-- Eu quero ir para uma Escola de Artes. – eu disse.
-- Claro que você pode minha filha. – meu pai autorizou. – Mas espera aí não tem escola de Artes aqui na Itália.
-- Esse é o problema, essa escola só tem na França. Tudo bem meu pai não precisa mais. – menti.
-- Lógico que nós vamos sentir saudades, mas palavra de rei não volta atrás e eu tinha dito que o seu desejo é uma ordem então você vai. – pai afirmou. – Porém, um soldado vai com você.
-- Tudo bem. – eu disse.
-- Traga as fichas dos soldados. – pai ordenou para uma empregada.
Ela trouxe em um piscar de olhos, meu pai deu um pouco de fichas para mim, um pouco para minha mãe e pegou um pouco para ele. Procurei e achei o Lucian.
-- Pai olha esse. – eu disse entregando a ficha para ele. – Ele era da França.
-- Bom soldado, ele vai com você. Se ele morava na França então conhece muito de lá. – pai disse.
-- Tudo bem então. – eu disse.
-- Chame Lucian Howardd. – pai ordenou para a mesma empregada que saiu como uma bala atrás de Lucian.
-- Tem certeza disso filha? – mãe perguntou.
-- Tenho e pode deixar que eu venho para cá sempre que der. – eu disse.
-- Tudo bem então. – mãe disse segurando as lagrimas.
Lucian entrou r se agachou no chão.
-- Pode se levantar soldado. – pai disse e Lucian assim fez.
-- Estou ao seu serviço Rei. – Lucian disse.
-- Quero que você viaje com a minha filha para a França, que ela vai para uma escola de Artes lá. – pai ordenou.
-- Seu desejo é uma ordem meu Rei. – Lucian disse.
-- Proteja-a com sua própria vida. – pai disse.
-- Sim, meu Rei. – Lucian disse feliz.
Lucian saiu da sala de jantar e meu disse para mim:
-- Amanhã de manhã você viaja.
-- Ta bom então. – eu disse e me levantei, dei um beijo em meu pai.
-- Ah! Não se esqueça de fazer suas malas hoje. – pai disse.
Fui até minha mãe, dei um beijo nela e ela me disse:
-- Boa sorte minha filha linda e minha Princesa.
-- Obrigado mãe. – eu disse. – Com licença.
-- Toda. – meu pai e minha mãe disseram.
Subi muito feliz para o meu quarto, joguei-me na cama e fiquei pensando. Na realidade eu ia para França por causa do mundo dos feiticeiros, mas meu pai ia ver que eu estava faltando na Escola de Artes, então eu teria que ir às aulas sim. Mas eu vou gostar tanto da escola de artes como do mundo dos feiticeiros, lá deve ter várias pessoas legais. Levantei-me e fui fazer minhas malas, na realidade não ia querer levar aqueles vestidos, mas eu só tinha vestido então eu tinha que pedir dinheiro ao meu pai. Resolvi então levar apenas minhas sandálias, alguns brincos e perfumes. Olhei no relógio e ouvi o barulho de uma pedrinha caindo no chão, fui até a varanda e vi Lucian lá embaixo.
-- Já sabe descer sozinha né? – Lucian perguntou.
-- Claro que sim, você já me ensinou. – disse rindo. – Me Levite.
Eu desci até Lucian e ele me abraçou calorosamente e eu retribui o abraço.
-- Vamos viajar amanhã. – eu disse feliz.
-- Seu pai autorizou, que legal. – Lucian disse mais feliz que eu.
Nós nos abraçamos de novo e nos olhamos. Eu olhei aqueles olhos azuis meio verde sem fim e estava achando que me apaixonei.
-- Nem to acreditando que seu pai deixou e me escolheu para ir com você! – Lucian exclamou.
-- Isso teve uma ajuda minha. – eu disse.
-- Entendi, mas estou muito feliz por isso. – Lucian disse muito alegre.
-- Mas eu vou ter que ir mesmo para a escola de artes, para o meu pai não desconfiar de nada. – eu disse.
-- Isso é verdade. Mas você já arrumou as malas? – Lucian perguntou.
-- Sim. – eu disse.
-- Só vai levar vestidos né? – Lucian perguntou.
-- Seu sem graça, para você eu já estou avisando eu não vou levar vestido nenhum. – eu disse.
-- E outra lá no mundo dos feiticeiros tem várias lojas de roupas, mas o seu outro pai já comprou várias roupas para você. – Lucian disse.
-- Aposto que tem vestido. – eu disse rindo.
-- Pois é tem sim. – Lucian disse e sorriu para mim.
Como ele conseguia ser perfeito, aqueles olhos azuis, um cabelo castanho escuro e aquele jeito de ser, de falar e aquele perfume que qualquer garota se apaixonaria. Eu fiquei observando ele que estava sorrindo, acho que o destino o colocou na minha vida. Eu retribuindo o sorriso para Lucian que ia chegando mais perto de mim, me puxou junto á ele e ficou acariciando meu rosto, eu o olhava perdida naqueles olhos sem fim. Quando Lucian finalmente ia me beijar...
-- Melhor eu voltar, amanhã nós vamos acordar cedo e já esta ficando tarde. – eu disse.
-- Eu te levo até a varanda. – Lucian disse chateado.
-- Me Levite. – eu e Lucian dissemos junto.
Nós levitamos até a varanda do meu quarto, e ele ficou me observando.
-- Não fique triste, isso uma hora ou outra vai acontecer. – eu disse.
-- Tudo bem, eu entendo. Só não quero que demore. – Lucian disse.
-- Pode ficar tranqüilo. – eu disse e sorri. – Boa noite.
-- Boa noite Princesa. – Lucian disse.
Fui para o banheiro tomei um banho, me sequei vesti um pijama e fui dormi. Tive um lindo sonho com Lucian, ele seria o meu acompanhante em um baile que ia ter no mundo dos feiticeiros, e nesse baile ele me pedia em namoro e eu aceitava. Não consegui sonhar com o resto do baile porque fui acordada por um sino que provavelmente era Teena me acordando.
-- Já estou levantando. – eu disse.
-- Bom dia Princesa. – Teena, Monycke e Amber disseram juntas.
-- Bom dia. – eu as retribui.
Fui tomar meu banho e como sempre só tinha 15 minutos, tomei meu banho fiz tudo que eu tinha que fazer e fui para o meu closet. Procurei um vestido especial para colocar, mas alguém bater na porta.
-- Quem é? – Amber perguntou.
-- A Rainha. – minha mãe disse e minutos depois ela já estava entrando. – Ashiley?
-- Estou aqui. – eu disse.
-- Tome, eu o guardei para um momento especial e acho que esse é o momento. – mãe disse.
-- Obrigada mãe, estava mesmo procurando um vestido especial. – eu disse.
Abri um grande zíper que tampava o vestido, o vestido era muito lindo era verde claro em cima e ia escurecendo, decotado nos seios, de manda longa e um pouco rodado na batata da perna, no decote dos seios tinha várias fileiras de esmeraldas.
-- É muito lindo. – eu disse impressionada. – Obrigada. – falei e a abracei.
-- Vamos para você não se atrasar. – mãe disse.
Coloquei correndo uma sandália de salto agulha prata, brincos delicados e soltei meus cabelos. Descemos as escadas e meu pai já esta nos esperando.
-- Você está linda minha filha. – pai disse e eu o cumprimentei.
-- Obrigado pelo elogio. – eu disse.
-- Pode servir. – mãe disse para a empregada que estava um pouco atrás do meu pai. Nós tomamos café da manhã, e eu estava anciosa mais com um pouco de medo. Estava imaginando como seria na França, acho que seria muito divertido.
-- Já arrumou as malas? – pai perguntou.
-- Sim, ontem quando eu subi depois do jantar. – eu disse.
-- Você vai fazer muita falta minha filha. – pai disse.
-- Vocês também vão fazer faltas. – eu disse. – Mas eu vou vim para cá assim que der.
-- Filha eu abri uma conta em um banco lá na França para você usar. – pai disse.
-- Obrigado meu pai, eu vou precisar mesmo. – eu disse.
-- Ela não vai levar aqueles vestidos. – mãe disse.
-- Por quê? – pai perguntou.
-- Eles são lindos, mas... Fui interrompida pela minha mãe.
-- Uma adolescente usar vestidos até os pés para ir a uma escola de artes, isso é loucura. – mãe disse. – E se eu conheço bem minha filha ela vai querer fazer dança, então vestido não dá.
-- Tudo bem, já entendi. Então foi bom mesmo eu abri uma conta no banco. – pai disse.
-- É mãe você conhece bem mesmo sua filha. – eu disse.
-- Aonde vai mora? – mãe perguntou.
-- Na escola de artes, tem lugar para morar. – eu disse.
-- Empregada. – pai ordenou e ela apareceu em segundos.
-- Sim meu Rei? – ela perguntou agachada.
-- Chame Lucian Howardd. – pai ordenou e ela saiu como uma bala.
Demorou alguns minutos e Lucian apareceu.
-- Sim meu Rei? – Lucian perguntou agachado.
-- Pode se levantar. – assim ele fez. – Você agora é meu soldado fiel. Não deixe que aconteça nada com minha filha. Ela vai ter um quarto só pra ela que você vai ficar vigiando.
-- Tudo bem, meu Rei. – Lucian disse.
-- Vocês vão sair as 08:30 AM e o avião vai sair 09:00 AM. – pai disse.
-- Sim meu Rei, minhas coisas já estão prontas. – Lucian disse.
-- Nós te esperamos na frente do portão às oito e meia. – pai disse. – Está dispensado soldado.
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