as Crônicas de Narnia - a Busca
1 O chamado: Nárnia espera...
Notas iniciais
Havíamos deixado Nárnia, a pouco mais de dois meses. Mas o tempo aqui é diferente de lá, Então quanto tempo havia passado? Nunca saberia afinal eu e Pedro nunca voltaríamos a nossa querida Nárnia afinal crescemos, se isso é crescer então duvido que eu vá me entusiasmar pelo resto, vejo na expressão de Pedro que aquilo está sendo duro para ele, mas ele tenta superar de algum modo, ocupando-se de obrigações mundanas, mas sei que ele sente falta de correr por ai montando no seu cavalo ou deitado na ravina sentindo o cheiro de grama.
Ele ama aquele lugar tanto quanto todos nós, Sinceramente não sei o que fazer, Superar. Parece uma palavra fácil, mas na realidade nem tão de perto.
Quero acreditar que afinal, era apenas fantasia, mas então lembro de Caspian, agora Rei Caspian e penso no que seria se ficasse lá. Balanço a cabeça tentando tirar esse pensamento.
Aqui é meu lugar, meu mundo, Então por que me sinto tão triste? Como se parte de mim fosse tirada de mim.
Vejo uma mão ser balançada na minha frente.
- Susan. Fala uma voz meiga
Um rosto preocupado aparece na minha área de visão, grandes olhos castanhos com um tom verde, Lucia a pequena destemida, como sempre seria recordada em Nárnia.
- Desculpe, Lu. Mas o que você estava dizendo mesmo? Pergunto tentando mostrar interesse
Mas Lucia é perceptiva, e sabe perfeitamente que em nenhum momento desde que chegamos e eu me sentei em frente a janela vento a neve cair não prestava nenhuma atenção.
- Sinto falta de lá também, Su. Falou suavemente
Encaro aquele rosto levemente arredondado, e toco gentilmente sua bochecha.
- Minha pequena Lucia, você voltará. Falou suavemente
- Mas nem você e Pedro. Sua voz falha
Tento sorri, mas não funciona.
- Assim é crescer, Acredito. Falo tentando aparenta indiferença
Isso é terrível, viro minha cabeça para que Lucia não veja as lagrimas que ameaçam saltar dos meus olhos. Eu não poderia mostrar tristeza perto de Lucia ela era afetada por isso.
Ouço a batida.
- Entra. Falei roucamente
Um minuto depois vejo Pedro e Edmundo entrando, suas fardas estão amassadas, eles esfregam as mãos em sinais de frio.
- Você não deveriam está aqui. Adverti Lucia
Os garotos riem, estávamos num colégio interno que fora escolha de nossos pais, algo para aprendemos a ser mais independente ( palavras usadas por eles). Sim um bom modo, não era todo ruim, mas muitas normas para Pedro e Edmundo que gostavam de sair sem aviso, e reprimendas demais para Lucia que tinha medo de algumas professoras, e claro éramos separados meninas de um lado garoto de outros, só fiquei com Lucia por causa da minha insistência.
Edmundo se esparramou na pequena poltrona.
- Algo está errado. Falou sem preâmbulos
O Encaramos esperando por mais explicações.
- Como assim? Perguntou Pedro que tirava o agasalho, o quarto estava realmente mais aquecido, Lucia tinha trago toras novas.
- Você sabe quando se têm algum tipo de sensação ruim, é isso que eu estou sentindo agora. Falou em tom confidencial
Lucia franziu o cenho.
- Nárnia. Disse finalmente
Eu e Pedro trocamos olhares. Ele ficou mais perto de Lucia.
- Lu, acredite em mim quando digo que Nárnia está em boas mãos, Caspian é um bom rei. Falou em tom que dizia encerrar a conversa
Lucia apenas encarou Pedro e apertou sua mão.
- Pedro eu sinto isso também, não apenas Edmundo é como se eu precisasse realmente está em Nárnia. Falou suavemente
Pedro se sentou na beira da cama e passou a mão pelo cabelo loiro.
- Talvez, mas não podemos fazer nada. Falou severamente
Edmundo bufou.
- É sempre assim mesmo, Só poderíamos se fossemos chamado pela trompa da Susan ou Aslan. Falou irritado
Minha trompa, permanecia em Nárnia com Caspian havia dado há muito tempo. Foi então que eu ouvi eram sons de latidos altos e constantes.
Não poderia ser, não havia cães na redondeza, era extremamente proibidos na escola.
- Vocês ouviram isso? Perguntou Edmundo se pondo de pé
Então não fui à única, aceno e vejo Pedro e Lucia fazendo o mesmo, mas não vinha do quarto e sim de fora.
- Cães são proibidos. É o argumento de Lucia
- Ah, mas eu quero ver a cara da Senhora White quando ver que tem cães na escola. Falou Edmundo divertido abrindo a porta num rompante
Nós saímos com ele, correndo para acompanhar seu passo, é fim de semana pouco estudantes estão na escola alguns passam o final de semana com os pais, os nossos estavam viajando.
- Quem quer que seja, tenho pena quando a Senhora White o pegar. Falou Pedro seriamente mais eu via diversão em seus olhos.
Descemos escadas, e paramos os latidos estavam mais forte e vinham da biblioteca, não era apenas um cachorro e sim vários latidos variados e barulhetos, E pelo jeito eles estavam fazendo uma bagunça lá dentro.
Paramos os quatros da porta.
- Entramos? Perguntou Pedro
- Ou fingimos que não ouvimos nada. Falou Lucia
Nós nos entreolhamos e sorrimos. Não iríamos perder a visão por nada, empurramos a porta com força, ela sempre era mais difícil de abrir.
E quando entramos não havia nada. Absolutamente nada.
Sem cães e bagunça, apenas a biblioteca de sempre
- O que foi isso? Perguntou Pedro incrédulo
Ele não era o único, começamos a andar pela sala. Mas não havia como cães se esconderem era uma lugar mediano e entupido de livros onde tivesse espaço.
- Não há nada. Falou Lucia
Edmundo está do outro lado examinando algo.
- Sim, só esse quadro horrível. Falou suavemente
Fomos ate eles rindo, sabíamos muito bem qual era o quadro, ele mostrava uma caçada em uma floresta escura a busca de uma raposa vermelha que parecia tão pequenina, cães e caçadores estavam em corrida desenfreada. Era enorme desbotado e sem muito resquício de cores.
- Talvez fosse só nossa imaginação. Falou Pedro
- Claro e todos nós imaginamos a mesma coisa. Falou Edmundo sarcástico
Pedro deu de ombros. Lucia se aproximou da tela enorme e torceu os lábios.
- Pobre raposa. Falou com pena
Foi então que vimos. Não poderia ser real.
- Estão vendo isso ou só eu? Perguntou Lucia
As figura estavam se mexendo rapidamente, eu podia ver o movimento com precisão, ate a pequena raposa correndo desesperada.
- Não acredito. Falei
Minha mão se aproximou da tela, para checar se aquilo era real, mas não encontrei o pano que deveria está ali, minha mão atravessou o quadro, e do outro lado eu senti meus dedos molhados.
Puxei minha mão e toquei meus dedos estavam molhado, Senti o silêncio se abater.
- Nárnia. Falou Lucia sorridente
Nárnia. Meus pensamentos repetiram a exclamação de Lucia
- E então o que estávamos esperando. Falou Edmundo rindo
Antes que eu pudesse fazer algo vi Lucia e Edmundo atravessarem sem hesitar, e logo eles não estavam mais ali.
- Susan, Pedro é a mesma floresta do quadro. Falou Lucia sua voz ecoava serena
Podia ouvi os passos dele.
Vi Pedro se adiantar para atravessar, Segurei seu braço. Ele me encarou.
- Não podemos voltar, foi isso que Aslan falou. Disse calmamente
Ele apenas sorriu.
- Isso vamos ver, irmã. Falou e logo ele não estava lá
Hesitei, mas a chance de voltar para Nárnia de ver aquele lugar que passei tantos dias felizes venceram.
Atravessei com os olhos fechados. E quando abri está numa enorme floresta com meus irmãos, a floresta retratada no quarto.
Mas aquilo não era Nárnia.
Notas finais
Ate o proximo post
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