as Caçadoras e as Paixões Proibidas.
58 Surpresa Desagradável.
Notas iniciais
Nossa, sério gente, me bateu uma falta de inspiração esses dias... Eu achei que eu nunca ia voltar a escrever! Mas aqui está, finalmeente o capítulo feito por MIIM...
Então, chega de enrolar...
Pov Sam:
Eu não entendi direito o que tinha acontecido, eu só sei que na hora que o Kuroshi me chamou para ir com ele, me bateram com força na cabeça e eu só fui acordar agora.
Eu fiquei olhando para o teto, sem entender nada do que estava acontecendo. Logo notei que haviam correntes nas minhas mãos e que o quarto era negro, somente iluminado pelo sol, sem mais nenhum cômodo além da cama e de uma cadeira.
Na cadeira, estava o Ivan, preso por correntes também, desmaiado. Quanto tempo havia se passado? Não sei, só sei que pela posição do sol deveriam ser... Meio dia? Por aí.
De repente a porta se abriu, me fazendo pular no lugar. O Lucifer entrou como uma fera. O que estava acontecendo? Ele olhou para mim e se virou, respirando fundo.
_ Ok, oi Sam, querida. — disse ele irônico, sorrindo maliciosamente, como sempre, sem parecer ter se abalado com nada.
_ Hum... O que aconteceu? — perguntei.
_ Eu te achei quando você estava indo sair com aquele vampiro-neko lá. Eu derrubei ele pela janela e te peguei. Acabou que o Ivan apareceu e eu fiz ele desmaiar com a minha arma secreta. Como sempre, está tudo indo como planejado. — disse ele, rindo. — Logo, logo eu vou fazer com que a Mayumi me siga.
_ Mas... O que? — soltei, confusa.
_ Ah, sim, a Mayumi tomou o controle da Sara, conseguiu escapar do lugar em que eu prendi ela e o Azazel ajudou ela a sumir. A minha sorte é que eu te peguei, agora ela vai ter que vir até aqui para te salvar. E sabe de uma coisa? Eu consegui um poder novo. Agora, nem Deus pode me impedir. — disse Lucifer, rindo maliciosamente.
_ O que? Mas como? — soltei, ainda perdida. — Tem quanto tempo que eu estou desmaiada?
_ Só três dias. Eu consegui o poder por causa que... Bom, digamos que eu consegui desenvolver ele com uma luta contra um anjinho idiota. Eu apenas fiz com que as trevas o dominassem e ele se tornou meu servo. Não é lindo? — disse Lucifer, com um olhar meio paranóico.
_ Eu... Não acredito. — soltei, surpresa. — Mas por que você estava irritado? É raro te ver perdendo a compostura do jeito que você entrou aqui.
_ Sabe... Algumas coisas você pode saber. Outras não. Agora eu já vou indo. — disse Lucifer, pegando alguma coisa em cima da mesa que estava do meu lado e fechando a porta.
Eu fiquei ali durante um bom tempo e Ivan não acordava. O que aconteceu com ele? O que, diabos, Lucifer fez com ele?
_ Ivan! — chamei, mas ele não pareceu me escutar.
Fiquei olhando para ele por um tempo. Já estava ficando até com sono. Olhei para o céu, que continuava do mesmo jeito. Como assim? Não se passara nem uma hora?
Suspirei, tentando me soltar das correntes, coisa mais inútil. Olhei para o lado de fora do quarto, pela janela aberta, vendo as árvores balançarem com o vento.
De repente, em um vento um pouco forte que me fez fechar os olhos, alguém apareceu na janela. Era uma garota. Ela tinha cabelos ondulados, negros, que iam até a cintura. Seus olhos azuis observavam as mesmas árvores que eu olhava e o sol refletia na sua pele branca, fazendo praticamente que ela brilhasse.
_ Eu não gosto disso. — disse ela.
Eu me surpreendi, a voz dela era doce e gentil, mas carregada com uma tristeza profunda.
_ Quem é você? — perguntei, sentindo uma brisa leve entrar no quarto.
_ Meu nome é Elizel. Eu sou um anjo. — disse ela.
Espera, não era uma mulher? Olhei para a sua blusa, percebendo que não haviam seios. Eu fiquei encarando aquilo, boquiaberta. Não era mesmo uma garota?
_ Você é um garoto? — perguntei, notando o vestido que o tal Elizel usava.
_ An? Ah, a aparência não tem nada a ver com a essência. — disse ele, olhando para o céu.
_ Mas por que você está vestindo um vestido? — perguntei, confusa.
_ Porque eu estava fingindo ser uma garota. — disse ele, com uma cara de quem não está gostando do rumo da conversa.
_ Mas por que... — comecei a perguntar e a porta se abriu, fazendo o tal Elizel desaparecer dali.
_ Não me chame de malucoo, a gente está aqui para isso! O Lucifer não presta mesmo atenção nos detalhes! — disse um garoto, que estava vestido de garota, entrando no quarto rapidamente com um outro o seguindo.
_ Ah, Samantha, você está aí, amiguinha! — exclamou o primeiro a entrar, que era ruivo. — Meu nome é Ginel e esse é o meu irmão, Linel. Somos anjos gêmeos.
_ Ah, fala sério, não precisa se apresentar, vamos tirar eles logo daqui! — disse o tal Linel, já tirando as correntes de mim e do Ivan.
_ O que... — comecei e o tal Elizel apareceu na janela de novo.
_ Temos problemas. — disse ele, com seus cabelos negros voando ao vento. — Lucifer e Max estão subindo juntos.
_ Ai, ferrou! — exclamou Ginel... Ou sera que foi o Linel?
_ Vamos logo! — exclamou Elizel, já me arrastando para fora, estendendo as asas e... Ele caiu.
Eu consegui pegar ele antes que ele caísse e os outros dois haviam conseguido se esconder antes do Lucifer estar na porta do quarto com a mão estendida.
_ Como foi estranho ver três garotas, duas gêmeas, entrando aqui, resolvi vir checar. — disse Lucifer, abrindo o armário, encontrando os gêmeos grudados um no outro.
_ Aaaah, não nos machuque! — exclamaram os dois juntos, enquanto eu tentava puxar o Elizel para que ele não caísse.
_ Não se preocupem. — disse Lucifer, pondo um mão na cabeça de cada um. — Eu não vou machucar vocês...
E os dois desmaiaram. Ah, eu vou matar o Lucifer.
_ Lucifeeer! — exclamei, olhando feio para ele.
Mas ele pareceu não me ouvir, pegando os três, tipo, me empurrando para pegar o Elizel e jogando eles para fora do quarto, fechando a porta.
Espera, eu estava liivree, eu podia escapar! Mas eu não ia deixar aqueles três para trás, de jeito nenhum!
E do nada eu notei que o Ivan estava com os olhos abertos. Eu quase corri até ele, mas ele parecia não se lembrar de nada e estava com um olhar assutador.
_ Olá, você é a Elinel? — perguntou ele, sorrindo delicadamente. — Ah, que pergunta idiota...
_ Eeeu sou a Sam! — exclamei, confusa.
Mas ele não me ouviu e se aproximou, se aproximando de mim. Ele puxou o meu queixo para cima, quase me beijando e acabando por me abraçar. E a minha cara de quem entendeu tudo?
_ Eu senti sua falta. — disse ele.
Eu fiquei meio confusa. Ele tinha perdido a memória ou o que? Eu fiquei olhando para ele que estava quase chorando.
_ Você está bem, Ivan? — perguntei, confusa.
_ Ivan? — soltou ele, me olhando. — An? Onde estamos? O que...
_ Você perdeu a memória? — perguntei, confusa.
Ele ficou em silêncio por um tempo.
_ O que está acontecendo? — perguntou, me olhando.
_ O Lucifer prendeu a gente aqui. — falei, só olhando ele.
_ O que? Por que o Lucifer faria algo assim? — perguntou o Ivan, com os olhos arregalados.
_ Porque ele quer acabar com os anjos... — murmurei, olhando ele.
_ Mas... Nossa, acho que eu perdi muita memória. — disse ele, olhando para baixo. — Ele não é mais um arcanjo?
_ Não... Aliás é bem o contrário. — murmurei, só olhando para o Ivan.
_ O que aconteceu? — perguntou ele.
_Você não sabe mesmo? — perguntei, olhando para ele. — Você é um demônio, sabe? O Lucifer também!
_ O que? Mas eu sou um anjo! — exclamou Ivan.
Eu fiquei olhando para o Ivan e ele abriu as asas, mostrando elas... Que estavam brancas! Arregalei os olhos. O Ivan voltou a ser anjo?
_ O que? — soltei, surpresa.
_ Eu que pergunto! Como assim o Lucifer é um demônio? — exclamou Ivan.
_ Vamos sair daqui, depois salvamos os anjinhos que ele pegou, temos que encontrar o Miguel, o Rafael e o Gabriel! — exclamei, já indo para a janela.
_ Ok, vamos! — exclamou Ivan, me carregando e voando até a casa.
Parece que ainda podiam piorar as coisas....
Notas finais
Um abraço para vocês.
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