as Caçadoras e as Paixões Proibidas.
51 Caramba, que dia maluco.
Notas iniciais
Ain, fiquei tão animada com a Juli que até to postando outro *ideias vindo a tona*...
Espero que gostem.
Pov Sam:
Eu olhei para a porta, que estava quase sendo esmurrada pelo Miguel, ja que eu tinha trancado. Fazer o que, né? Vou atrás da minha irmã. É melhor do que encarar uma fera angelical.
Subi na árvore e... Caí. Literalmente. Sou muito burra. Eu só fechei os olhos, sentindo um ventinho e... Macio? Me levantei de um pulo.
_ Naah, isso doeu... — murmurou um garoto, se levantando e se sentando em um galho da árvore, parecendo um pouco assustado por me ver. — Quem é você? E porque caiu em cima de mim?
Ele estava com os olhos arregalados. E que olhos. Eram olhos azuis esverdeados, tinha pele branca e que parecia macia como a neve. Ele parecia uma criança me olhando por um momento, mas pude ver que ele tinha 17 anos. E que era muito inteligente. Mas era tão bonitinho! E tinha orelhas de gato! Que nem aqueles garotos que eu vi na floresta. Ele tinha cabelos castanhos, escuros no início, mas que iam clareando até ficarem loiros, ondulados, indo até os ombros.
_ Eu me chamo Sara. Eu estava indo atrás da minha irmã, tentando fugir do anjos e tentando descer pela árvore, mas... Eu caí. E levei um susto por notar que estava macio, pulando. — murmurei. A minha sinceridade era comovente.
E o garoto começou a rir. Foi uma gargalhada tão gostosa, que me fez dar um sorriso e relaxar um pouco.
_ O meu nome... É Kuroshi. Sabe que não foi muita sorte sua me encontrar, não é? Ainda mais nessa hora, exatamente. — disse ele, apontando para um relógio que estava no seu pulso. Seis horas.
_ Por que? — perguntei, curiosa.
_ Porque você é uma humana. — disse ele.
_ E? — incentivei ele a continuar.
_ E eu como sangue! Só isso. Tipo, eu caço nessas horas. — resmungou o tal Kuroshi.
_ QUE? Tipo, você é um vampiro? Todos que tem orelhas assim são vampiros? — perguntei, assustada, me lembrando do albino e do ruivo.
_ NÃO, NÃO! — exclamou ele, desesperado para tentar me acalmar, mas acabando por me assustar mais ainda. — É SÉRIO, NÃO FICA COM MEDO, DEIXA EU EXPLICAR!
_ A sua sorte é que eu sou uma caçadora e sou acostumada a enfrentar meus medos. — resmunguei, engolindo em seco.
_ Ufa. — suspirou ele e vi suas orelhas se abaixarem levemente, depois voltarem ao normal. — Vamos lá... Na realidade, a maior parte dos meio animais, também chamdos de nekos, não tem parentesco com vampiros, aliás, até os temem. Mas, digamos, que meu pai se apaixonou por uma meio animal e ela me teve. Mas meu pai era meio... Chifrudo, então ele não conseguia se apaixonar por uma mulher só e aí ele se apaixonou por uma vampira... Que teve meu irmão. Depois ele morreu. Tipo isso, assim, mais ou menos, é estranho, eu sempre fui zoado pela minha família e a maior parte dos vampiros quer me matar, mas digamos, que eu sou um pouco mais forte que um vampiro normal... Assim como nekos são mais fortes que humanos. É dificil explicar, naah, não faça isso comigo. — murmurou ele, olhando para baixo e depois voltando a me fitar.
Um vento passou por mim e eu levei um susto, tentando ajeitar meu cabelo e me acalmar. De repente, senti uma respiração perto do meu pescoço e levantei a arma, pronta para atirar no que quer que fosse.
_ Nyaah, desculpa, desculpa, não resisti, abaixa isso, onegaaii... — pediu ele, pondo as mãos com garras afiadas na frente do rosto e se encolhendo.
_ Desculpa. — murmurei, abaixando.
_ Nyaah, tudo bem, se você me desculpar... — murmurou ele, olhando para baixo um pouco emburrado. Sorri. — Eu estou com fome, vou arranjar alguma coisa. — murmurou ele baixinho, indo até a floresta.
Eu o segui. Não pude evitar, estava curiosa para com aquele garoto. Kuroshi foi seguindo, parecendo sentir o cheiro de alguma coisa e foi até que chegamos em uma cachoeira. Tinha um outro garoto ali e... MINHA IRMÃ. Arregalei os olhos para ela e ela arregalou os olhos para mim.
_ Sara? — falei ao mesmo tempo que ela falou meu nome, ambas boquiabertas.
_ EI, O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI? — perguntou Kuroshi, boquiaberto, apontando toda hora para o garoto.
_ Kuroshi, seu maldito, com quem você pensa que está falando? — perguntou o outro garoto, o fitando com raiva.
_ Ah, naah, Dimitri, você sempre me chama de maldito... — murmurou ele, Kuroshi.
_ Quem... — comecei e fui interrompida:
_ Aaah, essa aqui é minha amiga caçadora! — exclamou Kuroshi, me abraçando.
_ Que é isso, me solta! — exclamei, surpresa. Aquele garoto era super estranho.
_ Ah, te soltar por que? Seu cheiro é tão bom... — murmurou Kuroshi.
_ Justamente por isso, me solta. — falei e ele me soltou mesmo.
_ Aaah, gomen, prometo não fazer mais isso! — exclamou Kuroshi, apertando as minhas bochechas.
_ Aii, isso é pior! — murmurei, massageando meu rosto que agora estava dolorido.
_ Vai embora daqui. — ordenou o tal Dimitri.
_ Quem, eu? — perguntei, um pouco assustada.
_ Não, não, ele só fala nesse tom comigo! — exclamou Kuroshi, parecendo um pouco irritado. — Naah, irmão, não fala assim, você está assustando ela! — reclamou, se virando para Dimitri.
_ Então some daqui. — ordenou o... Irmão dele? Se o irmão dele era fillho de um vampiro com uma vampira então...
_ Sara, você estava com um vampiro e não estava apontando uma arma para ele. — falei, fitando minha irmã.
_ E você estava com o irmão dele e também não estava apontando uma arma para ele. — resmungou ela.
_ Mas ele parece, por um acaso, uma ameaça? — perguntei, apontando para o garoto com orelhas de gato, que nos observava, curioso.
_ Não, mas por acaso o Dimitri... — começou ela, dando uma espiada no outro e resmungando: — Parece uma ameaça sim, mas nem tudo o que parece é. Isso não vale só para o Dimitri, mas para o irmão dele também.
_ É só porque você é mais forte que eu, o porque de eu não ter te matado ainda. — resmungou Dimitri, que ainda fitava o irmão.
_ Está vendo? — disse minha irmã, olhando assustada para Kuroshi.
_ Naah, eu não vou machucar ela, não enquanto ela tiver uma arma, sua besta. — disse ele, esfregando uma mão na outra. — Em fim, vou mesmo sair daqui, porque eu estou com fome, parece que tem areia na minha garganta.
_ É, melhor você ir mesmo. — falei, um pouco assustada.
_ É, tchauzinho amiguinha! — exclamou ele, se aproximando e me dando um beijo na testa antes de sair correndo.
Eu fiquei meio paralisada, o cara com fome me deu um beijo na testa?
_ Ele é muito babaca. — resmungou Sara e eu a fitei com raiva.
_ Você não pode dizer nada, vamos embora. — falei, arrastando ela para longe dali.
Chegamos até o fim da floresta e vi Miguel. Só faltava sair fumacinha da cabeça dele, meu Deus! Eu arregalei os olhos. Que medo... Recuei um pouco e ele me agarrou pelos ombros.
_ Agora você não me escapa. — disse ele, com um sorriso forçado nos lábios.
Noossaa, agora ele parecia mais um demônio, ai que medo!
_ Perdão, perdão! — falei, fechando os olhos.
_ SE ME DEIXAR PREOCUPADO ASSIM E AINDA POR CIMA LEVAR A SUA IRMÃ JUNTO, AÍ NÃO VOU CONSEGUIR FAZER MAIS NADA, CARAMBA! — berrou ele, com o rosto vermelho de raiva.
E vamos começar, espero que eu tenha fôlego para tudo isso.
Notas finais
Bjs
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