as Caçadoras e as Paixões Proibidas.
45 Capítulo XXXXIIII
Notas iniciais
Aaah, não acredito que eu consegui escrever outro! Mas foi sorte, amanhã é provável que eu escreva no máximo um. É pouco provável que eu escreva, na realidade.
Pov Samantha:
Eu me sentei, um tremendo um pouco. Arredei a cadeira até o meio da sala e lá eu fiquei, olhando do Ivan para o Claude, depois passando para Rafael e Gabriel. Ai, Jesus, e agora, meu Deus?
_ Huum, você está tentando falar mentalmente com Deus? — perguntou Satã, fazendo uma careta.
_ Não, isso é só... Você leu os meus pensamentos? — perguntei, indignada.
Aquele maldito... Eu ainda iria ter um troço com aquilo. Ai, eu não queria nem ver! Como é que eu poderia me defender?
_ Talvez... Que tal você dar uma de Sara e sair cantando: 1 2 3 indiozinhos, 4 5 6, anjinhos, 7 8 9, eles são bonitinhos, 10 que me deixam sem ar... — resmungou Claude, caindo na gargalhada.
_ É sério que ela pensou isso? — perguntei, não conseguindo conter a gargalhada.
Não que os anjos que eu vira não sejam bonitinhos e não me deixassem sem ar, mas, aquilo era meio patético, não?
_ E põe meio nisso! — exclamou Claude.
_ Sai da minha cabeça. — falei, olhando com cara de tacho para o idiota que agora ria da minha cara.
_ Não se preocupe, você sempre teve cara de tacho, amor. — disse Satã, rindo.
_ Cale a boca e para de invadir a minha mente. — ordenei.
_ Mas... Que pena que eu não posso te obedecer, Samantha... E você acha que o que a Sara pensava não era constrangedor? Puuxa via, e põe constrangedor nisso! — exclamava Claude, rindo até.
Bom, dava para admitir que o Satã não era feio mais... Tira esses pensamentos da cabeça! Se concentra! Um, dois, três e... Está bem, isso não está funcionando.
_ Huum, pode falar, o que você acha de mim, Sam? — perguntou Claude, parando de rir e se inclinando na minha direção.
Lindo, maravilhoso, chato, insuportável, parece que tem meleca na cabeça, idiota, burro, cabeça de fogo, burro...
_ Hum, está bem, troca de lugar comigo, Leviatã. — disse Satã, parecendo não achar a mínima graça dos meus pensamentos. — Que eu sou maravilhoso eu já sabiam mas tinha que dizer mais, né?
_ Tecnicamente, eu não disse, eu pensei. — falei, irritada.
_ Então, Samantha, é a minha vez. — disse Ivan, lançando um sorriso enorme na minha direção.
Puxa, ele ficava lindo daquele jeito, os olhos dele também brilhavam de um jeito indescritível, pareciam duas jóias... SAMANTHAA! Que droga!
Logo eu notei que Ivan estava sem graça.
_ Não é preciso que eu diga isso em voz alta. — resmungou ele.
Valeu, muito obrigada mesmo! E... Que história foi aquela de eu ter poderes? NÃO ERA EU QUEM SEMPRE FORA A NORMAL?
_ Calma, eu sei que você era a normal, e é por isso mesmo que eu acho que você tem poderes. — disse Ivan.
_ Sam, se concentre, tente arranjar um jeito de se proteger... — dizia Gabriel e, puxa, ele parecia brilhar com o sol iluminando o seu rosto... PARA, PAROU! Eu estou tentando me concentrar, porra!
_ Huum, essa era nova, eu não sabia que você gostava do Gabriel. — resmungou Ivan.
_ DROOGAA, CALE A BOCAA! — berrei, irritada e envergonhada.
_ Eu não posso calar a boca, desculpe. — disse Ivan, rindo.
Droga, eu tinha que arrumar um jeito de... O Claude tinha sumido!
_ Bu! — ouvi na minha orelha e dei um berro, pulando da cadeira.
_ AAI, SAMANTHAA! — berrou Ivan, pondo as mãos na cabeça.
_ Ahá! Você se protegeu! — exclamou Claude, rindo de mim.
De repente, tudo na minha visão se escureceu. Opa, o que era isso?
_ Perdão, Sam. — ouvi a voz de Rafael. — Tem algo diferente na sua mente e eu estou tentando descobrir o que é.
Agora a minha cabeça estava doendo.
_ P-para R-rafael... — gaguejei, desabando no chão.
_ Desculpa! Eu só tenho que ver o que é! — exclamou Rafael e senti uma mão na minha cabeça, que doeu mais.
_ Ai... — resmunguei, franzindo as sobrancelhas.
_ Parece algo como... — ouvi a voz de Rafael e a mão saiu da minha cabeça, fazendo com que eu conseguisse enchergar tudo novamente. Aquilo fez a minha cabeça girar e bater contra a parede atrás de mim.
_ Eu não consigo entrar na mente dela agora. — falaram Ivan e Claude juntos.
_ O que você fez? — perguntou Ivan.
_ Não deu para fazer muita coisa, eu fui barrado também. — resmungou Rafael. — Parece uma barreira de energia. Isso é estranho, porque nem a Sara sabe fazer algo assim.
_ É verdade. — disse Ivan, me olhando.
Meus pensamentos estavam livres novamente.
_ Êbaa! — exclamei, pulando na cadeira, já prevendo que a cadeira iria cair e meti o pé no lustre que estava no chão, derrapando até a parede. — Puxa! Foi mais longe do que eu previra!
_ Sam! Volte aqui! — exclamou Rafael. Claude apareceu do meu lado.
_ O que é que está havendo nessa sua cabecinha oca? — perguntou ele, dando umas batidinhas na minha cabeça e gritando, afastando a mão. — Puxa! Desde quando a Sam pode dar choque nas pessoas?
_ Choque? — perguntou Gabriel, que até então estava calado observando tudo.
_ É sim! — exclamou Claude.
_ Eu não faço idéia do que está acontecendo. — resmunguei. Puxa, estava frio aqui!
De repente, um facho branco me cegou, bem, mais ou menos me cegou.
_ Aaai, estou cega! — exclamei, caindo no chão, desmaiando. Puxa, agora tudo ferrou. Eu tinha mesmo algum poder. Isso, se não era alguma espécie de amnésia!
Pov Desconhecido:
Eu observava em silêncio o nada, quando de repente, eu senti. Aquela pressão na minha cabeça... Eu conhecia muito bem. O meu amado tinha voltado. Meu amado humano... Meu sacrifício... Minha pele e alma...
Andei até onde meus pés podiam me levar, procurando algum sinal que deixava a ligação mais forte, logo descobrindo o caminho. Era em uma casa da minha vizinhança. Ótimo. Eu encontraria aquela alma pura, ah se encontraria... E teria novamente o meu amado Yuri... Hum, teria sim...
Notas finais
Beijos para todos que me acompanham até agora - Que no caso parece ser só a MarcelaMuniz -_-
Moukiki.
Fale com o autor