as Caçadoras e as Paixões Proibidas.
35 Capítulo XXXIV - Conhecendo Rafael.
Notas iniciais
Aqui está mais um cap! Espero que gostem!
Pov Samantha:
Eu não conseguia acreditar que a Sara me deixou ali no quarto sozinha. Sério, eu não vou ficar parada aqui, deitada na cama não! Eu me sentei e senti uma dor forte no peito, voltando a me deitar. DROGA!! O que aquele maldito do Lucifer fez comigo?
_ Com licença, será que eu posso entrar? — ouvi uma voz baixa e vi um garoto...
Inacreditável. Aquele garoto... Arregalei os olhos. Ele tinha aparecido em alguns sonhos meus várias vezes! Era o garoto dos meus sonhos! Ele existia mesmo?
Continuei o fitando boquiaberta, sem responder a pergunta gentil que ele me fizera. Ele tinha olhos vermelhos e cabelos negros, ondulados. Espera, não eram os demônios que tinham olhos vermelhos?
_ Hum... Você está bem? Consegue falar? — perguntou o garoto, parecendo um pouco confuso.
_ Hum? Eu, é... — murmurei, percebendo que a minha voz sumira.
_ Você? — ele tentou me incentivar a continuar, sorrindo.
_ Eu estou... Você é... — eu murmurava, logo percebendo que a minha voz sumia e que eu não estava falando as coisas direito. Tossi e comecei de novo. — Eu estou bem. E você pode entrar.
_ Obrigado. — disse ele, se sentando na cadeira que ficava em frente á escrivaninha e ajeitando as coisas ali.
Estava tudo uma bagunça. Logo percebi que o garoto tinha asas. Mas as asas dele eram diferentes. Eram praticamente de uma cor parecida com um mel esbranquiçado... Bem esbranquiçado.Era mais branca do que mel, mas... No final a cor mel ia se acentuando e ficando meio castanha avermelhada... Eram lindas. Mais bonitas até do que as do Nathan. Aquelas cores pareciam vivas, o branco parecia feito de luz e o mel apenas acentuava a vivacidade das cores.
_ Bom, o quarto está uma bagunça... Por culpa da luta, certo? Posso arrumar para vocês? — perguntou, sorrindo.
Aquele sorriso pareceu iluminar tudo á minha volta.
_ Hum... Claro. — respondi, um pouco hipnotizada pelo garoto.
_ Certo! — disse ele, parecendo feliz.
Logo parecia que tinha vindo um mestre da limpeza e ajeitado tudo. Arregalei a boca. Nem a minha mãe fazia aquilo. O garoto ria consigo mesmo enquanto limpava, parecendo a criatura mais feliz que eu já vira na vida.
_ P-posso sa-s-saber o... Seu nome? — perguntei, tentando inutilmente não gaguejar.
_ Ah, sim! Eu já até tinha me esquecido, desculpe! — exclamou ele, rindo. — Meu nome é Rafael, mas pode me chamar de "guardião da saúde e da cura".
_ O que? — perguntei, um pouco confusa. Guardião?
_ Foi uma piada. — disse ele, rindo. — Meu nome é Rafael mesmo e eu sou realmente o guardião da saúde e da cura, mas você não precisa me chamar de "Querido Arcanjo Rafael, guardião da saúde e da cura" e sei lá do que. Só me chame de Rafael. Os humanos tem uma mania estranha de rezar incessantemente para mim, sendo que os únicos que podem ajudá-los são eles mesmos. Bom, eu estava pensando em ajudar um garoto que estava com cancer, eu simpatizei com ele, e ouvi os anjos discutindo em quem viria ajudar o Nathan, porque ele estava com problemas. Resolvi vir, não estava fazendo nada de tão importante mesmo, o garoto já ia morrer de qualquer jeito... E estou aqui para te proteger. — explicou ele, sorrindo.
_ Você apareceu nos meus sonhos. — falei.
Espera aí, SAMANTHA! COMO É QUE VOCÊ FALA AS COISAS ASSIM?
_ Ah, não se preocupe, pode se acalmar, eu geralmente apareço nos sonhos das pessoas quando elas estão se sentindo mal ou quando estão doentes! Se acalme! Você não deve se penalizar por ter me dito isso. — disse ele, com um sorriso maravilhoso no rosto.
Como não se admirar? Ele estava fazendo com que eu me sentisse tão bem! Eu sorri, era tão bom ter aquele garoto... Bem, aquele anjo no meu quarto! Era completamente diferente do que qualquer um!
_ Obrigado. — falei, rindo.
_ Sem problemas! Gosto de ver as pessoas sorrindo, e você não parece estar muito saudável. — disse ele, ligando a luz. Só agora eu tinha percebido que anoitecera.
_ É, sempre que eu me levanto, eu... — murmurei, me sentando na cama e voltando a me deitar por causa daquela dor insuportável.
_ Deixe-me ver, vire-se para o meu lado, por favor. Isso é, se você quiser que eu tente te curar. — disse ele, parecendo brigar consigo mesmo silenciosamente por ter me dado uma ordem.
_ Não precisa se penalizar por ter me dado uma ordem. — falei, rindo.
_ Ah, desculpe, você percebeu, não é? Eu não quero te assustar, é isso. — explicou ele.
_ Me assustar? — perguntei, franzindo as sobrancelhas e parando de sorrir.
_ Não precisa ficar em alerta, se acalme! — exclamou ele, respirando fundo. — Não sou muito bom com a harmonia. — resmungou e arregalou os olhos, indo até a janela. — Tem algo errado por aqui.
_ Estranho você me perceber. — ouvi uma voz e um garoto surgiu no peitoril da janela. — Então, você não é um anjo qualquer, não?
_ Sou o Arcanjo Rafael, e o que você faz aqui? — perguntou o anjo e aquele tom de voz fez meu coração disparar.
_ Eu ia pegar a Sam, mas acabei de desistir. — disse o garoto na janela, se levantando. — Um arcanjo, hein? Beleza, já fui!
E o garoto sumiu.
_ Viu? — murmuou o arcanjo, se virando para mim. — Não quero que você fique com medo ou fique se lembrando de que eu sou o "Arcanjo Rafael". Eu sou apenas um anjo, não precisa se preocupar. Em fim! — disse ele, levantando os braços e esticando as asas. — Eu estava mesmo precisando de um descanso. Não devem aparecer muitos demônios fortes, então... — murmurou ele, se sentando. — Ah, sim, você está mal, não é?
_ Eu... Bem, não precisa se preocupar! Só... Eu não quero que a minha irmã se machuque... Então, como eu não estou em condições e você parece ser bem forte, você não quer ir ajudar ela por mim? — perguntei, quase desesperada.
_ Vamos ajudá-la juntos, então. Não quero que você se sinta uma inútil. — disse Rafael.
_ Certo! — exclamei, me sentando na cama e me assustando quando a dor me invadiu, fazendo com que eu caísse de novo na cama. — Ah, é impossível. — resmunguei, me virando para a parede.
_ Vire-se se quiser que eu te ajude. — disse o arcanjo, se aproximando de mim.
Eu me virei e vi que ele estava mais perto do que eu previra.
_ Ah! — soltei, me afastando dele.
_ Ah, desculpe, desculpe, eu queria... — resmungou ele, pondo as mãos nos meus ombros. — Olhe nos meus olhos, Samantha.
_ Certo. — falei, meio sem jeito e o fitei. Ele era meio desastrado, isso era claro. Não consegui deixar de sorrir.
_ Não precisa se aproximar demais. — disse ele e eu percebi que ele me arredava quase imperceptivelmente para trás e que eu insistia em, automaticamente, ir na direção dele.
_ Ah, desculpe, é automático. — falei, sorrindo, meio sem jeito.
_ Certo, você... — ele parou, parecendo refletir. Logo deu de ombros e se virou para mim.
Então, ele se aproximou de mim e tocou seus lábios nos meus. Meu coração disparou e eu arregalei os olhos.
_ Você se assustou? Desculpe. — disse ele, sorrindo. — É que... Você sabia que tem um país em que as pessoas se comprimentam com um beijo? — perguntou. — Se acalme, eu não sabia que isso ia te assustar.
Eu continuei meio paralisada. Ele me beijou? Me beijou mesmo? Entreabri meu lábios, querendo falar algo, mas ele apenas sorriu e colou nossos lábios novamente.
Logo tudo ficou negro. Agora eu estava realmente assustada. O que estava acontecendo? Eu não sentia nada!
Abri os olhos novamente e vi ele me fitando.
_ Certo, oi! Bem, desculpe, é que você ia se sentir mal se eu não fizesse isso. — resmungou.
_ Ahn, você me beijou? — perguntei, ainda chocada. Anjos podiam fazer isso?
_ Ah, eu só estava pedindo a sua permissão para procurar o que estava de errado dentro de você e como você não entendeu isso, não tive escolha. É o seu inconsciente é que tem que dar a permissão, por isso não falei nada. — ele tentava explicar, sem jeito. — Você pensou em outras coisas, não é?
_ Eu... — comecei e ele me interrompeu:
_ Tudo bem, tudo bem, esquece isso. Vamos? — perguntou, estendendo uma mão para mim.
_ Aonde? — perguntei, ainda um pouco chocada.
_ Atrás da sua irmã, claro! — disse ele, agarrando os meus ombros e fazendo com que eu me levantasse.
Puxa! Eu me sentia tão viva! Que incrível! Parecia que eu podia fazer qualquer coisa agora!
_ É, vamos! — exclamei, correndo até a porta.
Ouvi uma gargalhada e nem olhei para trás, eu apenas corri até a porta, me surpreendendo ao me deparar com o Rafael ali.
_ Não é melhor o teletransporte? Ela foi atrás do Leviatã, que provavelmente foi com Lucifer e os dois estão na Floresta das Assombrações e você vai me fazer ir até lá. Tudo bem, sem problemas, eu só não gosto do inferno. Vem. — disse ele, me abraçando e eu só consegui olhar para os olhos dele, quando ele me largou e eu me vi naquela floresta outra vez.
_ Onde... — comecei e Rafael tampou a minha boca, apontando para duas sombras. Logo eu reconheci o Ivan. E arregalei os olhos. Ele e Lucifer davam as mãos.
_ Desculpe pelo incômodo, irmão. — disse Lucifer, se curvando.
_ E agora vou atrás da Samantha. — disse Ivan e desapareceu.
_ Finalmente o meu irmão voltou. — resmunfou Lucifer. — Penas que eu não pude me tornar o rei do mundo.
_ Não pode ser! — exclamei e fitei Rafael, que me agarrou de novo.
Logo estávamos na porta da minha casa. E Ivan quase pulou no lugar, pois ele estava bem na nossa frente, fora da casa.
_ Você! — exclamou Ivan, apontando para Rafael, com os olhos arregalados.
_ Olá, Leviatã. — murmurou Rafael, sorrindo.
Notas finais
Beijos!
Fale com o autor