as Caçadoras e as Paixões Proibidas.
14 Capítulo XIII - Um presente para Sara
Notas iniciais
Aqui está mais um capítulo para vocês!
Espero que gostem,
Nos vemos lá em baixo.
Pov Sara:
Sam olhava com uma cara estranha para Nathan, e sinceramente, eu estava começando a achar que minha irmã havia perdido o juízo.
Nathan sorriu para Sam e disse alegremente:
_ Vamos lá Sam, eu sei que o Ivan quer que você me destrua. Mas a pergunta é: Será que você teria uma maldade tão grande na alma, capaz de te fazer matar um anjo?
Eu estava assustada, encarava minha irmã como se estivesse esperando que ela sorrisse e dissesse que a brincadeira de Nathan tinha sido muito engraçada.
Minha mãe olhava Sam espantada com a mão no coração, meu pai e meu tio estavam em choque.
_ Mi...Mi...Minha Samizinha não teria coragem! Meu Deus, Samantha, ele é um anjo, você...
_ Mãe, calma, a Sam não fez nada. A alma dela ainda é pura. Quem já matou muitas criaturas fui eu, a Sam só envia elas de volta para o inferno ou para o lugar que elas merecem. — Eu disse tentando acalmar minha mãe. E só pra completar um pouco aquele meu aperto no coração, meu pai se virou e disse com frieza para mim:
_ Sara, você está se tornando a fonte de todos os problemas dessa família! Agora confessou que já matou, sua alma foi corrompida, como vamos te salvar se algo acontecer?
_ Pai, escuta.... — Eu tentei dizer, mas meu pai deu um soco na mesa e gritou:
_ Já chega! Sara, vá para o seu quarto, agora!
Eu abaixei a cabeça tentando impedir as lágrimas, e saí da cozinha.
Subi as escadas e chegando no meu quarto, bati a porta e me joguei na cama.
Agora eu estava furiosa com meu pai, porque ele estava colocando a culpa de tudo em mim? Ele já havia matado tantas criaturas, e agora ficava agindo como se fosse a madre Tereza de Calcutá.
Ouvi uma risada fria e mesmo de olhos fechados eu sabia quem era o engraçadinho que se atrevia a interromper meu momento de reflexão:
_ Ah Ivan, porque você gosta tanto de ficar nos rodiando? — Eu perguntei cansada.
_ Vocês são engraçadas, além disso, acho que você precisa de um, digamos, amigo? — Ele riu irônico e sentou nos pés da minha cama.
_ Não sabia que você era meu amigo. — Eu disse no mesmo tom irônico que ele.
_ Bom, pelo o que eu me lembro, uma certa garota chamada Sara, tinha um amigo chamado Ghost. Que por coincidência, sou eu. — Ele me olhou animado e disse com um sorriso sombrio:
_ Ah, já sei. Está zangada comigo porque eu falei pra Sam destruir o Nathan, não é?
_ Então você disse isso mesmo né? Porque será que eu acredito?
_ Eu sou um demônio, ele é um anjo que me irrita muito. E tenta estragar meus planos e mais umas coisinhas que eu não vou te contar. Mas, o que esperava Sara? Que eu convidasse o Nathan para tomar uma bebida juntos e tivesse uma conversa de amiguinhos?
_ Ghost, está tentando fazer minha irmã perder a pureza da alma dela? Ou está querendo acabar com o Nathan pra me ver sofrendo?
_ Ei! Eu também não sou tão cruel assim, e quer saber? Isso graças a senhorita que me tirou daquele lugar horrível a tempo. Mas não queira que eu seja um santo ou um anjinho, porque eu não sou assim Sara. Seu amigo eu posso continuar sendo, desde que não queira me mudar. Entendeu? — Ele estava com uma expressão séria e com um brilho estranho no olhar.
_ Ok Ghost, se você diz. — Eu suspirei e fechei os olhos novamente.
_ Já falei pra não ligar pro seu pai. Você já lidou com criaturas que podiam fazer coisas piores que seu pai faz, e mesmo assim enfrentou e venceu todas elas. Não vai ser agora que você vai ficar aí deprimida né?
_ Nossa, você sabe ser um amigo ainda, estou impressionada! — Eu ri, mas não abri os olhos.
_ Melhor não se acostumar, eu posso esquecer quem é Ghost e ficar sendo apenas o Ivan ou o... Droga! Essa foi por pouco. — Ele resmungou baixinho.
_ Um dia você ainda vai me dizer qual é o seu nome. E mesmo se não disser, eu vou descobrir.
_ Veremos Sara! — Ele se levantou e antes de desaparecer, disse com um tom irônico de sempre:
_ Agora, vê se não faz nada pra me irritar, e melhoras querida humana.
Eu fiquei ali como sempre pensativa. Ivan era tão complicado, e ao mesmo tempo, quando bancava o meu amigo Ghost, era uma pessoa fácil de se ter um diálogo.
Ouvi uma batida na porta e resmunguei:
_ Entre;
_ Olá Sarinha. — Se não fosse as batidas aceleradas do meu coração e o vermelho das minhas bochechas, e claro, aquela voz doce, eu podia jurar que era meu tio, primo, sei lá, mas qualquer pessoa da família que usasse esse apelido pra me cumprimentar.
Mas não. Era Nathan, e por isso que minha voz saiu baixa e meus olhos se abriram surpresos.
_ O...O...Olá. Porque me chamou de Sarinha?
_ Ah, acho que combina com você. E eu ouvi sua mãe te chamando assim, achei legal. Ficou brava? — Ele perguntou sorrindo e se sentou na cama bem ao meu lado.
_ Brava? Claro que não. Só me surpreendi um pouco. — Eu sorri envergonhada.
_ Olha, eu sei que você está triste por causa de seu pai, mas não se preocupe. Ele só está passando por uma fase difícil, logo ele se arrepende. Além disso, você fica mais bonita quando está sorrindo.
Eu corei mais ainda, e sorri fracamente para ele.
Nathan pegou alguma coisa no bolso e estendeu para mim:
_ Trouxe um presente pra você, espero que possa te animar um pouquinho.
Eu peguei curiosa o pequeno embrulho, e abri rapidamente.
Era uma caixinha azul que tinha uma fita a envolvendo. Eu puxei a fita e consegui abrir a caixinha, dentro havia uma corrente dourada e nela, um pungente.
Eu tirei a corrente da caixinha para ver melhor o pingente pendurado, era um pequeno anjinho que tocava uma harpa dourada. Eu sorri e sentei e Nathan me ajudou a colocar a corrente.
_ Obrigada, é muito linda; — Eu disse com a voz mais firme.
_ De nada. Não é uma simples corrente Sara, é uma maneira de você se comunicar comigo quando precisar.
_ Como assim? — Eu arregalei os olhos encarando Nathan que sorria com a minha confusão.
_ Quando precisar Sara, é só pressionar a harpa que o anjo está tocando. Pode acreditar que eu saberei, e virei te ajudar.
_ Nossa, não sabia que existiam correntes assim. — Eu falei espantada.
_ Não existem, eu que te trouxe essa. — Ele riu com a cara que eu fiz.
_ Ah! Obrigada mais uma vez. — Eu o abracei e depois me afastei completamente vermelha.
_ Ah...Me...Me...Bem...Desculpe;
_ Tudo bem Sara, bom, eu preciso ir. — Ele me deu um beijo na testa e saiu fechando a porta delicadamente.
Eu sorri e me deitei de novo. Nem percebi quando o sono chegou, só me lembro que a última imagem que apareceu antes que eu dormisse, era a de Nathan sorrindo.
Fim do pov Sara:
A mãe das meninas entrou no quarto de Samantha e disse para a filha que estava sentada de cabeça baixa:
_ Samizinha, não conte para sua irmã. Mas seu pai quer separá-las, ele quer mandar sua irmã para um colégio interno, mas eu vou tentar tirar essa idéia absurda da cabeça dele.
_ Como assim ele quer mandar ela para um colégio interno?
_ Ele está culpando sua irmã por tudo que está acontecendo. E disse que ela não vai mais influenciar você. — A mãe suspirou e disse antes de sair:
_ Durma bem querida, tudo vai se resolver.
Notas finais
Espero que tenham gostado desse capítulo,
A Mou logo virá com o capítulo 15 pra vocês,
Reviews serão sempre bem vindos,
Beijinhos;
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