as Caçadoras e as Paixões Proibidas.

8 Capítulo VII - O que eu faço agora?


Notas iniciais
Oiê! Pessoinhas,
Aqui está mais um capítulo pra vocês!
Espero que gostem,
Nos vemos lá embaixo.

Pov Sara:

O despertador tocava alto, e minha dor de cabeça só aumentava. Resmunguei e Sam me ouvindo, me chamou.

_ Fala. — Eu apenas disse, meio irritada por ter que acordar com aquele alarme insuportável daquele despertador!

Sam me contou que havia tido um sonho estranho, eu fiquei esperando que ela me contasse, mas depois, ela disse que não podia e correu para o banheiro.
Que ótimo, minha irmã estava ficando maluca. De repente senti um arrepio por todo meu corpo e mais nada. A escuridão era tudo que existia. No fundo da minha mente, eu ouvia uma voz me chamar, ouvia alguém tentando me tirar daquela escuridão toda, mas eu não entendia porque não conseguia voltar.
De repente, eu recuperei os sentidos, e tudo que ouvi foi uma voz vindo de um garoto esquisito vestindo uma capa negra. Mas porque a Sam estava tão assustada? Será que ela estava vendo o garoto de capa? Impossível! Eu era a única que conseguia ver fantasmas e outras coisas do gênero, mas alguma coisa estava errada.
Quando ele desapareceu, eu pisquei duas vezes e caí no chão.

_SAAARAAA! — Ouvi a voz de minha irmã lá longe, e só consegui virar minha cabeça pro lado em que ela estava.

_ Sam querida, deixe sua irmã descansar, melhor você ir para a escola e ela ficar em casa hoje. — Minha mãe disse, e meu estômago revirou. Sam indo para o colégio sozinha? E se alguma criatura aparecesse? E se alguma coisa acontecesse com ela? Eu precisava reagir, precisava levantar. Mas tudo que consegui fazer foi abrir um pouco meus olhos e ver tudo girando.

_ Mas mãe, não quero deixar a Sara aqui, eu...

_ Você vai para o colégio mocinha. E não se fala mais nisso. — Meu pai disse com uma voz firme e minha irmã falou alguma coisa que eu não entendi e saiu do quarto. Acho que saiu, porque eu ouvi a porta bater com tudo.

_ E agora James? O que vamos fazer? — Minha mãe perguntou com preocupação e desespero na voz.

_ Sinceramente, eu não sei querida. Eu avisei pras meninas ficarem longe dessas coisas, e agora, olha o que aconteceu. Minha única saída é localizar o Brian e pedir ajuda.

_ Não pode resolver isso sozinho?

_ Bom, não sei se consigo fazer isso, não se esqueça que nem a Samara eu consegui salvar.

_ Querido, aquilo não foi sua culpa. Já está na hora de parar com isso, sua irmã não gostaria de saber que você fica dizendo que foi por sua causa que...

_ Já chega! Vou ligar para o Brian, e depois irei trabalhar. Me ligue caso alguma coisa aconteça com a Sara.

_ Tudo bem, vou ligar para o trabalho, e avisar que não irei hoje.

Eu ouvia toda essa conversa vagamente, me sentia fraca e não conseguia nem me mexer direito.
Quando ouvi a porta bater de novo, e percebi que estava sozinha, comecei a tentar me levantar. Claro, sem sucesso.

_ Não vai conseguir desse jeito, querida humana. — Pronto, eu só precisava de um susto pro meu coração acelerar e meus movimentos ficarem mais rápidos. Pelo menos até a minha voz voltou.

_ O que faz aqui? — Eu perguntei e fiquei surpresa ao ouvir a firmeza na minha voz.

_ Eu queria falar com você. E oi pra você também. — Ele disse sentado na janela, com aquele sorriso sarcástico de sempre.

_ Como entrou aqui? — Eu ainda continuava indiferente e desconfiada.

_ Sua mãe abriu a janela quando você foi possuída. Depois, foi só esperar todos saírem do quarto. Fácil não?

_ Possuída? Eu? — Minha cabeça ficou a 1000 por hora.

_ Sim Sara, ou você acha que aquela escuridão foi só por causa de uma noite ruim que você teve? – Ele disse como se eu estivesse perguntando quanto que era um mais um.

_ Nunca fui possuída, como eu iria saber?

_ Ah, não fica brava, eu...

_ Eeeei! Como você sabe que eu fiquei vendo uma escuridão? — Eu finalmente conseguia me mexer e agora estava sentada na cama observando o rosto sério dele.

_ Já te falei há muito tempo Sara, eu sei quase tudo que se passa na sua mente.

_ Certo. Me lembrei disso de madrugada. Mas ghost... — Eu parei de repente, havia me esquecido e chamado ele do apelido que eu costumava usar antes. Abaixei a cabeça e ele veio para o meu lado e sorriu.

_ Ei, sabe, você não tem que ficar contra mim só porque eu resolvi sair daquele porão.

_ Você é um demônio, me enganou dizendo que era um fantasma o tempo todo. E ainda está atrás da minha irmã, como quer que eu te trate? — Eu desabafei, dizendo tudo que estava entalado em minha garganta.

_ Você nem perguntou meus motivos Sara. Além disso, eu nunca disse que era um fantasma, lembra? Você de algum jeito me trouxe para o seu porão, e começou a me chamar de ghost friend, eu estava feliz de ter saído do lugar de onde eu vim, que nem quis te contrariar. E se você se assustasse e me mandasse de volta?

_ Mas...

_ Sara, se eu quisesse fazer mal para sua irmã, eu já teria feito faz tempo. Não se esqueça que mesmo eu estando preso, quando me irritava, podia causar grandes estragos.

_ Não te entendo, uma hora você age como se fosse bonzinho, e em outra hora, fica agindo como se fosse completamente mau. — Eu estava confusa, não sabia mais o que fazer, nem em que acreditar.

_ Isso faz parte da minha natureza, você não está esperando que eu seja “um anjinho”. — Ele disse aquilo com uma frieza na voz.

_ Acho que não. — Eu disse mais pra mim do que pra ele.

_ Escuta, Sara, aquilo que te possuiu, ou melhor, aquele garoto, é um demônio também. Ao contrário de mim, ele não gosta nem de você e nem da sua irmã. E se você lembrou da nossa conversa no porão, você deve saber o que acontece se ele descobrir aquilo que eu te contei. O mestrinho não vai descansar enquanto não tiver você e Sam nas mãos dele. Ele já está com raiva de vocês por causa das suas caçadas, imagine se descobrir sobre a alma de Sam e todos os seus poderes.

_ Mestrinho? — Foi a única coisa que eu consegui dizer.

_ Sim Sara, é assim que ele é chamado.

_ Até por você?

_ Na verdade, não. Mas isso, eu não posso te contar ainda.

_ Ghost, porque nunca me disse seu nome verdadeiro?

_ Meu nome. Ivan?

_ Nããão! Esse é o nome que você usa quando está na forma humana, quero saber seu nome de demônio.

_ Huum, ainda não posso te contar.

_ Porque não?

_ Eu preciso ter certeza de que quando você souber o meu nome, você não queira me controlar para me mandar embora. — Ele disse aquilo com uma voz tão fria e uma expressão sombria que me fez tremer.

_ Diz isso porque nos filmes de exorcismo, os padres perguntam o nome dos demônios para assim, terem o controle sobre eles?

_ Achei que você não ficava sentada vendo filmes.

_ Bom, é o que dizem dos filmes. E eu já assisti sim, mas não sou exorcista e você sabe disso. — Eu disse irritada e ele começou a rir.

_ Claro que não é. Mas daria uma ótima exorcista. Mas já é caçadora, melhor não deixar as criaturas com mais raiva, não é?

_ Ok, chega de enrolação, vai me dizer seu nome?

_ Um dia, eu prometo que te digo. Agora, pode continuar me chamando de ghost, ou de Ivan. Bem, na frente dos humanos, prefiro Ivan, se você não se importa.

_ Vou cobrar essa promessa. — Eu disse ainda irritada, e parei de repente erguendo uma sobrancelha.
_ Na frente dos humanos? Como assim?

_ Ah, esqueci de te contar. — Ele se levantou e caminhou para a janela.
_ Serei seu colega de classe. E melhor eu ir, vou chegar na segunda aula. Viu querida humana, por sua causa, já comecei o ano chegando atrasado. — Eu ia gritar com ele, mas estava surpresa demais, e minha voz não saía. Então ele sorriu e disse antes de pular a janela:
_ Melhoras Sara, e não se preocupe, me comportarei bem. Bom, eu acho. — Ele sumiu pela janela e a única coisa que eu disse foi:
_ Mande um beijo pra Sam por mim, e diga que eu estou melhor. — Eu nem sabia se ele tinha me ouvido, mas, fazer o que né? Não custa nada tentar.

Minha mãe entrou no quarto, e sorriu ao me ver sentada:

_ Querida, que bom que melhorou. Está com fome?

_ Hum, acho que sim. — Eu estava meio enjoada, mas decidi dizer que sim, para não deixar minha mãe mais preocupada.

_ Ah! Que boom, vou preparar alguma coisa pra você Sarinha. — Ela me deu um beijo na testa e saiu do quarto.

Eu levantei devagar me sentindo tonta, e fui caminhando para meu quarto.
Gritei para minha mãe a onde eu estaria, e tive que recusar cinco vezes quando ela quis vir me ajudar a andar. Que coisa, eu não estava morrendo também!

Entrei no meu quarto, e me deitei. Peguei um livro de encantos que estava na minha mesinha e fiquei passando as páginas até chegar na parte que mostrava vários nomes de demônios e outras criaturas. Minha cabeça girava com tudo aquilo, eu não sabia mais no que acreditar, em quem acreditar e não sabia qual problema eu iria tentar resolver primeiro.
E naquele meu momento de confusão a única frase que se passou pela minha mente foi:
O que eu faço agora?


Notas finais
Então galerinha, gostaram?
Logo logo, a Mou virá com o capítulo 9 pra vocês,
Reviews serão sempre bem vindos, e nós nos vemos no capítulo 10!
Beijinhos, da Ju!