as Caçadoras e as Paixões Proibidas.
47 O Que há de errado com o mundo?
Notas iniciais
Bem, esse é o último cap antes de viajar *eu acho, mas amanhã eu já vou estar na praia então... Ameei o cap Juli, você ta arrebentando, garota! E aqui está mais um, para provar o tanto que eu gostei!
Continuação do Pov Desconhecido:
Andei até a mesma praça de sempre e senti a presença de anjos e humanos. Huum, interessante. Andei na direção em que eu sentia a energia dos anjos e perguntem se eu não tive uma surpresa! O Grande Arcanjo Gabriel estava tirando uma humana do lago enquanto o anjo Ieratel e o arcanjo Miguel discutiam:
_ Você jura que não sentiu a presença daquele demônio, Miguel? Mas você é o chefão dos exércitos de Deus, como você pode não ter sentido a presença dele? — Ieratel disse, parecendo indignado.
_ E por que você não sentiu então, hein? Fica complicado quando eu tenho que ficar observando uma caçadora ridícula treinar! — exclamou o arcanjo Miguel.
_ Até parece que você não se dive... — Gabriel estava falando enquanto ajeitava a humana e cobria ela com uma blusa, quando foi o único que me viu, arregalando os olhos. — Você... VOCÊ ESTÁ VIVO? — berrou, parecendo tão surpreso que ficou ofegante.
_ Claro que estou, camarada, ou você acha que eu morreria tão facilmente. De qualquer jeito, eu não me mataria por causa de um ser mortal. — resmunguei e todos prestaram tanta atenção em mim que eu cheguei a me envergonhar.
_ Me diga como você sobreviveu. — ordenou Miguel.
_ Eu acordei na minha casa, com um demônio esquisito cuidando de mim, eu apenas matei o demônio e continuei boiando... Até que eu senti aquele aperto gostoso na minha mente. Eu ainda quero a alma do Yuki... E acho que ela está aqui em algum lugar... — murmurei, rindo. — Agora, deixe-me sair daqui...
_ AZAZEL, VOCÊ NÃO VAI A LUGAR ALGUM... — começou a berrar Miguel, mas eu já tinha sumido. Banana para você, baby!
Pov Samantha:
Eu acordei no quarto em que a Sara estava dormindo antes e percebi que tinha uma cama ao lado da minha e vi Sara apagada no colchão ao lado.
Me levantei sem fazer nenhum barulho e fui até um dos quartos, me deparando com a cena mais inimaginável que eu podia ver. Ieratel estava dormindo na cama e Gabriel pintava algo no rosto dele, rindo silenciosamente. Logo ele acenou para mim e fez um sinal para que eu ficasse em silêncio. Ri baixinho e me dirigi ao outro quarto.
Gabriele parecia tentar fazer tranças no cabelo de Miguel, que se desviava dele, os dois em silêncio, como se aquilo fosse automático. Franzi as sobrancelhas.
_ SAAAM, BOOM DIAA! — berrou Gabriele e ouvi quatro xingamentos.
Ivan saiu de um quarto com a cara toda amaçada, Sara saiu do nosso quarto resmungando que estava toda dolorida e Ieratel berrava com Gabriel, que saiu voando do quarto.
Logo vi Nathan no pé da escada.
_ O café da manhã está pronto! Aproveitem a sua estadia! — disse ele, sorrindo, fazendo com que a Sara corasse e que Gabriele risse alegremente.
_ Tudo para me alegrar, não é, Nathan? Obrigada! — exclamou ela.
Quando de repente, quando eu já estava na frente da porta da frente, ela se abriu violentamente, fazendo com que eu encarasse o Claude, que estava com uma cara estranha. Ele se sentou na cadeira que ficava ao lado da porta e pôs as mãos na cabeça.
_ Ei, você está bem? — perguntei, confusa.
_ Sim, sim, só me deixe descansar, faz um tempo que eu não durmo. — resmungou Satã.
_ Ei, o que houve? — a pergunta veio de Gabriel, que se aproximou do demônio.
_ Azazel está de volta. Você sabia dessa? — perguntou Claude.
_ Sabia... — resmungou Gabriel.
_ Vi ele andando na rua, dizendo que procurava a energia da alma do Yuki. Se os anjos perderem, vai ser o fim do mundo mesmo, não é? — perguntou Claude e todos os anjos fizeram que sim com a cabeça. Puxa, a situação era séria. Muito séria. — Mas e se... — Satã me olhou com uma cara de interrogação e sorriu. — Vamos testar para ver. Vem, Sam, sem tomar café.
Claude me empurrou até o parque, rindo até com a minha cara.
_ O que você quer, hein? Eu estou com fome! — reclamei.
_ Suba na árvore. — ordenou Satã, apontando para a árvore que tinha mais fungos e formigas daquele lugar infernal. Ah, não.
_ Vou tomar café. — resmunguei, me virando para a casa.
_ Vamos! Suba logo, eu quero ver se uma coisa acontece... Sobe! — ordenou ele.
_ Não vou subir! — exclamei.
_ Sobe logo! — exclamou Claude.
_ Não vou! — resmunguei.
_ Samantha, você quer ou não que eu veja como os seus poderes se ativam? — perguntou Satanás e eu engoli em seco.
_ É só subir, né? — perguntei, olhando a árvore.
_ Sim. — respondeu o maldito príncipe demônio chamado Satã.
_ Hum. — falei, fechando os olhos e enfiando as unhas na árvore, subindo lentamente.
Senti várias picadas, mas nem liguei. Eu cheguei no topo suando frio, e meti a cabeça em uma colméia de abelhas. A sorte é que não era muito grande, mas a quantidade de abelhas que saiu dele foi assustadora.
_ AAAHH, MALDIÇÃÃÃO, PORRA, EU VOU MATAR VOCÊ QUANDO EU ME LIVRAR DESSAS ABELHAS! — berrei, apontando para Satã e saindo correndo. — MEEERDAAA!
E foi aí que eu bati de cara com alguém, derrubando esse alguém no chão e caindo junto. Quem mandou correr sem olhar para a frente? Eu pus a mão embaixo e me sentei, fitando a pessoa abaixo de mim. Era um garoto bem bonito, devo admitir e eu estava em cima dele.
Seus olhos eram negros e ele me olhava nos olhos. Fiquei envergonhada e me levantei, sem graça, e foi quando uma abelha me picou.
_ AAI, MALDIÇÃO! — berrei, matando a abelha e me lembrando que eu estava justamente fugindo de...
Fitei as abelhas, que agora voltavam para a colméia, com uma cara de interrogação.
_ Desculpe, essa aí escapou. — disse o garoto, já de pé.
Ele tinha cabelos ruivos com mechas de todas as cores. Parecia que ele pintava o cabelo e fazia luzes.
_ Você pinta o cabelo e faz luzes? — perguntei. MAS QUE PERGUNTA IMBECIL!
_ Mais ou menos. Eu pinto algumas mechas coloridas no meu cabelo, mas ele é ruivo com mechas negras e é claro naturalmente embaixo e eu só faço luzes nas partes pintadas. — disse ele, rindo.
_ Huum... Bom, eu não gosto de gente que pinta o cabelo, então... — comecei e fui interrompida:
_ É brincadeira! Eu nunca pintei o cabelo! — exclamou o garoto, rindo mais.
_ Qual é, está escrito "eu sou idiota" na minha testa? — perguntei, sem gostar nada daquele imbecil que ria de tudo.
_ Não, não, é só que... — murmurou, se interrompendo assim que Satã apareceu, o fitando.
_ Azazel. — resmungou Claude.
_ Eu não tenho culpa pelas abelhas, e me agradeça por ter mandado as abelhas embora e ter aguentado o choque que essa garota me lançou quando caiu em mim. — disse o garoto, dando as costas para o Satã e saindo com o nariz empinado.
_ Vai lá, se a minha dor e a minha sinceridade ainda não te fizeram parar, faça o que quiser. Quero que você sofra no final, em dobro, e se engasgue quando engolir o seu maldito orgulho. — disse Claude friamente, com um ódio incrível no olhar.
O garoto tinha parado e eu juro que eu nunca vi o Satã tão zangado assim.
_ Para me prejudicar, você precisa ser bem mais do que um principezinho mimado, conhecer a dor verdadeira e, acima de tudo, conhecer o amor. Se ainda não conseguiu uma das três coisas, desista. Você pode me bater, me torturar, me destruir... Não tenho medo disso. — resmungou o garoto.
_ Azazel, seu maldito, porque apareceu de novo? — perguntou Claude, se pondo logo atrás de mim.
_ Não se aproxime dela. — disse o garoto e Satã foi mandado para o outro lado do parque. — Porque essa alma é só minha. — completou, com um sorriso perverso no rosto.
Eu não pude deixar de recuar e arregalar os olhos com o medo que me invadiu. Eu não sabia se daria tempo, mas eu iria tentar. Saí correndo na direção da casa, quando o garoto, o tal de Azazel, me barrou, fazendo com que eu caísse para trás e ficasse paralisada de medo.
_ N-não encoste em mim. — falei, engolindo em seco.
_ Por que não? — perguntou Azazel.
_ Porque eu quero ir para a casa e não ficar aqui. — falei, sentindo a cor sair do meu rosto quando o esquisito se aproximou.
_ Quer ir para a sua casa, hein? Mas não vou permitir. Desculpe interromper, mas a sua alma é muito preciosa para mim. — disse o garoto. Ele encostou uma das mãos na minha bochecha e sorriu. — Eu não me importo, pode me dar quantos choques quiser e pode bloquear a sua mente. Eu sei que você pode muito mais que isso, mas... Você sabe? — perguntou, pegando meu rosto entre suas mãos. — O mais importante, você pode me machucar?
Eu estava paralisada, não conseguia fazer nada, nem falar direito.
_ Não encoste nela. — ouvi uma voz, mas nem pude ver quem era.
_ Ah, caia fora você também. — disse o tal Azazel, mas de repente eu fui puxada pelo braço e caí em alguém.
_ Sam? — ouvi uma voz, mas eu me sentia uma boneca de pano. Eu mal podia me mover.
_ O-oi. — consegui falar, sem nem saber quem era.
_ Samantha, acorda, caramba! — alguém me sacudiu e eu me vi nos braços de Gabriel.
_ Foi o medo, calma. — ouvi a voz do Rafael.
_ G-Gabriel? — soltei, sentindo meus olhos se encherem de água e o abraçando. — Me salva!
_ Calma, está tudo bem, Sam. — disse ele, me abraçando de volta e passando as mãos pelo meu cabelo. — Vamos sair daqui.
_ Não. — ouvi uma voz, que reconheci ser do garoto e senti uma mão me puxar.
Agora eu estava nos braços de outra pessoa.
_ GABRIEEL! — berrei, desesperada, mas de nada adiantou, logo vi tudo ficar negro.
Notas finais
Valeu geente! Só precisam mandar reviews!
Bjs
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