as Caçadoras e as Paixões Proibidas.
43 Capítulo XXXXII - Estranho... Beijo??!?
Notas iniciais
Título malvado né? Faz a gente querer ler o cap *muahahah*, então vamos lá, postei um antees de viajaar! Me agradeçam depois, agora só volto dia 21!
Pov Sam:
Eu olhei para baixo, envergonhada pelo olhar que Gabriel me lançava, era como se ele estivesse rindo da minha cara com o olhar.
_ Olá, pessoal! — disse ele, sorrindo. — Admito que foi divertido assistir isso.
_ G-Gabriel, você quer fazer o favor de... — começou Miguel e foi interrompido:
_ Já sei, já sei, Senhor da Seriedade e das Estratégias de Batalha, já sei, já sei. — resmungou Gabriel, ficando sério e se sentando no único lugar disponível da sala agora, no peitoril da janela.
Todos já tinham arrumado as coisas no lugar e se sentado. Puxa, que rapidez! Fui até o sofá e fiquei no colo da minha irmã, que resmungou para eu sair, mas eu nem dei ouvidos.
_ Começando a reunião! Bem, estamos aqui hoje por causa de um chamado de Rafael, que nos disse que... — Gabriel falava alegremente e foi cortado por Miguel:
_ Todos já sabem o porque de estarmos aqui, Senhor da Alegria. Gabriele está causando confusões. — disse Miguel, friamente como sempre.
_ Hunf, você não pode sorrir uma vez sequer, Miguel? — resmungou Gabriel.
_ E nós não viemos aqui para ficar sorrindo e brincando. Nós viemos aqui por uma causa séria, tem uma guerra sendo tramada e a Gabriele fica brincando. Viemos resolver esse problema. Pronto! — exclamou Miguel, parecendo não acreditar no seu irmão.
_ Mas com esse seu jeito completamente antipático as pessoas só vão se sentir com medo, e você quer que te obedeçam porque tem medo de você? Isso é horrível, Miguel. Você podia sorrir mais, brincar mais, isso daria um ar mais leve ao local, mas não, sempre sério e chato... — dizia Gabriel e foi interrompido:
_ Então, Gabriele, você pode... — começou Miguel, mas foi interrompido pelo outro:
_ Ei, você aí, não vai mudando de assunto não! — exclamou Gabriel.
_ Nós não viemos aqui para discutir, nós viemos aqui para aconselhar e controlar uma anjinha irritante! — exclamou Miguel. — Vamos resolver esse problema!
_ Não. Primeiro nós vamos resolver o nosso problema, porque, como é que a gente vai resolver o problema dos outros se a gente não consegue resolver o problema com nós mesmos? — perguntou Gabriel.
_ Escuta aqui, nós não viemos aqui para discutir ou brigar. Não deixe para depois o que você pode fazer agora. — disse Miguel, olhando feio para o Gabriel.
_ Eu sei que as nossas filosofias de vida são diferentes, mas você já chega com três pedras na mão e espera que as pessoas confiem em você! — exclamou Gabriel, indignado.
_ Um rei sábio nunca almeja a guerra, mas deve estar sempre pronto para ela. — resmungou Miguel.
_ Não quero saber disso! Você não é um rei, você é um anjo! Reis podem errar de todos os jeitos possíveis, o povo sempre perdoa os seus maus atos ou as suas atrapalhadas ou os seus deslizes ou o seu jeito frio e decisivo, e até respeitam isso! Mas você não pode errar! Está entendendo, Miguel? Como é que você não almeja uma guerra se você está preparado para ela? Deixe de ser ridículo! — exclamou Gabriel, sobressaltado.
Puxa, eu nunca tinha visto Gabriel irritado nem Miguel olhando para baixo. O que era aquilo? Eu e a minha irmã apenas ficamos boquiabertas com os dois.
_ Escuta, Gabriel, não precisamos nem almejar a guerra, ela já vai acontecer de qualquer jeito, então a gente já tem que vir com as pedras nas mãos, ou a gente acaba levando pedrada! — exclamou Miguel.
_ Não devemos chegar assim nas pessoas que confiamos! — exclamou Gabriel.
_ Mas eu não confio em ninguém só em você, no Rafael e nos meus irmãos. Você... — dizia Miguel e foi cortado:
_ Como você pode querer a confiança das pessoas se você mesmo não confia nelas? — perguntou Gabriel.
_ O negócio é que a última vez que confiei em mais alguém... — Miguel se interrompeu e eu pude ver seus olhos cheios de água antes de ele sair voando pela janela.
_ Miguel! — exclamou Gabriel, olhando para fora. — Só um minuto, pessoal, desculpem. — disse ele e saiu voando atrás do outro arcanjo.
A sala ficou em um estranho silêncio.
_ Acho que eu nunca tinha visto algo assim. — ouvi e fitei Claude, que fitava a janela. — Anjos também tem seus desentendimentos, não?
_ Claro que tem! Mas mesmo assim, é muito bom ser uma anja! — ouvi Gabriele, que sorria e olhava para tudo com interesse. — Como pintaram esse quadro?
_ Não comece, Gabriele. — resmungou Rafael.
_ Mas é tão bonito... — dizia ela pondo um dedo sobre a pintura na parede, fazendo com que o quadro despencasse em cima dela e ela caísse no chão. — Ai!
_ Agora ferrou... — ouvi a voz de alguém, mas não pude ver quem dissera isso antes de...
_ GABRIELEE! — ouvi um berro e vi Miguel parado na janela, com os olhos arregalados.
_ Perdão, perdão! — dizia ela, envergonhada, tentando por o quadro na parede e acabando por rasgar a pintura ao meio. — Puxa vida!
_ Me dê isso. — ordenou Miguel.
_ Toma, é todo seu! — exclamou Gabriele, entregando o quadro estragado para o arcanjo.
Miguel simplesmente deixou o objeto em cima da mesa e sorriu. Sorriu mesmo. Eu o fitei. Ele estava diferente.
_ Finalmente vejo um sorriso na sua face! — exclamou Gabriel e Miguel riu, se aproximando de mim.
_ Samantha, bom dia! — exclamou Miguel, me dando um selinho.
Arregalei os olhos e ele foi até minha irmã:
_ Bonumdiem, Sara! — disse Miguel, dando um selinho nela também.
E foi assim com todo mundo e eu e minha irmã ficamos apenas o fitando.
_ Eu avisei, não avisei? Tem um país em que as pessoas se comprimentam com um beijo. — resmungou Rafael e eu relaxei na hora, soltando um:
_ Ah, bom.
Ele só não falou nada nem beijou a Gabriele, ele apenas sorriu e disse:
_ Você está bem encrencada mocinha.
_ Aaai, Migueel, você ficou tãão foofo assim! — exclamou Gabriele, pulando em cima do arcanjo, fazendo com que os dois caíssem no chão.
_ Gabriele! Que coisa! Eu só estou tentando ser amigável! Você não precisa pular em cima de mim assim! — exclamou Miguel, largando ela no sofá.
_ Maldiçãão! — ouvi uma exclamação vinda da janela e só vi um vulto vindo na minha direção e batendo a cabeça na minha bem fortemente.
_ Ai! — exclamei, pondo a mão na cabeça e olhando Gabriel, que estava no chão com a mão na cabeça também.
_ Perdão! — disse ele, dando um sorrisinho culpado.
_ SEU MALDIITOO! — ouvi da janela e vi uma anja aparecendo. Puxa, ela era linda. Seus cabelos dourados caíam ondulados pelas suas costas e seu rosto parecia o rosto de uma boneca. Tinha olhos negros e parecia ter um jeito bem esquentadinho. — VOCÊ ME PAGA! Nunca mais pense em se infiltrar em uma casa sem a permissão da dona! Além de quebrar o vaso favorito da minha protegida!
_ Foi sem querer, eu juro! Você não imagina a corrente de ar que passa lá em cima. — explicou Gabriel, apontando para o céu.
_ Ah, cale a boca vai, não me importo se você é um arcanjo, mas a minha protegida é bem velhinha, e se ela tiver um ataque do coração você vai se ver comigo! — exclamou a anja, desaparecendo.
E foi assim que começou a reunião...
Notas finais
Beijos!
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