as Caçadoras e as Paixões Proibidas.
37 Capítulo XXXVI - A morte de um amigo.
Notas iniciais
Então, aqui está mais um! Rapido como um raio, rsrssr...
É isso, espero que gostem!
Pov Samantha:
Continuando o meu último pov...
_ Rafael, meu irmão... O que, diabos, você faz aqui, madição? — perguntou Ivan, irritado.
_ Vim porque o Nathan me chamou. Tem algo de errado com a minha presença? — perguntou Rafael, parecendo confuso e triste.
_ CLARO QUE TEM! — berrou Ivan. Ele estava diferente. — Vou sair daqui é agora... E... Samantha... Eu vou pregar uma armadilha na Sara. Espero que você descubra. — disse Ivan, dando uma piscadela para mim e sorrindo um sorriso perverso.
_ Ei! Você não é o Leviatã que eu conheço! — exclamei.
_ Na realidade... — disse Ivan, me olhando, sério. — Eu sempre fui assim. Nunca mais vou me deixar enganar por uma humana tão tola e fraca como você. Nem adianta conversar.
_ Leviatã... Eu me sinto triste por ter perdido novamente você. — disse Rafael, dando um sorriso bem fraco e falso. — Eu te amo, irmão, mas se você não quer ser amado...
_ CALE A BOCA, RAFAEL! MÊS QUE VEM EU VOLTO AO CÉU, PARA TE DESTRUIR! — berrou Ivan, dando uma gargalhada e desaparecendo.
Rafael suspirou, parecendo um pouco cansado e bastante triste.
_ Ei, você está bem? — perguntei, pegando uma de suas mãos.
_ Ah, sim, eu estou ótimo, obrigado por se preocupar comigo, Sam. — disse Rafael, com um sorriso doce aparecendo lentamente em seus lábios.
_ Por favor... Me conte qual é o problema. Deu para ver que você está se sentindo mal. — falei, o fitando nos olhos.
_ Tudo bem. — disse Rafael, respirando fundo e soltando o olhar lentamente, parecendo se conter para não chorar e fechando os olhos. — O problema... É que me dói muito ver o Leviatã desse jeito. Ele era tão doce, gentil e adorava ajudar os outros... Principalmente, ele era feliz... Mas... — Rafael balançou a cabeça, fazendo que não. — Eu o amo de verdade, e não só como irmão, Samantha, mas como anjo também. É por isso que... Dói lá no fundo ver ele desse jeito. — disse Rafael, pegando a minha mão e pondo ela sobre o seu coração, no seu peito, por sobre a blusa branca que ele vestia. Logo percebi que ele chorava e o abracei. Seus olhos agora estavam cerrados. — Ele está sofrendo muito... Eu tentei me afastar dele por todos esses anos, ver se ele conseguia tornar-se feliz no inferno, mas... Eu imagino o quanto deve ser ruim viver lá. Ainda mais com ele se sentindo tão só... Se sentindo tão triste... Sentindo que perdeu toda a força... Por que? Eu sei que ele não queria... Sem motivos... Cair... Afinal, deve ser tão profundo! Tão medonho! Tão doloroso! Não. Eu também não posso cair por ele. Tenho que me afastar, certo? Me afastar seria a melhor coisa a fazer. Eu tenho minhas responsabilidades, se eu cair, isso pode fazer o mundo cair na desgraça... Ele tem que ser destruído, o Leviatã vai ser destruído... Não... Eu não posso deixar isso acontecer. Seria melhor ficar longe... Eu sei que o passado não pode ser retomado... Nós não estamos vivendo nesse tipo de mundo... Nunca vai ser a mesma coisa. Então para proteger as pessoas e o mundo que eu amo... Eu tenho que ficar longe dele... Mas, eu posso ver... Eu não vou conseguir ficar longe... E eu simplesmente queria que os momentos em que ele é gentil e volta a ser o anjo que eu sempre amei durassem para sempre... Mas... Eu tenho que parar isso, antes que o mundo inteiro se machuque... Não... Eu não posso ficar mais longe dele... Afinal de contas, ele também precisa de alguém para o apoiar... — Rafael estava tremendo e eu tinha certeza de que a minha blusa estava ensopada.
_ Calma... — falei, sentindo as lágrimas virem até os meus olhos também. — Eu sei como você se sente. Você não é o único que está sofrendo com isso. — falei, deixando que as lágrimas caíssem de meus olhos.
Senti o Rafael se afastar para poder me olhar, e tentei, inutilmente, esconder as minhas lágrimas.
_ Samantha... — ouvi e o fitei. Ele ainda estava com lágrimas nos olhos, mas estava com um sorriso lindo e sincero no rosto. — Obrigada... — vi seus olhos se encherem de lágrimas novamente e ele pôs o seu rosto no meu ombro. — Eu não quero mais conter essas lágrimas... Dói muito mais quando eu guardo esse sentimento no meu coração.
_ Eu entendo... Mas o pior sou eu... Que além de amar ele... Eu o desejo também. — falei, sentindo as minhas lágrimas caírem e pondo as minhas mãos em meus olhos.
Rafael se afastou. O fitei e vi que ele sorria docemente, me olhando com um brilho estranho nos olhos.
_ Samantha, você não é a única que ama ele... — disse Rafael.
_ Mas o ruim é ser a única que deseja ele! — exclamei, limpando as lágrimas que insistiam em cair. Então, ouvi Rafael rir. Rir de verdade. O fitei.
_ Você não é a única que deseja ele, disso eu tenho certeza. Qualquer humana desejaria um anjo, pela sua beleza. Anjos sempre atraem humanos. — disse Rafael, e vi que sua expressão mudara de sofrimento para compaixão e... Compreensão. E um pouco de felicidade.
_ Mesmo? — perguntei, limpando as últimas lágrimas que caíam. — Então isso é algo normal, certo?
_ Sim. Afinal, humanos tem que se reproduzir. — disse Rafael. — Só que anjos não tem que se reproduzir. — disse ele, olhando para o chão.
_ Você deseja ele? — perguntei, boquiaberta.
_ Eu... — murmurou Rafael, se interrompendo. — Bem, vamos mudar de assunto?
_ Mas você... — comecei, com os olhos arregalados.
_ Vamos mudar de assunto, Samantha... Por favor? — ele disse e vi seus olhos se encherem de água.
_ Você não pode me responder? — perguntei.
_ Eu não posso sentir sentimentos tão humanos, Samantha! Eu não sou um humano! — exclamou Rafael.
Agora ele voltara a chorar.
_ Por que você não pode sentir isso? Sabe, não é uma coisa que se possa controlar... — comecei e fui interrompida:
_ Desse jeito, eu vou acabar me tornando um humano! — exclamou Rafael.
_ E qual é o problema disso? — perguntei.
_ O problema é que talvez eu não tenha poder o suficiente para defender o mundo inteiro! Miguel e Gabriel não vão conseguir segurar o mundo sozinhos e vai tudo se tornar um desastre! Se eu sentir tais coisas... Eu vou cair! E vai ser o momento certo para os demônios atacarem o paraíso. Vai ser o apocalipse, Samantha! — exclamou Rafael.
Então eu me lembrei do meu pesadelo na hora. Quando tinha meio que uma barreira na minha frente e eu podia ver o mundo em um completo desastre.
_ Puxa... Rafael... — murmurei, me sentindo mal por ele. Puxa, ele tem uma responsabilidade enorme nas mãos.
_ Keeh, esse cara é o anjo mais sentimental que eu já vi. Qual é o problema do apocalipse, afinal de contas, né? — ouvi uma voz bem conhecida...
_ KURAI? — berrei, assustada. Fazia quando tempo que eu não via aquele demoniozinho?
Mas ver o estado dele foi o que mais me assustou. Ele estava completamente ferido, parecendo que ele foi o último sobrevivente de uma guerra.
_ Oi, Samantha... Você não acreditaria se eu falasse que eu estava defendendo Uriel, né? Mais uma trupe de anjos que vieram por ordens de Miguel... Você não acreditaria no número de anjos que o Leviatã pode derrotar em um só ataque... — resmungou Kurai, tossindo e se sentando.
_ Espera aí, o Ivan está lutando? — perguntei, boquiaberta.
_ Sim... Estava. Os anjos perderam e recuaram. Ainda bem. Eu vim aqui te avisar. Ele está com o Nathan e a Sara naquela cachoeira... Pelo o que Nathan me explicou, porque foi ele que me mandou te avisar... Naquela cachoeira que a sua irmã costumava ir quando estava chateada... No alto dela, em um cemitério... AI! — exclamou Kurai e se deitou. Foi aí que eu vi o tamanho da sua ferida.
_ Rafael! Você não pode ajudá-lo? — perguntei.
_ Não. Meus poderes de cura só podem ser utilizados com seres vivos. E não com almas. Se ele não morreu... Ele vai ficar sofrendo por toda a eternidade. Essa ferida vai deixar uma dor enorme com ele, e o melhor seria... — murmurou Rafael, parecendo triste.
Então, um raio dourado saiu da sua mão e atingiu Kurai, que gritou.
_ RAFAEL! — berrei, assustada com o que ele acabara de fazer e vendo que Kurai desaparecera. — O QUE VOCÊ FEZ?
_ Eu o destruí. Sinto muito Samantha. — disse Rafael, respirando fundo. — Pelo o que ficamos sabendo, sua irmã está passando por dificuldades. Vamos até lá.
Eu não conseguia acreditar que o Rafael fizera aquilo.
_ Por que, diabos, você fez isso? Ele era legal! — exclamei, com lágrimas nos olhos.
_ Preferia que ele vivesse uma vida sendo torturado por uma dor enorme? Aquilo não iria se curar, Samantha. Eu... Fiz o melhor que poderia ter feito. Imagine só se ele cai bem na hora que estamos contando com ele? Foi melhor assim, para todos, acredite, Sam. — disse Rafael.
_ Eu entendo, mas... — murmurei, sentindo as lágrimas caírem.
_ É melhor irmos logo. Eu vou. Sinto muito, Sam, mas essa é a realidade. Anjos destroem demônios. E vice-versa. Estou preocupado com o Nathan e com a sua irmã. — disse Rafael, parecendo triste.
_ Tudo bem. — falei, andando enquanto limpava as lágrimas. Agora eu sabia para onde ir.
...
Assim que chegamos no cemitério, eu vi Sara deitada no chão e vi Nathan e Ivan berrando um com o outro.
_ E VOCÊ FAZ ISSO COM A SUA MELHOR AMIGA? COMO VOCÊ FAZ ALGO ASSIM... — Nathan se interrompeu ao nos ver.
_ O que aconteceu com a Sara? — perguntei, com os olhos arregalados e correndo até a minha irmã.
_ Ah, eu nem fiz nada demais... — resmungou Ivan.
_ NÃO FEZ NADA DEMAIS? — berrou Nathan.
_ Claro que não. E logo logo eu vou matá-la, não se preocupe. Agora, você morre. — disse Ivan, lançando um raio na direção do Nathan, que desviou com um grito de susto e caiu no chão. — Já está gritando? Eu ainda nem cortei você...
_ Leviatã. — Rafael disse, como se fosse um aviso e Ivan o fitou.
_ Então você está aqui, hein? — perguntou Ivan, dando uma gargalhada.
Vi os olhos de Rafael se encherem de lágrimas ao verem o Ivan daquele jeito, mas ele logo se recompôs, respirando fundo.
_ Eu vou curar a Samantha, e você, suma daqui, antes que eu te mate... Leviatã. — disse o arcanjo. Ele piscava várias vezes para afastar as lágrimas.
_ Você não parece capaz de me matar, não é? — perguntou Ivan, com um sorriso no rosto.
_ É, mas nem sempre as coisas são o que parecem. — disse Rafael, fechando os olhos e estendendo a mão, lançando um raio na direção do Ivan, que desviou. — Vá logo embora.
_ Eu não vou embora coisa nenhuma... Eu vou ficar aqui e me enfrente se for capaz, Rafael... — disse Leviatã, e os dois começaram a tacar raios um para o outro.
Logo Rafael acertou um raio no Ivan, sempre de olhos fechados, e o Ivan ficou com tanta raiva por ter sido ferido com o outro de olhos fechados que começou a xingar o arcanjo com todos os nomes possíveis.
Então, quando eu vi, Leviatã sorriu e lançou Rafael para longe, avançando na direção da minha irmã.
_ SAAAARAAAAA!!!! — berramos eu, Rafael e Gabriele, que só agora eu havia notado que estava ali.
_ Levante-se Sara! — exclamou Rafael, tentando fazer com que ela acordasse, porque ela parecia estar sonhando acordada.
_ Droga. — murmurei baixinho. — LEVIATÃ! VENHA ME PEGAR ENTÃO! QUER MEUS PODERES? QUER LEVAR MINHA ALMA PARA O INFERNO E ME DESTRUIR NÃO É? ÓTIMO! PODE VIR, QUERO VER SE VOCÊ CONSEGUE! — berrei, tentando desviar a atenção do Ivan para mim.
Rafael e Nathan correram para tentar impedir o Ivan de pegar a Sara, mas ele deu uma gargalhada e desviou, com Gabriele se postando na minha frente. Ivan praticamente me ignorou.
_ Decidiu bancar a corajosa Sara? Vamos ver então o quanto você aguenta!! — exclamou Ivan.
_ DROGA, IVAN, PARE COM ISSO, NÃO É A SARA QUE VOCÊ QUER DESTRUIR! — berrei tentando desviar da Gabriele, sem sucesso.
_ PAAAREE, PAREE, PAAREEE!!! — minha irmã começou a berrar, com a mão na cabeça.
O Ivan parou e franziu as sobrancelhas, estranhando alguma coisa.
_ MAALDIITAAA! — berrou Ivan, pondo uma das mãos na cabeça e soltando um raio na direção da minha irmã.
Levei um susto enorme, mas Nathan pulou na frente do raio e o desviou com outro raio no último minuto. Ivan começou a disparar vários raios na direção da minha irmã e, mesmo com os anjos defendendo ela, um deles a acertou, fazendo com que ela voasse para longe com um grito.
_ NÃÃÃÃÃO! IVAN, POR FAVOR, NÃO FAÇA ISSO! — berrei, tentando me soltar da Gabriele, que continuava a me prender. Mas por que, diabos, ela não deixava eu chegar perto da Sara?
_ É ISSO!! — Sara berrou, me dando um susto. O que ela estava planejando?
Ela correu até mim e eu a fitei, confusa e assustada. Franzi as sobrancelhas.
_ Sara, o que... — falei, junto com Gabriele, mas a Sara me interrompeu:
_ Sam, me perdoe por isso.
Ela tirou uma faca do bolso e cravou a lâmina no meu braço. Eu gritei, tamanho foi o susto e a dor repentina. Mas com a mesma rapidez que a lâmina se fincara no meu braço, ela saiu.
_ Por que fez isso? Você ficou louca? — perguntei, irritada e confusa.
Gabriele estava paralisada.
_ Você vai ver irmã, vai ver. — resmungou Sara, se afastando.
Logo vi Nathan e Rafael lutando contra Leviatã, e agora, Max também estava no meio. Aquele maldito fora quem começara com toda aquela briga... Ai, que ódio!
Rasguei um pedaço do pano da minha blusa e enrolei no machucado, resmungando alguns palavrões, ardia para caramba.
_ LEVIATÃ, JÁ DESISTIU DE ME MATAR? — o grito da minha irmã fez com que eu pulasse no lugar.
O Ivan berrou algum palavrão e jogou Nathan para longe, avançando na direção da minha irmã.
_ CHEGA DISSO! EU VOU ACABAR COM VOCÊ DE UMA VEZ POR TODAS SARA!!! — berrou Ivan, agarrando Sara.
_ NÃÃÃOOOO! IVAAAN! MAS QUE MERDAA! — berrei, apavorada, tentando ainda mais tirar os braços da Gabriele da frente.
_ Calma, Sam... — sussurrou Gabriele, baixinho.
Ivan e Sam saíram do chão e foram subindo, fazendo com que eu não conseguisse ver o que eles faziam direito.
_ Droga! Eles estão subindo demais. — exclamei, com raiva e irritada e desesperada e tudo!
_ LEVIATÃ! SOLTE ELA!! — berrou Nathan.
O que eles estavam fazendo lá em cima? Drogaaa! Fiquei por um tempo vendo minha irmã tentando se soltar do Ivan, quando eles desceram de repente, do nada. Os dois caíram no chão, Sara saiu rolando e Ivan caiu de cara no chão. Mas ele logo se recompôs, e a minha irmã também. Ivan parecia bastante atordoado e vi que havia sangue pelas suas roupas, arregalando os olhos.
_ Sara... O que você fez comigo? — perguntou Ivan, parecendo confuso.
Logo Gabriele me soltou, correndo na direção de Sara e eu fui junto.
_ Eu...cumpri...minha..promessa. — murmurou minha irmã, desmaiando logo em seguida.
_ Ei! O que está havendo! Droga! — exclamei, sem saber direito para quem eu seguia.
Logo vi Max voando para a árvore ao meu lado, quase me atropelando e batendo de cara contra ela, xingando até a mesma. Franzi as sobrancelhas.
_ Mais um, e você está morto. Caia fora daqui, Max. — ouvi e vi que Rafael o fitava.
Nathan já estava ao lado da minha irmã.
_ Está bem, mas as coisas não se acabam por aqui! — exclamou Max. — Eu ainda vou ver você ajoelhado aos meus pés, arcanjo maldito! — e ele desapareceu.
Logo o olhar do Rafael caiu sobre a minha irmã e ele seguiu na direção dela. Nathan e Gabriele deram espaço para ele passar, abaixando a cabeça como se fosse uma reverência e eu me lembre de que ele era como se fosse um dos mais fortes.
Rafael se abaixou e tocou a testa da minha irmã, fechando os olhos.
_ Bom. — murmurou ele. — Ela só tem feridas superficiais e está um pouco cansada. Não aconteceu nada de grave. Bem, ela está muito cansada. Deixe ela em uma cama, eu vou ficar vigiando ela. — ordenou para Gabriele, que assentiu e pegou minha irmã nos braços, saindo dali.
Rafael se virou para mim e seu olhar, que antes estava frio como gelo, pareceu se... "Derreter" e ele abaixou a cabeça, se aproximando.
_ Você quer que eu dê uma olhada no seu braço? — perguntou, me olhando nos olhos agora.
_ Eu estou bem, não foi algo sério. Eu acho é que o Ivan está muito ferido. — falei, me sentando ao lado do demôno mais angelical que eu conhecia.
Ivan se encolheu ao ver Rafael se aproximar.
_ Não encoste em mim. — murmurou Ivan.
_ Não se preocupe. Eu só quero ver o que há de errado com você... Me permite? — perguntou Rafael, olhando apenas para seus pés.
_ T-tudo certo. — murmurou Ivan. — M-mas... De qualquer jeito, eu sei me cuidar, eu vou me curar sozinho.
_ Você não quer ajuda? Parece que a faca perfurou o seu coração. — disse Rafael, parecendo sinceramente preocupado.
_ N-não é problema seu. Eu vou sair daqui. — disse Ivan, se levantando e começando a se afastar, mas Rafael o interrompeu, agarrando o seu braço.
_ É problema meu sim. Sabe por que? Porque eu ainda te amo, ao contrário de muitos anjos, irmão. — disse Rafael. — Eu acredito que há uma parte de você que vale á pena ser salva. Pode deixar eu te curar?
_ Mas você não pode curar um demônio. — murmurou Ivan.
_ Você não é um demônio. É um anjo que foi muito maltratado. — disse Rafael. — Eu só quero te ajudar. Me permite?
_ E-eu... E-está bem, me cura logo. — resmungou Ivan, desmaiando.
_ IVAN! — berrei.
Logo no momento que eu fui na direção deles, eu meti a cabeça em um galho, desmaiando. Puxa, que noite, hein?
Notas finais
Eu queria tanto mais reviews, =(
Em fim, eu postei de qualquer jeito, quer vocês me deem reviews ou não, é divertido escrever com a Juli, rsrs...
Beijos.
Ps: Aah, to super curiosa para com o prox cap! Manda a ver Juli!
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