as Caçadoras e as Paixões Proibidas.

36 Capítulo XXXV - Não posso desistir!


Notas iniciais
Oiê! galerinhaa,
Adorei o capítulo da Mou, e vocês?
Bom, aqui vamos nós para mais emoções! rsrsrs
Aproveitem;

Pov Sara:

Tinha passado tanto tempo desde que saí de casa, que o sol já estava começando a brilhar, e eu além de querer encontrar meu amigo demônio, ainda estava preocupada com a Sam. Nathan e Gabriele estavam tensos e pareciam querer me tirar dali e me levar pra algum lugar seguro. Nathan havia me contado que um dos melhores havia ido ficar com minha irmã, e que eu podia confiar completamente nele, até Gabriele concordava sem fazer nenhuma piada, ela dissse que ele era mais forte do que os dois, por ser um dos superiores deles, nem sei direito como funciona isso! Enfim, nós estávamos em uma estranha floresta assustadora, mas nada de Ivan ou do outro garoto, acho que é Lucifer o nome dele. Derrepente minha cabeça começou a dar fortes pontadas e dessa vez, eu não conseguia conter os gritos, doía tanto!

"-ME PROCURANDO?-"

Ivan estava na minha mente, mas...não. Não era o Ivan de sempre, era diferente, tinha uma voz mais iponente, fria, e só havia raiva, ódio, maldade naquela mente. Droga!!! Não era meu amigo, era, Leviatã, e parecia extremamente mau! Essa não Ivan, se deixou dominar por sua maldade, isso não ia ser fácil.

"-IVAN, VOCÊ...-"

"-LEVIATÃ! OUVIU HUMANA INFERIOR? MEU NOME É LEVIATÃ! E VOCÊ DEVE ME CHAMAR ASSIM!!! LEVIATÃ! NUNCA MAIS ESQUEÇA DESSE NOME, PORQUE É ASSIM QUE VOCÊ VAI ME CHAMAR, PRINCIPALMENTE QUANDO EU ACABAR COM VOCÊ E ME LIBERTAR DESSA MALDITA LIGAÇÃO!!!-"

"-ONDE VOCÊ ESTÁ?-"

Eu tremi, e Nathan e Gabriele agora tentavam me fazer falar o que estava havendo.

_ Sara.. — Gabriele disse, mas eu a interrompi.

_ Ivan, quer dizer...Leviatã está na minha cabeça! — Eu disse tentando ignorar a dor que aquilo estava me causando. Nossa, quando era só Ivan eu não sentia isso, bom, só sentia se ele queria né.

"-ESTAVA QUASE ACABANDO COM SUA IRMÃZINHA, MAS, TINHAM QUE MANDAR RAFAEL NÃO É? VENHA ME ENCONTRAR SARA, VAMOS VER SE TEM CORAGEM. OU VAI SE ESCONDER ATRÁS DO SEU ANJINHO?-"

"-DIGA ONDE VOCÊ ESTÁ!!!-"

"-ESTOU ONDE AS ALMAS SÃO ABANDONADAS E OS CORPOS DEIXADOS NO ESQUECIMENTO-"

_ Nathan, onde fica o lugar em que as almas são abandonadas e os corpos deixados no esquecimento? — Eu perguntei não ouvindo mais a voz de Leviatã e nem a terrível dor de cabeça.

_ Bom, sinceramente não nos referimos assim a esse lugar sabe? Bom, ah, pensamento de demônio é tão horrível! Ele está no simitério perto daquela floresta onde você ia para pensar. Lembra? A cachoeira!

_ Siim! Vamos!

_ Eu preciso encontrar sua irmã e Rafael, logo estaremos com vocês. — Gabriele disse e desapareceu na mesma hora.

_ Sara, eu não vou deixar nada acontecer com você! — Nathan disse agora sério, e me abraçou.

Meu coração acelerou naquela hora, e pela primeira vez tive medo de perder tudo mesmo, tudo de uma vez só. Mas balancei a cabeça e sorri pra ele o abraçando também. Ele abriu as asas e logo estávamos voando bem rápido em direção a uma cachoeira que eu conhecia muito bem. Mas Nathan passou direto por ela, e quando ele finalmente desceu, eu congelei. O céu estava negro, as nuvens escuras tampavam o Sol, formando um aspecto sombrio de terror. Lápides nos cercavam, o cheiro de morte estava no ar, espalhando o desespero. Como poderia haver tanta morte em um lugar só? A guerra acabara, deixando sua destruição diante de meus olhos, que ardiam pelo ar poeirento e pelo nevoeiro espesso que começava a tomar conta do local. Logo iria chover e a neblina estava me cegando pouco a pouco. Raios desciam dos céus, como serpentes de eletricidade, trovões iluminavam as nuvens negras, dando um aspecto mais assustador ainda ao local. Tremi. Ele me apertou contra si, como se quisesse me proteger do cenário que se formava á minha frente. Ninguém poderia parar a chuva quando ela começasse a cair e não havia nenhum teto ali que nos protegesse. Mas sim mortos, lápides, horror... Respirei fundo, tentando tirar aquelas imagens de minha cabeça. Havia alguma coisa se aproximando, algo poderoso.

_ Acalme-se, nada vai te ferir enquanto eu estiver aqui. Nada nem ninguém, isso eu posso lhe afirmar. — sussurrou ele em meus ouvidos.

Aquilo soou como um consolo e até foi bom, mas tudo o que é realmente bom, dura pouco, não é? Ouvi um riso e tremi novamente.

_ Pare de se esconder, maldição! Todos os vivos, e até os mortos que estão aqui já sabem que você está aí, apareça logo demônio! — gritou ele.

A impaciência dele era surpreendente quando se tratava daquele que tanto me odiava. Como se falar adiantasse de algo. Era um demônio ali na frente.

_ O que você quer? Quer assustar mais a coitada que já está tremendo em meus braços? Quer que eu vá embora? Está com medo? — provocou ele.

_ Não provoque, por favor. – sussurrei.

Eu não conseguia fazer minha voz sair direito, como se um nó estivesse se formando em minha garganta. Um nó de pavor, provavelmente. Leviatã se aproximava, seus olhos eram vermelhos e seu rosto inundado de cicatrizes. Ele andava firmemente. Asas negras se estendiam por trás dele, enormes e manchadas de vermelho

estavam em suas costas, em seus lábios, um sorriso de pura diversão se formava.

_ Me desculpe, mas a festa acabou. Os dois pombinhos podem se separar antes que eu mesmo faça isso. — disse Leviatã. Aquele demônio angelical estava com um sorriso que parecia cortar o seu rosto. Mas quem me abraçava apenas me apertou mais contra si, com um gesto mais do que protetor. Era possessivo. O demônio parou, sorrindo mais ainda.

_ Não vão se separar? Não tenho a tarde inteira, andem. Vocês não vão querer que eu faça isso, podem ter certeza. — disse Leviatã.

Eu senti os braços que estavam em volta de mim se afrouxarem lentamente. Agarrei-me àqueles braços em uma última esperança de continuar me sentindo protegida. Em vão. Ele se separou de mim e eu caí no chão com a cabeça abaixada.

_ E agora? Desejava mais do que isso? Ainda espera que eu faça o que você deseja? – falei.

Meus olhos estavam fixos no monstro que estava á minha frente. E ele apenas riu e encolheu as asas, pensativo.

_ Você está me devendo alguns favores. — disse ele Em fim me olhando friamente.

_ Favores? O que mais você quer de mim? Você já me tirou meus amigos, minha família, os únicos que estavam ao meu lado. Quer mais? O que mais eu vou ter que perder? Não tenho mais nada! – falei. Senti as lágrimas escorrerem pelo meu rosto, apesar da minha tentativa inútil de detê-las.

_ Sim, você tem. Você tem a sua irmã, você tem algumas coisas... Enfim. Você tem um amor. Você tem um anjo ao seu dispor. Não aceito isso. — disse ele.

O demônio foi parando de sorrir e olhando para meu amado lentamente.

_ Como se deixou levar a esse ponto, Nathan? Como? Explique-me isso. — ordenou ele. Agora Leviatã o fitava com desdém. Não me agüentei. Levantei-me e dei um passo na direção do demônio com o rosto ardendo em pura fúria.

_ Você não vai tirar a única coisa que me resta também. Não posso permitir. – falei. Eu estava me esquecendo de todos os meus medos, de tudo o que aquele imprestável podia fazer? O QUE, DIABOS, EU ESTAVA FAZENDO? Mas agora era tarde. Ele me olhou surpreso.

_ E o que você pode fazer contra mim? Responda-me, humana inútil! — disse o demônio. Ele abriu as asas instantaneamente.
_ Você é só uma imprestável que não serviu nem mesmo para defender o próprio lar. Não serviu para defender a sua família! Quem diria me derrotar! — disse Leviatã. O ser á minha frente agora soltava uma gargalhada assustadora. Recuei um passo, mas não perdi a compostura de ataque.

_ Ela não é imprestável. E, principalmente, ela não é inútil. — disse Nathan.

O anjo veio andando até o meu lado. Vi que seus olhos ardiam em fúria também.

_ Ah, lindo casal. É uma pena destruir esse amor. — disse o demônio. Leviatã já ia estalando os dedos e Nathan, como que para impedi-lo, deu alguns passsos á minha frente. Inutilmente. Tudo ficou negro, eu só pude sentir o baque no chão. Depois... Nada. Não senti nada. Era como se o meu corpo estivesse fora do meu alcance. Era como se... O que restasse de mim... Se afogasse em uma escuridão intensa. Chorei sem lágrimas. O que mais eu poderia fazer? Nada. Absolutamente nada. Como ele disse, eu sou uma imprestável. Uma inútil. Não sirvo para nada, apenas dou problemas. Ouvi uma luta começar, ouvi Nathan e Leviatã um gritando insultos para o outro, e raios de todas as cores passavam por mim, mas eu estava em choque, na minha mente, estava derrotada. Então ouvi a voz da minha irmã.

_ SAAAARAAAAA!!!! — Eu pisquei tentando me libertar da escuridão, da dor e do meu desespero, e vi Sam correndo na minha direção junto com Gabriele, e...hum, eu morri? to no paraíso? que anjo lindo!!! não, claro que não to no paraíso, se concentra Sara!

_ Levante-se Sara! — O anjo disse com uma voz segura e firme.

O que eu estava fazendo? Por que estava ali deixando meu amado lutar sozinho? Eu tinha uma promessa pra cumprir, e o que a Sam está fazendo aqui? Ela está ferida! não pode se esforçar! Eu sou uma caçadora! Não posso desistir e ficar chorando esperando que fiquem me defendendo!

_ LEVIATÃ! VENHA ME PEGAR ENTÃO! QUER MEUS PODERES? QUER LEVAR MINHA ALMA PARA O INFERNO E ME DESTRUIR NÃO É? ÓTIMO! PODE VIR, QUERO VER SE VOCÊ CONSEGUE! — Sam gritou alguma coisa mas eu não ouvi, Rafael e Nathan foram na direção do demônio, mas ele soltou uma gargalhada e desviou dos dois anjos, enquanto Gabriele se colocava na frente da minha irmã.

_ Decidiu bancar a corajosa Sara? Vamos ver então o quanto você aguenta!! — A voz dele era fria, e eu estremeci mas me mantive de pé. Sam gritava alguma coisa, mas Gabriele a segurava, eu não entendia minha irmã, não entendia ninguém, ele veio em minha direção e minha cabeça começou a doer, quase explodir.

_ PAAAREE, PAREE, PAAREEE!!! — Eu gritava, mas derrepente senti alguma coisa estranha. Leviatã pareceu espantado, eu estava tentando devolver a dor pra ele também, mas eu não sabia como estava fazendo isso.

_ MAALDIITAAA! — Ele gritou e eu senti um forte raio vindo em minha direção, mas Nathan pulou e o desviou no último minuto. Mas Leviatã lançou vários outros raios, e mesmo que Nathan e Rafael desviassem todos, e atirassem outros em Leviatã, um deles me atingiu me fazendo gritar intensamente e voar para longe.

_ NÃÃÃÃÃO! IVAN, PORFAVOR, NÃO FAÇA ISSO! — Sam gritou tentando se libertar de Gabriele que a segurava mas estava tendo dificuldades para manter minha irmã longe da luta.

Ivan não faria isso, ele era um demônio mas eu sabia que ele devia se importar com a Sam, e talvez até com nossa amizade. Mas Leviatã? não, pra ele não existia nada disso, era apenas maldade...mas...

_ É ISSO!! — Eu gritei, e fui até minha irmã que me olhou assustada.

_ Sara, o que... — Ela e Gabriele perguntaram, mas eu disse baixinho.

_ Sam, me perdoe por isso. — Eu tirei uma faca do bolso, e cravei a lâmina no braço de minha irmã. O grito dela fez meu coração doer, mas logo eu já tinha tirado a faca dela, mas com seu sangue manchando a lâmina.

_ Por que fez isso? Você ficou louca? — Sam perguntou irritada e com raiva. Gabriele parecia assustada e sem reação.

_ Você vai ver irmã, vai ver. — Eu me afastei e vi Nathan e Rafael lutando contra Leviatã, e agora, Max também estava no meio. Eu queria tanto arrancar a cabeça dele, mas tinha uma coisa mais importante.

Peguei a faca e fiz um corte no meu braço também, e quando vi meu sangue junto com o de minha irmã na lâmina, corri na direção da batalha.

_ LEVIATÃ, JÁ DESISTIU DE ME MATAR? — Eu gritei e ele soltou um grito de raiva e veio na minha direção, jogando Nathan para longe. Ai, coitado do meu anjo!

_ CHEGA DISSO! EU VOU ACABAR COM VOCÊ DE UMA VEZ POR TODAS SARA!!! — Era o que eu queria, Leviatã me pegou e Sam gritou mais alguma coisa dessa vez parecia mais desesperada. Principalmente quando ele me ergueu e eu me vi bem longe do chão, se eu cair, parto dessa pra melhor.

_ LEVIATÃ! SOLTE ELA!! — Nathan gritou com raiva.

Leviatã ia me soltar, mas eu sentia que ele estava sugando meus poderes. Ah, por isso que eu estava começando a me sentir fraca! Eu não tinha muito tempo, a guerra não havia acabado, estava apenas começando, mas se dependesse de mim, Ivan iria ficar do lado da Sam e não do lado de Lucifer! Eu me debati com todas as forças, e consegui o ângulo, Leviatã ria sem parar achando que eu estava tentando me soltar, mas então eu consegui, a faca em minha mão perfurou bem no lugar onde estava o coração dele, e ele gritou parecendo surpreso e com raiva. Minha irmã amava meu amigo demônio, o amor dela estava ali, no sangue dela, e minha amizade por ele também, minha última tentativa, foi passar esses sentimentos para ele de uma maneira bem direta. Nathan e Rafael e até Max agora olhavam espantados enquanto eu e Leviatã íamos perdendo altitude, quando batemos com força no chão, eu rolei para o lado e vi a face de Ivan novamente, ele estava caído, mas logo se sentou.

_ Sara...o que você fez comigo? — Ivan perguntou, e Sam se libertou de Gabriele e correu na nossa direção.

_ Eu...cumpri...minha..promessa. — Eu não consegui mais falar, nem me mexer, meus olhos se fecharam e tudo que eu vi, foi a escuridão total me envolver.

Notas finais
rsrs, acho que to me empolgando demais! rsrs
Bom, espero que tenham gostado, que tal uns reviews para mostrar o que acharam?
Logo a Mou virá com o próximo capítulo, Beeeijinhos da Juli;