as Caçadoras e as Paixões Proibidas.
23 Capítulo XXII - O Enviado.
Notas iniciais
Pois bem, cheguei bem rapido com outro cap. Bom, desculpem qualquer coisa, e entonces... Conhecem a piada dos pintinhos? Ta, as notas não são para contar piadas, rs, desculpem! Vão ler, vão.
Pov Samantha:
Chegando no meu quarto, mais uma surpresa. Além de ser cinco horas da manhã, tinha um menino sentado na minha cama. De onde ele surgira? Não sei. Como ele chegara ali? Também não sei. Quem ele era? Não sei.
O garotinho, que deveria ter uns cinco anos era bem bonitinho. Tinha olhos do mesmo tom azul-escuro do cabelo. Era estranho achar um menino de cinco anos com o cabelo azul-escuro. Fato. Outro fato que me deixou bem intrigada: Ele me fitava com um ar superior, de quem é melhor e sabe mais. Aquilo era alguma brincadeira?
_ Olá. — disse ele friamente, subindo na cama elegantemente e pulando para o chão. — Meu nome é... Me chame de Kurai. — disse ele, estendendo uma de suas mãos para que eu pegasse.
Apertei a sua mão, e foi como se uma corrente elétrica me percorresse. Arregalei os olhos.
_ O meu é Samantha. — falei, recuando até a parede.
_ Acho que eu já sabia o seu nome, assim como sabia o de sua irmã. É bom saber que era a verdade. — disse ele, se curvando com aquele jeito altivo e elegante. Eu estava com os olhos arregalados e com as costas pregadas na parede.
_ Ah... — murmurei. — Eu... Como você chegou aqui?
_ Bom, eu posso lhe contar que fui enviado aqui para lhe proteger. — disse ele, continuando paralisado em seu lugar.
_ Mas... Esse não era o trabalho da Gabriele? — perguntei, timidamente.
O garoto suspirou pesadamente, como se buscasse por paciência.
_ Sou um demônio. — disse ele, olhando para a parede e pondo um dedo nela, fechando os olhos. — Fui enviado por um anjo, mas não deixo de ser um demônio.
_ Enviado por um anjo? — perguntei, confusa. — Como assim?
_ Fui enviado por Uriel. — disse, se curvando novamente para a parede. — Perdoai-me por ter falado o vosso nome, anjo. — resmungou ele.
_ Nossa, não está pegando pesado demais? — perguntei, confusa.
_ Keeeh, prefere que eu xingue os sete ventos ou seja castigado, né? Acredite, eu não gosto nem um pouco dos anjos. Muito menos de fazer serviços para eles. — disse ele, fechando os olhos brevemente e respirando fundo.
_ Entendi. — falei. O que mais eu poderia falar? E se eu perguntasse mais e ele perdesse a paciência e me...
_ Pare de pensar essas coisas. — ele me interrompeu. — É chato ter que fingir que não ouço seus pensamentos.
_ Você ouve? — perguntei, boquiaberta.
_ Keh você não vai dormir, né? — perguntou ele. Aquele "né" no final da frase não combinou, mas, tudo bem.
_ Certo, vou sim. Sóvou escovar os dentes. — falei.
_ Vou acompanhar a senhorita. — disse ele.
_ Não precisa... — comecei e fui interrompida:
_ Precisa sim. Eu posso ser um demônio, mas tenho que lhe proteger e não posso correr o risco de que você seja atacada no banheiro. Você acha isso também, né? — perguntou, com um olhar um pouco distante.
_ Bom... — comecei e fui interrompida novamente:
_ Keh, prefere que eu fique invisível, né? — perguntou ele.
Que "né" eram esses no final de cada frase interrogativa?
_ Por que você fala "né" em todas as suas perguntas? — perguntei.
_ Eu sou um demônio japonês. Algumas coisas são automáticas. Sumimasen. — disse ele, sorrindo.
_ Ah... Sumimasen é como pedir desculpas em japonês? — perguntei.
_ Hai... Digo, sim. — disse ele, dando outro sorriso, que era bem falso.
_ Então... Desculpada! Bem, eu vou para o banheiro, e se for para vir junto, prefiro que fique invisível e... — comecei e ele me interrompeu:
_ Hai. Alem disso tenho que desviar de você para não ser atroplado. — resmungou bem baixo, ironicamente. — Hai, hai, hai.
_ E fica quieto, está bem? — perguntei.
Ele ficou em silêncio. Ótimo. Cara mais chato! Que coisa, ele...
_ Por favor, você consegue aquietar seus pensamentos? — perguntou ele, olhando para a escada, já invisível.
_ Não. — falei, emburrada. — Isso não tem como fazer. Tem algum problema com eles? — perguntei, com um pouco de raiva.
_ Sumimasen. — resmungou ele. — Kyō wa watashi no kōun'na hide wa nakatta. — falou tão baico que eu quase não escutei, ironicamente. Juro que eu não entendi nada.
_ O que? — perguntei, confusa.
_ Eu estava falando que hoje foi o meu dia de sorte por ter ficado com o trabalho de proteger alguém tão... — ele me analisou por um instante. — Gorda... Feia... Nariguda... — ele parecia procurar algo de bom. Ai que raiva desse... — Alguém tão diferente quanto você! — exclamou ele.
Diferente, hein? Eu vou matar esse cara, juro que vou.
_ Escuta... — comecei, tentando ficar calma.
_ Vai me matar, né? Interessante. Pode tentar. — disse ele e eu senti meu rosto esquentar de raiva.
_ PARE DE LER OS MEUS PENSAMENTOS! — berrei. Logo notei que no relógio já eram seis oras. Fiquei boquiaberta. Eu não dormira! E mais, não estava com o mínimo sono! — Olha só a hora... — murmurei, ouvindo os despertadores da casa tocarem ao mesmo tempo. Até o da minha mãe.
_ Ops. — ouvi a voz dele e ouvi passos até o meu quarto, a porta se fechando e sendo trancada.
_ Ah, fala sério! EU VOU MATAR ESSE CARA! — berrei.
_ Filha? — minha mãe chamou da escada. — Venha tomar café. E por favor, desligue o meu despertador. Hoje é sexta, dia de prova...
_ Está bem, só vou acordar a Sara. — resmunguei.
Eu sacudi minha irmã, bati nela com os pés e nada. Eu já estava começando a estranhar, quando...
_ AAH, CALA A BOCA, DIABO, MALDIÇÃO, SEU IDIOTA... — ela começou a berrar e se interrompeu, me fitando. Eu já estava na parede.
_ Epa, epa... — murmurei. — Calma, o café da manhã está na mesa.
_ Droga, não dormi quase nada... — começou ela e eu a interrompi:
_ Eu não dormi. Literalmente. Eram cinco da manhã, eu estava me aprontando para dormir e apareceu um carinha... — comecei e uma voz me interrompeu:
_ Esse "carinha", tem nome, e o meu é Kurai. — resmungou ele.
_ Ai, que inferno. — resmunguei.
_ Ponha a culpa no Uriel. — resmungou a voz.
_ Ele mandou você me proteger, não me encher o saco. — resmunguei.
_ Mas te encher o saco é bem mais divertido... — murmurou ele.
A sorte é que o tal Kurai estava invisível. Se não, ele tinha de se ver comigo, ah se não tinha.
_ E depois eu que sou a louca que fala com fantasmas... — resmungou Sara, me fitando.
_ Ele está invisível. Eu vou lá para baixo tomar café, você, faça o que quiser. — falei, andando até as escadas.
Notas finais
Moukiki (mou-chan pra vocês).
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