as Caçadoras e as Paixões Proibidas.

21 Capítulo XX - Convencendo o meu "querido" pai...


Notas iniciais
Olá pessoal!
Há quanto tempo! Desculpa a demora, ocorreu uma briga entre as autoras, mas acho que já está tudo resolvido...
Em fim, está aí outro cap! Espero reviews, oks?

Pov Samantha:

Aquilo era inacreditável! Eu fitava o meu pai, trocando um olhar de raiva com ele, tentando respirar fundo, afinal, era o meu pai ali e não um demônio...

_ Por que fez isso, Samantha? — perguntou o meu pai. — Você vai ter que limpar isso depois.

_ Eu sei. E se bobiar me pede para pagar o prato. — falei quase que ironicamente.

_ Filha, Sam, não use esse tom comigo. — disse ele, me olhando severamente.

_ PREFERE QUE EU GRITE? ASSIM ESTÁ MELHOR? — berrei, respirando com dificuldade. — COMO É QUE VOCÊ FAZ ISSO? VOCÊ VAI TRANSFERIR A SARA! INACREDITÁVEL PAI! AGORA VOCÊ VAI TRANSFORMAR A MINHA VIDA EM UM TREMENDO INFERNO! ISSO É INACREDITÁVEL! — eu mal conseguia me conter, eu não queria sair falando palavrões para todos os sete ventos, mas aquilo era... Meu pai era... A Sam... Eu não conseguia acreditar naquilo que estava ouvindo!

_ Sam, calma... — murmurou meu pai, passando uma mão na minha cabeça.

_ Se você transferir a Sara... Eu vou fugir de casa. — falei, com os olhos ardendo de raiva e saindo correndo pela porta de casa, chorando. Como aquilo poderia ter acontecido?

Corri por algum tempo, dando algumas voltas no quarteirão e me sentei em um muro, respirando fundo. Era melhor se eu me acalmasse. Bati repetidamente na árvore que estava na minha frente e encostei a cabeça nela, chorando mais.

_ Huum, parece que aconteceu algo realmente terrível. — murmurou uma voz, fazendo eu abraçar a árvore de susto e olhar para os lados.

Um garoto me fitava. Ele deveria ter a minha idade e não era feio. Ele tinha cabelos negros, meio ondulados, olhos castanhos e um jeito bem peculiar. Parecia até um daqueles atores de novelas.

_ Quem é você? — perguntei, percebendo o ar estranho que o envolvia, um ar frio e cruel.

_ Meu nome... Bem, me chame de Max. — disse ele, me lançando um olhar aterrorizante.

_ Bem, eu quis dizer com essa pergunta... O que é você? — perguntei.

_ Huum... Eu sou um servo... Que veio atrás de seu mestre... — disse ele, como se estivesse contando a maior novidade do século.

_ Sem enrolações, fale logo. — ordenei.

_ E você acha que pode mandar em mim? De qualquer jeito, sou um demônio, servo de Leviatã, o príncipe do Inferno, aquele que só perde para Lucifer. E sou um dos chefes, ou seja, nem pense em tentar me impedir... De vir buscar o meu mestre. — disse, com um ar cruel o rondando.

_ Você... — eu estava meio sem fala. Aquilo era surpreendente. Tinha um demônio atrás do Ivan, e bem na hora que ele estava daquele jeito tão frágil... Me ferrei.

Fiquei o fitando, com uma cara de boba por um tempo, até que me recuperei e me levantei, pulando para o chão.

_ Você vai me dizer onde ele está. Antes que aconteça o pior. — disse o tal Max, me fitando friamente.

_ Ah, legal... — falei e saí correndo dali.

Não sei o que deu em mim. Eu só sei que eu tinha que chamar a Sara o mais rápido possível.

_ Pensa que pode fugir de mim? Tenho uma surpresa para você. Você não pode. Não importa o quão rapido você corra... O Pesadelo vai sempre te acompanhar. — disse a voz do tal Max e ele estava parado na minha frente, dando uma risada maligna.

_ Aaai, sai fora! — exclamei, tentando correr para o outro lado, inutilmente.

_ Por que? Tem medo de mim? — perguntou, me prendendo contra a parede.

_ Me solta, seu des... — comecei e ele me interrompeu:

_ E se eu não quiser te soltar? — perguntou, se aproximando ainda mais de mim. Arregalei os olhos.

_ E-eu... — comecei e vi a Sara correndo pelas ruas.

_ Samantha! — exclamou ela, vindo até mim, mas foi interrompida.

_ Então você conseguiu, hein Sam? A sua irmã está aqui. E isso só melhora a minha situação. — disse o tal Max, me soltando e agarrando a Sara.

_ Aaai, droga! — exclamou ela, tentando se soltar daquele demônio que insistia em continuar prendendo ela contra a parede. — ELE É FORTE, SAM! — berrou ela.

_ EU SEI, SE NÃO EU JÁ TERIA ACABADO COM ELE! — berrei de volta, olhando para os lados, buscando algo para me ajudar.

_ Eu tento o exorcismo? — perguntou Sara.

_ Não sei, ainda estou pensando no que fazer. — falei, meio sem jeito.

_ Solte-a. — ouvi uma voz e meu coração quase parou. Fiquei paralisada. Era... Era...

_ Huum, um meio sangue? — perguntou o demônio, jogando a Sam para o lado e fitando alguém que estava logo atrás de mim.

_ Paul? — perguntei, sem me virar.

_ Olá. — disse ele, pegando em meus ombros e me virando para que eu pudesse olhar para ele. — Não se preocupe, sei resolver esse tipo de situação. Ei, aquela ali é sua irmã, deixa eu ver... Sara? — perguntou ele, como se tivesse simplesmente adivinhado.

_ É... — murmurei, ainda meio paralisada.

_ Nice tomeet you! — ele disse, olhando a minha irmã, que agora o fitava. Na realidade, todos o fitavam.

_ Você está falando em inglês... — comecei e ele me interrompeu:

_ Ah! Desculpe! — falou ele, rindo. — Eu quis dizer que é legal te conhecer.

_ Ah, também é um prazer te conhecer... — murmurou Sara, meio atordoada.

_ Evão me deixar de fora da conversa? — perguntou o demônio, com uma cara emburrada. — Todas pararam de me dar atenção por sua causa, maldição! — exclamou, fitando Paul.

_ Nossa, parece até uma criança. — soltei, sem querer.

_ Criança é a sua avó! — exclamou Max. Não pude conter a gargalhada. — Pare de rir de mim, vocês vão se ver comigo! — exclamou o demônio, sumindo.

_ A gente tem que por uma barreira em volta da casa. — falei.

_ É, deixa que eu faço isso. — disse Sara. — Eu dei um jeito do papai me deixar aqui por mais pelo ao menos um mês. Não sei se vou conseguir por mais tempo.

_ Certo, certo. — falei. — Obrigado Paul. — falei, olhando o garoto que nos observava.

_ Tudo bem. É um prazer ajudá-las! Agora, se quiserem alguma ajuda, moro na terceira casa a partir daqui. — disse ele, apontando para a direita. — Duas casas antes da padaria.

_ Certo. — falei e ele saiu andando com as mãos nos bolsos.

Andei ao lado de Sara até chegar á nossa casa, minha irmã ficou desenhando símbolos de proteção no chão e eu entrei em casa.

_ Pai. — falei, cutucando ele por trás.

_ Sim, Sam? — perguntou, tirando o jornal da frente de seu rosto. Ele estava com lágrimas nos olhos. — Bem, a Sara está pondo uma proteção em volta da casa... Para nenhum outro demônio entrar... Ou sair caso tenha algum aqui... Então, é isso. Só para avisar. — falei.

_ Certo. — disse ele, com o olhar na parede, parecendo estar longe.

_ Logo o jantar estará servido, Sam. Depois, chame a sua irmã. — disse minha mãe, com um sorriso triste no rosto. — E então, parece que tem um amigo seu te esperando no seu quarto.

_ Que? — perguntei, arregalando os olhos.

_ Estranho, não? Também achei, mas ele insistiu. Aí deixei ele entrar. Ele está comendo alguns biscoitos. — disse ela, com um sorriso inocente.

_ Tudo bem, mãe... Eu só vou ver se não é nenhum engraçadinho... — falei, me levantando e indo até o meu quarto.

Assim que eu entrei, as luzes da casa se apagaram.

_ Agora o seu pesadelo vai vir á vida real, Samantha... — falou uma voz esganiçada e várias vozes riram das paredes.

_ Droga! — exclamei, saindo do quarto e correndo para achar meus pais.

_ Puxa, parece que a luz acabou. — ouvi a voz da minha mãe e vi uma vela iluminar uma mesa. Meu pai estava desmaiado.

_ Pai! — exclamei.

_ Amor! — exclamou minha mãe.

_ Cuida dele, vou achar a Sara! — exclamei, correndo até o jardim. Sara também estava no chão. Voltei para dentro e vi minha mãe no chão também. — Isso não pode estar acontecendo...

Ouvi risadas das paredes. De repente, tudo parecia estar em chamas. Me lembrei que a mamãe sempre esquecia o gás ligado. Essa não! Procurei o fogão, mas era fogo para todos os lados. Logo algo bateu com força nas minhas costas, me fazendo cair, vi que as chamas se tornaram azuis e começaram a me queimar. Apesar de não me machucarem realmente, era como se estivessem me queimando viva. Não pude conter os gritos.

_ MEU DEUS! — gritei, tentando apagar aquele fogo.

Ouvi mais risadas e uma voz esganiçada falou:

_ Odeio distorcer sua mente, mas Deus não está ao seu lado. Uma velha crença dilacerada... — murmurava a voz, rindo histéricamente.

"Droga!" pensei. " Caí em alguma armadilha!". Logo senti um cheiro de carne queimando e me lembrei de meus pais. Não!

_ Pessoas como você tem a alma tão fácil de roubar... — murmurava aquela voz, com aqueles risos histéricos me perseguindo. — Agora você é minha escrava até o fim dos tempos...

Droga. Droga, droga! O que eu fazia? Esperava? Não podia ser real aquilo! Sério!

Saí correndo da casa, mas parecia que havia uma barreira de vidro e eu bati de cara com ela. O fogo ainda estava em mim. Vi que o mundo parecia estar em um Apocalipse. Pessoas caindo, morrendo, outras comendo umas ás outras, outras chorando... Fechei os olhos com força. O que era aquilo tudo? E eu não conseguia acordar daquele pesadelo! Além da vontade de lutar contra aquilo... Parecia que o mal tinha se tornado o certo! Parecia que o ódio não precisava de uma razão. O que estava acontecendo? E de onde vinham esses pensamentos? O fogo tinha sumido de mim.

_ Essa é a sua justiça? Você tem mentido por todos esses anos para os que eram realmente confiáveis apenas para escapar da sua situação, e agora que eles descobriram eles ainda tem a audácia de lhe dizer como se sentir. E eles vem medicando o seu cérebro mesmo sem você perceber, e você vai enlouquecendo lentamente enquanto eles te dizem: "Dado com as melhores intenções, ajude você com suas complicações". — uma voz falava do nada. — Você deveria saber... O preço de destruir o mal... E dói saber que você pertence a este lugar... Huum... Seu trágico destino parece tão claro... Heh... Não é este o seu maldito pesadelo?

Logo a Sara apareceu desmaiada bem na minha frente, nos braços de alguém... Pulei em cima dessa pessoa, mas eu meio que atravessei ela e caí no chão. Ouvi uma gargalhada.

_ Lute! Não caia! Não falhe! Ou você vai acabar como os outros. Sem nenhum respeito pelo outro... — murmurava a voz, vinda daquele encapado. Outra gargalhada.

E então, foi como se eu tivesse caído em um buraco e havia fogo para todos os lados. O homem apenas ria. Ai que raiva daquele...

_ Caia! Sinta o fogo! Sinta o ódio! A sua dor é o que nós desejamos... — murmurava a voz, logo eu estava em uma rua e eu não pude me conter. Saí correndo. Queria me distanciar daquilo tudo e de tão distraída, eu bati de cara com um muro. Onde eu estava? — Perdida! Bata no muro! Se veja rastejando! Apenas uma mentiros substituível!

Olhei para os lados com lágrimas nos olhos. Eu conhecia aquela música que eles cantavam em português, mas não conseguia reconhecer. Só que era tão horrível que eu nem queria saber. Logo ouvi uma voz ao longe, me chamando. Parecia ser da Sara e de alguém... O Nathan?

_ E eu sei que você ouve a voz deles... Chamando de cima... E eu sei que podem parecer real... Estes sinais das coisas boas... Mas nossas vidas são feita de escolhas... Algumas sem possibilidade de recorrer... Eles tomaram como certa a sua alma... E agora é nosso trabalho roubá-la... — falava a voz.

Mas eu não queria nem saber. Fechei os olhos com força e... Eu levantei, respirando com dificuldade. Nathan e Sara me fitavam, preocupados. Eu estava ofegante. Notei que eu estava na minha cama, em casa. Meus pais estavam na porta, me fitando preocupados também.

_ Ai... Eu... Ai que bom que eu voltei para casa! — exclamei, caindo no choro.

_ Calma, está tudo bem... — disse Nathan, me abraçando.

Então eu me lembrei que era aquela música da banda que eu mais amava de rock, chamada Nightmare. Eu juro que, depois dessa, eu nunca mais escuto essa música. Era de dar calafrios.

_ Aquilo não foi real, mana, se acalma... — murmurou Sara, passando a mão no meu cabelo.

_ Eu sei, eu sei... — murmurei, respirando fundo. — Nossa, que horrível. — murmurei, coçando os olhos e respirando fundo de novo.

_ Melhorou? — perguntou Nathan.

_ Sim. — falei, assentindo com a cabeça levemente.

_ Quer um copo de água para ver se consegue se acalmar melhor? Suas mãos estão tremendo. — disse minha mãe, vindo até a cama.

_ Não precisa, está tudo bem. — falei.

_ Então está bem. — disse ela, me dando um beijo na testa e saindo do quarto, encostando a porta e arrastando meu pai junto.

_ Mana, tudo bem mesmo? — perguntou Sara. — Você está pálida e está tremendo.

_ É... Foi um pesadelo bem horrível. — falei, passando a mão várias vezes pelo rosto.

_ Você estava caída no chão e ninguém conseguia te acordar! — exclamou Sara.

_ Eu cheguei a ter que entrar na sua mente. — murmurou Nathan. — E aquela voz... — murmurou, olhando para a parede. — Parecia daquele maldito assistente do Leviatã... Parecia ser Mephistopheles... — murmurou Nathan, franzindo as sobrancelhas. — Mas também podia ser Myrho ou Mephisto... Se bobiar até Marduk veio até aqui...

_ Eu não conheço nenhum deles... O único que eu vi diz que se chama Max. — falei, confusa.

_ Deve ser Mephisto. Ele costuma a ser "engraçadinho" assim. — disse Nathan, revirando os olhos e as aspas com os dedos.

_ Mephisto... — murmurei, olhando pela janela.

Ouvi uma risadinha e vi Nathan fitando a parede da frente.

_ Está bem, tem um anjo aqui, já fui, já fui... — resmungou aquela mesma vozinha, fazendo com que eu me encolhesse.

Notas finais
E então, tinha que parar em algum lugar, né?
É isso, bjs.