as Caçadoras e as Paixões Proibidas.

15 Capítulo XIV - O estranho.


Notas iniciais
Aqui está mais um cap, rsrs...
Espero que esteja bom...

Pov Samantha:

Fitei Nathan, dividida entre a tristeza e a confusão, coisa rara de se ver, a GRANDE Samantha está triste e confusa! Ah, estou meio decepcionada comigo mesma também. Eu nunca teria coragem! E Leviatã e Nathan sabiam disso.

Nathan sorriu para mim e disse alegremente:

_ Vamos lá Sam, eu sei que o Ivan quer que você me destrua. Mas a pergunta é: Será que você teria uma maldade tão grande na alma, capaz de te fazer matar um anjo?

Minha mãe me olhava espantada com a mão no coração, meu pai e meu tio estavam em choque. Eu fiquei fitando Nathan, sem respostas.

_ Mi... Mi... Minha Samizinha não teria coragem! Meu Deus, Samantha, ele é um anjo, você... — começou a mamãe e Sara disse, tentando acalmar a mamãe:

_ Mãe, calma, a Sam não fez nada. A alma dela ainda é pura. Quem já matou muitas criaturas fui eu, a Sam só envia elas de volta para o inferno ou para o lugar que elas merecem.

E só pra completar um pouco aquele dia, meu pai se virou e disse com frieza para Sara:

_ Sara, você está se tornando a fonte de todos os problemas dessa família! Agora confessou que já matou, sua alma foi corrompida, como vamos te salvar se algo acontecer?

Eu fitei o papai, boquiaberta, tentando falar alguma coisa. Mas a Sara foi mais rápida.

_ Pai, escuta.... — Sara tentou dizer, mas meu pai deu um soco na mesa e gritou:

_ Já chega! Sara, vá para o seu quarto, agora!

Pude ver que ela abaixou a cabeça, tentando conter as lágrimas e saiu da cozinha.

_ PAI! — gritei. Ele se virou para mim, abriu a boca para falar algo, mas eu fui mais rápida: — Você não tem noção, não é? Você fica culpando a Sara de tudo, mas a culpada aqui sou eu! Eu que não descobri nada sobre o Ivan! Eu nem desconfiei de que ele fosse um demônio. E a única coisa que a Sara queria era um amigo. E ela conseguiu isso por algum tempo. Mas ele se cansou! Pai, você não pode ficar pondo a culpa de tudo o que aconteceu nos outros! Se for para por a culpa em alguém, ponha a culpa em mim! — quase gritei. Meu pai quase ficou sem fala.

_ Samizinha... — começou ele e eu o interrompi:

_ Samizinha nada! Pare de ficar me chamando assim! Eu não sou mais a sua criancinha de cinco anos que brincava com uma boneca de pano! Pai, eu enviei demônios para o inferno! — exclamei, subindo correndo as escadas, indo para o meu quarto. Mas, a voz que eu ouvi me fez pular. Nathan. Nathan falava com a minha irmã no quarto dela. Me aproximei da beira da porta, que estava aberta e ouvi:

_ Trouxe um presente pra você, espero que possa te animar um pouquinho.

Era a voz de Nathan.

Um tempo depois ouvi a voz de Sara:

_ Obrigada, é muito linda;

_ De nada. Não é uma simples corrente Sara, é uma maneira de você se comunicar comigo quando precisar. — disse a voz de Nathan.

_ Como assim? — Sara.

_ Quando precisar Sara, é só pressionar a harpa que o anjo está tocando. Pode acreditar que eu saberei, e virei te ajudar. — Nathan.

_ Nossa, não sabia que existiam correntes assim. — Sara.

_ Não existem, eu que te trouxe essa. — Nathan riu.

_ Ah! Obrigada mais uma vez. — disse a voz de minha irmã e segundos depois: — Ah... Me... Me... Bem... Desculpe.

_ Tudo bem Sara, bom, eu preciso ir. — disse a voz de Nathan.

Hora de ir correndo para o meu quarto. Saí de fininho e me sentei na minha cama. Abaixei a cabeça e minha mãe entrou.

_ Samizinha, não conte para sua irmã. Mas seu pai quer separá-las, ele quer mandar sua irmã para um colégio interno, mas eu vou tentar tirar essa idéia absurda da cabeça dele. — disse ela.

_ Como assim ele quer mandar ela para um colégio interno? — perguntei, confusa.

_ Ele está culpando sua irmã por tudo que está acontecendo. E disse que ela não vai mais influenciar você. — ela suspirou e disse antes de sair disse: — Durma bem querida, tudo vai se resolver.

Me deitei, depois de dar boa-noite para todos e dormi.

No dia seguinte, acordei cedo. Tipo, umas 4:00 da manhã. Era sábado. Como eu tinha certeza que não conseguiria dormir, resolvi dar uma caminhada para terminar de acordar. Estava bastante frio. Olhei pela janela e vi tudo embaçado. Puxa, estava tão frio a ponto de embaçar a janela! Me levantei, meio a contra gosto e pus uma calça de moletom bege e uma blusa de lã preta. Vesti botas de lã, pondo a calça por cima delas e saí. Parecia que o tempo estava á ponto de nevar!

Assim que eu abri a porta, resolvi comer apenas uma maçã, isso não me faria mal, apesar de estar muito cedo. Comi, tomei um leite também, não pude evitar, comi uns biscoitos e saí. Eu não demorei nem 5 minutos para lanchar, mas tudo bem. Enquanto eu andava pela rua, o ar pareceu esfriar muito mesmo. Quase dei meia volta e peguei duas blusas de frio. Uau! Pus as mãos nos bolsos, pondo o capuz que estava dependurado na blusa.

_ Está frio, não é? — ouvi a voz de um garoto. Dei uma espiada e vi uma sombra com um capuz preto, sem mostrar seu rosto. Não tinha mais ninguém por perto. Dei meia-volta, desfazendo o caminho projetado até a padaria e comecei a voltar para casa.

_ Não fuja de mim, eu sou apenas um garoto que quer conversar. — disse ele e eu senti mãos, surpreendentemente quentes, em meu braço, me virando. Agora eu podia ver seu rosto. Abaixei o capuz também.

_ Oi, quem é você? — perguntei, tremendo de frio.

_ Sou... Pode me chamar de Paul. — disse ele, pondo de volta o capuz em minha cabeça. Ele me deu um pano, amarrando ele em volta do meu nariz e prendendo no capuz. Franzi as sobrancelhas. — Ajuda a te ajudar a escapar do frio. — explicou. Realmente, era muito melhor com aquele pano do que sem.

_ Obrigada. — falei. — Sou Samantha... — comecei e ele me interrompeu:

_ Todos no reino das trevas sabem quem é você.

Fiquei o fitando. Ele estava falando do inferno, qual era esse Reino das Trevas?

_ Reino... — comecei e ele me interrompeu novamente:

_ Reino das Trevas. Mais conhecido aqui no Reino da Confusão de Inferno. E, Reino da Confusão, é a Terra. — falou.

_ Humm... — murmurei, balançando a cabeça. — E você é um demônio? — perguntei.

_ Não. Sim. Mais ou menos. — falou.

_ Mais ou menos? — perguntei, franzindo as sobrancelhas.

_ Meio a meio. Minha mãe é humana. Meu pai, um demônio. Fui adotado recentemente por uma família da vizinhança. — disse Paul.

_ Humm. — soltei, aliviada.

_ Que bom que eu estou te conhecendo! Você é famosa! — disse ele, dando uma gargalhada.

_ Como me conhecem? A santa do inferno? — perguntei e nós dois rimos.

Uma voz me fez pular.

_ Paul?

Uma mulher estava parada, logo atrás dele.

_ Ah, bom dia mãe, esta é a Samantha! — disse ele.

_ Prazer. — disse a mulher.

_ Prazer. — falei.

_ Vou preparar o café. Quer entrar? — perguntou a mulher para mim.

_ Não, obrigada. Eu já estava voltando para casa. — falei.

Ela sorriu, se distanciando. De repente, ela parou, soltando um grito agudo. Eu e Paul corremos até lá. Ivan estava parado na frente dela.

_ Calma, calma, o que eu fiz? — perguntou Ivan.

_ Humm, você... Você... Apareceu do nada... Como um fantasma, você... — murmurou a mulher, desmaiando em cima de Paul. Ele a pegou e um homem veio correndo até nós, trazendo a mulher para dentro da casa.

_ Deve ter sido o frio! — falou Ivan, para o homem. — Oi Sam! — disse para mim. — Oi... Garoto. — disse Ivan, fitando Paul.

_ Paul. — disse ele, olhando Ivan, desconfiado.

_ Sou Ivan. Eu estava aqui, por que... Acordou mais cedo, Sam? — perguntou. Assenti. — Continuando, eu estava dando uma caminhada. Minha casa é aquela. — disse Ivan, apontando para uma casa sombria no canto, pequena e fria, parecendo abandonada. Jardins mal cuidados e um cachorro vira-lata fazendo xixi na porta.

_ Bom... Veio aqui fazer... Caminhada? — perguntei, descrente. — Acredito em tudo, menos isso.

_ Ok, ok, eu estava vindo aqui para achar uma vítima. — disse Ivan, revirando os olhos. Paul ficou o fitando, buscando respostas.

_ Ele é um demônio. — expliquei para Paul. — Vive de almas mortais.

_ Exato! Aprende rápido, hein, Samizinha? Então, já vou indo, agente se vê. — disse Leviatã, bagunçando o meu cabelo e saindo. Levantei novamente o capuz, xingando alto e arrumando meu cabelo, me virando para voltar.

_ Eu te levo em casa. — sugeriu Paul. — Não é bom andar por aí assim. São 6:30.

_ O QUE? — berrei. Quando foi que as horas começaram a passar tão rápido? Minha mãe já devia estar arrumando o café!

Fim do pov Samantha.

Sara acordou mais cedo em um sábado, 7:25.

_ Mãe, eu te ajudo a arrumar o café... — começou Sara, descendo as escadas e percebeu que a mãe estava quase enlouquecendo e gritando:

_ A SAMANTHA SUMIU!


Notas finais
Então, está boom? Mais ou menos bom? Ruim?