as Caçadoras e as Paixões Proibidas.

10 Capítulo VIIII - Conhecendo Nathan


Notas iniciais
Oiê! Galerinha, Espero que gostem desse capítulo,Vamos lá?

Pov Sara:

Eu estava cansada de ficar no quarto sem fazer nada, e irritada porque havia vários nomes de demônios no livro e eu nem sabia por qual eu começava. Ghost não queria me contar de jeito nenhum, mas minha curiosidade estava mais forte, como sempre. Eu podia tentar adivinhar, e então, não seria ele que teria me contado.
Minha mãe estava me tratando como se eu estivesse á beira da morte, outro fato que me deixava mais irritada ainda. Aproveitando que ela teve que sair para entregar uma carta urgente, eu desci correndo pra tentar sair.

_ Droga! — Minha mãe era mais esperta do que eu pensava, a porta da frente e a dos fundos estavam trancadas.

Mesmo assim, isso não me impediu de sair. Voltei para meu quarto, e abri a janela, e puxei os galhos de uma grande árvore que tinha perto dali e fui descendo por ela.
Eu e Sam sempre usamos essa árvore para sair durante a noite, claro, quando temos algum trabalhinho pra fazer de madrugada. Sorri aliviada quando cheguei ao chão, e corri para o parque que ficava a três quadras dali.
Senti a brisa soprando suave no meu rosto, e me senti livre. Eu sempre odiei ficar trancada, quando meu pai nos colocou de castigo, foi uma tortura. Pra Sam então, nem conto, ela é por incrível que pareça, mais agitada que eu.
Eu havia levado o livro comigo, e meu caderno onde eu anotava tudo das nossas caçadas, sobre as criaturas, algumas observações minhas e da Sam, e às vezes, escrevia alguma dúvida minha.
Sentei em um banco do parque, e estava anotando algumas coisas no meu caderno e lendo o livro, quando senti uma presença familiar.
Levantei a cabeça e o tempo pareceu ficar congelado. Aqueles olhos, de novo, aqueles olhos estavam me encarando. Havia alguma coisa naquele olhar que fazia meu coração acelerar, e eu não sabia dizer o que era.
Voltei á realidade quando ele desviou os olhos de mim e veio caminhando em minha direção.

_ Olá Sara. — A voz dele era como uma melodia, e seus olhos eram de um verde hipnotizante, principalmente pra mim. Seus cabelos eram castanhos claros, e lhe davam um charme que eu não me surpreenderia se minha voz não voltasse mais, de tão encantada que eu estava por aquele garoto bem na minha frente.

_ O...O...O... Quer dizer, oi; — Ótimo, gaguejei, agora ele vai pensar que sou uma boba que não sabe falar direito. Parabéns Sara!

_ Perguntei para a sua irmã sobre você, e ela disse que você estava doente. — Ele sorriu, e pronto. Meu coração acelerou tanto, que eu achei que ia ter um ataque. E claro, como eu sou sortuda, ele com certeza ouviu essa maravilhosa demonstração de admiração do meu coração. Será que ele queria me fazer desmaiar? Porque se fosse isso, ele estava quase conseguindo.
_ É... Eu... — Mas que droga garota, dá pra parar de gaguejar e conversar direito com ele?

_ Sara, você está bem? Está meio pálida. — Eu deveria dizer que estava perfeitamente bem, por estar do lado de um anjo como ele. Espera, anjo? Sara, a beleza dele já está fazendo sua mente delirar? Eu pensei e de repente ri com este pensamento.

_ O que foi? — Ele me olhou surpreso.

_ Nada, é só que... Ah, foi estranho isso. Sabe? Você nem me conhece e perguntou de mim para a minha irmã. — Finalmente eu conseguia falar, ainda bem, ele devia estar achando que eu tinha algum problema de comunicação com outras pessoas.

_ Eu gostei de você Sara, e você é uma garota especial. Eu queria muito te conhecer, mas você faltou no colégio e não deu pra gente conversar.

_ Como me encontrou aqui?

_ Eu tinha ido até sua casa, mas vi quando você pulou a janela.

_ Ah, é um antigo costume meu e da Sam. — Porque eu tinha que ficar vermelha justo agora?

_ Você fica bonita corada. — Ele disse sorrindo e se sentou ao meu lado.

_ Hãn... Obrigada, eu acho.

_ A propósito, meu nome é Nathan, mas acho que você se lembra do professor falando. — Ele continuava com aquele sorriso que fazia meu coração querer saltar pela boca, será que eu ia ficar agindo como uma muda sempre que estivesse com ele?

_ Sim, eu me lembro. Você tem um nome bonito. — Sara, pare de ficar vermelha! Minha consciência é tão intrometida às vezes!

_ Obrigado, você também. O que você estava lendo e anotando?

_ Er... — E agora? Eu não podia contar sobre o livro e minhas anotações, ele ou ia me achar maluca, ou ia inventar alguma desculpa pra sair dali e não falar mais comigo.
_ É uma história, e eu anoto as partes que eu mais gosto.

_ Sério? Não sabia que você gostava de ler. Eu também sou fã da leitura, como é essa história? Talvez eu compre o livro, assim, podemos conversar sobre ele.

_ Ah! A história? Bem... É... — Ótimo, e agora? Como eu saio dessa?
_ Fala sobre duas caçadoras de criaturas sobrenaturais e uma delas está tentando descobrir o nome de um demônio em especial. — Porque eu falei aquilo? Eu estava ficando besta ou o que?

_ Interessante, você gosta de ler sobre essas coisas?

_ Quem eu? Ah, quer dizer, sim, acho legal.

_ E dos anjos, você gosta também? — A voz dele era suave e aqueles olhos me fizeram perder um pouco o foco da conversa.

_ Hum? Anjos? Sim, eu gosto, acho eles, ah, bonitos e interessantes, e... — Porque ele estava sorrindo?
_ Eu disse alguma coisa engraçada?

_ Não, você que fica engraçada quando se enrola no meio da frase. E sabe, foi legal o que você disse sobre os anjos.

_ Obrigada, acho que a Sam é melhor em diálogos do que eu. Bem, pelo menos quando se trata de falar com garotos lindos e que... — De novo, Sara, quando você vai aprender a não falar demais?

_ Isso foi um elogio Sara, não precisa ficar com vergonha de ser sincera. Sabe, a sinceridade é uma das suas melhores qualidades.

_ Como você pode ter certeza que eu tenho alguma qualidade?

_ Já disse, você é uma garota especial, pena que ainda não conseguiu ver e aceitar isso. — Ele pareceu um pouco preocupado, mas quando eu ia perguntar o que estava acontecendo, ele sorriu e disse:
_ Mas com certeza vai aprender, e eu vou te ajudar.

_ O que quer dizer com vou aprender e que vai me ajudar?

_ Hoje não posso te contar, mas logo você irá saber do que estou falando.

_ Mas...

_ Sara, eu preciso ir agora. Mas prometo que conversaremos mais amanhã, espero ver você no colégio. E te aconselho a ir pra casa, antes que fique muito tarde. — Ele se levantou e me deu um beijo na testa. Isso me fez corar e meu coração dar uma falhada, antes de acelerar a 1000 por hora. Ele sorriu e se afastou desaparecendo.

Eu fiquei ali com cara de boba, e resolvi seguir o conselho dele.
Me levantei e fui andando, claro, completamente desligada de tudo. Quando de repente alguém apareceu atrás de mim fazendo meu coração acelerar de novo, mas desta vez, foi de puro susto e medo mesmo.

_ Fugiu de casa Sara?

_ GHOOOOST! — Eu me virei e gritei enfurecida, tentando fazer meu coração voltar a bater normalmente.
_ Sei que você não vai muito com a minha cara, mas não precisa tentar me matar de ataque cardíaco!

_ Que isso Sarinha, você é minha amiguinha humana, eu nunca tentaria te matar. — Ele disse com uma voz sarcástica e um sorriso cruel.

_ Não tentaria me matar de ataque cardíaco, mas...

_ A caçadora está com medo do seu amiguinho demônio?

_ Ghost, é muito divertido me irritar?

_ Você só está irritada porque não conseguiu sentir minha presença.

_ Você sempre tem que ficar lendo minha mente?

_ Você deveria estar acostumada. E melhor tomar cuidado Sara, andar distraída para uma caçadora, não é muito bom. E se fosse outro demônio, e não eu?

_ Nossa, meu amigo está preocupado? — Eu disse com ironia.

_ Na verdade, isso se chama conselho. Depende de se você vai ouvir ou não.

_ Ok Ghost, o que você quer?

_ Porque acha que eu quero alguma coisa? Não posso mais conversar com minha amiga?

_ Porque você está com aquele brilho nos olhos, e quando isso acontece sem a Sam estar por perto, é porque você quer alguma coisa de mim.

_ O que a Sam tem haver com isso? E eu não fico com brilho nenhum nos olhos quando ela está por perto! — Ele pareceu irritado, mas eu conhecia meu amigo. Ele odiava quando alguém, principalmente eu, descobria alguma coisa que ele estava escondendo.

_ Claro Ghost, claro. Agora, me diga, o que foi?

_ Preciso que você entregue uma coisa para sua irmã. Eu mesmo entregaria, mas seu tio está na sua casa. — Ele disse isso com uma frieza na voz e uma expressão de raiva.

_ O tio Brian está em casa? — Maravilha, agora eu e Sam íamos dançar. Nosso tio nos ensinou tudo, mas quando ele soubesse que eu e Sam estávamos caçando demônios perigosos e que eu mantinha um no porão, até ele ia encher nossa paciência.

_ Acha que estou feliz com isso Sara?

_ Aiai, quero ver quando ele souber que eu fui possuída. Ei! Ghost, você tem medo do nosso tio?

_ Medo? — Ele começou a rir, ou melhor, gargalhar. Eu me arrepiei com o som daquela risada, era fria e assustadora.
_ Não tenho medo de nada Sara, mas se seu tio me visse, iria estragar meus planos. Claro que eu não deixaria isso barato, mas, melhor eu controlar minha vontade de acabar com ele. Por enquanto. — Ele disse tudo isso com aquela voz baixa e ameaçadora que fazia meu sangue congelar. Mesmo assim eu respirei fundo e o encarei séria.

_ Ghost, nada de mortes, pelo menos agora. Pode ser?

_ Vou tentar. — Ele riu e quando eu ia abrir minha boca para protestar, ele me interrompeu, me entregando uma carta.
_ Chega de perguntas Sara, entregue essa carta para sua irmã. E eu vou saber se você não fizer o que eu estou pedindo. — Ele me olhou perigosamente, depois sua expressão mudou para divertida, e ele me deu um tapinha no ombro e disse antes de desaparecer.
_ Nos vemos no colégio querida humana.

Eu fiquei uns 5 minutos parada e confusa. Esse dia estava sendo maluco demais.
Depois me lembrei de tio Brian e corri para casa, já sabendo da bronca que eu ia levar por ter fugido.
Como eu não tinha pressa nenhuma de levar bronca, escalei a árvore e espiei pela janela de Sam. Ela estava sentada na cama com a cabeça baixa, com certeza pensava em alguma coisa. Eu dei cinco batidas na janela e ela deu um pulo correndo para abri-la.
Sam sabia que cinco batidas, significavam que eu queria falar urgente com ela.
Ela abriu e eu entrei rapidamente.

_ Onde você estava sua doida? — Ela perguntou baixinho e parecia preocupada.

_ Fui até o parque, e sinceramente, tive um dia maluco!

_ Como assim?

_ Depois eu te conto tudo. Agora, temos que encarar nossos pais e o tio Brian.

_ Nem me fale, prepare-se para um jantar agitado.

_ Até imagino, vamos ter dor de cabeça hoje?

_ Claro, sempre foi nossa desculpa pra sair logo da mesa.

_ Espero que funcione.

_ Também espero.

_ Sam, o Ghost te mandou essa carta. — Eu a entreguei meio preocupada.

_ Oh, Deus! — Ela parecia assustada e pegou a carta a guardando dentro de uma gaveta.

_ Melhor guardar por enquanto, e depois eu leio. Se descobrirem, aí sim vamos estar mais fritas do que aqueles camarões que o papai adora!

_ Tem razão. Bom, melhor a gente descer de uma vez, eu já vou enfrentar uma bronca por ter fugido.

Sam concordou sem deixar de rir, e nós duas descemos as escadas.
Quando chegamos na cozinha, todos nos olharam, e nós duas apertamos as mãos, como que se tivéssemos dito:

“Bom, hora do interrogatório familiar!”.


Notas finais
E aí, pessoinhas, gostaram?Espero que sim! =D Nos vemos no capítulo 12, Reviews serão sempre bem vindos, beijinhos;