as Caçadoras e as Paixões Proibidas.
9 Capítulo VIII - Na escola...
Notas iniciais
Pov Sam:
Eu estava preocupada com a Sam até demais. Eu não conseguia parar de pensar nela. E naquele garoto/demonio/sei lá mais o que!
Fiquei sentada, praticamente dormindo naquela cadeira, eu não conseguia me concentrar nos estudos, até que o sinal da segunda aula bateu, bem na hora que duas batidas fracas ecoaram pela sala. Ah não... Que aperto no peito era aquele?
O professor foi abrir assim que apagou o quadro negro e eu não consegui acreditar em quem estava ali.
_ Me desculpe, confundi os horários. Sou novato. — disse Ivan ou Leviatã.
Eu tremia. Eu estava assustada demais, aquilo não podia estar acontecendo!
_ Pode se sentar ao lado da Srta. Samantha. — disse o professor e eu olhei feio para os dois.
Ivan ou Leviatã, deu de ombros e andou até a minha mesa sorrindo, como se esperasse que isso acontecesse.
_ Sua irmã mandou dizer que está muito melhor. — disse ele, assim que se ajeitou.
Fiquei o fitando, sem falas.
_ Que cara de desentendida é essa, Samantha? Deveria ter suposto que eu vigiaria vocês, ainda mais depois que mataram meu irmão. — disse ele, naturalmente.
Fiquei o olhando, ainda mais assustada. Matamos o irmão dele?
_ O-o q-que? — perguntei confusa e ele sorriu, como se tivesse percebido que falara algo errado.
_ Oras... É... Não conte meu nome de verdade para a sua irmã e... Aquele último demônio em que vocês atiraram... Bem, ele nasceu dos mesmos pais do que eu, sabe... Isso nos faz irmãos... Por que você acha que eu resolvi sair do porão logo agora? Quando fiquei sabendo disso... — disse ele, olhando com raiva para mim, e desviou o olhar rapidamente. — Mas... Eu... Não consigo matar você! A Sara seria fácil, mas você... Esses seus olhos azuis igualzinhos aos do meu irmão... Mas que droga Sam! — exclamou ele dando um soco na mesa dupla. Ele fitava ferozmente o jardim, provavelmente para não me assustar.
_ Olha... Eu... Sinto muito, eu não sabia... — sussurrei, pondo a mão em seu ombro.
_ Não encoste em mim! — gritou ele, ninguém parecia prestar atenção, o que era estranho. Mas, mesmo ele gritando e pondo a mão em cima da minha, quando nossos olhares se encontraram, ele abaixou a cabeça, fechando os olhos com força. Foi a primeira vez que nossos olhares se encontraram. Fiquei o fitando, confusa. Ele segurava fortemente minha mão entre as suas.
_ Escuta... Eu... Me desculpe... — comecei e ele me interrompeu:
_ Você acha que um simples "me desculpe" vai resolver tudo, Samantha? — perguntou ele, me olhando e nossos olhares se encontraram. Novamente, ele desviou o olhar, com raiva e soltando a minha mão.
_ Mas... Eu... Não queria ter te feito sofrer assim, desculpe. — falei.
O impressionante é que eu não estava com medo dele.
Mas assim que ele relaxou as mãos e me olhou, sorrindo sarcásticamente e com um olhar... Pior do que de raiva... Chegava a ser... Perverso, eu... Eu me encolhi, com o coração disparado.
_ O que é isso agora Samantha? — perguntou ele, seus olhos que eram azuis, agora estavam meio avermelhados... Dava medo a combinação das duas cores... — Está com medo? — perguntou, dando uma gargalhada que me fez tremer. — Por que está com medo? Não queria que eu parasse de ficar triste? — disse ele, rindo. Minha respiração estava acelerada e eu me encolhia cada vez mais. Estava quase no chão, só a parede me segurava. Meus olhos estavam apertados, mas então... Resolvi conter o meu medo, aquilo só prejudicava as coisas.
_ Olha... V-você não precisa ficar assim... — comecei e ele me interrompeu com outra gargalhada.
_ Não preciso? — perguntou e eu respirei fundo, me endireitando.
_ Não. — falei firmemente, mas eu continuava a tremer.
_ Huumm, corajosa. Vamos ver o quanto essa coragem consegue aguentar... — disse ele, eu ainda estava com os olhos lacrados, mas senti um cheiro de... Pinheiros? Abri os olhos e vi aqueles olhos azuis avermelhados bem na minha frente, sua respiração batia em meu rosto. Gritei e caí da cadeira. Ele gargalhou.
_ Leviatã... — sussurrei, tremendo. Ele apenas me fitava com aquele olhar. — Ivan... — falei, com um pouco mais de voz, sentindo muito mais do que medo. — Ivan, por favor... Você... Está me assustando muito... — falei o olhando nos olhos. Nossos olhares finalmente se encontraram e ele pareceu ceder minimamente, desviando o olhar, mas logo voltou com aquela perversidade toda... Só um pouco mais fraca. — IVAN. — falei firmemente. — Pare com isso. — minha voz tremia, mas eu conseguia fazer ela soar firme. — Pare com isso. — repeti.
Ele apenas abaixou a cabeça, seus cabelos, ele tinha uma franja enorme e um corte esquisito, a franja era maior do que o próprio cabelo, que parecia ter sido queimado... Sua franja tampou seu rosto, fazendo sua expressão sumir.
_ Desculpe. — sussurrou ele, a sua voz era um pouco triste. Voltei para a cadeira e o abracei pelos ombros.
_ Escuta... Você tem que aprender a controlar esse seu geniozinho ruim... Você tem quantos anos? De verdade? — perguntei.
_ Mil. Mil e uns nove meses. Sou o mais jovem. — disse ele, me olhando. — Por isso eu ainda consigo ser bom. Agradeça a sua irmã por ter me tirado daquele lugar horrível. Agora, preciso ir. — disse ele, deixando a sala.
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