amigos e nada há mais
3 O bobo apaixonado
Felipe andava em direção a sua casa em uma alegria contagiante, a conversa com Giovana durou apenas um minuto, mas para ele fora uma eternidade, o tempo em que ela falara do trabalho que combinaram que seria realizado em sua casa, o mesmo não parava de fita-la, nunca esteve tão perto dela como esteve hoje e ela era ainda mais linda perto, conseguia visualizar melhor seu belo rosto, seus olhos verdes e brilhantes que pareciam duas esmeraldas fitando o mesmo, sua boca redonda e vermelha por conta do batom que a garota usara parecia tão convidativa, como se estivesse o chamando para um beijo, ele queria muito, mas não queria assusta-la e falar logo de cara que gostava dela, o rapaz pensara em primeiro se aproximar dela o suficiente até que ele se sinta a vontade para falar de seus sentimentos.
Durante esses anos que ele só a observava de longe, admirava a loira que nunca estava sozinha, sempre rodeada de amigos, mimando e a elogiando o tempo todo, era conhecida na escola por ser a mais bela e já ter ganhado quatro concursos de beleza representando a escola e isso só aumentara a sua popularidade e sua vida é um tanto agitada, quem a conhecia bem, sabia que ela nunca recusa um convide de uma boa festa e convoca as amigas para se divertir a noite toda como se no dia seguinte o mundo acabasse.
Mas ele não se importava a amava de qualquer jeito, mesmo se ela não fosse popular ele ainda a amaria.
(...)
Estava tudo pronto para a chegada de Giovana, já havia avisado os seus pais, arrumou a sala, preparou algumas guloseimas e se sentou no sofá ansioso para que ela aparecesse logo.
Era a milésima vez que Felipe olhava para a tela de seu celular que marcava 15h40min, já fazia duas horas e ela ainda não chegou, estava começando a se desanima quando seu celular vibrou, olhou no visor e viu que era Giovana que ligara para ele atendeu de imediato.
—oi gatinho, me desculpa por não aparecer em sua casa para fazer o trabalho, tive que dar uma saída no shopping com umas amigas, você me entende né gatinho. –falou usando voz de bebê
—é claro, eu posso adianta uma parte sozinho e podemos marca outro dia para terminamos o resto juntos. –disse
—faria isso por mim gatinho, obrigado, conversavam amanhã na escola.
—tudo bem, até amanhã. –disse sorrindo de forma boba e finalizando a chamada, mesmo que ela tenha errado ele não conseguia sentir raiva dela, estava preocupado demais pensando em como se declararia.
Deixou o celular em cima da mesinha de centro e começou a fazer o trabalho, sentiu um pouco de dificuldade em fazê-lo, estava concentrado até que Elisa entra na casa do amigo sem bater e vai direto para sala onde se encontrava o garoto, para ambos isso era normal, já que eram amigos de infância, não viam problema algum um adentra a casa do outro sem aviso ou algo do tipo e os pais dele a tratavam como uma segunda filha deles e vise versa.
—oi Fe. –disse a morena correndo para abraça-lo.
—oi Lisa, ainda bem que você veio, estou precisando de ajuda. –disse saindo do abraço e mostrando o trabalho para ela, em seguida sorrindo amarelo para a mesma.
—cadê a Giovana? –perguntou surpresa.
—ela não pode vim por que teve que dar uma saída com umas amigas, então e disse a ela que terminaria um lado sozinho e que poderemos marca outro dia para finalizar o trabalho, já fiz a maior parte, só falta resolver esse calculo que eu não entendi direito. –explicou a fitando.
A mesma balançou a cabeça negativamente, Giovana era a típica patricinha que ganha mérito encima do esforço dos outros.
—eu vou ajudar, mas só por que sou sua amiga e nunca vou te deixar na mão. –falou sorrindo e se sentado ao seu lado, logo eles terminaram o trabalho da forma deles, comiam as guloseimas preparadas por Felipe, riam de acontecimentos do dia a dia e assistiram alguns filmes só para passar o tempo. Felipe não fez o trabalho com sua amada, mas fez com sua melhor amiga que no final das contas acabou sento mais divertido do que fazer com Giovana.
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