A noite finalmente havia chegado e a casa onde aconteceria a festa estava lotada de adolescentes com os hormônios a flor da pele e loucos para curtirem uma farra, a música eletrônica alta, sendo capaz de ouvir a quilômetros de distância, muitos ali consumiam bebidas alcoólicas e dançavam no ritmo que a música tocava, Elisa estava com Eduardo, ambos encorados em seu carro enquanto conversavam animadamente com alguns amigos do moreno, sempre perguntavam se eles mantinham algum tipo de relacionamento amoroso, afinal não se desgrudavam e eram bastante íntimos e acabavam por concordar, mas Elisa se sentia confusa, gostava de esta com Eduardo, adorava seu carinho, a total atenção e paciência que tinha para ouvir seus problemas, porem não sabia exatamente o que ambos tinham, se sentiu mais confusas ainda quando recebeu a ligação de Felipe, ficou surpresa, já que não esperava a ligação do mesmo, ficou feliz por ele ter ligado, para ela isso significava que ele ainda se importava, mas aquele ressentimento de ter sido abandona e taxada de mentirosa voltou a tona a fazendo seu sorriso desaparecer rapidamente.

Por mais que ele já soubesse que nada do que a morena dizia era mentira, não queria perdoa-lo e acabar se magoando de novo, afinal o moreno havia mudado muito durante os últimos meses, como se outra pessoa tivesse tomado o lugar de seu amigo.

Quando sentiram que os jovens se afastaram, provavelmente pegar mais bebida e deixando o casal a sós ali, ambos se olhavam intensamente e sorriam com as expressões faciais um do outro.

—esta gostando da festa? –perguntou Eduardo selando rapidamente os labios da morena.

—estou, mas o que eu mais gosto é de está com você. –a garota respondeu sorrindo, suas mãos acariciavam as bochechas do moreno e então puxou o rosto do mesmo para juntar seus lábios com os dele e assim aconteceu, um beijo lento, suave e cheio de desejo, mesmo que Eduardo sinta que Elisa não o amava da mesma intensidade que ele a amava, queria aproveitar cada segundo que vivia com ela e mostrar que ele poderia ser muito melhor do que Felipe, em todos os sentidos.

(...)

Correndo entre as pessoas ali, Felipe se apressava para alcançar Elisa, o garoto havia passado horas dentro do quarto pensando em tudo o que aconteceu em sua vida, até então percebe por que sentia pela sua melhor amiga, como fora lerdo, demorou todo esse tempo para entender que ele estava apaixonado por Elisa, sempre a amou desde que a conheceu sabia que ela era mais que uma amiga, porém tinha medo de dizer para não acabar com a amizade, Felipe tinha medo de perdê-la, sabia o quando a morena é linda e sentia ciúmes quando um garoto a olhava, não a culpava, afinal ela estava em todos os seus sonhos e eles eram sempre bons, no entanto conforme eles cresciam aquele sentimento só aumentava e ficava cada vez mais difícil guarda-lo para si. Ele teve diversas oportunidades de dizer para ela sobre seu amor, mas acabava engolindo as palavras e aquele medo que ela não o amava e que levaria um “fora” rodeava sua mente e logo mudava de assunto dando como encerrado o anterior.

Estava entrando em estado de desespero, queria vomitar aquilo que estava preso em sua garganta há muito tempo, mas novamente perdeu a coragem, como um fracassado que tem medo de revelar seus verdadeiros sentimentos, precisava esquecer Elisa, ao mesmo tempo em que ela estava perto, para ele a mesma estava mais distante do que um navio navegando no oceano encontrou em Giovana a esperança de camuflar seu amor platônico pela melhor amiga e passou a fingir que amava outra pessoa para esconder seus verdadeiros sentimentos, mais tolo como era acabou esquecendo-se desse detalhe e alimentou cada vez mais esse falso amor pela loira. Agora tudo fazia sentido e tinha coragem o suficiente para declarar esse amor que passou muito tempo escondido, encontrou a morena encorada em um carro com Eduardo e ambos se beijavam intensamente como se não ligassem para quem esta olhando, as mãos dela acariciando a nuca dele enquanto as dele apertavam a cintura da menor, sentiu seu rosto arde e as lagrimas já querendo sair de seus olhos, mas as seguram, encheu seu pulmão de ar e chamou a garota.

—Elisa! –chamou, o casal se separou e passaram a fitar o maior a frende deles, Elisa mantinha seus olhos fixos nos de Felipe como se eles estivessem conversando por telepatia.

—Felipe o que está fazendo aqui? –perguntou finalmente saindo de seu transe

—imaginei que estaria aqui, te conheço muito bem para saber disso. –deu uma pausa olhando a morena. –mas eu queria mesmo era me desculpar com você, eu fui um idiota, mas estou aqui para conserta o meu erro. –disse com um olhar de sinceridade.

—não acha que já a fez sofre o bastante. –Eduardo fechou os punhos

—calma Edu. –tranquilizou o moreno e se aproximou de Felipe. –só agora percebeu? Desculpe-me Felipe, mas eu estou com o Eduardo agora e tomamos rumos diferentes e não sei se podemos voltar a ser amigos. –estava certa do que dissera a ele, mas também estava insegura sobre o que ira acontecer dali para frente.

—mas eu não quero mais ser seu amigo. –Elisa se arrepiou com as palavras que saíram da boca de Felipe e fitou o moreno com os olhos arregalados

—É claro que não, você tem amigos melhores, não precisa mais de mim. –disse convicta de que certamente jamais voltariam a serem amigos depois do que ele acabara de dizer a ela, se virou para ir quando Felipe agarrou seu braço para a mesma olhar nos olhos do moreno novamente.

—eu não preciso de tantos amigos assim e nenhum deles é melhor do que você Elisa, mas ser apenas seu “amiguinho de infância” para mim não da mais, quero muito mais do que isso, eu quero beija-la, abraça-la e toca-la, coisas mais intimas e profundas. –Felipe estava a um centímetro da garota, sua boca estava bem próxima do dela, era possível ambos sentirem a respiração um do outro.

Ela queria acredita, de certa forma ele parecia sincero, porem, algo dentro dela dizia para ela seguir em frente e deixar o passado para trás, algo chamado de receio, tinha medo de se decepcionar com o rapaz, na verdade ela não queria ser abandonada de novo e ter que procurar um consolo em outros braços. Desviou o olhar de Felipe e fitou Eduardo observando aquela cena com o semblante serio

—vai, pode ir, você não me amar de verdade, eu sempre soube disso, não me ama tanto quanto ama ele, mas eu não a culpo, pelo menos o que vivemos foi bom, então a gente se ver por ai. –falou sorrindo de canto e indo embora.

—Edu. –Elisa ia atrás dele, mas Felipe a segurou.

—deixa, ele está certo.

—como?

—eu te amo Elisa. –ela o encarou surpresa durante uns segundos, nunca esperava isso de seu melhor amigo, por muito tempo achou que seus sentimentos por Felipe eram coisa de sua cabeça, no entanto não sabia que ele sentia o mesmo.

—eu também te amo. –sorriu para ele que logo se apressou para beija-la, um beijo calmo e intenso, não estavam nem ai para quem estava olhando como se só existissem eles ali e Felipe estava adorando sentir o sabor dos lábios vermelhos e carnudos de Elisa, estava feliz.

Agora ela era dele e ele dela.

Fim

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