Notas iniciais
Boa leitura, cupcakes :3 Obs: espero que me desculpem por ter postado duas vezes o mesmo capítulo. A internet estava horrível e eu, sinceramente, não sei como isso aconteceu.

Kimberly

Corri até a cozinha seguindo os gritos de Kate. Quando cheguei lá, o que eu vi fez com que uma vontade de matar Kate crescesse dentro de mim. Não eram zumbis, como eu imaginava. Era apenas uma aranha.

–Kate! — falei. Ela me encarou.

–Kim, ela não morre! Socorro! — Kate disse, subindo em cima da mesa.

Revirei os olhos e pisei em cima da aranha. Kate desceu da mesa e sorriu inocentemente para mim. Revirei os olhos e voltei para a sala, todos já estavam acordando.

Fui até o banheiro da casa e tomei um banho. A água parecia gelo de tão gelada que estava. Troquei de roupa e fui para a mini van. Estava tão concentrada nos flocos de neve caindo no para-brisa que quase não percebi Justin sentando no banco do passageiro. Ele estava com os cabelos molhados e esfregava uma mão na outra na tentativa de aquece-las.

–Vou ter uma hipotermia — ele disse.

Quando todos já estavam dentro do carro, pisei no acelerador. Justin, Drake e Dallas ficaram tentado animar a todos a viagem toda, mas percebi que até eles estavam nervosos. Ninguém sabia o que íamos encontrar em Washington, mas todos tinham uma ideia. Christopher foi dizendo algumas ruas por onde podíamos cortar caminho e não esbarrar com uma horda de zumbis. E, no fim, a viagem foi bastante tranquila.

Quando chegamos a entrada de Washington começamos a ver os primeiros zumbis. Não tínhamos como desviar deles e cortar caminho, então passamos por eles e segui em frente. A cidade parecia uma cidade fantasma. Ao adentrarmos mais a cidade, tivemos a visão do inferno. Eram tantos corpos que Washington parecia ter virado um matadouro. Tinham tantos zumbis. Eu já estava arrependida de ter vindo até aqui.

Dirigi por mais alguns quilômetros e estacionei a van em um beco escuro, onde não tinha nenhum zumbi. Todos descemos do carro. Estávamos nos arrumando, ajeitando as armas e a gasolina. Observei o meu grupo por um tempo, por mais que eu quisesse que todos ficassem juntos não poderia colocá-los em perigo, principalmente Jason e Jasmyn.

–Tenho que dizer uma coisa – falei. Todos olharam para mim. – Não posso colocar todos vocês em perigo e todos sabem disso. Estamos em grande numero para sair na rua. Por isso cheguei a uma conclusão, formarei uma equipe não muito grande e sairemos juntos.

–Como assim? Você e mais quem? – Lucy perguntou.

–Eu, Kate, Dallas, Drake, Erika e Justin. Amber, Christopher, Lucy e John, vocês podem cuidar das crianças. Procurem um abrigo. Quando anoitecer quero todo mundo aqui perto da van, estamos entendidos? – eles assentiram.

Amber, Christopher, Lucy, Jasmyn, Jason e John saíram atrás de um lugar para se esconderem até voltarmos. É, era melhor assim.

–Algum plano? – Erika perguntou.

–Matar todos, entregar o soro e dar o fora – falei.

–Grande plano... – Drake murmurou.

–A gasolina só vai fazer peso, Kimberly – Kate disse.

Suspirei. Eu sabia que ela estava certa.

–Eu sei, mas não temos alternativa.

–E se nós saíssemos apenas cortando cabeças? – Erika sugeriu. Todos olharam para ela. – É, as meninas iam com facões, no caso da Kimberly katana, e os garotos iam com as metralhadoras. Quando eles dessem um tiro na cabeça dos zumbis, nós cortávamos. Mesmo não morrendo, eles ficam bastante atordoados com um tiro na cabeça. O que acham?

–É brilhante. Com a cabeça cortada eles ainda ficam vivos, mas não podem atacar – falei, sorrindo.

–Você sabe que é um caminho longo até a sede do governo, não é Kim? – Drake perguntou.

–Não, mas imagino – falei. – Relaxa, nós vamos conseguir.

Terminamos de nos organizar e saímos sutilmente do beco. Ficamos encostados na parede de um prédio. A mochila dos soros estava nas minhas costas e minha katana estava nas minhas mãos, poderia falar que eu me sentia invencível, mas era a maior mentira do mundo. Eu estava morrendo de medo. Estávamos em fila indiana: eu, Dallas, Erika, Drake, Kate e Justin. Fiz um movimento com as mãos os mandando parar. Dei uma espiada para a outra rua e vi que tinha uma multidão de zumbis por ali.

–Está cheio – sussurrei.

–É matar ou morrer, Kimberly – Justin sussurrou.

(N/A: se não for muito incomodo, escutem a música Highway To Hell — AC/DC)

Respirei fundo e corri para a entrada da rua, seguida de meus amigos. Estávamos ferrados. Eram uns vinte e cinco zumbis por ali. Todos viraram a cabeça na nossa direção. Ok, Kimberly, respira, inspira e não pira!

–EI, SEUS FEDORENTOS! VOCÊS ESTÃO COM FOME? AQUI TEM BASTANTE CARNE PRA VOCÊS, SEUS ÓTARIOS! – gritei, fazendo uma dancinha idiota. Já que estávamos no inferno, era melhor abraçar o diabo!

Os zumbis rosnaram e vieram correndo na nossa direção. Desde quando zumbi sabe correr? Ah é, estamos em Washington! Os zumbis devem ser inteligentes aqui. Olhei para o meu grupo e corremos na direção dos zumbis. Os meninos iam na nossa frente, atirando e nós cortávamos as cabeças quando eles caiam no chão.

–É ASSIM QUE SE FAZ, PORRA! – Justin gritou depois de atirar em uns cinco zumbis de uma vez.

Me limitei a sorri. Quando limpamos a rua corremos até a rua seguinte. Antes que eu pudesse me preparar para acertar mais zumbis, vi um garoto em cima de um ônibus atirando em uma multidão de zumbis que estava ao redor do veiculo. Não sei como diabos ele subiu ali, mas até que foi esperto.

–EI VOCÊ! PARA DE ATIRAR, ISSO SÓ VAI ATRAIR MAIS DELES! – eu gritei e na mesma hora os zumbis começaram a prestar atenção em mim.

Veio o primeiro zumbi para cima de mim e eu meti minha katana no fundo da garganta dele. A cabeça do zumbi rolou para o lado e Justin a chutou. Tinha no total uns quinze zumbis ali ainda, seria complicado. Corri até o cara que havia descido de cima do ônibus e o puxei para perto dos meus amigos, tínhamos pouco tempo até os zumbis nos alcançarem.

–Ok cara, eu não sei seu nome e nem porque diabos você estava em cima daquele ônibus, mas se tiver mais sobreviventes além de você, os encontre e fiquem em segurança.

O garoto assentiu e saiu correndo até o prédio mais próximo. Continuamos matando os zumbis até que consegui ver um muro gigante. Era grande demais. Lembrei da sede do governo do México, o muro de lá era idêntico a esse.

–Kimberly, atrás de você! – Drake gritou.

Virei e cortei a cabeça de um zumbi.

–Te devo essa – falei a Drake. Ele sorriu.

(N/A: pode parar a música do AC/DC, obrigada)

Depois que a rua estava limpa, nos reunimos. Eu já estava exausta. Os garotos acharam melhor parar de usar suas metralhadoras, pois o barulho estava chamando atenção demais. Meu braço parecia tão pesado quanto minha katana e toda a neve que estava caindo não ajudava nem um pouco. Mais zumbis começaram a aparecer na rua, o que me fez estremecer.

–Se ficarmos matando zumbis nunca chegaremos ao governo – Kate disse.

–Temos que ser rápidos – falei. – Venham!

Nós saímos da rua e nos escondemos atrás de um carro. Os zumbis pareciam estar nos farejando, pois não paravam de vir na nossa direção. Já estava começando a perder as esperanças. Não tínhamos como passar por esses zumbis sem sermos mordidos. Justin tocou no meu ombro e disse:

–Vai ficar tudo bem, ok?

Olhei para ele e por um minuto eu consegui acreditar que tudo ia realmente ficar bem.

–O que nós vamos fazer agora? – Dallas perguntou.

Todos olharam para mim, mas eu não sabia o que fazer. Tiros não iam adiantar e eu, Kate e Erika não podíamos ficar cortando cabeças sem nos cansarmos. Suspirei e olhei para as cinco pessoas que estavam me encarando.

–Vamos ter que correr e rezar para não sermos pegos ou...

Fui interrompida quando um zumbi se jogou por cima do capô do carro e rosnou para mim. Arrastei-me para perto de Justin e percebi que estávamos cercados de zumbis. Eles estavam formando uma meia lua ao nosso redor. Droga, droga, droga!

–Como eles conseguiram chegar tão perto? – Kate perguntou. Ela estava visivelmente nervosa.

Os zumbis não estavam atacando, pareciam estar esperando que fizéssemos algum movimento. Era muito arriscado um combate corpo a corpo, mas não tínhamos outra escolha. Ficamos de pé e o primeiro veio para cima de mim, e como eu estava cansada demais, não consegui desviar totalmente antes de cravar minha katana na garganta dele, por isso ele bateu com força no meu ombro e caí no chão. Levantei-me meio zonza e outro zumbi já estava rosnando pra mim, Justin e Dallas não podiam me ajudar. Kate e Erika estavam tentando matar três, Dallas estava gritando para chamar a atenção deles, mas não estava funcionando. E Drake estava no chão com um zumbi mordendo a metralhadora na frente de seus rosto, já o Justin tentava cravar o cano da metralhadora na garganta do zumbi, mas à cada tentativa o zumbi se aproximava mais. Parei de prestar atenção neles e olhei para o zumbi que estava na minha frente, ele rosnava freneticamente e sangue escorria de sua boca. Não mostrei fraqueza, olhei para os olhos dele, tentando ver quando ele iria atacar. Apartei a katana na minha mão e me preparei. O zumbi veio para cima de mim e eu virei com tudo a katana na garganta dele, fazendo ele bater na parede e a cabeça sair rolando pelo chão. Cai ajoelhada, puxando o ar fortemente. Justin tinha conseguido cortar a cabeça do zumbi e foi ajudar Drake. Eu me recostei na parede gelada de um prédio e fechei os olhos. Quando abri os olhos novamente, vi que neve que cobria a rua estava de um tom de vermelho vivo. E, graças a Deus, não era o sangue de nenhum dos meus amigos.

Justin me ajudou a ficar de pé e nós continuamos andando pelas ruas. As coisas não ficaram nem um pouco melhor para nós seis depois que conseguimos atravessar uma avenida. Lá tinha tantos zumbis e todos eles deviam estar malucos por carne, pois estavam esqueléticos. Nós mal paramos e eles já vieram na nossa direção.

Antes que eu pudesse fazer qualquer movimento, Justin entrou na minha frente empurrou um zumbi. Ele segurou minha mão e correu. Eu nem tinha mais consciência do que estava acontecendo, estava cansada e com fome. A mochila dos soros estava muito pesada e minha cabeça estava latejando. Não, Deus, por favor! Eu não podia deixar meus amigos na mão logo agora. Apertei o punho da minha katana e soltei a mão de Justin, girei e cravei minha katana no pescoço de um zumbi.

–Nós não vamos dar conta deles, Kim. Vem! – Justin me puxou novamente.

Os outros estavam vindo atrás de nós. Justin entrou em um beco e entrou em um prédio. O prédio estava vazio, nós corremos até o restaurante e nos escondemos debaixo de um balcão. Os zumbis entraram e ficaram vagando por ali, procurando-nos.

–O que vamos fazer agora? – Erika perguntou.

–Comer – murmurei.

–Eu vou chamar a atenção desses vermes enquanto você come um pouco, Kim – Justin deu um beijo na minha testa e ficou de pé. –EI SEUS PUTOS! VENHAM ATRÁS DE MIM!

Justin correu até a porta de incêndio e os zumbis o seguiram. Eu levantei e procurei algo para comer, encontrei algumas barras de cereais e as comi. Alguns minutos depois Justin voltou e eu o abracei. A munição da metralhadora de Justin tinham acabado então tive que encontrar um facão pra ele. Saímos do prédio e caminhamos pela rua, quando chegamos perto do muro onde atrás, provavelmente, estava o governo de Washington, milhões de zumbis apareceram. Nós nunca conseguiríamos chegar lá com todos esses zumbis impedindo nossa passagem. A neve começou a aumentar e o céu ficou escuro, eu não gostava nem um pouco disse. Uma sensação ruim tomou conta de mim, mas eu me obriguei a me manter firme. Não podia deixar ninguém morrer!

–Prontos? – perguntei, olhando para o meu grupo. Eles assentiram.

Nós corremos na direção dos zumbis e eles não hesitaram em fazer o mesmo. Não sabia quantos zumbis haviam ali mais ou menos, mas não eram poucos. Saí cortando cabeças para todo o lado. Eu já estava tremendo por causa da neve, meus pés estavam congelando. E toda vez que eu respirava uma fumaça se formava na frente do meu rosto, isso não era bom. A temperatura estava caindo rapidamente. E, diferente dos zumbis, nós não éramos imunes a hipotermia. Tinha cortado a cabeça de mais um zumbi, quando Justin, que estava na minha frente, pediu que eu me abaixasse, me abaixei na mesma hora e ele cravou o facão na garganta do zumbi que estava logo atrás de mim. Enquanto ele tirava o facão que estava preso na garganta e cortava a cabeça do morto-vivo, outro veio na direção dele, na mesma hora ele largou o facão, abaixou e acertou um chute no joelho do zumbi, fazendo-o cair no chão, então ele gritou para mim. Eu já sabia o que fazer, pisei na costa do zumbi para mantê-lo parado e separei a cabeça do pescoço. Ajudei Justin a levantar e olhei em volta. O pessoal do meu grupo ainda estava um pouco ocupado, então, sem perder tempo, puxei Justin e nós começamos a correr. No caminho até a rua mais próxima do muro da sede nos encontramos com o resto do grupo. Nós tivemos que entrar em um beco para não nos encontrarmos com uma horda de zumbis que vinha cambaleando pela rua.

No beco tinha algumas poucas lâmpadas iluminando o caminho. A neve também não ajudava em nada. Paramos quando vimos dois zumbis travando a passagem. Eles se viraram e olharam para nós. Um abriu a boca e começou a sair sangue dela, pingando tudo na neve, nem para a criatura morrer de hemorragia! O outro veio mancando até nós, arrastando o pé esquerdo, fácil de dar um fim.

–Eu fico com o da hemorragia – me virei e sorri para o meu grupo.

–Eu fico com o aleijado – Dallas disse, pegando o facão de Kate.

–Kimberly, eu quebro as pernas dele e você corta a cabeça – Justin disse, sorrindo animadamente.

–Vamos nessa! – girei minha katana e avancei.

Passamos reto pelo zumbi do pé torto, deixando apenas Dallas ali para matá-lo. Chegando no zumbi com hemorragia, deixei Justin acertá-lo primeiro. Na hora que ele tentou me morder, eu desviei e Justin acertou em cheio o joelho dele com dois tiros. O hemorrágico caiu no chão com tudo e segurou meu tornozelo muito forte. Entrei em desespero. Peguei minha katana e comecei a golpear a cabeça do zumbi, gritando: MORRE, MORRE! Até que percebi que o zumbi não se mexia mais, que sua cabeça estava totalmente aberta e que meus amigos me encaravam em silêncio.

–Que foi? Ele agarrou meu tornozelo – dei de ombros, mas logo percebi que não era para mim que eles olhavam.

Virei-me para olhar para trás e caí de bunda no chão. Tinha o maior zumbi que eu já tinha visto na minha vida ali, era um daqueles caras musculosos pra cacete e bem alto. Bom, pelo menos era assim, quando estava vivo. Ele pegou uma lixeira e empurrou para o lado, tirando de seu caminho. Levantei-me bem na hora e corri para o outro lado, bem na hora que a lixeira poderia ter me esmagado.

–O que vamos fazer? – Dallas perguntou.

–Fugir? – Kate sugeriu.

–Não! Nós vamos até o fim! – sorri para eles.

–Concordo – Justin disse, pegando uma barra de ferro no chão. – Eu bato na cabeça dele com a barra, Drake bate no lado esquerdo da cabeça dele com o facão. Kimberly e Erika, acertem bem no meio da cabeça dele com a katana e com o facão e Dallas você separa a cabeça do pescoço. Kate você fica quieta, sei que está com medo – desviamos de mais alguma coisa que o zumbi jogou e corremos juntos.

O plano teria dado certo, se fosse fácil alcançar a cabeça dele. Eu pude acertar a cabeça dele sem muito problema, porém Erika, que era um pouco mais baixa que eu, ganhou um chute lindo do bombado e foi parar do outro lado da rua. Esquecendo-me que os outros ainda estavam ali, corri para ajudar Erika. Justin tinha conseguido cravar o facão na cabeça dele, mas o zumbi bombado ainda estava de pé e agarrou Justin. Corri com Erika até lá e na hora que o zumbi ia morder Justin, acertei outra vez a cabeça dele com minha katana. O zumbi bombado se virou para me olhar, mas ainda não havia largado Justin. Antes que eu percebesse Kate arrancou o facão da cabeça do zumbi e passou para Justin, que, na hora que o zumbi tentou mordê-lo novamente, atravessou a cabeça dele com o facão. O facão tinha entrado pela boca e podia-se ver a ponto dele saindo pelo outro lado da cabeça do zumbi e Drake jogou um facão para que Justin cortasse a cabeça zumbi. Fiquei totalmente paralisada enquanto via o zumbi cair no chão e Justin arrancar o facão da boca dele.

–O que foi isso? – olhei para Justin, meu queixo caiu.

–Eu matando um zumbi? – ele deu uma risada e limpou o facão na blusa. – Mandou bem, Kate – ela e Justin trocaram um “High Five”.

–Na boa, vocês são piores que os zumbis – falei, dando um soco no braço de Justin.

–Você ainda não viu nada, gata – Justin piscou pra mim.

–Você sabe que quase morreu, não é? – lancei um olhar ferino pra ele.

–Eu tenho sete vidas, amor – e mandou beijo pra mim.

Continuamos caminhando. A neve já estava caindo ainda mais forte, nem meu casaco estava conseguindo me esquentar. Quando, finalmente, conseguimos chegar na frente do muro. Vários zumbis viraram para nos encarar. Me queixo caiu. Como eu não tinha visto todos esses zumbis? Estávamos mortos! Nunca conseguiríamos passar por todos esses zumbis.

Justin segurou minha mão e eu o encarei. Ele me deu um beijo e disse:

–Nossa viagem a Grécia depende da morte desses zumbis. O que você vai fazer?

–Vamos em frente.

Ele assentiu e sorriu, confiante. Troquei um olhar com todos do meu grupo, eu sabia que eles estavam nervosos, mas não iriam recuar. Olhei novamente para o zumbis e fiz a minha melhor cara de má. “Vamos lá, Kimberly. O mundo depende de você!”

Sem mais nenhuma palavra, nós corremos na direção dos mortos-vivos. Se sobreviveríamos, ninguém sabia, mas se morrêssemos, morreríamos lutando.

–x-

Quando eu consegui matar o último zumbi, estava mais cansada do que nunca. Minhas pernas estavam dormente por causa da neve e eu já nem conseguia sentir meus dedos. Dallas, Drake, Erika e Kate cambalearam na minha direção e comemoraram por estarem vivos. Justin veio na minha direção e me abraçou. Não havia percebido, mas estava rindo junto com ele. E nesse momento percebi o quanto amava o som da risada dele.

–E agora, mais um plano brilhante? – Dallas perguntou.

–Entrar na sede do governo, dar o soro e, finalmente, ir para casa – falei.

(N/A: coloque qualquer música que faça você chorar)

Nós rimos, estávamos aliviados por estarmos vivos. Então tudo aconteceu rápido demais. Estava olhando para o sorriso de cada um de meus amigos, quando Dallas gritou:

–Kimberly, atrás de você!

Eu me virei e consegui ver um zumbi com a boca à menos de dez centímetros de distância do meu rosto. Fechei os olhos e ia levantar a katana, mas algo me empurrou e eu fui de encontro com o chão. Abri meus olhos e não pude acreditar no que via. Dallas estava caído ao meu lado, enquanto Justin brigava com o zumbi. Dallas me ajudou ao ficar de pé e eu até tentei correr na direção de Justin para ajudá-lo, mas ele gritou para que eu ficasse onde estava.

Dallas segurou minha mão, Justin já estava conseguindo matar o zumbi quando um outro zumbi segurou seus tornozelos. Soltei minha mão da de Dallas e corri na direção de Justin, mas Drake e Dallas me seguraram antes que eu pudesse chegar perto dele. O zumbi que estava segurando o tornozelo de Justin o puxou para baixo e Justin escorregou na neve, ele caiu de cara no chão e o facão que ele estava segurando foi parar longe de sua mão.

–NÃO! – gritei, mas Dallas e Drake me seguraram ainda mais forte. – ME SOLTA! JUSTIN!

–Não deixem a Kimberly vir aqui! – Justin gritou.

Lágrimas já rolavam dos meus olhos, eu berrava, me debatia, mas nada fazia Dallas e Drake me soltarem. E então, eu consegui ver as forças de Justin se esvaindo quando um dos zumbis mordeu sua perna e o outro mordendo seu braço. O mundo parou para mim, não sabia o que fazer.

–NÃO! – gritei novamente. Empurrei Drake e Dallas e corri para alcançar Justin, cortei a cabeça dos dois zumbis e me agachei no chão. – Justin, por favor!

Coloquei a cabeça de Justin nas minhas pernas. Tirei os cabelos de Justin do rosto dele, ele estava suando muito, estava queimando de febre. Sua respiração estava pesada e ele ficava de olhos fechados. Fiquei repetindo que tudo ia ficar bem e ficava passada a mão por seu rosto, não conseguia parar de pensar que tudo isso era minha culpa, que o Justin estava naquela situação por minha causa. Logo que ele que em tão pouco tempo tinha me conquistado. Ele não podia virar uma daquelas coisas!

Peguei a mochila dos soros e tirei de lá uma seringa e coloquei o liquido branco na mesma.

–Você não vai virar zumbi, Justin! Não vai!

–Kimberly, ainda precisa ser testado! Não sabemos se vai funcionar! – Dallas disse.

–Foda-se! É a única chance do Justin!

Coloquei a seringa em sua veia e empurrei o liquido para dentro. Justin abriu os olhos e me encarou. Ele ainda suava mesmo estando tão frio. Justin ergueu uma mão e tocou meu rosto, seu toque não era mais quente. Estava frio, muito frio.

–Kim...

–Estou aqui, Justin – falei.

–Eu... Eu te amo.

Eu tinha sido pega de surpresa. Era a primeira vez que ele dizia eu te amo. E ele estava ali, morrendo. Nunca me senti tão impotente em toda a minha vida.

–Eu também amo você, Justin. Me desculpe. Eu não posso ver você morrer. Ainda não é a hora! – ele deu uma risada cansada.

–Está tudo bem, Kim. Vou ficar bem! Tenho sete vidas, lembra?

–Então, me mostra! Não morra! Eu não suportaria perder você.

–Kimberly, estamos juntos agora. É só o que importa.

Justin virou de lado e vomitou sangue. Não conseguia acreditar que esse maldito soro não estava fazendo efeito. Justin estava morrendo!

–Foi assim que imaginei morrer, nos braços da pessoa que amo. Da única pessoa que amei em toda a minha vida. E essa pessoa é você Kimberly. Eu te amo tanto.

Segurei a mão de Justin e a beijei. Eu estava chorando tanto que estava tremendo. Parecia que nada mais importava, o soro, os zumbis, o mundo, nada! O único cara que eu amei na vida estava ali, morrendo, eu não podia fazer nada! Toquei o pulso de Justin e vi o quanto a pulsação estava fraca. Ele estava tão frio.

–Você vai conseguir salvar o mundo, Kimberly! E onde que eu esteja vou cuidar de você, eu prometo!

–Não posso ficar sem você, Justin! Somos uma equipe, lembra? N-não me deixar!

Seus olhos fitaram o céu e ele apertou minha mão. Um sorriso se abriu em seus lábios e ele voltou a me encarar.

–Kimberly, antes de ir que você saiba que você me deu um motivo.

–Para sorrir? – deduzi, soando extremamente patética.

–Não. – ele sorriu. – Você me deu um motivo para viver.

Mais lágrimas escorreram dos meus olhos, curvei-me e selei nossos lábios. Sabia que era a última vez que o beijaria, então queria aproveitar o máximo possível. Justin sussurrou "eu amo você" e apertou minha mão. Uma lágrima escorreu de seus olhos, enquanto fechavam-se. Seu coração parara de bater. Justin estava morto. Não consegui falar nada, estava paralisada. Meu coração, minha alma, tudo estava doendo. Eu o perdi. Para sempre.

Notas finais
Justin T.T O choro é livre! Comentem, cupcakes :3 obs: desculpe pelo capítulo estar grande demais.